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segunda-feira, 26 de agosto de 2024

SpaceX tenta primeira caminhada espacial com civis nesta terça; conheça a missão

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Missão Polaris Dawn deverá levar quatro tripulantes para ponto mais distante da Terra já alcançado por humanos desde o fim do programa Apollo, em 1972. Ela deve ter cinco dias de duração.
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Por g1

Postado em 26 de agosto de 2024 às 06h00m

#.* Post. - Nº.\  4.945 *.#

Missão Polaris Dawn usará propulsor Falcon 9 — Foto: Divulgação/SpaceX
Missão Polaris Dawn usará propulsor Falcon 9 — Foto: Divulgação/SpaceX

A SpaceX, do bilionário Elon Musk, quer alcançar uma nova etapa em sua empreitada no turismo espacial. A meta da empresa agora é realizar a primeira caminhada espacial da história em uma missão comercial, batizada de Polaris Dawn.

Neste caso será usada a nave Crew Dragon, e não a Starship, a maior do mundo. A missão poderá atingir outro feito: alcançar 1.400 km de altitude, o que será o ponto mais distante da Terra alcançado por humanos desde o programa Apollo, encerrado em 1972. A Estação Espacial Internacional (ISS), por exemplo, fica a 420 km da Terra.

O plano é levar quatro passageiros em um voo de cinco dias partindo do Kennedy Space Center, base da Nasa, na Flórida, Estados Unidos. O lançamento está previsto para as 4h38 (horário de Brasília) desta terça-feira (27), mas poderá ser adiado para o final da manhã ou para quarta-feira (28).

No terceiro dia, dois passageiros da Polaris Dawn poderão deixar a nave e flutuar no espaço por alguns instantes, a 700 km da Terra.

Esta será a primeira missão do programa Polaris, organizado pelo bilionário Jared Isaacman, um dos passageiros deste voo. Outros dois voos dentro dessa iniciativa são previstos pela SpaceX, incluindo um com a Starship, a maior nave espacial do mundo.

Biolionário Jared Isaacman olhando para a Terra através do domo da cápsula da SpaceX, na primeira missão a enviar apenas civis ao espaço, sem um astronauta profissional, em 2021 — Foto: Redes sociais/Inspiration4
Biolionário Jared Isaacman olhando para a Terra através do domo da cápsula da SpaceX, na primeira missão a enviar apenas civis ao espaço, sem um astronauta profissional, em 2021 — Foto: Redes sociais/Inspiration4

Como será o voo?

A expectativa é de que o voo tenha cinco dias de duração, com momentos-chave da missão logo após o lançamento. Segundo a SpaceX, os primeiros minutos após a decolagem devem seguir as etapas abaixo:

  • 58 segundos após o lançamento: foguete Falcon 9 atinge o "Max Q", como é conhecido o pico de estresse mecânico;
  • 2min38: motores do 1º estágio (Falcon 9) são desligados;
  • 2min42: 1º e 2º estágios do veículo espacial se separam;
  • 2min51: motores do 2º estágio são ligados;
  • 7min39: reentrada do 1º estágio na atmosfera;
  • 8min59: motores do 2º estágio são desligados;
  • 9min35: 1º estágio pousa em uma embarcação da SpaceX no Oceano Atlântico;
  • 12min16: Crew Dragon, cápsula onde está a tripulação, se separa do 2º estágio e continua voo;
  • 12min58: "nariz" da Crew Dragon, no topo da cápsula, começa a abrir.

Polaris Dawn, missão planejada pela SpaceX — Foto: Divulgação/SpaceX

Crew Dragon, nave da SpaceX — Foto: Divulgação/SpaceX
Crew Dragon, nave da SpaceX — Foto: Divulgação/SpaceX

Como será a caminhada espacial?

Flutuar no espaço exigirá uma preparação nas 45 horas anteriores, segundo a agência de notícias Reuters.

Os tripulantes passarão por um processo de "pré-respiração", voltado para preencher a cabine da nave apenas com oxigênio. A ideia é evitar a presença de nitrogênio, que, se estiver na corrente sanguínea, pode bloquear o fluxo de sangue nos passageiros.

Antes da saída, a Crew Dragon é despressurizada e exposta ao vácuo do espaço. A caminhada espacial também exige trajes específicos, que foram desenvolvidos pela SpaceX para esta missão.

O uniforme batizado de traje para atividade extraveicular (EVA, na sigla em inglês) foi fabricado com materiais dos foguetes da empresa, um visor e uma câmera de última geração no capacete, além de tecidos térmicos e um design que promete dar mais mobilidade aos astronautas.

Representantes da SpaceX e os passageiros da Polaris Dawn dizem que planejaram vários cenários de contingência caso algo dê errado na missão, como vazamento de oxigênio ou falha para vedar novamente o domo da Crew Dragon.

A SpaceX desenvolveu uma roupa espacial própria para a missão Polaris Dawn. — Foto: Reprodução
A SpaceX desenvolveu uma roupa espacial própria para a missão Polaris Dawn. — Foto: Reprodução

Quem são os passageiros?

  • Jared Isaacman (comandante), presidente-executivo do serviço de pagamentos americano Shift4. Em 2021, ele bancou e participou da missão Inspiration4, também da SpaceX, em que tripulantes civis ficaram na órbita da Terra durante três dias, sem a presença de astronautas profissionais, sum feito histórico no turismo espacial.
  • Scott Poteet (piloto), tenente-coronel aposentado da Força Aérea americana.
  • Sarah Gillis (especialista de missão), engenheira de operações espaciais da SpaceX, responsável pelo programa de treinamento da empresa para astronautas.
  • Anna Menon (especialista de missão e médica), engenheira de operações espaciais da SpaceX e responsável por gerenciamento de missões.

Isaacman tem uma fortuna de quase US$ 2 bilhões (R$ 11 bilhões). Ele é o único da tripulação com experiência em voos espaciais – em 2021, ele financiou a Inspiration4, primeira missão espacial totalmente civil a orbitar a Terra.

Isaacman também está financiando o programa Polaris e, apesar dele ter se recusado a dizer quanto gastou, estima-se que o valor tenha chegado a US$ 100 milhões (R$ 550 milhões), segundo a Reuters.

Os passageiros estão se preparando há dois anos para a missão, período em que treinaram paraquedismo, pilotagem de aeronaves, voo em gravidade zero, entre outras técnicas.

Qual o objetivo da missão?

Além do turismo espacial, a missão servirá para realizar 36 experimentos científicos. Um deles envolve o uso de lentes de contato inteligentes para medir como uma altitude tão significativa altera o organismo, em especial a pressão intraocular.

O estudo realizado em parceria com a Universidade do Colorado em Boulder, nos EUA, busca obter mais informações sobre a chamada síndrome neuro-ocular associada a viagem espacial (SANS, na sigla em inglês).

A presença prolongada no espaço pode alterar a visão, já que os fluidos do corpo se deslocam para a cabeça, exercendo pressão sobre os olhos. A SANS pode alterar a capacidade de foco, em alguns casos de forma permanente.

Uma das pesquisas realizadas na missão será feita com o uso de lente de contato inteligente. — Foto: Reprodução
Uma das pesquisas realizadas na missão será feita com o uso de lente de contato inteligente. — Foto: Reprodução 

Veja vídeos sobre a SpaceX:

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sábado, 24 de agosto de 2024

Meta diz que grupo hacker iraniano mirou contas de WhatsApp de auxiliares de Trump e Biden

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A Meta bloqueou as contas após os usuários reportarem a atividade como suspeita e afirmou que não havia evidências sugerindo que as contas de WhatsApp visadas tivessem sido comprometidas
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Reuters
24/08/2024 às 12:30
Postado em 24 de agosto de 2024 às 13h00m

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Logo da Meta Platforms em Bruxelas
Logo da Meta Platforms em Bruxelas • Bélgica06/12/2022REUTERS/Yves Herman

A Meta informou nesta sexta-feira (24) que identificou possíveis tentativas de atividade hacker nas contas do WhatsApp de autoridades norte-americanas dos governos do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e do ex-presidente Donald Trump, culpando o mesmo grupo iraniano de hackers revelado no início deste mês por ter comprometido a campanha de Trump.

Em uma publicação em blog, a controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp descreveu a tentativa como um pequeno grupo de atividades provavelmente de engenharia social no WhatsApp, envolvendo contas que se passavam por suporte técnico de AOL, Google, Yahoo e Microsoft.

A Meta bloqueou as contas após os usuários reportarem a atividade como suspeita e afirmou que não havia evidências sugerindo que as contas de WhatsApp visadas tivessem sido comprometidas.

Leia Mais

A Meta atribuiu a atividade ao APT42, um grupo de hackers que se acredita estar associado a uma divisão de inteligência dentro das forças armadas do Irã, conhecido por instalar softwares de vigilância nos celulares de suas vítimas. Esse software permite que a equipe grave chamadas, roube mensagens de texto e ligue silenciosamente câmeras e microfones, de acordo com pesquisadores que acompanham o grupo.

A empresa vinculou a atividade do grupo a esforços anteriores para invadir campanhas presidenciais dos EUA — reportados pela Microsoft e pelo Google este mês –, antes da eleição presidencial norte-americana em novembro.

A publicação da empresa não nomeou os indivíduos alvo do ataque, dizendo apenas que os hackers parecem ter se concentrado em oficiais políticos e diplomáticos, empresários e outras figuras públicas, incluindo alguns associados aos governos do presidente Biden e do ex-presidente Trump.

Essas figuras estavam baseadas em Israel, nos territórios palestinos, no Irã, nos EUA e no Reino Unido, acrescentou.

Tópicos

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sexta-feira, 23 de agosto de 2024

Duelo de celulares dobráveis: Moto Razr 50 Ultra x Galaxy Z Flip6 g1 testou os dois lançamentos.

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Modelo da Samsung foi usado por atletas no pódio das Olimpíadas, que a marca patrocinou. Ambos têm desempenho de smartphone topo de linha.
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Por Henrique Martin, g1

Postado em 23 de agosto de 2024 às 08h00m

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Guia de Compras: celulares dobráveis — Foto: g1
Guia de Compras: celulares dobráveis — Foto: g1

A nova geração de celulares dobráveis já conta com câmeras, duração de bateria e desempenho muito parecidos com os dos smartphones topo de linha.

Fazem parte dessa lista os recém-lançados Moto Razr 50 Ultra, da Motorola, e o Samsung Galaxy Z Flip6 – o aparelho que atletas usaram para fazer selfie no pódio das Olimpíadas. A fabricante era uma das patrocinadoras do evento.

São dois modelos compactos no estilo flip phone (que se fecha ao meio como um telefone antigo).

Esses aparelhos contam uma tela grande do lado externo, que permite usar os recursos do celular mesmo quando fechado. Dá para responder mensagens, jogar e até tirar selfies com a câmera principal.

As medalhistas Jordan Chiles, Rebeca Andrade e Simone Biles tiram selfie no pódio de Paris com o Z Flip6 — Foto: Athit Perawongmetha/Reuters
As medalhistas Jordan Chiles, Rebeca Andrade e Simone Biles tiram selfie no pódio de Paris com o Z Flip6 — Foto: Athit Perawongmetha/Reuters

Eles são compactos, diferentes dos aparelhos maiores com telas dobráveis, que se transformam em um tablet pequeno.

E se eles se assemelham aos topo de linha em desempenho, câmeras e na bateria, isso também acontece no preço, que segue sendo alto.

Os dois modelos avaliados pelo Guia de Compras custavam na faixa de R$ 7.200 nas lojas on-line pesquisadas no meio de agosto.

Veja a seguir o resultado dos testes (design e tela externa, desempenho, bateria, recursos de inteligência artificial e câmeras), a conclusão e, ao final, como foi feita a avaliação.

Motorola Razr 50 Ultra
Moto Razr 50 Ultra

O Moto Razr 50 Ultra repete a fórmula do modelo lançado em 2023 (veja o teste): um celular com boa configuração técnica, mas não a mais avançada da categoria. Seu processador é um pouco mais lento que o do Z Flip6.

O aparelho conta com uma câmera muito boa, uma tela externa grande com 4 polegadas e tem uma bateria que permite bastante tempo de uso longe da tomada. Na comparação por desempenho, o Razr fica atrás do concorrente da Samsung.

O Razr 50 Ultra custava R$ 7.200 nas lojas da internet em agosto. O modelo é vendido apenas na versão com 512 GB de armazenamento interno.

Galaxy Z Flip6
Galaxy Z Flip6

O Samsung Galaxy Z Flip6 tem especificações técnicas mais avançadas que as do dobrável da Motorola. Por conta disso, teve um desempenho melhor nos testes do que o modelo da concorrente.

A duração da bateria e as câmeras também são muito boas. O principal gargalo do produto é a tela externa, que não permite o uso de apps por completo, apenas atalhos para recursos rápidos.

Essa questão da limitação da tela externa não é novidade. O modelo anterior (Galaxy Z Flip5) também não permitia o uso de apps.

Em agosto, o Galaxy Z Flip6 custava R$ 7.200 em sua versão com 256 GB de armazenamento – o mesmo preço do Razr Ultra 50. O modelo com 512 GB saía na faixa dos R$ 8.100.

Design e tela externa

Fechados, os dois aparelhos são bastante parecidos. O design é o de um bloco quadrado, com bordas arredondadas no Motorola e mais retas no Samsung.

A espessura do Razr 50 Ultra é de 15,3 mm fechado, um pouco maior que a do Galaxy Z Flip6, com 14,9 mm. Com a tela aberta, o Motorola é maior que o Samsung.

Ambos aparentam um fechamento perfeito de tela, sem espaços ou vãos para entrada de sujeira ou detritos quando o telefone está em um bolso ou mochila, por exemplo.

O Razr conta com uma vantagem no acabamento: sua parte traseira, quando fechado, tem uma cobertura emborrachada, que evita que o celular escorregue na mesa.

O acabamento de vidro do Galaxy Z Flip6 é mais escorregadio.

Ao ligar a tela externa, dá para perceber as diferenças de como cada fabricante pensou o uso dessa área do aparelho.

O Razr 50 Ultra, com 4 polegadas, tem quase toda sua parte frontal ocupada.

O display começa um pouco abaixo da dobra e vai até acima das lentes das câmeras, que podem obstruir alguma informação embaixo.

Essa tela é 100% funcional e roda todos os apps instalados no telefone – mas é preciso escolher quais vão aparecer nessa área.

Tela externa do Razr 50 Ultra com menu de aplicativos — Foto: Henrique Martin/g1
Tela externa do Razr 50 Ultra com menu de aplicativos — Foto: Henrique Martin/g1

Se quiser responder e-mail, mandar WhatsApp ou usar as redes sociais favoritas, não existe limitação.

Já o Galaxy Z Flip6 também conta com uma tela externa grande, com 3,4 polegadas. Porém, ela é mais baseada no uso dos apps que a Samsung permite usar do lado de fora do celular. São poucos, a maioria da própria Samsung.

A tela externa do Galaxy também traz os widgets, que são blocos de informação rápida.

Atalhos na tela externa do Galaxy Z Flip6 — Foto: Henrique Martin/g1
Atalhos na tela externa do Galaxy Z Flip6 — Foto: Henrique Martin/g1

Eles mostram notificações de e-mail e mensagens, entre outros, e permitem controlar a reprodução de músicas, ajustar alarmes ou gravar conversas.

Mas se quiser mandar uma mensagem no WhatsApp, por exemplo, não dá – o Z Flip6 permite apenas responder a mensagens recebidas em uma área de notificações.

Em ambos, a tela externa ajuda ainda a tirar selfies utilizando a câmera principal do aparelho, que é uma função bastante divertida.

No uso cotidiano, essa nova geração conta com uma mudança importante em comparação aos celulares dobráveis de 2023.

A praticidade de não precisar abrir o dispositivo para ver uma mensagem ou digitar um e-mail ganhou uma ajuda dos recursos de inteligência artificial que já vêm instalados nos equipamentos.

Desse modo, não é preciso usar o teclado – basta tocar no botão de IA, seguir as sugestões prontas ou usar as que forem geradas pelo aparelho.

Desempenho

Durante os testes, o desempenho de ambos foi bastante parecido, sempre com a liderança do Galaxy Z Flip6 em performance e games.

Ambos têm 12 GB de RAM, que é o esperado para celulares nessa faixa de preço.

Quanto mais memória RAM, melhor será o desempenho do smartphone. Não confundir com o armazenamento interno do aparelho, que guarda o sistema operacional, aplicativos e dados do dono do telefone.

A diferença de desempenho se dá no processador – o da Samsung (Snapdragon 8 Gen3) é mais poderoso que o da Motorola (Snapdragon 8S Gen3).

De qualquer forma, nenhum dos dois travou ou apresentou lentidão durante o uso.

As fabricantes citam que os aparelhos têm desempenho comparável a modelos topo de linha que não dobram das marcas.

Os testes comprovaram isso: comparado ao Galaxy S24 (veja o teste), o Z Flip6 foi um pouco mais veloz em performance e games.

Já o Razr 50 Ultra, ao lado do Moto Edge 50 Ultra (veja o teste), ganhou em desempenho, mas ficou um pouco atrás em games.

Bateria

A capacidade da bateria dos dobráveis era, até o ano passado, um ponto de atenção na comparação com celulares normais, por conta de uma capacidade menor.

Os smartphones dobráveis do teste – como ocorreu no desempenho – já têm baterias comparáveis às dos topo de linha.

Ambos contam com capacidade de 4.000 mAH (mAH é a unidade de medida de carga energética), a mesma de um Galaxy S24 ou um pouco menor que um Moto Edge 50 Ultra.

Nos testes, a diferença entre Galaxy e Razr foi mínima: 12h05 de duração estimada para o Motorola e 12h14 para o Samsung.

Isso não significa que o aparelho vá ficar 12 horas longe da tomada, mas dá uma estimativa de uso dos celulares.

Câmeras

A lista de melhoria dos celulares dobráveis inclui câmeras aprimoradas na comparação com as gerações anteriores.

A resolução da câmera principal está maior – subiu de 12 megapixels nos aparelhos de 2023 para 50 megapixels no Motorola e no Samsung.

Os modelos novos também passaram a contar com zoom óptico integrado e com mais melhorias nas imagens usando inteligência artificial.

O fato de ter um formato que o produto pode ficarsentado em uma superfície, sem precisar de um tripé, ajuda muito na hora de tirar fotos em grupo e fazer vídeos.

Os resultados são bastante parecidos e seguem um padrão de cores já visto em outros testes com celulares da Samsung e da Motorola. O primeiro fica mais quente" e alaranjado, o segundo mais azulado e frio.

À noite, as fotos também são muito boas, como mostram as imagens abaixo.

Os celulares têm duas lentes na traseira. O Razr 50 Ultra conta com o sensor principal e uma câmera zoom (que aproxima até 4x no óptico e 30x no digital), também com 50 mp de resolução.

O Z Flip6 vem com uma grande angular de 12 megapixels para complementar os 50 mp da câmera principal. Aqui, o zoom é digital e pode chegar a 10x.

Ter um dobrável significa tirar selfies de dois modos: usando a tela externa como visor para a câmera principal ou usando a câmera interna, como em qualquer telefone convencional.

Aí as selfies podem ter 50 megapixels de resolução – que é a da câmera principal. Ou 32 megapixels, no Moto Razr 50 Ultra, e 10 mp, no Galaxy Z Flip6, com a câmera em cima da tela interna.

Recursos de IA

Os recursos de inteligência artificial lançados com a família Galaxy S24 (veja o teste e como funciona a IA), em janeiro, ganharam atualizações para as telas dobráveis.

As funcionalidades de IA ajudam a transcrever reuniões de forma automática no aplicativo Notas, assim como resumir o conteúdo de sites e editar fotos.

A Motorola não tem um sistema de inteligência artificial (IA) similar ao desenvolvido pela Samsung, mas utiliza o Gemini, do Google, para ajudar em busca de informações e reduzir a necessidade de digitar.

Basta ativar o ícone do recurso e falar ou digitar para pedir algo para a IA.

O aparelho conta ainda com funcionalidades de IA na câmera e na personalização, criando fundos de tela que combinam com a roupa ou paisagem, apenas tirando uma foto.

A Motorola promete uma atualização em breve que irá fazer com que a IA interaja com maior contexto com as informações pessoais do dono do telefone – oferecendo respostas personalizadas no WhatsApp, por exemplo.

QUAL ESCOLHER? Levando em consideração o desempenho, o dobrável da Samsung é mais poderoso que o da Motorola. E tem mais recursos de inteligência artificial prontos para usar.

Levando em conta o uso cotidiano, o Razr 50 Ultra repete seu irmão" Razr 40 Ultra: ele tem a grande vantagem de permitir usar qualquer aplicativo instalado no celular.

O Galaxy Z Flip6 é mais limitado nesse sentido e parece que a fabricante reduziu os apps com acesso à tela de fora nesse novo aparelho.

As câmeras dos dois são bastante parecidas, ambos rodam o Android mais recente (14) e seus preços são similares – na faixa dos R$ 7.200.

A escolha do consumidor deve ser feita avaliando o design e as funcionalidades de cada modelo.

Na avaliação do Guia de Compras, o Razr 50 Ultra é uma opção melhor por conta da tela externa. E o Galaxy Z Flip6, por causa do desempenho.

Como foram feitos os testes

Motorola e Samsung são as únicas fabricantes que vendem celulares dobráveis no Brasil. Os aparelhos foram emprestados pelas marcas e serão devolvidos.

Para os testes de desempenho, foram utilizados três aplicativos: PC Mark e 3D Mark, da UL Laboratories, e o GeekBench 6, da Primate Labs. Eles simulam tarefas cotidianas dos smartphones, como processamento de imagens, edição de textos, duração de bateria e navegação na web, entre outros.

Esses testes rodam em várias plataformas – como Android, iOS, Windows e MacOS – e permitem comparar o desempenho entre elas, criando um padrão para essa comparação.

Para os testes de bateria, as telas dos smartphones foram calibradas para 70% de brilho, para poder rodar o PC Mark. Isso nem sempre é possível, já que nem todos os aparelhos permitem esse ajuste fino.

A bateria foi carregada a 100% e o teste rodou por horas até chegar ao final da carga. Ao atingir 20% ou menos de carga, o teste é interrompido e mostra o quanto aquele smartphone pode ter de duração de bateria, em horas/minutos.

O resultado é uma estimativa de quanto aquela bateria pode durar longe da tomada. Na prática o número da vida real pode ser distinto, já que não usamos o telefone da forma intensiva o tempo todo.

Para os testes de câmera, foram feitas fotos dentro de casa e na rua (quando possível), com várias mudanças de iluminação em cenários similares para poder comparar as imagens.

Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.Para que serve um celular dobrável?

Duelo de celulares: Galaxy S24 x iPhone 15

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