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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

'Olho de Deus': inteligência artificial da DeepSeek chegará a 21 carros da BYD

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Ferramenta de inteligência artificial estará presente mesmo em modelos mais baratos, como o Dolphin Mini, que contará com mais de 10 câmeras e sensores espalhados pelo carro.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 12 de Fevereiro de 2024 às 07h45m

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Dolphin Mini é um dos carros que terá IA da DeepSeek — Foto: divulgação/BYD
Dolphin Mini é um dos carros que terá IA da DeepSeek — Foto: divulgação/BYD

A BYD anunciou na segunda-feira (10) que vai implementar a solução de inteligência artificial DeepSeek em seus veículos. O objetivo é auxiliar os sistemas de direção inteligente dos carros, incluindo modelos mais baratos.

A adoção da inteligência artificial DeepSeek faz parte de um sistema de direção assistida, chamado de "Olho de Deus".

A nova tecnologia, segundo a BYD, estará em 21 de seus carros, incluindo o pequeno Dolphin Mini, carro elétrico mais barato da marca no Brasil e que custa a partir de R$ 118,8 mil.

A versão destinada para carros de entrada, como no Dolphin Mini, utiliza 12 câmeras e 17 sensores espalhados pelo carro. Modelos mais avançados adicionam outros componentes e triplica a capacidade de processamento de dados, recebidos a partir destes equipamentos.

O sistema inclui funções como estacionamento remoto e navegação autônoma em rodovias, que antes estavam disponíveis somente em veículos mais caros da marca.

Além da BYD, outras marcas concorrentes da China já anunciaram a implementação da IA DeepSeek, como:

  • Geely: grupo responsável por carros como Volvo, Smart e Lotus;
  • Great Wall Motors (GWM): marca presente no Brasil desde 2023, com veículos como Ora 03 e o Haval H6;
  • Leapmotor: marca parceira da Stellantis, grupo que controla nomes famosos como Fiat, Jeep e Peugeot.
BYD rivaliza tecnologia com a Tesla

A BYD é a principal rival da Tesla na China e cada vez mais também no exterior. O anúncio da última segunda levou os analistas a sugerirem que uma nova guerra de preços está próxima.

A Tesla disponibiliza funções semelhantes em seus carros com preço a partir de US$ 32 mil (cerca de R$ 185 mil). "A direção autônoma deixou de ser algo raro e distante, é uma (...) ferramenta necessária", disse o fundador da BYD, Wang Chuanfu, em evento transmitido ao vivo.

Ele antecipou que esta tecnologia será, em um futuro próximo, "uma ferramenta indispensável como os cintos de segurança ou os airbags". A montadora afirmou que a incorporação do DeepSeek ajudará a melhorar a tecnologia de direção autônoma.

A empresa de IA ganhou destaque no noticiário em janeiro quando apresentou um chatbot comparável aos seus rivais americanos por uma fração do custo.

As ações da BYD subiram 4,5% nesta terça-feira na Bolsa de Hong Kong, depois de uma alta de quase 20% nos dias anteriores ao evento de segunda-feira.

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    terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

    EUA e Reino Unido decidem não assinar declaração de cúpula de IA que pede tecnologia 'aberta' e 'inclusiva'

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    Comunicado foi aprovado por 58 países, incluindo a China e membros da União Europeia, e estabelece como prioridade a garantia de que a inteligência artificial "seja aberta, inclusiva, transparente, ética, segura, protegida e confiável".
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    Por Redação g1

    Postado em 11 de Fevereiro de 2.025 às 16h50m

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    O vice-presidente norte-americano JD Vance durante reunião em Paris — Foto: REUTERS/Leah Millis
    O vice-presidente norte-americano JD Vance durante reunião em Paris — Foto: REUTERS/Leah Millis

    Os Estados Unidos e o Reino Unido decidiram não assinar, nesta terça-feira (11), a declaração da Cúpula de IA de Paris, na França, que pede uma inteligência artificial inclusiva, ética e sustentável, entre outros pontos.

    O comunicado foi aprovado por 58 países, incluindo a China e membros da União Europeia.

    No documento, os países estabelecem como prioridade a garantia de que a IA "seja aberta, inclusiva, transparente, ética, segura, protegida e confiável, levando em conta as estruturas internacionais para todos", além de a necessidade de "tornar a IA sustentável para as pessoas e o planeta".

    O governo britânico disse que a declaração "não forneceu clareza prática suficiente sobre governança global" e também não "abordou suficientemente questões mais difíceis sobre segurança nacional e o desafio que a IA representa para ela", segundo um porta-voz citado pela Reuters.

    Os EUA não explicaram imediatamente o motivo de não assinarem o documento. No entanto, o vice-presidente norte-americano, JD Vance, esteve presente na cúpula e fez críticas a uma eventual "regulamentação excessiva" do setor, segundo a AFP.

    "Acreditamos que a regulamentação excessiva do setor de IA pode matar um setor transformador", disse Vance em seu discurso a centenas de líderes, incluindo os copresidentes da reunião Narendra Modi, primeiro-ministro indiano, e Emmanuel Macron, presidente francês.

    Além disso, Vance afirmou que fazer parcerias com "regimes autoritários" para desenvolver ou regular a IA é um erro, em um recado à China, que estava representada na reunião.

    Em meio às tensões comerciais entre Washington e Pequim, o vice-presidente norte-americano declarou que "se associar a regimes autoritários significa acorrentar sua nação a um mestre autoritário que busca se infiltrar, se estabelecer e assumir o controle de sua infraestrutura de informações".

    Como exemplo, Vance citou exportações "altamente subsidiadas", como a tecnologia 5G da China.

    Além disso, o vice-presidente disse que os Estados Unidos "são líderes em IA" e o governo de Donald Trump "pretende que permaneçam assim". "Faremos tudo o que pudermos para promover políticas que fomentem o crescimento da IA", acrescentou.

    O vice-primeiro-ministro chinês, Zhang Guoqing, que estava presente nos debates, não falou na sessão plenária.

    Por que a IA chinesa DeepSeek é apontada como ameaça ao protagonismo dos EUA?

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    segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

    Como um celular pode explodir mesmo sem estar carregando

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    Mulher se feriu depois que o celular que estava no seu bolso explodiu, no último sábado (8). Caso é raro e pode acontecer após danos graves na estrutura de proteção da bateria, dizem especialistas.
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    Por Lara Castelo, Darlan Helder

    Postado em 10 de Fevereiro de 2.025 às 

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    Como um celular pode explodir mesmo sem estar carregando

    O superaquecimento da bateria é o principal motivo que pode levar à explosão de um celular, mesmo que ele não esteja conectado a um carregador, segundo especialistas ouvidos pelo g1.

    O tema chamou a atenção depois de uma jovem se ferir após o celular que estava no bolso traseiro da sua calça explodir enquanto ela fazia compras em Anápolis, em Goiás, no último sábado (8).

    Imagens das câmeras de segurança da loja registraram quando o fogo começou.

    A bateria de íon-lítio, que costuma ser usada nos celulares, é sensível a altas temperaturas, e um aumento excessivo pode causar um fenômeno chamado de fuga térmica, segundo Gabrielle Silva, do Instituto dos Engenheiros Elétricos e Eletrônicos (IEEE) e especialista de parcerias em tecnologia da TIM Brasil.

    "Esse é um processo no qual o calor gerado pela bateria é maior do que o que pode ser dissipado, levando à combustão", descreve Gabrielle Silva.

    Mas esse tipo de situação é rara porque exige que a estrutura de proteção interna da bateria seja danificada, o que não é comum, segundo Hiago Kin, presidente da Associação Brasileira de Segurança Cibernética.

    "As baterias de íon de lítio têm múltiplos sistemas de segurança para evitar superaquecimento", explica. "Por isso, para o superaquecimento acontecer, geralmente, é necessária uma combinação de fatores extremos".

    Nesse sentido, Silva descreve três situações que podem levar ao superaquecimento da bateria e, possivelmente, à explosão do celular mesmo desconectado do carregador. Confira:

    1. Impactos na estrutura da bateria

    Pressionar, perfurar, derrubar ou bater o celular pode danificar a separação interna entre os condutores de corrente elétrica da bateria, gerando curtos-circuitos e superaquecimento.

    Celular explodiu em 2022 enquanto técnico fazia reparos; caso ocorreu na cidade de Forquilha, no Ceará, e trabalhador não sofreu qualquer ferimento — Foto: TV Verdes Mares/Reprodução
    Celular explodiu em 2022 enquanto técnico fazia reparos; caso ocorreu na cidade de Forquilha, no Ceará, e trabalhador não sofreu qualquer ferimento — Foto: TV Verdes Mares/Reprodução

    2. Exposição ao calor

    Deixar o aparelho em ambientes muito quentes pode acelerar processos químicos na bateria, desencadeando uma reação descontrolada. Por exemplo, quando o celular fica no carro no sol por muito tempo.

    Para evitar esse tipo de situação, o aparelho também não deve ser carregado em recipientes fechados, como bolsas, malas, gavetas, caixas e bolsos de caixas, orienta a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em seu site.

    Em 2024, celular explodiu e provocou incêndio em Toledo (PR) — Foto: Reprodução/RPC
    Em 2024, celular explodiu e provocou incêndio em Toledo (PR) — Foto: Reprodução/RPC

    3. Usar baterias ou carregadores não originais

    O uso baterias ou carregadores não oficiais pode aumentar a probabilidade de falhas e acidentes, já que esses aparelhos não passaram pelos testes de segurança da Anatel.

    Existem muitos carregadores falsos sem mecanismos básicos de segurança contra o aquecimento excessivo, sobrecarga e curto-circuitos, segundo a agência.

    "Isso pode resultar em superaquecimento do aparelho, riscos de explosão, choques elétricos ou até mesmo incêndio, colocando em perigo a segurança do usuário e de quem está ao redor, podendo ser fatais", alerta a Anatel.

    O mesmo acontece em relação às baterias falsas, que podem vir com a estrutura de proteção danificada e, consequentemente, ficarem mais propensa a acidentes, segundo o presidente da Associação Brasileira de Segurança Cibernética.

    Ainda não se sabe ao certo o que levou à explosão do celular no bolso da jovem em Goiás. O caso está sendo investigado.



    Celular explode e pega fogo em bolso de mulher, em Anápolis

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