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sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Usuários processam LinkedIn por divulgar dados privados para treinar IA

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Ação coletiva alega que plataforma alterou política tendo ciência de que a privacidade dos clientes estava sendo violada. Empresa diz que alegações são "falsas e sem mérito".
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TOPO
Por Reuters

Postado em 24 de Janeiro de 2.025 às 17h10m

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10 dicas para usar o LinkedIn e conquistar a vaga dos sonhos em 2024 — Foto: Getty Images/via BBC
10 dicas para usar o LinkedIn e conquistar a vaga dos sonhos em 2024 — Foto: Getty Images/via BBC

O LinkedIn, controlado pela Microsoft, está sendo processado por usuários premium da plataforma que alegam que a rede social corporativa divulgou suas mensagens privadas a terceiros, sem permissão, para treinar modelos de inteligência artificial generativa.

A proposta de ação coletiva, apresentada na noite de terça-feira (21) em nome de milhões de usuários do LinkedIn Premium, diz que a plataforma introduziu discretamente uma configuração de privacidade em agosto do ano passado que permite aos usuários ativar ou desativar o compartilhamento de seus dados pessoais.

Os clientes disseram que o LinkedIn, então, atualizou sua política de privacidade em 18 de setembro para constar que os dados poderiam ser usados para treinar modelos de IA e comunicou, em um hiperlink direcionado a "perguntas frequentes", que a desativação "não afeta o treinamento que já ocorreu".

Segundo a denúncia, houve uma tentativa de "cobrir os rastros", sugerindo que o LinkedIn estava plenamente ciente de que violou a privacidade dos clientes e o compromisso de usar dados pessoais apenas para apoiar e melhorar sua plataforma.

Em comunicado, o LinkedIn disse que as alegações são "falsas e sem mérito".

A ação foi movida no tribunal federal de San José, na Califórnia, em nome dos clientes do LinkedIn Premium que enviaram ou receberam mensagens e cujas informações privadas foram divulgadas a terceiros para treinamento de IA antes do dia 18 de setembro.

O processo busca reparação por danos devido à quebra de contrato e violações da lei de concorrência desleal da Califórnia, além de US$ 1.000 por pessoa por violações da legislação federal sobre comunicações armazenadas.

A ação foi movida horas depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciar uma parceria do governo com a OpenAI - criadora do ChatGPT e apoiada pela Microsoft -, Oracle e SoftBank para construir infraestrutura de IA nos Estados Unidos. O investimento previsto é de US$ 500 bilhões.

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sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Possível bloqueio do TikTok leva usuários dos EUA a migrar para app chinês; conheça o RedNote

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Com vídeos curtos e uma loja on-line integrada, o RedNote conquistou 300 milhões de usuários e agora recebe norte-americanos em busca de alternativas ao TikTok.
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Por Redação g1

Postado em 17 de Janeiro de 2.025 às 05h00m

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RedNote — Foto: Anna KURTH / AFP
RedNote — Foto: Anna KURTH / AFP

Usuários do TikTok nos Estados Unidos estão migrando para o aplicativo chinês Xiaohongshu, conhecido globalmente como RedNote, diante do possível bloqueio da plataforma, previsto para o próximo domingo (19) (veja abaixo as principais diferenças entre as redes).

Assim como o TikTok, o Xiaohongshu — cujo nome significa "Pequeno Livro Vermelho" em chinês — combina vídeos curtos com funcionalidades de comércio eletrônico.

O aplicativo ganhou popularidade na China e em outras regiões, como Malásia e Taiwan, acumulando cerca de 300 milhões de usuários.

A maioria dos usuários é composta por mulheres jovens que utilizam a plataforma como um mecanismo de busca para recomendações de produtos, viagens, restaurantes, além de tutoriais de maquiagem e cuidados com a pele, segundo a agência Associated Press.

O g1 verificou que o RedNote é atualmente o aplicativo mais baixado nos EUA tanto na App Store (iPhone) quanto na Play Store (Android).

Com o possível bloqueio do TikTok, a hashtag "TikTokRefugee" ("Refugiado TikTok", em tradução livre) tinha mais de 100 milhões de visualizações no RedNote até a noite de terça-feira (14).

A porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, disse que as ações para a implementação da lei que pode banir o TikTok nos EUA "devem ficar para a próxima gestão, que toma posse nesta segunda".

"Minha decisão sobre o TikTok será tomada em um futuro não muito distante, mas preciso de tempo para rever a situação. Fiquem ligados!", postou Trump logo depois.

Principais diferenças entre TikTok e RedNote

RedNote à esquerda e TikTok à direita — Foto: Reprodução
RedNote à esquerda e TikTok à direita — Foto: Reprodução

As duas redes possuem visuais bastante semelhantes e, assim como no TikTok, não é necessário ter uma conta para assistir aos vídeos. O RedNote também permite curtir, comentar, salvar e compartilhar conteúdos.

Inicialmente chamado de "Guia de Compras de Hong Kong", o Xiaohongshu tinha como público-alvo turistas chineses em busca de recomendações de produtos fora do continente.

A principal diferença entre ele e o TikTok é a organização da página inicial: no TikTok, ela é chamada de "For You" ("Para você", em inglês), enquanto no RedNote, a primeira página exibida é "Explorar", com conteúdos selecionados para o usuário. Já a versão da "For You" no RedNote é chamada de "Trends" e destaca os vídeos mais populares.

Os conteúdos também são bastante semelhantes, com vídeos curtos e foco no humor. No RedNote, há uma aba que organiza os temas das publicações, como moda, comida, cosméticos, viagens, jogos, dança, filmes, diversão, entre outros.

Vídeos recomendados e loja on-line do RedNote — Foto: Reprodução
Vídeos recomendados e loja on-line do RedNote — Foto: Reprodução

A plataforma tem menos censura que outras, segundo a agência AFP. Ele é o lar de usuários que postam conteúdo LGBTQIA+ ou discutem aspectos positivos de mulheres solteiras, que geralmente são tópicos delicados na China.

Assim como muitos aplicativos chineses, o RedNote funciona como uma plataforma "tudo em um". Diferentemente do TikTok, que se concentra exclusivamente no conteúdo, o RedNote ainda oferece uma loja on-line, onde é possível comprar diversos itens, desde roupas até móveis.

Chineses têm aprovado chegada dos americanos

Os usuários chineses do Xiaohongshu têm acolhido os novos usuários americanos, com alguns se oferecendo para ensiná-los chinês, segundo a Associated Press.

Outros compartilham dicas sobre como navegar na internet chinesa, alertando para evitar mencionar ou discutir temas politicamente sensíveis, que podem ser censurados.

Em alguns casos, os estudantes chineses pediram ajuda aos americanos com a lição de casa de inglês.

Ícones dos aplicativos Xiaohongshu e TikTok são vistos na tela de um smartphone.  — Foto: AP / Andy Wong
Ícones dos aplicativos Xiaohongshu e TikTok são vistos na tela de um smartphone. — Foto: AP / Andy Wong

Segundo a agência Reuters, o aplicativo foi cofundado por Miranda Qu, e pelo atual presidente, Charlwin Mao, CEO da empresa.

Charlwin Mao possui uma fortuna estimada em cerca de 18 bilhões de yuans (US$ 2,5 bilhões), enquanto Miranda Qu acumula 12 bilhões de yuans (US$ 1,6 bilhão), de acordo com a lista de ricos da Hurun, na China.

O RedNote é considerado uma potencial candidato a abrir capital na bolsa (IPO), segundo a Reuters. Entre seus acionistas estão os gigantes chineses da tecnologia Alibaba e Tencent, o investidor estatal de Cingapura Temasek, além de empresas de capital de risco como GSR Ventures, DST Global e GGV Capital.

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terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Agência reguladora dos EUA processa Elon Musk por recompra de ações do Twitter em 2022

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Antes de se tornar dono do X, Musk comprou mais de 5% da empresa em ações, o que deveria ter sido informado publicamente, segundo a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, que regula o mercado financeiro no país.
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Por Redação g1

Postado em 14 de Janeiro de 2.025 às 10h55m

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Elon Musk chegando para reunião com o líder republicano eleito do Senado, John Thune — Foto: REUTERS/Benoit Tessier
Elon Musk chegando para reunião com o líder republicano eleito do Senado, John Thune — Foto: REUTERS/Benoit Tessier

A Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês), órgão regulador do mercado financeiro americano, entrou nesta terça-feira (14) com um processo contra o bilionário Elon Musk.

A autoridade alega que Musk cometeu violações na recompra de ações do Twitter, hoje chamado de X, em 2022. Isso porque o empresário deveria ter informado publicamente que havia adquirido mais de 5% das ações da empresa, antes de se tornar dono da empresa no fim daquele ano.

"O acusado Elon Musk não apresentou a tempo ante a SEC um relatório de propriedade efetiva que revelasse sua aquisição de mais de 5% das ações ordinárias em circulação do Twitter em março de 2022, em violação das leis federais de valores", informou a agência.

Em dezembro, Musk compartilhou uma carta em que seu advogado, Alex Spiro, afirma ao presidente da SEC, Gary Gensler, que a agência havia dado um prazo de 48 horas para o bilionário aceitar um acordo financeiro para evitar acusações ligadas à compra do Twitter.

Em novembro, um juiz federal rejeitou o pedido da SEC de sancionar Musk após ele não comparecer ao depoimento ordenado pelo tribunal em relação à investigação sobre a compra da rede social.

Musk deve passar a integrar a equipe do novo governo de Donald Trump, eleito presidente dos EUA. O dono do X vai liderar o Departamento de Eficiência Governamental, que, segundo Trump, vai reduzir regulamentações, cortar gastos e reestruturar agências federais.

Musk tem se desentendido com a SEC há mais tempo. Em 2023, quatro parlamentares americanos pediram que a comissão investigasse se Musk cometeu fraude por supostamente enganar investidores sobre a segurança do chip cerebral da Neuralink.

Antes, em 2018, a comissão já tinha processado o empresário por causa de suas publicações no Twitter sobre um possível fechamento de capital da Tesla.

O bilionário resolveu esse processo ao pagar multa de US$ 20 milhões, além de permitir que as suas postagens fossem revisadas por advogados e de deixar o cargo de presidente do conselho de administração da montadora.

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