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sábado, 1 de fevereiro de 2025

Pesquisador brasileiro em IA explica por que DeepSeek impressionou: 'Fizeram de forma totalmente diferente da maioria das empresas de tecnologia'

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Lançado há menos de duas semanas, chatbot levou pânico ao Vale do Silício e esquentou corrida entre EUA e China pelo posto de superpotência da tecnologia. Mas para além da alta tensão na arena dos negócios e da geopolítica, a inovação da plataforma surpreendeu a comunidade científica, ressalta Cleber Zanchettin, do Centro de Informática da UFPE, referência em inteligência artificial na América Latina.
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TOPO
Por Camilla Veras Mota

Postado em 01 de Fevereiro de 2.025 às 09h00m

#.* Post. - Nº.\  5.054 *.#

Pesquisador brasileiro em IA explica por que DeepSeek impressionou: 'Fizeram de forma totalmente diferente da maioria das empresas de tecnologia' — Foto: Reuters
Pesquisador brasileiro em IA explica por que DeepSeek impressionou: 'Fizeram de forma totalmente diferente da maioria das empresas de tecnologia' — Foto: Reuters

O chatbot de inteligência artificial chinês DeepSeek-R1 foi lançado discretamente em 20 de janeiro de 2025.

Dois dias depois, a equipe por trás da plataforma publicou um relatório técnico de 22 páginas em que avaliava seu desempenho e a colocava no mesmo patamar dos rivais americanos ChatGPT, da OpenAI, e Claude, da Anthropic.

O mundo da tecnologia reagiu inicialmente com ceticismo: quem garantia que o que estava escrito ali era verdade e que não se tratava de mera propaganda do governo chinês?

Esse momento foi breve. À medida que os especialistas foram testando o modelo e entendendo como tinha sido construído, perceberam que de fato rivalizava com os das big techs americanas — e embaralhava a disputa entre EUA e China pelo posto de superpotência da tecnologia.

Uma semana depois, o Vale do Silício entrou em pânico. As ações das 7 principais empresas de tecnologia dos Estados Unidos desidrataram e as Magnificent 7 (Apple, Microsoft, Alphabet (Google), Amazon, Nvidia, Tesla e Meta) perderam US$ 1 trilhão em valor de mercado em 27 de janeiro.

Depois vieram os questionamentos, de que os US$ 5,5 milhões que a empresa afirma ter investido para treinar o modelo eram subestimados, de que o número de chips usados no projeto era maior do que os dois mil divulgados pela companhia.

Na quinta-feira (29/1), a OpenAI alegou que a DeepSeek usou dados do ChatGPT para treinar seu chatbot, sem dar mais detalhes sobre o caso.

Também repercutiu a autocensura da plataforma, que desconversa e dá respostas como "Desculpe, isso está além do meu escopo atual. Vamos falar de outra coisa" quando questionada sobre temas considerados controversos do ponto de vista da ideologia Partido Comunista Chinês — "O que foi o massacre da Praça Celestial?", por exemplo.

Mas, para além da alta tensão na arena dos negócios e da geopolítica, a inovação em si trazida pela plataforma impressionou a comunidade científica, ressalta o pesquisador brasileiro Cleber Zanchettin.

Apesar de ter sido comparado ao ChatGPT do ponto de vista da experiência do usuário, por trás das cortinas o DeepSeek é bem distinto do concorrente americano.

"A forma como eles fizeram foi totalmente diferente da maioria das empresas de tecnologia", diz o professor do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (CIn-UFPE), montado na década de 1980 e hoje um dos líderes em pesquisa em inteligência artificial na América Latina.

Em entrevista à BBC News Brasil, o especialista mergulhou em quatro características que explicam porque o DeepSeek impressionou.

Sede da Nvidia em Santa Clara, na Califórnia: fabricantes de chips foi uma das viu ações despencarem nos últimos dias — Foto: JOHN G MABANGLO/EPA-EFE/REX/Shutterstock
Sede da Nvidia em Santa Clara, na Califórnia: fabricantes de chips foi uma das viu ações despencarem nos últimos dias — Foto: JOHN G MABANGLO/EPA-EFE/REX/Shutterstock

1. Código aberto

A primeira coisa que chamou atenção foi o código aberto. "Eles contaram coisas que não haviam sido divulgadas por outros fabricantes", ressalta o professor.

Até então, predominavam entre os modelos de linguagem de grande escala (LLM na sigla em inglês, de "large language models") os de código fechado, caso do ChatGPT e do Claude, em que toda a engrenagem por trás da interface é mantida em sigilo, e os de pesos abertos, em que alguns dos parâmetros são divulgados, caso do LLaMA, da Meta.

O DeepSeek, segundo Zanchettin, foi além.

"Eles de certa forma publicaram a receita de como você treina o modelo, que é um negócio protegido a sete chaves mesmo por quem publica os modelos em formato de open weights (pesos abertos). Acho que é um diferencial muito grande."

Antes da chegada do chatbot, os pesquisadores não tinham uma noção muito clara da cadeia de raciocínio para se chegar a modelos mais avançados de inteligência artificial.

Botão DeepThink mostra linha de raciocínio do modelo — Foto: Reuters
Botão DeepThink mostra linha de raciocínio do modelo — Foto: Reuters 

2. Raciocínio explícito

Nesse sentido, ele também aponta como diferencial o mecanismo que detalha o passo a passo do raciocínio em cada uma das respostas que o DeepSeek dá quando o botão "DeepThink" está ativo.

"A maioria das empresas não queria que a gente entendesse direito [como o modelo raciocina], porque isso pode levar você a perceber que ele está fazendo as coisas direito ou que não entendeu nada, e que o resultado é mais ou menos aleatório", argumenta.

Em um teste feito pela reportagem com uma questão de matemática da segunda fase do vestibular do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) de 2024, o DeepSeek testou uma série de caminhos até chegar no que considerou a resposta correta.

Foi e voltou na linha de pensamento, com expressões como "Calma", "Espere aí", "Mas como?", "Espere, talvez haja um caminho melhor", "Deixe-me tentar essa abordagem", "Outra ideia:", "Isso parece demais, vamos checar novamente", "Vamos nessa direção".

Enxergar esse processo, segundo Zanchettin, é útil para os especialistas entenderem melhor a robustez e interpretarem as habilidades do modelo.

"Essa é uma informação bastante relevante do ponto de vista de como o modelo toma decisões."

Para especialistas, experiência do usuário no DeepSeek se aproxima da última versão do ChatGPT — Foto: Reuters
Para especialistas, experiência do usuário no DeepSeek se aproxima da última versão do ChatGPT — Foto: Reuters 

3. Aprendizagem por reforço

Outra surpresa foi o método usado para desenvolver e treinar a plataforma.

Os modelos fechados até então demandavam bastante intervenção humana, uma estratégia conhecida no jargão da inteligência artificial como "humano no loop" (HITL, na sigla em inglês), muito usada nas etapas de ajuste fino ("fine tuning").

O DeepSeek tem uma dependência "muito menor" da supervisão humana, com uma abordagem centrada no aprendizado por reforço: o sistema é treinado dentro de um modelo de recompensas (em que recebe um retorno positivo, por exemplo, cada vez que dá a resposta correta para um problema matemático) e vai se sofisticando por conta própria, aprendendo a "raciocinar" de forma cada vez mais eficiente e, como consequência, melhorando a qualidade das respostas que devolve.

No relatório técnico divulgado em 22 de janeiro, a equipe compartilhou que perceber que a abordagem focada na auto-evolução tinha sido bem sucedida fora equivalente a um "aha moment", algo como um "momento Eureca".

"Isso tornou o processo não só mais interessante, mas também mais barato computacionalmente", diz Zanchettin.

O que pode significar, ele acrescenta, que estamos diante de uma mudança de paradigma importante. Sem a necessidade de investimentos bilionários, mais atores têm chance de competir na busca por inovação em inteligência artificial, inclusive os brasileiros.

O pesquisador, que foi professor visitante na Northwestern University, pondera que, mesmo nos Estados Unidos, grupos de pesquisa e startups sem grandes recursos dificilmente conseguem disputar com as big techs, que se baseiam na "força bruta" quando se trata de sistemas de inteligência artificial: "Quanto mais recursos você tem, mais hardware você consegue adquirir, mais dados você pode usar para treinar o modelo, e melhor é o modelo."

As inovações a menor custo da DeepSeek "colocam um monte de gente muito talentosa de volta ao tabuleiro de jogo, com possibilidade de inovar no mesmo nível", acredita.

"Acho que vai abrir portas não só para ir para a academia, mas para a indústria e para a população como um todo, que vai ser inundada com muita inovação e com um custo menor."

DeepSeek esquentou corrida entre EUA e China por supremacia tecnológica — Foto: Reuters
DeepSeek esquentou corrida entre EUA e China por supremacia tecnológica — Foto: Reuters

4. Da restrição à inovação

A aprendizagem por reforço é uma entre uma série de inovações que a DeepSeek apresentou.

"Tem vários avanços tecnológicos, do ponto de vista de engenharia, que eles conseguiram fazer funcionar em conjunto e que a gente não tinha conseguido ainda. Esse também foi um diferencial grande", diz o professor.

O feito chama ainda mais atenção por ter sido alcançado sem os melhores chips disponíveis no mercado, já que em 2022 os Estados Unidos impuseram à China restrições para importação de chips de última geração, justamente para barrar o avanço chinês nessa área, alegando preocupações com segurança.

"Aqui no Brasil, por conta das várias dificuldades que a gente enfrenta, a gente sempre teve esse mantra de que a dificuldade gera oportunidade, de que a inovação vem da restrição, e eu acho que a China provou isso agora", acrescenta.

Até a estreia do DeepSeek, a crença em boa parte do Ocidente era de que a China estava bem atrás dos Estados Unidos na área de IA avançada. O ChatGPT surgiu em 2022 e, desde então, as big techs americanas vinham lançando suas plataformas de IA generativa com algum sucesso, como o Claude, da Anthropic, e o Gemini, do Google.

Empresas chinesas como Baidu, Tencent e ByteDance, dona do TikTok, chegaram a colocar no mercado modelos de IA, mas que não tinham sido considerados à altura do ChatGPT.

O DeepSeek muda o jogo e esquenta a corrida entre China e Estados Unidos pelo posto de grande potência da tecnologia deste século 21.

Dias depois da estreia, outra empresa chinesa, a Alibaba, lançou seu modelo de IA e disse que ele era ainda melhor do que o da conterrânea.

Para o pesquisador brasileiro, essa rivalidade dos chatbots é uma fatia pequena das ambições dos dois países na área de inteligência artificial, um ângulo que talvez nem lhes interesse tanto do ponto de vista estratégico.

A IA, ele lembra, tem aplicações militares e em áreas tão diversas quanto as de robótica, de veículos autônomos, de sistemas de comunicação e de saúde.

DeepSeek, ChatGPT e Gemini: qual é a melhor inteligência artificial?

World: conheça projeto que paga criptomoedas por registro de íris

Por que a IA chinesa DeepSeek é apontada como ameaça ao protagonismo dos EUA?

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sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

DeepSeek, ChatGPT e Gemini: o que cada IA faz melhor no dia a dia e as principais diferenças

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Aplicativo chinês tem resultados bastante similares aos do ChatGPT; veja testes.
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Por Darlan Helder, Victor Hugo Silva, g1

Postado em 31 de Janeiro de 2.025 às 10h35m

#.* Post. - Nº.\  5.053 *.#


DeepSeek, ChatGPT e Gemini: qual é a melhor inteligência artificial?

O mundo voltou a atenção nesta semana para o DeepSeek, assistente de inteligência artificial chinês que é visto como uma ameaça para o domínio dos Estados Unidos no setor.

A ascensão do aplicativo e a alegação de seus desenvolvedores de que o modelo de IA foi mais barato do que seus rivais contribuíram para a perda de US$ 1 trilhão em valor de mercado de empresas de tecnologia dos EUA na última segunda-feira (27), segundo a Bloomberg.

O modelo usado pelo aplicativo chinês foi considerado "impressionante" até por Sam Altman, CEO da OpenAI e um dos "pais" do ChatGPT. "É legítimo e revigorante termos um novo concorrente", afirmou.

Mas, entre DeepSeek, ChatGPT e Gemini, qual é o melhor? O g1 testou os assistentes de inteligência artificial. Os três têm desempenho parecido, com o ChatGPT levemente à frente do DeepSeek e do Gemini.

O DeepSeek chega bem perto, mas tem uma limitação e só responde sobre fatos ocorridos até julho de 2024 – o ChatGPT fez algo parecido ao ser lançado, mas diminuiu essa defasagem em uma segunda etapa. No entanto, dá para usar o modo de busca (pesquisa na internet) do aplicativo para obter informações recentes.

O app chinês, por sua vez, pode mostrar o raciocínio da inteligência artificial para formular a resposta com o recurso chamado "DeepThink". E o Gemini pode ser melhor como um aliado nos estudos, por exemplo.

Confira abaixo como cada IA se saiu nos testes do g1. Todos os comandos (pedidos feitos para os robôs) foram em português.

Fatos

O primeiro teste levou em conta uma das tarefas mais comuns para esses assistentes: responder perguntas sobre fatos.

Quem é o presidente dos EUA?

  • O DeepSeek, cujo banco de dados é atualizado até julho de 2024, errou ao afirmar que é Joe Biden, em vez de Donald Trump, que assumiu o cargo no último dia 20.
  • ✅ O ChatGPT acertou ao afirmar que "atualmente, o presidente dos Estados Unidos é Donald J. Trump, que assumiu o cargo em 20 de janeiro de 2025".
  • O Gemini disse que não comenta sobre política e se recusou a responder quais foram os presidentes do Brasil desde 1989 e qual é o atual presidente americano.
Agora, sobre o Brasil...

  • ⚠️ O ChatGPT e o Gemini foram imprecisos em um teste sobre medalhas olímpicas do Brasil e afirmaram que o país ganhou 15 medalhas na edição de Pequim, em 2008 – o número correto é 17, considerando duas medalhas "herdadas" por casos de doping de atletas de outros países.
  • O DeepSeek e o Gemini erraram ao informar quais foram os campeões do Big Brother Brasil.
  • ✅ Quando questionados sobre as principais festas e celebrações do Brasil, especialmente nos meses de fevereiro e junho, os três acertaram ao mencionar o Carnaval e as Festas Juninas. O Gemini ainda compartilhou outras celebrações importantes que ocorrem fora desses meses, enquanto o DeepSeek e o ChatGPT mencionaram outras festividades que acontecem em fevereiro e junho.
Questões que envolvem política

Quando as perguntas envolveram política, os chatbots se comportaram de formas diferentes:

  • ⚠️ questionado se a China é um país democrático, o DeepSeek começou a escrever que "o país não está em um regime democrático", mas, depois, se autocensurou e disse: "Desculpe, isso está além do meu escopo atual. Vamos falar sobre outra coisa". Em outro teste, o robô disse que a China é uma "democracia popular". O ChatGPT afirmou que o país tem um "regime autoritário", enquanto o Gemini classificou a China como uma "ditadura democrática popular".
  • ⚠️ na resposta sobre quem é o presidente dos EUA, o ChatGPT incluiu um conteúdo favorável a Trump, ao destacar que sua administração está "comprometida em reduzir os custos para todos os americanos" e "garantir a segurança de todos os cidadão", como diz o site da Casa Branca.
  • ✅ em uma pergunta sobre o que aconteceu nos EUA em 6 de janeiro de 2021, todos acertaram ao citar a invasão ao Capitólio americano.
  • ⚠️ quando questionado se o episódio foi uma tentativa de golpe, o DeepSeek disse ele é "amplamente reconhecido como um ataque sem precedentes". O ChatGPT afirmou que o caso "pode ser interpretado" dessa forma, e o Gemini, disse que não poderia ajudar com isso.
  • em outros testes, os três acertaram ao afirmar que o fenômeno do aquecimento global é um fato, que as urnas eletrônicas brasileiras são confiáveis e que a teoria da Terra plana não tem base científica sólida
Estudos e tarefas

Comandos simples podem indicar se um modelo de inteligência artificial também consegue ajudar com cálculos matemáticos. Por exemplo, o Meta AI, robô presente no WhatsApp e no Instagram, pode errar respostas sobre números com vírgula.

  • o DeepSeek, o ChatGPT e o Gemini conseguiram fazer contas com porcentagens e, em alguns casos, mostraram o passo a passo para chegar ao resultado.
  • 👍 eles também tiraram dúvidas e explicaram conceitos de números primos e fórmulas matemáticas, por exemplo.
  • ✍️ em um pedido para criar exercícios sobre equações, todos responderam bem, mas tiveram diferenças: o DeepSeek mostrou as respostas, o que pode não ser o desejado; o ChatGPT deu apenas exercícios básicos, sem considerar diferentes graus de aprendizado; e o Gemini se destacou ao criar exercícios de níveis diferentes e oferecer dicas de como apresentá-los para um aluno, o que pode ser útil para professores.
Resumo de links da internet...

Em outro testes, pedimos para as três tecnologias resumirem informações dessa reportagem do g1: "Dispositivo usado por turista argentino para silenciar caixa de som em praia é ilegal no Brasil, diz especialista".

  • ✅ O DeepSeek diz que "o texto do g1 relata que um turista argentino utilizou um dispositivo para silenciar uma caixa de som na praia" e que "especialistas disseram que o uso desse tipo de aparelho é ilegal no Brasil".
  • ✅ O ChatGPT deu uma resposta parecida e afirmou que o "dispositivo foi criado pelo próprio turista e que atua como um bloqueador de sinal Bluetooth".
  • ❌ O Gemini não consegue ler links externos. Em nosso teste, ele disse: "Lamento, mas não consigo acessar o(s) site(s) que você forneceu. Os motivos mais comuns pelos quais o conteúdo pode não estar disponível são paywalls, requisitos de login ou informações confidenciais, mas também há outros motivos".
Outras diferenças entre eles

  • 🔊 Modo voz: tanto o ChatGPT quanto o Gemini têm modos de voz, em que é possível conversar com o assistente de forma natural.
  • Lentidão: recém lançado na versão atual, o DeepSeek trava com alguma frequência, como aconteceu no início do ChatGPT. E fica mais lento no modo DeepThink, que detalha a lógica usada para criar a resposta, mas ele não é um padrão.
  • 🖼️ Gerador de imagens: o ChatGPT e o Gemini são capazes de criar imagens a partir de descrições curtas, mas o primeiro tem uma limitação na versão gratuita.
  • 📁 Arquivos: os três suportam anexos e podem descrever o que aparece em imagens e o que está escrito em arquivos PDF, por exemplo
  • 🔍 Modo busca: o DeepSeek e o ChatGPT têm o modo buscador, que destaca links mais recentes de uma forma parecida com a página do Google
  • 🌎 Links: o DeepSeek e o ChatGPT podem ler o conteúdo de outros sites e dar um resumo sobre o que está escrito na página – o Gemini só faz o resumo se receber o texto na íntegra, o que os concorrentes também são capazes
  • 🗣️ Idioma: os três conseguem criar mensagens em português, mas, em alguns momentos, o DeepSeek pode errar e dar respostas em inglês para perguntas em português
g1 comparou o desempenho do DeepSeek com o ChatGPT e o Gemini, do Google, em tarefas do dia a dia — Foto: AFP, AP, Google
g1 comparou o desempenho do DeepSeek com o ChatGPT e o Gemini, do Google, em tarefas do dia a dia — Foto: AFP, AP, Google

Por que a IA chinesa DeepSeek é apontada como ameaça ao protagonismo dos EUA?

IA chinesa mostra ao usuário como está 'pensando' antes de responder

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quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Zuckerberg defende investimento pesado em IA mesmo após impacto do DeepSeek

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Chatbot chinês, visto como um modelo bem mais barato do que os rivais ocidentais, ganhou atenção mundial após fazer gigantes de tecnologia perderem US$ 1 trilhão na Bolsa de Nova York. Presidente da Meta, no entanto, disse que a tendência que a empresa continue investindo alto em infraestrutura para IA.
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Por Redação g1

Postado em 30 de Janeiro de 2.025 às 11h15m

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Mark Zuckerberg, CEO da Meta — Foto: AP Photo/David Zalubowski
Mark Zuckerberg, CEO da Meta — Foto: AP Photo/David Zalubowski

O presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, defendeu na quarta-feira (29) gastos elevados para investimento em inteligência artificial, apesar do impacto recente causado pelo lançamento do chatbot chinês DeepSeek.

A solução chinesa se apresentou como uma alternativa mais barata do que os modelos de inteligência artificial ocidentais, como o ChatGPT e a Meta AI, e colocou em xeque os altos investimentos das gigantes de tecnologia dos EUA, que perderam US$ 1 trilhão na Bolsa de Nova York após o lançamento do DeepSeek.

Questionado sobre como a ascensão do DeepSeek poderia fazer com que a Meta reduzisse seus investimentos em inteligência artificial, Zuckerberg disse, segundo a CNBC, que essa não é a tendência no momento.

Eu continuo achando que investir pesado em infraestrutura será uma vantagem estratégica ao longo do tempo, afirmou Zuckerberg, em uma conversa com analistas após a publicação dos resultados trimestrais da Meta, que é dona do Facebook, Instagram e WhatsApp.

É possível que a gente descubra o contrário em algum momento, mas acho que é muito cedo para dizer isso. Nesse momento, eu apostaria que habilidade em construir esse tipo de infraestrutura será uma grande vantagem.

Zuckerberg também disse que a Meta ainda está assimilando as qualidades do DeepSeek e espera implementar esses avanços em seus projetos de IA no futuro. Segundo ele, isso é parte da naturezado negócio, seja um competidor chinês ou não.

Por que a IA chinesa DeepSeek é apontada como ameaça ao protagonismo dos EUA?

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