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domingo, 20 de outubro de 2024

Rumo a Marte: quais os planos da SpaceX depois do teste de sucesso com a maior nave do mundo

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No último domingo (13), a Starship realizou o seu quinto teste, que foi considerado um sucesso. A empresa de Elon Musk tem grandes ambições para a nave; confira.
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Por Marcelo Tuvuca, Lara Castelo, Victor Hugo Silva, g1

Postado em 20 de outubro de 2024 às 06h00m

#.* Post. - Nº.\  4.986 *.#

Lançamento da nave Starship, da SpaceX, impulsionada pelo foguete Super Heavy, neste domingo (13/10) — Foto: Kaylee Greenlee Beal/Reuters
Lançamento da nave Starship, da SpaceX, impulsionada pelo foguete Super Heavy, neste domingo (13/10) — Foto: Kaylee Greenlee Beal/Reuters

A SpaceX, empresa aeroespacial de Elon Musk, tem planos ambiciosos para a Starship, considerada a maior e mais poderosa nave do mundo, após a realização de seu quinto teste, no último domingo (13) (veja abaixo).

Com o lema de prestar serviço à órbita da Terra, Lua, Marte e além, conforme diz em sua página, a Starship é central para o objetivo de Musk de se tornar uma referência para a exploração e o turismo espacial e, eventualmente, levar pessoas até Marte, que nunca foi visitado pela humanidade.

Mas a meta mais próxima é outra: participar da missão Artemis III, um projeto da agência aeroespacial dos EUA (Nasa) que pretende levar os primeiros humanos à Lua desde a missão Apollo 17, de 1972. O lançamento está previsto para ocorrer a partir de setembro de 2026.

Agora, a Starship terá que enfrentar novos testes - inclusive tripulados - e passar por mais desenvolvimento para assegurar que essas missões ambiciosas sejam viáveis e seguras.

  • Viagens à Lua: além da missão Artemis III, em conjunto com a Nasa, a Spacex também pretende usar a nave para levar turistas em viagens para a Lua (não há previsão de quando esses voos acontecerão) e criar uma base na superfície lunar para o desenvolvimento da exploração espacial.

  • Colonização de Marte: a exploração de Marte é o grande destaque de Musk ao citar os feitos e objetivos da SpaceX. O bilionário afirma querer tornar a vida "multiplanetária" e fala em estabelecer uma população de até 1 milhão de pessoas no planeta, que se tornaria, em sua visão, autossustentável.

  • Viagens dentro da Terra: um dos planos para a Starship é transportar passageiros também entre lugares no próprio planeta. A empresa destaca que as viagens entre dois lugares do planeta durariam menos de uma hora e estariam menos sujeitas a problemas climáticos ou turbulência.

Veja mais: Quem é o bilionário Jared Isaacman, 1º civil a caminhar no espaço: 'Daqui a Terra parece um mundo perfeito'

A reutilização da nave


Foguete da SpaceX pousa na base após impulsionar a nave Starship para seu segundo voo completo, neste domingo (13/10) — Foto: SpaceX

A Starship é basicamente dividida em dois segmentos:

  1. a cápsula para transporte de pessoas e carga - também chamada de Starship -, na parte superior,
  2. o foguete propulsor, conhecido como Super Heavy.

A meta da empresa é que a nave se torne completamente reutilizável, reduzindo o intervalo entre voos espaciais e, assim, torná-los mais baratos.

Em 13 de outubro, a Starship realizou o seu quinto teste e o evento foi considerado um sucesso justamente pela recuperação do Super Heavy, foguete propulsor, que foi "capturado" pela plataforma de lançamento em uma manobra inédita

Já a cápsula superior da nave pousou no Oceano Índico e explodiu logo depois - o que, segundo SpaceX, era previsto.

Nos testes anteriores, o foguete tinha explodido ou pousado fora da plataforma da empresa (confira mais abaixo).

➡️​Próximos testes

A SpaceX deve realizar em breve um 6° voo com a Starship, mas nem a empresa nem Elon Musk deram detalhes sobre como será esse novo lançamento. No entanto, o bilionário já indicou que o teste aconteceria meses depois do quinto lançamento, ou seja, em breve.

De forma geral, as expectativas da SpaceX para os próximos testes são:

  • repetir e aperfeiçoar a manobra do foguete propulsor da nave;
  • pousar a cápsula da Starship na plataforma espacial da SpaceX, assim como aconteceu com o Super Heavy. Musk disse que espera realizar essa manobra no início de 2025;
  • reabastecer a Starship na órbita da Terra, em pleno voo, procedimento que é essencial para sua participação na missão Artemis (veja abaixo).
A Starship na missão Artemis

Artemis é um projeto da Nasa com foco na exploração espacial da Lua, com o objetivo de estabelecer a presença humana a longo prazo na região. O projeto conta com quatro missões, sendo que a primeira já foi realizada.

A Starship estará presente nas etapas III e IV, que envolvem o retorno do homem ao satélite pela primeira vez desde 1972.

Para isso, a SpaceX está desenvolvendo a Starship HLS (de human landing system, ou sistema de pouso humano), uma versão adaptada da nave para realizar pousos tripulados.

Na Artemis III, prevista para ocorrer a partir de setembro de 2026, o grupo de astronautas irá com a nave da Nasa, a Orion, até a órbita lunar, onde a cápsula se conectará à Starship HLS.

Dois astronautas, então, vão ingressar no veículo da SpaceX, que aterrissará na Lua. O objetivo é que o grupo permaneça na superfície da Lua por cerca de uma semana, visitando o inexplorado Polo Sul do satélite.

Na Artemis IV, planejada para o ano seguinte, a Nasa pretende inaugurar a primeira estação espacial lunar da humanidade.

O abastecimento bem-sucedido em pleno espaço, por exemplo, é fundamental para as duas etapas da Artemis. Ao mesmo tempo, a SpaceX terá que demonstrar, antes da missão com a Nasa, a capacidade de a Starship HLS pousar e decolar da superfície lunar em uma missão não tripulada.

Esses testes ainda não estão programados.

O desafio da viagem para Marte

O retorno de uma missão tripulada à Lua com a Nasa é uma tarefa mais simples do que a realização do sonho de Musk, que planeja criar uma civilização em Marte e tornar corriqueiras as viagens interplanetárias.

Segundo Annibal Hetem, professor de propulsão espacial do curso de engenharia aeroespacial da Universidade Federal do ABC (UFABC), o voo para a Lua, apesar das complexidades envolvidas, se mostra cada vez mais viável. A viagem para Marte, por sua vez, deverá levar muito mais tempo para se realizar.

"Ir para a Lua, ficar algumas horas ou, no máximo, um dia e voltar é bem mais factível porque a Lua está aqui 'do lado', apesar de uma distância enorme", diz ele.

"Uma missão tripulada para Marte envolve outros problemas. São meses de viagem com os astronautas expostos à radiação do espaço. Não se pode fazer uma viagem que leve oito meses, que é o normal para ir a Marte", afirma.

Para ficar mais perto do objetivo, a SpaceX está desenvolvendo duas novas versões da Starship, mais poderosas e que também são reutilizáveis.

As versões 2 e 3 da Starship seriam mais potentes e com maior capacidade para carregar humanos e carga, qualidades essenciais para viabilizar os voos frequentes para a Lua e para Marte. Segundo Musk, essas características permitiriam, por exemplo, menos missões de reabastecimento da Starship na órbita terrestre.

Não há data de lançamento para as novas versões, mas Musk divulgou alguns detalhes técnicos durante um discurso em abril. Segundo ele, a Starship 3, por exemplo, teria 150 metros de altura - cerca de 30 a mais do que a versão atual.

Como é a nave Starship?

  • Tem 120 metros de altura (somando nave Starship e propulsor Super Heavy) e 9 metros de diâmetro.
  • Poderá transportar até 100 pessoas.
  • É projetada para ser reutilizável, assim como outras naves da SpaceX.
  • Tem capacidade para transportar até 250 toneladas, se puder ser descartada após uma missão, e 150 toneladas, quando precisar ser reutilizada.

A nave é dividida em dois segmentos: a cápsula (que carrega cargas e pessoas) e o foguete propulsor (na parte inferior). Confira:

Veja detalhes da Starship — Foto: g1
Veja detalhes da Starship — Foto: g1

Confira os melhores momentos do 2º voo completo da Starship, nave mais poderosa do mundo

SpaceX e Nasa lançam resgate para astronautas presos na Estação Espacial Internacional

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sábado, 19 de outubro de 2024

Nasa veste Prada: veja uniforme dos astronautas da missão Artemis III desenvolvido em parceria com grife italiana

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Embora não tenham logotipo da grife italiana, a roupa tem detalhes vermelhos em referência a uma linha de óculos da marca chamada 'Linea Rossa'.
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https://g1.globo.com/inovacao

Postado em 19 de outubro de 2024 às 10h20m

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Prada e Axiom Space apresentam o traje espacial (Axiom Extravehicular Mobility Unit) projetado e desenvolvido para a missão lunar Artemis III — Foto: REUTERS/Claudia Greco
Prada e Axiom Space apresentam o traje espacial (Axiom Extravehicular Mobility Unit) projetado e desenvolvido para a missão lunar Artemis III — Foto: REUTERS/Claudia Greco

"Houston, temos um novo traje espacial."

Assim as redes sociais do programa Artemis, da Nasa, anunciaram o novo uniforme de seus astronautas. Desenvolvida em parceria com a grife italiana Prada, a expectativa é que a peça seja usada durante a missão Artemis III, quando é esperado que os astronautas voltem a pisar na Lua depois de 50 anos — spoiler: vai demorar.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (16), no 75º Congresso Internacional de Astronáutica (IAC), em Milão, na Itália.

As roupas são predominantemente brancas e apresentam um torso curto (tipo um cropped mesmo), que se sobrepõe ao restante da peça (não, a barriga não fica à mostra), e detalhes em cinza nos cotovelos e joelhos. Embora não tenham logotipo da Prada, a roupa tem detalhes vermelhos nos antebraços, na cintura e na mochila, que fica acoplada, em referência a uma linha de óculos da marca chamada "Linea Rossa".

Em seu site, a Prada diz que o traje foi criado para "proteger os astronautas do ambiente hostil do espaço e permitir, pela primeira vez, a exploração humana do polo sul lunar".

Já a Axiom Space, empresa privada de exploração espacial e que trabalha em parceria com a Nasa, disse que ela "utiliza recursos para suportar o ambiente empoeirado da superfície lunar" e que permite aos astronautas desempenhar atividades seguras dentro e fora do veículo espacial.

Montagem de fotos mostra o novo uniforme da Nasa feito em parceria com a Prada e um óculos da grife da linha Linea Rossa — Foto: REUTERS/Claudia Greco - Reprodução site da Prada
Montagem de fotos mostra o novo uniforme da Nasa feito em parceria com a Prada e um óculos da grife da linha Linea Rossa — Foto: REUTERS/Claudia Greco - Reprodução site da Prada


Prada e Axiom Space apresentam o traje espacial (Axiom Extravehicular Mobility Unit) projetado e desenvolvido para a missão lunar Artemis III — Foto: REUTERS/Claudia Greco
Prada e Axiom Space apresentam o traje espacial (Axiom Extravehicular Mobility Unit) projetado e desenvolvido para a missão lunar Artemis III — Foto: REUTERS/Claudia Greco


Prada e Axiom Space apresentam o traje espacial (Axiom Extravehicular Mobility Unit) projetado e desenvolvido para a missão lunar Artemis III — Foto: REUTERS/Claudia Greco
Prada e Axiom Space apresentam o traje espacial (Axiom Extravehicular Mobility Unit) projetado e desenvolvido para a missão lunar Artemis III — Foto: REUTERS/Claudia Greco

Estreia

Em janeiro deste ano, a Nasa anunciou que os quatro astronautas da missão Artemis II que voarão ao redor da Lua viajarão somente em setembro de 2025 para o nosso satélite natural, na melhor das hipóteses.

Inicialmente, o cronograma previsto pela agência definia que esta tripulação, a primeira a viajar à Lua desde a última missão Apollo, em 1972, há mais de meio século, iria viajar ainda em 2024, o que não será mais será possível.

Ainda segundo a Nasa, por causa dessas mudanças, a Artemis III também teve seu cronograma reajustado para setembro de 2026. Inicialmente prevista para 2025, essa missão vai ter a primeira tripulação a descer na Lua desde 1972.

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sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Como o WhatsApp ganha dinheiro se não cobra pelo uso nem divulga publicidade?

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Todos usamos aplicativos gratuitos de mensagem como o WhatsApp. Mas como eles fazem dinheiro?
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TOPO
Por Zoe Kleinman

Postado em 18 de outubro de 2024 às 10h20m

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Os principais aplicativos de mensagem são todos gratuitos. Então como ganham dinheiro? — Foto: Getty Images via BBC
Os principais aplicativos de mensagem são todos gratuitos. Então como ganham dinheiro? — Foto: Getty Images via BBC

Só nas últimas 24 horas eu escrevi mais de 100 mensagens no WhatsApp.

Nada muito emocionante. Fiz planos com minha família, discuti projetos com colegas de trabalho e compartilhei notícias e fofocas com alguns amigos.

E até mesmo minhas mensagens mais sem graça foram criptografadas por padrão e fizeram uso dos poderosos servidores do WhatsApp, instalados em vários data centers ao redor do mundo.

Não é uma operação barata, e ainda assim nem eu nem qualquer uma das pessoas com quem eu conversava ontem desembolsou qualquer centavo para usar o aplicativo. A plataforma tem quase três bilhões de usuários em todo o mundo.

Então, como o WhatsApp - ou zapzap, apelido que ganhou no Brasil - ganha dinheiro?

Com certeza ajuda o fato de o WhatsApp ter uma grande empresa - mãe por trás - a Meta, que também é proprietária do Facebook e do Instagram.

Contas individuais e pessoais do WhatsApp como a minha são gratuitas porque o WhatsApp ganha dinheiro com clientes corporativos que querem se comunicar com usuários como eu.

Desde o ano passado, empresas podem criar canais de WhatsApp gratuitamente, por onde podem enviar mensagens para todos que optarem por recebê-las.

Elas pagam é pelo acesso a interações com clientes individuais através do aplicativo, tanto conversacional quanto transacional.

Na cidade de Bangalore, na Índia, por exemplo, já é possível comprar uma passagem de ônibus e escolher seu assento, tudo via WhatsApp.

Nossa visão, se tudo der certo, é de que uma empresa e um cliente devem ser capazes de fazer negócio por mensagem, diz Nikila Srinivasan, vice-presidente de business messaging da Meta.

Isso significa que, se você quiser reservar um ingresso, se quiser dar início a uma uma devolução, se quiser fazer um pagamento, poderá fazer isso sem nunca ter que deixar o bate-papo. E logo depois voltar para todas as outras conversas da sua vida.

As empresas agora também podem optar por pagar por um link que inicia um novo bate-papo do WhatsApp a partir de um anúncio no Facebook ou Instagram com uma conta individual. Nikila me disse que isso por si só já rende hoje “vários bilhões de dólares” para a gigante da tecnologia.

Nikila Srinivasan, da Meta, diz que o objetivo é que negócios se comuniquem cada vez mais com seus clientes via WhatsApp — Foto: Meta via BBC
Nikila Srinivasan, da Meta, diz que o objetivo é que negócios se comuniquem cada vez mais com seus clientes via WhatsApp — Foto: Meta via BBC

Outros aplicativos de mensagem seguiram por caminhos diferentes.

Signal, uma plataforma reconhecida por seus protocolos de segurança para a troca de mensagens, que se tornaram padrão da indústria, é uma organização sem fins lucrativos. Diz que nunca pegou dinheiro de investidores (ao contrário do Telegram, que depende deles).

Em vez disso, funciona com doações - entre elas uma injeção de US$ 50 milhões, de 2018, de Brian Acton, um dos cofundadores do WhatsApp.

Nosso objetivo é chegar o mais próximo possível de sermos totalmente financiados por pequenos doadores, contando com um grande número de contribuições modestas de pessoas que se preocupam com o Signal, escreveu a presidente da empresa, Meredith Whittaker, em um post no blog no ano passado.

Discord, um aplicativo de mensagens amplamente usado por jovens gamers, tem um modelo freemium - é gratuito para entrar, mas recursos adicionais, como acesso a jogos, têm um preço. Também oferece uma assinatura paga chamada Nitro, com benefícios que incluem streaming de vídeo de alta qualidade e emojis personalizados, por um custo mensal de US$ 9,99.

A Snap, a empresa por trás do Snapchat, combina vários desses modelos. Exibe anúncios, tem 11 milhões de assinantes pagantes (dados de agosto de 2024) e também vende os óculos de realidade aumentada Snapchat Spectacles.

E, além disso, de acordo com o site Forbes, entre 2016-2023, a empresa ganhou quase US$ 300 milhões apenas com juros. Mas a principal fonte de receita da Snap é a publicidade, que rende mais de US$ 4 bilhões por ano.

Outros aplicativos de mensagem encontraram formas diferentes de sustentar, que podem incluir doações, serviços pagos e assinaturas — Foto: Getty Images via BBC
Outros aplicativos de mensagem encontraram formas diferentes de sustentar, que podem incluir doações, serviços pagos e assinaturas — Foto: Getty Images via BBC

A empresa Element, com sede no Reino Unido, cobra de governos e grandes organizações pelo uso de seu sistema de mensagens seguras. Os clientes usam sua tecnologia, mas a executam sozinhos, em seus próprios servidores. A empresa de 10 anos possui uma receita de milhões, na casa dos dois dígitos e está perto de obter lucro, diz o cofundador Matthew Hodgson.

Ele acredita que o modelo de negócios mais popular para aplicativos de mensagem continua sendo o eterno favorito digital, a publicidade.

Basicamente [muitas plataformas de mensagem] vendem anúncios monitorando o que as pessoas fazem, com quem elas falam e, em seguida, direcionando a elas os melhores anúncios, diz ele.

A ideia é que, mesmo que haja criptografia e anonimato, os aplicativos não precisam ver o real conteúdo das mensagens que estão sendo trocadas para entender muito sobre seus usuários, e esses dados podem ser usados para vender anúncios.

É aquela velha história - se você, o usuário, não está pagando, então grandes chances de você ser o produto, acrescenta Hodgson.
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