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Tecnologia permite entrar em várias plataformas on-line sem a necessidade de digitar e-mail e senha. Muitas empresas já oferecem esse método gratuitamente, mas especialistas dizem que a adoção massiva ainda pode demorar. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Darlan Helder, g1 Postado em 02 de maio de 2024 às 07h10m Post. N. - 4.873
O que são chaves de acesso e por que elas podem pôr fim ao login com senha em apps e redes sociais — Foto: Onur Binay/Unsplash
Imagina fazer login em sites de compras e em redes sociais sem precisar digitar e-mail e senha? Parece coisa do futuro, né? Mas isso já é possível graças às chaves de acesso (ou passkeys, em inglês).
Atualmente, essa tecnologia está disponível gratuitamente, ela promete ser mais segura e pode pôr fim aos logins que conhecemos hoje, segundo especialistas.
Várias empresas, incluindo as gigantes da tecnologia, defendem o uso
das chaves de acesso e já começaram a introduzir esse mecanismo em seus
serviços. É o caso deApple,Microsoft, Meta,X(ex-Twitter), PlayStation, Amazon, Nintendo e TikTok, para citar algumas.
O g1
conversou com um especialista em tecnologia e inovação e com uma
profissional especializada em identidades e acessos para entender como
as passkeys funcionam, se elas são realmente seguras e se decretarão o
fim das senhas.
🔑 O que são chaves de acesso (passkeys)?É
uma tecnologia que permite fazer login em sites, aplicativos e redes
sociais sem digitar a senha. Em vez disso, você desbloqueia suas contas
usando apenas a impressão digital, o reconhecimento facial ou o PIN
(código) do seu celular, por exemplo.
Exemplificando: com as passkeys, você pode fazer login no Facebook
usando apenas o Face ID (reconhecimento facial) no seu iPhone, sem
precisar digitar e-mail e senha. Ou, então, entrar na sua conta do Gmail
usando apenas a impressão digital do seu celular Android.
"As pessoas não precisam mais se preocupar em lembrar senhas exclusivas
ou em usar identificadores fáceis de adivinhar, como nomes ou
aniversários", explica a Amazon, que já oferece esse tipo de credencial.
🤔 Elas vão acabar com as senhas comuns?
As empresas que adotam as chaves de acesso esperam que, em algum momento no futuro, os logins convencionais sejam extintos. O Google, por exemplo, defende que "continuará incentivando a indústria a migrar para essa tecnologia – tornando as senhas uma raridade e, eventualmente, obsoletas".
"Existe uma grande possibilidade, mesmo, porque elas são mais
convenientes e há um movimento expressivo para adoção de grandes
empresas e aplicativos", diz Micaella Ribeiro, especialista em
identidades e acessos da IAM Brasil.
Já para o especialista em tecnologia e inovação Arthur Igreja, essa mudança massiva é muito pouco provável porque o combo de usuário e senha ainda domina amplamente todos os tipos de sistemas, ou seja, a migração 100% não deve ocorrer tão cedo.
"A senha já está enraizada no dia a dia. Porém, nada impede que no
futuro a chave de acesso seja dominante, já que ela envolve métodos mais
seguros de autenticação", afirma.
🔐 Mas elas são mais seguras?
Especialistas consultados pelo g1 dizem que sim. Isso porque as chaves de acesso oferecem um nível de segurança maior em razão da sua natureza única e exclusiva.
Ao contrário dos métodos tradicionais de autenticação que dependem de
senhas, as chaves de acesso impedem uma variedade de invasões, como ataques de phishing, explica Micaella Ribeiro.
"Elas podem até evitar ataques mais elaborados, como clonagem do chip
da vítima, que faz com que a verificação em dois fatores chegue nos dois
dispositivos, implicando na possibilidade de o invasor ter acesso à
conta de redes sociais, aplicativos diversos e até contas bancárias",
diz Micaella.
"A segurança se torna ainda maior quando as passkeys estão combinadas
com outros métodos de autenticação, como a de dois fatores, tornando o
acesso ainda mais seguro", finaliza Igreja.
Com videoaulas sobre marketing, criação de conteúdo, monetização e mais, projeto é voltado principalmente para moradores de favelas, mas qualquer pessoa pode se inscrever. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por g1 01/05/2024 06h01 Atualizado há uma hora Postado em 01 de maio de 2024 às 07h05m Post. N. - 4.872
Paty Toledo é uma das professoras do "Cria que Cria", do TikTok — Foto: Divulgação
O TikTok está com inscrições abertas para um curso online e gratuito que ensina
pequenos empreendedores e criadores de conteúdo a impulsionarem seus
negócios por meio das ferramentas da plataforma.
É o “Cria que Cria”,
um projeto com 25 mil vagas montado em parceria com a Digital Favela,
empresa focada em influenciadores de favela, e realizado pela SoulCode
Academy, que promove cursos de tecnologia.
A partir da inscrição no site do programa,
o participante tem acesso às 25 horas do curso, com videoaulas sobre
marketing, criação de conteúdo, monetização, como identificar seu nicho,
como usar o TikTok para divulgação, etc.
Os inscritos poderão assistir às aulas nos dias e horários que desejarem, até o dia 31 de julho. E, apesar de o projeto ter sido criado principalmente para moradores de favelas, qualquer pessoa pode participar.
“O
conteúdo do curso é tão democrático, tem uma linguagem tão simples, que
a gente acaba falando com todos os pequenos empreendedores”, afirma
Carmela Borst, CEO e fundadora da SoulCode Academy.
Desde o lançamento, mais de 19 mil pessoas se inscreveram, segundo a
organização. Ao final da experiência, os participantes recebem um
certificado de conclusão.
Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Data Favela em 2023 apontou que,
das quase 18 milhões de pessoas que vivem nessas comunidades no Brasil,
5,2 milhões já empreendem e 6 milhões sonham em empreender.
Paralelamente, 82% dos usuários do TikTok dizem que descobriram uma
pequena ou média empresa na plataforma antes de vê-la em outro lugar,
mostra uma pesquisa da plataforma conduzida pela InSites Consulting no
ano passado.
Assim, a ideia do “Cria que Cria” é atrair empreendedores da favela para o TikTok, para que eles possam aumentar a visibilidade dos seus negócios e serviços, gerando um real impacto econômico, afirma Carolina Bacarat, diretora de marketing do TikTok.
“Então, nosso plano de comunicação está usando veículos locais da
favela para divulgar o programa, para convidar as pessoas onde elas
estão. E a gente só vai conseguir trazer esse impacto com os nossos
parceiros que têm propriedade para falar com esse público”, diz.
Os professores do projeto também são criadores de conteúdo que
começaram na favela, explica Carmela, da SoulCode. “Tivemos o cuidado de
trazer pessoas diversas que sentem e vivem essa realidade. Então, o
empreendedor assiste e se reconhece”, conta.
A experiência indiana pode servir de exemplo para os Estados Unidos, onde foi sancionada uma lei que abre caminho para o aplicativo ser banido no país. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por BBC 29/04/2024 14h47 Atualizado há um dia Postado em 30 de abril de 2024 às 07,45m Post. N. - 4.871
Por que o TikTok pode ser banido dos Estados Unidos?
Há quatro anos, a Índia era o maior mercado do TikTok.
O aplicativo contava com uma base de 200 milhões de usuários,
subculturas em expansão e, muitas vezes, oportunidades de mudança de
vida para criadores de conteúdo e influenciadores.
O TikTok parecia imbatível — até que as tensões latentes na fronteira entre a Índia e a China eclodiram em uma onda de violência mortífera.
Mas as contas e os vídeos indianos do TikTok ainda estão online, parados no tempo em que o aplicativo tinha acabado de emergir como um gigante cultural.
De certa forma, a experiência indiana pode ser um vislumbre do que pode vir pela frente nos Estados Unidos.
A possível proibição do TikTok nos EUA preocupa muitas pequenas
empresas e profissionais que dependem da plataforma — Foto: Getty Images
via BBC
A lei exige que a empresa proprietária do TikTok,
a Bytedance, venda sua participação no aplicativo nos próximos nove
meses — com um período adicional de três meses de tolerância — ou
enfrentará uma possível proibição no país.
A Bytedance afirma que não tem intenção de vender a plataforma de rede social — e prometeu contestar a legislação na Justiça.
Dona do Tik Tok diz que não venderá empresa nos EUA
Banir um aplicativo de rede social deste porte seria algo sem
precedentes na história da tecnologia americana, embora a batalha
judicial que vem pela frente torne o destino do TikTok incerto.
A experiência indiana mostra o que pode acontecer quando um grande país elimina o TikTok dos smartphones dos seus cidadãos.
Mas a Índia não foi o único país a adotar esta medida — em novembro de 2023, o Nepal também anunciou a decisão de banir o TikTok, e o Paquistão implementou uma série de proibições temporárias desde 2020.
Enquanto os 150 milhões de usuários do aplicativo nos EUA navegam à espera do que pode acontecer, a proibição do TikTok na Índia mostra que os usuários se adaptam rapidamente — e que quando o TikTok morre, grande parte de sua cultura morre com ele.
A conta de Sucharita Tyagi, uma crítica de cinema que vive em Mumbai, tinha 11 mil seguidores quando o TikTok desapareceu da noite para o dia — e alguns dos seus vídeos acumulavam milhões de visualizações.
"O TikTok
era gigante. As pessoas se reuniam em todo o país, dançando, fazendo
esquetes, postando sobre como administravam suas propriedades agrícolas
em pequenos vilarejos nas montanhas", diz Tyagi.
"Havia um grande número de pessoas que de repente tiveram esta
exposição, algo que sempre havia sido negado a elas, mas era finalmente
possível”.
O aplicativo foi um fenômeno particular devido à forma como seu algoritmo ofereceu oportunidades aos usuários rurais da Índia.
Eles conseguiram encontrar um público e até mesmo alcançar status de
celebridade, o que não era possível em outros aplicativos.
"Democratizou a reação ao conteúdo pela primeira vez", avalia Prasanto K
Roy, escritor e analista de tecnologia baseado em Nova Déli.
“Começamos a ver muitas destas pessoas de zonas rurais, bem abaixo na
escala socioeconômica, que nunca sonhariam em conseguir seguidores ou
ganhar dinheiro com isso. E o algoritmo de descoberta do TikTok entregaria isso aos usuários que quisessem ver. Não havia nada parecido em termos de vídeos hiperlocais."
O TikTok
tem um significado cultural semelhante nos EUA, onde comunidades de
nicho prosperam, e um número incalculável de pequenas empresas e
criadores de conteúdo baseiam seu sustento no aplicativo.
Este tipo de sucesso é menos comum em outras plataformas de rede
social. O Instagram, por exemplo, geralmente é mais voltado ao consumo
de conteúdo de perfis com muitos seguidores, enquanto o TikTok dá uma ênfase maior em incentivar usuários comuns a postar.
Quando o TikTok ficou offline na Índia,
o governo proibiu também outros 58 aplicativos chineses, incluindo
alguns que atualmente estão ganhando popularidade nos EUA, como o
aplicativo da gigante de moda Shein.
Com o passar dos anos, a Índia
proibiu mais de cem aplicativos chineses, embora uma versão indiana da
Shein tenha sido colocada no ar novamente, após negociações recentes.
Algo do tipo poderia acontecer nos EUA. A nova lei abre um precedente, e cria um mecanismo para que o governo americano elimine outros aplicativos chineses.
As preocupações em relação à privacidade e segurança nacional manifestadas pelos políticos sobre o TikTok também podem se aplicar a uma série de outras empresas.
E quando se proíbe um aplicativo popular, outros podem tentar preencher este espaço.
"Assim que o TikTok
foi banido, abriu-se uma oportunidade multibilionária", explica Nikhil
Pahwa, analista de políticas tecnológicas indiano e fundador do site de
notícias MediaNama.
"Várias startups indianas foram lançadas ou turbinadas para preencher esse vazio."
Durante meses, o noticiário de tecnologia indiano foi inundado por
notícias sobre estas novas empresas de rede social, com nomes como
Chingari, Moj e MX Taka Tak.
Algumas obtiveram sucesso inicial, atraindo ex-estrelas do TikTok
para suas plataformas, garantindo investimentos e até apoio
governamental. Isso fragmentou o mercado indiano de redes sociais, à
medida que os novos aplicativos disputavam a hegemonia — mas a febre do
ouro pós-TikTok não durou muito.
O Instagram e o YouTube já estavam entrincheirados na Índia, e o exército das novas startups não tinha a menor chance.
"Houve muito burburinho em torno de alternativas ao TikTok,
mas a maioria desapareceu no longo prazo", diz Prateek Waghre, diretor
executivo da internet Freedom Foundation, um grupo ativista indiano.
"No fim das contas, quem mais se beneficiou provavelmente foi o Instagram."
A decisão do governo indiano de proibir o TikTok foi apoiada por alguns
protestos nas ruas contra o aplicativo — Foto: Getty Images via BBC
Não demorou muito para que muitos dos principais criadores de conteúdo do TikTok indiano e seus seguidores, migrassem para os aplicativos da Meta e do Google, e muitos obtiveram sucesso semelhante.
Geet, uma influenciadora indiana que atende apenas pelo primeiro nome, ficou famosa no TikTok
ensinando "inglês americano", dando conselhos de vida e fazendo
discursos motivacionais. Ela tinha 10 milhões de seguidores em três
contas diferentes quando o TikTok foi banido.
Em entrevista à BBC em 2020, Geet compartilhou que estava preocupada
com o futuro da sua carreira. Mas quatro anos depois, ela conseguiu
reunir quase cinco milhões de seguidores no Instagram e no YouTube.
No entanto, os usuários e especialistas com quem a BBC conversou dizem que algo se perdeu na transição pós-TikTok. O Instagram e o YouTube podem ter captado o tráfego do TikTok, mas não foram capazes de reproduzir a sensação do TikTok indiano.
"O TikTok tinha um tipo de base de usuários comparativamente diferente no que diz respeito aos criadores de conteúdo", afirma Pahwa.
"Havia agricultores, pedreiros e pessoas de cidades pequenas subindo vídeos no TikTok. Não se vê tanto isso no Shorts, do YouTube, e no Reels, do Instagram. O mecanismo de descoberta do TikTok era muito diferente."
Se o TikTok for proibido nos EUA, é possível que o destino das redes sociais americanas siga um caminho semelhante ao da Índia.
Quatro anos após a proibição na Índia,
o Instagram e o YouTube já estão estabelecidos como plataformas para
vídeos curtos. Até mesmo o LinkedIn está testando um feed de vídeo no
estilo TikTok.
Os concorrentes do aplicativo provaram que não precisam recriar a cultura do TikTok para ter sucesso.
É provável que o conteúdo americano hiperlocal e de nicho desapareça, assim como aconteceu na Índia. Na verdade, as repercussões culturais nos EUA seriam muito mais significativas.
Quase um terço dos americanos com idade entre 18 e 29 anos acessa notícias pelo TikTok, de acordo com um levantamento do Pew Research Center.
Os EUA têm menos usuários de TikTok do que a Índia tinha no seu apogeu (200 milhões), mas a nação asiática tem uma população de 1,4 bilhão de habitantes. O TikTok tem supostamente 170 milhões de usuários nos EUA, mais da metade da população do país.
"Quando a Índia baniu o TikTok, o aplicativo não era o gigante que é agora", diz Tyagi.
"Ele se transformou em uma revolução cultural nos últimos anos. Acho
que proibi-lo agora nos EUA teria um impacto muito maior."
Além disso, a resposta do TikTok
a uma eventual proibição nos EUA já se mostrou diferente. A empresa
prometeu contestar a nova lei do governo americano em uma batalha
jurídica, que pode chegar à Suprema Corte do país. O TikTok poderia ter entrado com um processo semelhante após a proibição na Índia, mas optou por não fazer isso.
"As empresas chinesas têm boas razões para hesitar em recorrer aos tribunais da Índia contra o governo indiano", afirma Roy.
"Não acho que eles seriam muito solidários."
Além disso, a proibição na Índia foi imediata, entrando em vigor em questão de semanas. O recurso judicial do TikTok nos EUA pode embargar a lei durante anos, e não há certeza de que a legislação vai resistir a uma batalha nos tribunais.
Há também uma chance muito maior de que a proibição do TikTok nos EUA desencadeie uma guerra comercial.
"Acho que existe uma possibilidade clara de retaliação por parte da China", diz Pahwa.
A China condenou a Índia por banir o TikTok, mas ainda não houve qualquer retaliação ostensiva. Os EUA podem não ter tanta sorte.
Há uma série de razões para a resposta da China à proibição indiana. Uma delas é o fato de a indústria tecnológica da Índia
ser praticamente inexistente na China. A indústria tecnológica dos EUA,
por outro lado, oferece várias oportunidades para um ataque recíproco. A
China já lançou um esforço para "deletar os EUA", e substituir a
tecnologia americana por alternativas nacionais. A proibição do TikTok poderia acelerar este projeto.
"A proibição do TikTok
foi repentina", lembra Tyagi. "No meu caso, não foi tão grave, eu só
estava usando o aplicativo para promover meu outro trabalho. Mas me
pareceu estranho e injusto com muitas pessoas, especialmente aquelas que
estavam realmente ganhando dinheiro e fazendo negócios com as marcas."
Perder o TikTok não afetou o ganha pão de Tyagi, mas tirou seu acesso à conta. Quer dizer, até ela fazer uma viagem aos EUA.
"Quando visitei os EUA, fiquei surpresa ao ver que meu perfil ainda estava ativo", diz Tyagi.
Foi como uma viagem no tempo. Ela até postou alguns vídeos. A maioria
dos seguidores dela não foi capaz de ver os vídeos em seu país, claro,
mas ela conseguiu um pequeno engajamento de indianos que moram no
exterior.
"Estas milhões de contas ainda existem", observa Tyagi.
"É interessante ver que o TikTok as manteve. Me pergunto se eles esperam que a Índia os deixe voltar."