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quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Senador lê relatório de projeto para regular IA com garantia de direitos autorais e trava contra indução de comportamento

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Texto tramita na Comissão Temporária de Inteligência Artificial do Senado. Segundo o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), o projeto deve ser votado na próxima terça-feira.
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Por Marcela Cunha, g1 — Brasília

Postado em 28 de novembro de 2024 às 14h55m

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Imagem gerada por inteligência artificial. — Foto: Banco de imagem gerado por IA
Imagem gerada por inteligência artificial. — Foto: Banco de imagem gerado por IA

O senador Eduardo Gomes (PL-TO) leu, nesta quarta-feira (28) a quarta versão de seu relatório sobre o projeto que vai regulamentar o uso de inteligência artificial (IA) no Brasil.

O texto tramita na Comissão Temporária de Inteligência Artificial do Senado. Segundo o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), o projeto deve ser votado na próxima terça-feira (3).

A proposta serve para definir os limites e as permissões para o uso da tecnologia, que vai desde uma busca no Google ou a redação de um artigo no ChatGPT até a captura de fugitivos da Justiça.

Caso aprovado na comissão, o texto ainda terá de passar pelos plenários do Senado e da Câmara, e ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para virar lei.

Proibições

O relatório estabelece condutas proibidas para as plataformas responsáveis por IA. Entre elas, estão:

🚫técnicas subliminares para induzir o comportamento do usuário ou de grupos de maneira que cause danos à saúde, segurança ou outros direitos fundamentais próprios ou de terceiros;

🚫exploração de vulnerabilidades dos usuários;

🚫avaliação, por parte do governo, de cidadão, por meio de seu comportamento social e personalidade, na hora de oferecer serviços e políticas públicas;

🚫sistema que produza ou dissemine material de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes;

🚫tecnologia que considere ficha criminal e traços de personalidade para supor e prever risco de cometimento de crime ou reincidência;

🚫utilização da IA como armas autônomas, que selecionam alvos e atacam sem a intervenção humana.

O uso de identificação biométrica à distância, em tempo real, em espaços públicos será permitido apenas para captura de fugitivos, cumprimento de mandados de prisão e flagrante de crimes com pena de mais de dois anos de prisão.

O uso para colher provas em inquéritos policiais também será permitido apenas com autorização judicial e quando não houver outros meios.

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Direitos autorais

O texto assegura os direitos autorais de empresas jornalísticas, escritores e artistas. Pelo projeto, as big techs, como Google e Microsoft, precisariam de autorização do autor para usar conteúdos protegidos na hora de gerar respostas.

De acordo com a proposta, as empresas que desenvolvem e aplicam IA teriam de pagar uma remuneração aos autores para poder ter as produções disponíveis em seus bancos de dados.

O texto estabelece que o cálculo da remuneração considere os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade e elementos relevantes, tais como a complexidade do sistema de IA desenvolvido, o porte do agente de IA, o ciclo de realização econômica dos sistemas de IA, o grau de utilização dos conteúdos, o valor relativo da obra ao longo do tempo e os efeitos concorrenciais dos resultados em relação aos conteúdos originais utilizados.

Sanções

O relator manteve uma das propostas vindas do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que possibilita a aplicação de multa de até R$ 50 milhões ou 2% do faturamento, em caso de pessoa jurídica, para cada violação cometida pelas empresas de tecnologia.

Outras sanções previstas são:

▶️suspensão parcial ou total, temporária ou definitiva, do desenvolvimento, fornecimento ou operação do sistema de IA

▶️proibição de tratamento de determinadas bases de dados

▶️proibição ou restrição para participar de regime de sandbox regulatório por até cinco anos

Procedimentos de alto risco

O texto determina atividades de inteligência artificial consideradas de alto risco.

🔎Apesar de vedar o sistema de prever crimes com base nos traços físicos e de personalidade, o texto libera o uso de IA, por autoridades, para avaliar a credibilidade de provas da investigação e de repressão de infrações.

Segundo o texto, o objetivo seria "prever a ocorrência ou a recorrência de uma infração real ou potencial com base na definição de perfis de pessoas singulares".

Também fica autorizado, desde que classificado como de alto risco, o reconhecimento de emoções.

Nesse caso, fica excluído sistema de autenticação biométrica para confirmar uma pessoa específica, singular.

Entre os procedimentos de alto risco estão:

▶️gestão da imigração e controle de fronteiras para avaliar o ingresso de pessoa ou grupo de pessoas em território nacional;

▶️aplicações na área da saúde para auxiliar diagnósticos e procedimentos médicos, quando houver risco relevante à integridade física e mental das pessoas;

▶️controles de trânsito, redes de abastecimento de água e eletricidade;

▶️informações para acesso de estudantes a cursos técnicos e universidade;

▶️critérios de acesso à concessão de benefícios, como revisão de cadastros no Bolsa Família ou até apuração de fraudes em atestados do INSS;

▶️recrutamento, triagem, filtragem, avaliação de candidatos, tomada de decisões sobre promoções ou cessações de relações contratuais de trabalho.

Sistema de regulação

O projeto cria um órgão para fiscalizar o uso de IA no Brasil, o Sistema Nacional de Regulação e Governança de Inteligência Artificial (SIA). Segundo o texto, o sistema será coordenado pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Caberá ao SIA regulamentar as inteligências artificiais de alto risco que, por exemplo, impactem negativamente no exercício de direitos e liberdades dos usuários.

O texto prevê ainda a possibilidade de empresas de IA se associarem para criar uma espécie de agência privada para a autorregulação do sistema. De acordo com o texto, a autorregulação poderá estabelecer critérios técnicos dos sistemas para questões como:

▶️compartilhamento de experiências sobre o uso de inteligência artificial;

▶️definição contextual de estruturas de governança;

▶️atuação da autoridade competente e demais agências e autoridades do SIA para emprego de medida cautelar; e

▶️canal de recebimento de informações relevantes sobre riscos do uso de inteligência artificial por seus associados ou qualquer interessado.

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segunda-feira, 25 de novembro de 2024

Como usar duas contas do WhatsApp no mesmo celular

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No Android, é possível ter duas contas pessoais caso o celular tenha suporte para dois chips. Já o iPhone só permite manter uma conta pessoal e outra profissional, por meio do WhatsApp Business.
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Por Redação g1

Postado em 25 de novembro de 2025 às 05h30m

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WhatsApp — Foto: Divulgação
WhatsApp — Foto: Divulgação

O WhatsApp permite ter duas contas no mesmo celular sem precisar baixar aplicativos de terceiros. Como cada uma tem um número diferente, é preciso que o seu aparelho suporte dois chips, o que só está disponível no Android.

A opção não funciona no iPhone, que só tem suporte para um chip. No entanto, é possível usá-lo para manter uma conta pessoal e outra profissional no WhatsApp Business (saiba mais abaixo).

Nos dois casos, o processo para incluir uma segunda conta é simples e pode ser útil para quem precisa separar as conversas em dois perfis no aplicativo. Veja abaixo como adicionar um novo perfil no seu WhatsApp.

Android

Em aparelhos Android, é possível adicionar a segunda conta dentro do próprio aplicativo do WhatsApp desde outubro de 2023. Saiba como fazer:

  1. Abra as "Configurações" do WhatsApp clicando no ícone de três pontinhos () da tela inicial;
  2. Clique no ícone de adição (+) ao lado da foto de perfil;
  3. Selecione a opção "Adicionar conta";
  4. Clique em "Concordar e continuar" e insira o número do segundo chip;
  5. Confirme o número e digite o código de verificação enviado por SMS;

O WhatsApp pedirá permissão para procurar backups na sua conta Google. Se quiser recuperar dados, toque em "Conceder permissão". Se não, basta selecionar "Pular".

iPhone

Como o iPhone não tem suporte para dois chips, não é possível usar o celular para ter duas contas pessoais. No entanto, ele pode servir para quem deseja manter um perfil profissional no WhatsApp Business. Veja como fazer:

  1. Baixe o aplicativo WhatsApp Business;
  2. Aceite os termos ao clicar em "Concordar e continuar";
  3. Selecione "Usar outro número";
  4. Confirme o número e digite o código de verificação enviado por SMS;

O WhatsApp pedirá permissão para procurar backups na sua conta iCloud. Se quiser recuperar dados, toque em "Conceder permissão". Se não, basta selecionar "Pular restauração".

Golpes no Whatsapp: saiba como se proteger

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quinta-feira, 21 de novembro de 2024

WhatsApp começa a liberar recurso que converte áudios em textos; veja como usar

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Opção ajuda usuários a economizarem tempo ao ler o que foi dito pela outra pessoa, em vez de ouvir toda a gravação. Segundo o WhatsApp, a novidade estará disponível para todos em algumas semanas.
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Por Redação g1

Postado em 21 de novembro de 2024 às 15h05m

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WhatsApp começa a liberar recurso que converte áudios em textos; veja como usar

O WhatsApp começa a liberar nesta quinta-feira (21) um recurso que transforma as mensagens de áudio no aplicativo em textos. Com a novidade, os usuários poderão economizar tempo ao ler o que foi dito pela outra pessoa, em vez de ouvir a gravação.

A ideia é permitir que você saiba o conteúdo da mensagem de voz quando não quiser ouvir um áudio muito longo ou quando estiver em um ambiente barulhento. Para isso, será preciso habilitar o recurso nas configurações e selecionar áudios que deseja transcrever (veja abaixo como fazer).

As transcrições geradas pelo aplicativo ficam armazenadas no seu celular e, assim como as demais mensagens, são protegidas por criptografia de ponta a ponta. De acordo com o WhatsApp, ninguém, nem mesmo a plataforma, pode ouvir ou ler esse conteúdo.

A atualização estará disponível para todos em algumas semanas. Ela será liberada primeiro em idiomas selecionados, mas será levada para outros nos próximos meses.

Veja como ativar recurso do WhatsApp que transforma áudios em textos:

  1. Abra as "Configurações" do WhatsApp;
  2. Clique em "Conversas";
  3. Selecione "Transcrição de mensagens de voz" e ative a opção;
  4. Em seguida, escolha o idioma de sua preferência.

Com as configurações definidas, o aplicativo permitirá transcrever áudios. Para isso, basta manter a mensagem de voz pressionada e selecionar a opção "Transcrever".

WhatsApp começa a liberar recurso de transcrição de áudios. — Foto: Divulgação/WhatsApp

Recurso não chegou, e agora?

Se o recurso ainda não chegou para você, é possível usar ferramentas de terceiros que podem ajudar a transformar áudios do WhatsApp em textos. Entre elas, está o ViraTexto, a LuzIA e o Zapia. Veja como usá-los:

  1. Adicione o número do assistente como contato;
  2. Em outra conversa, mantenha o dedo pressionado sobre um áudio e clique na seta para a direita;
  3. Escolha o contato da assistente para encaminhar a gravação;
  4. Aguarde alguns segundos até a assistente transcrever a mensagem.

O ViraTexto está disponível no número (31) 97228-0540 e consegue transcrever áudios em português com até 4 minutos de duração.

A LuzIA pode ser ativada no número (11) 97255-3036. Ela usa o modelo de inteligência artificial Whisper, da OpenAI (criadora do ChatGPT), e transforma áudios de até 10 minutos em texto.

Já o Zapia funciona pelo número (11) 3230-2407 e não possui limite de minutos para a transcrição de áudios. No entanto, quanto maior a mensagem de voz, maior o tempo de processamento.

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