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sábado, 10 de fevereiro de 2024

Conheça o satélite da Nasa que deve trazer detalhes inéditos sobre os oceanos

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Agência espacial americana lançou o PACE, satélite que deve ajudar cientistas a monitorar pela primeira vez do espaço a vida do fitoplâncton, conjunto de microrganismos que vivem no fundo do mar e absorvem gás do efeito estufa.
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Por g1

Postado em 10 de fevereiro de 2024 às 06h45m

Post. N. - 4.832


Nasa lança satélite para pesquisas inéditas sobre oceanos e mudanças climáticas

O satélite lançado na quinta-feira (8) pela Nasa, a agência espacial americana, deve trazer detalhes inéditos para a observação dos oceanos e dos efeitos das mudanças climáticas no planeta (veja o lançamento no vídeo acima).

Batizado de PACE (siga em inglês para Plâncton, Aerossol, Nuvem, Ecossistema Oceânico), o satélite deverá ajudar cientistas a monitorar o fitoplâncton, conjunto de microrganismos que vivem no fundo dos oceanos e são a base da cadeia alimentar marítima.

A Nasa explica que acompanhar o fitoplâncton é importante porque esses pequenos organismos são essenciais para absorver o dióxido de carbono, principal gás do efeito estufa encontrado na atmosfera.

A centenas de quilômetros da Terra, o satélite também deverá indicar como a luz solar interage com as partículas microscópicas na atmosfera. Isso permite ter mais informações mais sobre características de nuvens e a qualidade do ar.

A expectativa dos cientistas é começar a obter dados em até dois meses.

O que tem de novo?

A Nasa já têm outros instrumentos de observação da Terra, mas o PACE oferecerá mais detalhes. A agência espera que ele mostre, por exemplo, como gases poluentes e cinzas vulcânicas afetam a vida de microrganismos marítimos.

"O PACE irá nos ajudar a aprender, como nunca antes, como as partículas na nossa atmosfera e nos nossos oceanos podem identificar os principais fatores que afetam o aquecimento global", disse o administrador da Nasa, Bill Nelson.

O satélite é equipado com um equipamento hiperespectral, que permite investigar os oceanos a partir de um espectro de cores que varia entre luzes ultravioleta e quase infravermelhas.

Segundo a Nasa, o equipamento permitirá que pesquisadores observem pela primeira vez a partir do espaço quais comunidades de microrganismos estão presentes em cada região do planeta com uma precisão diária.

"Os cientistas e gestores de recursos costeiros podem usar os dados para ajudar a prever a saúde de peixes, rastrear a proliferação de algas nocivas e identificar alterações no ambiente marinho", disse a agência.

A Nasa enviou ainda dois polarímetros, instrumentos usados para identificar mudança na orientação da luz em contato com uma substância.

SpaceX fez o lançamento

O equipamento foi lançado a bordo de um foguete Falcon 9, da SpaceX, do bilionário Elon Musk, na Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, nos Estados Unidos.

Anteriormente, o lançamento estava previsto para terça-feira (6), mas foi adiado devido às condições climáticas. O lançamento foi, então, remarcado para quarta (7), mas foi novamente remarcado por conta de "ventos terrestres" que impediram as verificações de pré-lançamento.

Após os atrasos, o lançamento foi considerado um sucesso. Segundo a Nasa, o equipamento se separou do foguete Falcon 9 e está em órbita, a 677 km da superfície da Terra.

Técnicos da NASA e da SpaceX encapsulam com segurança a espaçonave PACE — Foto: Divulgação - Nasa
Técnicos da NASA e da SpaceX encapsulam com segurança a espaçonave PACE — Foto: Divulgação - Nasa


Um foguete SpaceX Falcon 9 decola com a espaçonave Plankton, Aerosol, Cloud, Ocean Ecosystem (PACE) da NASA, do Cabo Canaveral — Foto: REUTERS/Joe Skipper
Um foguete SpaceX Falcon 9 decola com a espaçonave Plankton, Aerosol, Cloud, Ocean Ecosystem (PACE) da NASA, do Cabo Canaveral — Foto: REUTERS/Joe Skipper


Um foguete SpaceX Falcon 9 decola com a espaçonave Plankton, Aerosol, Cloud, ocean Ecosystem (PACE) da NASA, de Cabo Canaveral — Foto: REUTERS/Joe Skipper
Um foguete SpaceX Falcon 9 decola com a espaçonave Plankton, Aerosol, Cloud, ocean Ecosystem (PACE) da NASA, de Cabo Canaveral — Foto: REUTERS/Joe Skipper


Um foguete SpaceX Falcon 9 decola com a espaçonave Plankton, Aerosol, Cloud, ocean Ecosystem (PACE) da NASA, de Cabo Canaveral — Foto: REUTERS/Joe Skipper
Um foguete SpaceX Falcon 9 decola com a espaçonave Plankton, Aerosol, Cloud, ocean Ecosystem (PACE) da NASA, de Cabo Canaveral — Foto: REUTERS/Joe Skipper

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terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

Meta vai identificar imagens criadas por IA no Facebook, Instagram e Threads

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Etiquetas de inteligência artificial (IA) vão aparecer 'nos próximos meses' e em 'todos os idiomas compatíveis com cada aplicativo'.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 06 de fevereiro de 2024 às 15h55m

Post. N. - 4.831

Fachada da Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, em foto de 7 de março de 2023 — Foto: Jeff Chiu/AP
Fachada da Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, em foto de 7 de março de 2023 — Foto: Jeff Chiu/AP

A gigante norte-americana Meta anunciou, nesta terça-feira (6), que vai identificar "nos próximos meses" qualquer imagem gerada por inteligência artificial (IA) que apareça em suas redes sociais Facebook, Instagram e Threads.

A empresa já identifica imagens feitas por robôs com a ajuda de sua própria ferramenta, Meta IA, lançada em dezembro.

"Nos próximos dias, iremos rotular imagens que os usuários publicarem no Facebook, Instagram e Threads sempre que pudermos detectar indicadores, conforme as normas da indústria, que revelem se são geradas por IA", disse o responsável por assuntos internacionais da Meta, Nick Clegg, em um blog.

Daqui para frente, "queremos fazer o mesmo com conteúdos criados com ferramentas de outras empresas" como Google, OpenAI, Microsoft, Adobe, Midjourney ou Shutterstock, acrescentou Clegg.

"Estamos construindo essa ferramenta no momento e começaremos a aplicar, nos próximos meses, etiquetas em todos os idiomas compatíveis com cada aplicativo", destacou.

O aumento da IA generativa faz crescer a preocupação de que as pessoas usem essas ferramentas para gerar caos político, especialmente por meio da desinformação. Quase metade da população mundial irá às urnas em 2024.

Além do risco político, o desenvolvimento de programas de IA generativa pode resultar em um fluxo incontrolável de conteúdos degradantes, segundo muitos ativistas e reguladores.

Como exemplo estão as deepfakes pornográficas de mulheres famosas, um fenômeno que também afeta muitas pessoas anônimas.

Antes de sua remoção, a deepfake da cantora Taylor Swift foi vista 47 milhões de vezes na rede social X (ex-Twitter), no final de janeiro. Segundo a imprensa norte-americana, a publicação permaneceu no ar na plataforma por cerca de 17 horas.

Embora Nick Clegg tenha afirmado que a ferramenta "não eliminará" totalmente o risco de produção de imagens falsas, "certamente minimizará" sua proliferação "dentro dos limites do que a tecnologia permite atualmente".

"Não é perfeito, não vai cobrir tudo, a tecnologia não está totalmente pronta. Mas, até agora, é a tentativa mais avançada a fornecer transparência significativa para todo mundo", garantiu Clegg à AFP.

"Eu espero profundamente que, fazendo isso, tomando esse caminho, iremos incentivar o restante da indústria (...) a trabalhar junto e realmente tentar desenvolver os padrões comuns que precisamos", defendeu o líder da Meta, afirmando estar disposto a "compartilhar" sua tecnologia aberta "da forma mais ampla possível".

Em meados de janeiro, a empresa californiana OpenAI, criadora do ChatGPT, também anunciou o lançamento de ferramentas para combater a desinformação e salientou seu desejo de não permitir o uso de suas tecnologias para fins políticos.

"Queremos garantir que nossa tecnologia não seja usada de maneira que prejudique" o processo democrático, explicou a OpenAI, destacando que seu gerador de imagens DALL-E 3 contém "ressalvas" para evitar que os usuários gerem imagens de pessoas reais, especialmente candidatos.

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sábado, 3 de fevereiro de 2024

Facebook, 20 anos: 4 formas como rede social mudou o mundo

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Vinte anos após lançamento, plataforma tem mais usuários do que qualquer outra, mas manutenção do posto é desafio num mercado cada vez mais competitivo e regulado.
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TOPO
Por BBC

Postado em 03 de fevereiro de 2024 às 18h45m

Post. N. - 4.830

Vinte anos após lançamento, plataforma tem mais usuários do que qualquer outra, mas manutenção do posto é desafio num mercado cada vez mais competitivo e regulado — Foto: Niall Kennedy via BBC
Vinte anos após lançamento, plataforma tem mais usuários do que qualquer outra, mas manutenção do posto é desafio num mercado cada vez mais competitivo e regulado — Foto: Niall Kennedy via BBC

"The Facebook". Era assim que o Facebook era chamado quando Mark Zuckerberg e um grupo de amigos lançaram a plataforma enquanto viviam em moradias estudantis, há 20 anos.

Desde então, a rede social mais popular do mundo foi redesenhada dezenas de vezes.

Mas seu objetivo permanece o mesmo: conectar pessoas online. E ganhar muito dinheiro com publicidade.

No momento em que a plataforma completa 20 anos, aqui estão quatro maneiras como o Facebook mudou o mundo.

1. Facebook mudou o jogo das redes sociais

Outras redes sociais, como o MySpace, já existiam antes do Facebook – mas o site de Mark Zuckerberg decolou instantaneamente quando foi lançado em 2004.

Isso mostrou a velocidade com que uma plataforma do tipo poderia se consolidar.

Em menos de um ano, ele tinha 1 milhão de usuários e, em quatro anos, ultrapassou o MySpace – alimentado por inovações como a capacidade de "marcar" pessoas em fotografias.

Levar uma câmera digital para sair à noite e depois "marcar" os amigos em dezenas de fotos era uma rotina da vida adolescente no final dos anos 1990.

O feed de publicações em constante mudança também foi um grande atrativo para os primeiros usuários.

Em 2012, o Facebook ultrapassou a marca de 1 bilhão de usuários mensais e, exceto por uma breve queda no final de 2021 – quando os usuários ativos diários caíram pela primeira vez para 1,92 bilhão, a plataforma continua a crescer.

Ao expandir-se para países menos conectados e oferecer internet gratuita, a empresa manteve e aumentou o número de usuários.

No final de 2023, o Facebook informou que tinha 2,11 bilhões de usuários ativos diários.

É fato que o Facebook é hoje menos popular entre os jovens do que costumava ser. No entanto, continua a ser a rede social mais popular do mundo e inaugurou uma nova era de atividade social online.

Alguns veem o Facebook e seus rivais como ferramentas que estimulam conexões, outros os veem como agentes viciantes de destruição.

2. O Facebook tornou nossos dados pessoais valiosos… e menos pessoais

O Facebook provou que coletar o que gostamos e não gostamos é extremamente lucrativo.

Facebook — Foto: GETTY
Facebook — Foto: GETTY

Atualmente, a Meta, empresa controladora do Facebook, é uma gigante da publicidade que, juntamente com empresas como a Google, detém a maior parte da receita publicitária global.

A Meta reportou quase US$ 40 bilhões (R$ 199 bilhões) em receitas no último trimestre de 2023, vindas principalmente de serviços de publicidade altamente direcionados; a empresa declarou ainda US$ 14 bilhões em lucros.

Mas o Facebook também mostrou como a coleta de dados pode dar errado.

A Meta foi multada diversas vezes por uso indevido de dados pessoais.

O caso mais divulgado foi o escândalo da Cambridge Analytica em 2014, que levou o Facebook a pagar US$ 725 milhões para encerrar uma ação legal devido a uma violação de dados significativa.

Em 2022, o Facebook também pagou uma multa de 265 milhões de euros (R$ 1,4 bilhão) à União Europeia por permitir a extração de dados pessoais do site.

No ano passado, a empresa recebeu uma multa recorde de 1,2 bilhões de euros da Comissão Irlandesa de Proteção de Dados, por transferir dados de usuários europeus para fora da jurisdição europeia. O Facebook está recorrendo.

3. O Facebook tornou a internet parte da política

Ao oferecer publicidade direcionada, o Facebook tornou-se uma importante plataforma para campanhas eleitorais em todo o mundo.

Donald Trump — Foto: GETTY
Donald Trump — Foto: GETTY

Por exemplo, nos cinco meses que antecederam as eleições presidenciais dos EUA em 2020, a equipe do então presidente Donald Trump gastou mais de US$ 40 milhões em anúncios no Facebook, de acordo com dados do site Statista.

O Facebook também contribuiu para mudar a política entre pessoas comuns – ao permitir que grupos díspares de usuários se reunissem, organizassem campanhas e planejassem ações em escala global.

O Facebook e o Twitter foram considerados cruciais na coordenação dos protestos da Primavera Árabe, ao divulgar notícias sobre o que estava acontecendo nas ruas.

Mas há críticas às consequências do uso do Facebook com fins políticos.

Em 2018, o Facebook concordou com um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) que afirmava que a plataforma não conseguiu impedir que as pessoas a usassem para "incitar a violência offline" contra o povo Rohingya em Mianmar.

4. O Facebook deu início ao domínio da Meta

Com o enorme sucesso do Facebook, Mark Zuckerberg construiu uma rede social e um império tecnológico que permanecem sem precedentes em termos de número de usuários e de poder.

Mark Zuckerberg — Foto: GETTY
Mark Zuckerberg — Foto: GETTY

Empresas como WhatsApp, Instagram e Oculus foram compradas e turbinadas pelo grupo Facebook, que mudou seu nome para Meta em 2021.

A Meta diz que hoje mais de 3 bilhões de pessoas usam pelo menos um de seus produtos todos os dias.

E quando não consegue comprar seus rivais, a Meta tem sido frequentemente acusada de copiá-los para manter seu domínio.

O recurso Stories do Facebook e do Instagram é semelhante a uma ferramenta do Snapchat; o Instagram Reels é uma resposta da empresa ao TikTok; e a ferramenta Threads é a tentativa da Meta de imitar o X, anteriormente conhecido como Twitter.

As táticas tornaram-se mais importantes do que nunca, graças ao aumento da concorrência e a um ambiente regulatório mais rigoroso.

Em 2022, a Meta foi forçada a vender com prejuízo o serviço de criação de GIFs (imagens em movimento) Giphy após reguladores do Reino Unido impedirem que ela controlasse o serviço.

Os reguladores citaram temores de que a Meta exercesse um domínio excessivo do mercado.

E os próximos 20 anos?

A ascensão e o domínio contínuo do Facebook são uma prova da capacidade de Mark Zuckerberg de manter seu site relevante.

Mas se manter como a rede social mais popular do mundo será um desafio monumental nos próximos 20 anos.

A Meta agora está se esforçando para construir seus negócios em torno da ideia do Metaverso, processo no qual está à frente de gigantes rivais como a Apple.

A inteligência artificial também é uma grande prioridade para a Meta.

Assim, à medida que a empresa se afasta das raízes do Facebook, será interessante ver o que o futuro reserva para o onipresente aplicativo azul.

*Com reportagem adicional de Iman Mohammed

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