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segunda-feira, 5 de maio de 2025

Fim de uma era: Skype é encerrado nesta segunda

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Microsoft alega que fim da ferramenta vai ajudar a empresa a se dedicar ao Teams.
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Por Redação g1

Postado em 05 de Maio de 2.025 às 11h15m

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Logo do Skype — Foto: Unsplash/Eyestetix Studio
Logo do Skype — Foto: Unsplash/Eyestetix Studio

A Microsoft está desativando o serviço de videochamadas Skype nesta segunda-feira, 5 de maio, após duas décadas de operação.

A confirmação do encerramento do serviço foi feito em fevereiro deste ano. A companhia alegou que isso vai ajudar a empresa a se dedicar ao Microsoft Teams, seu outro serviço de chamada de vídeo, simplificando suas ofertas de comunicação.

"Com o Teams, os usuários têm acesso a muitos dos mesmos recursos principais que usam no Skype, como chamadas individuais e em grupo, mensagens e compartilhamento de arquivos", disse a Microsoft, em nota.

Criado em 2003, o Skype ganhou fama ao tornar a comunicação por vídeo e áudio mais baratas, o que impactou o setor de telefonia fixa.

Skype será encerrado em maio. — Foto: Reprodução
Skype será encerrado em maio. — Foto: Reprodução

Em 2011, a Microsoft fez sua maior aquisição até então e pagou US$ 8,5 bilhões pelo serviço, quando ele tinha cerca de 150 milhões de usuários. Em 2020, esse número havia caído para cerca de 23 milhões de usuários, apesar de um breve ressurgimento na pandemia.

Nos últimos anos, a plataforma teve dificuldades para acompanhar rivais mais fáceis de usar e mais confiáveis, como o Zoom e o Slack, enquanto a Microsoft optava por dar atenção ao Teams e outros produtos, ressalta a agência Reuters.

O declínio ocorreu em parte porque a tecnologia do aplicativo do Skype não é adequada para a era dos smartphones, alega a Microsoft. A empresa aproveitou a pandemia para integrar o Teams a outros programas do Office, na expectativa de atrair usuários corporativos.

Novo Skype será lançado junto do Windows 8 — Foto: Divulgação
Novo Skype será lançado junto do Windows 8 — Foto: Divulgação

A Microsoft alega que para facilitar a transição da plataforma, os usuários Skype poderão fazer login no Teams gratuitamente em qualquer dispositivo compatível usando suas credenciais existentes, com a migração automática de bate-papos e contatos.

Com isso, o Skype se junta a uma série de serviços abandonados pela companhia, como o navegador Internet Explorer e o Windows Phone.

Não ficou claro quantos usuários ou funcionários serão afetados pelo desligamento da Skype. A Microsoft não comentou o assunto.

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sábado, 3 de maio de 2025

Quem vai vencer a corrida para desenvolver um robô humanoide?

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Robôs humanoides estão atraindo muitos investimentos, num mercado bilionário disputado por China, Estados Unidos e Europa.
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TOPO
Por Carrie King, Ben Morris

Postado em 03 de Maio de 2.025 às 18h55m

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Robôs humanoides estão atraindo muitos investimentos, num mercado bilionário disputado por China, Estados Unidos e Europa — Foto: Getty Images via BBC
Robôs humanoides estão atraindo muitos investimentos, num mercado bilionário disputado por China, Estados Unidos e Europa — Foto: Getty Images via BBC

É uma manhã ensolarada de primavera em Hanover, na Alemanha, e estou a caminho de um encontro com um robô.

Fui convidado para ver o G1, um robô humanoide construído pela empresa chinesa Unitree, na Hannover Messe, uma das maiores feiras industriais do mundo.

Com cerca de 1,30 m de altura, o G1 é menor e mais acessível do que outros robôs humanoides do mercado e possui uma amplitude de movimento e destreza tão fluidas que vídeos dele realizando números de dança e artes marciais viralizaram.

Hoje, o G1 está sendo controlado remotamente por Pedro Zheng, gerente de vendas da Unitree. Ele explica que os clientes devem programar cada G1 para funções autônomas.

Transeuntes param e tentam ativamente interagir com o G1, o que não se pode dizer de muitas das outras máquinas exibidas na sala de conferências cavernosa.

Eles estendem a mão para cumprimentá-lo, fazem movimentos bruscos para ver se ele responde, riem quando o G1 acena ou se inclina para trás, pedem desculpas se esbarram nele. Há algo em seu formato humano que, por mais estranho que seja, tranquiliza as pessoas.

O robô G1 da startup chinesa Unitree vem encantando o público em feiras de negócios — Foto: Getty Images via BBC
O robô G1 da startup chinesa Unitree vem encantando o público em feiras de negócios — Foto: Getty Images via BBC

A Unitree é apenas uma das dezenas de empresas ao redor do mundo que desenvolvem robôs com forma humana.

O potencial é enorme – para as empresas, promete uma força de trabalho que não precisa de férias ou aumentos salariais.

Também pode ser o eletrodoméstico definitivo. Afinal, quem não gostaria de uma máquina que lavasse roupa e enchesse a máquina de lavar louça?

Mas a tecnologia ainda está um pouco distante. Embora braços robóticos e robôs móveis sejam comuns em fábricas e armazéns há décadas, as condições nesses locais de trabalho podem ser controladas e os trabalhadores podem ser mantidos em segurança.

Introduzir um robô humanoide em um ambiente menos previsível, como um restaurante ou uma casa, é um problema muito mais difícil.

Para serem úteis, robôs humanoides teriam que ser fortes, mas isso também os torna potencialmente perigosos – simplesmente cair na hora errada pode ser perigoso.

Muito trabalho precisa ser feito na inteligência artificial (IA) que controlaria tal máquina.

"A IA simplesmente ainda não atingiu o ponto de virada", disse um porta-voz da Unitree à BBC.

"A IA robótica atual considera a lógica e o raciocínio básicos – como para entender e concluir tarefas complexas de forma lógica – um desafio", disseram eles.

No momento, o G1 é comercializado para instituições de pesquisa e empresas de tecnologia, que podem usar o software de código aberto da Unitree para desenvolvimento.

Por enquanto, os empreendedores estão concentrando seus esforços em robôs humanoides para armazéns e fábricas.

O mais famoso desses empresários é Elon Musk. Sua montadora, a Tesla, está desenvolvendo um robô humanoide chamado Optimus.

Em janeiro, ele afirmou que "vários milhares" serão construídos este ano e espera que eles façam "coisas úteis" nas fábricas da Tesla.

Outras montadoras estão seguindo um caminho semelhante.

A BMW introduziu recentemente robôs humanoides em uma fábrica nos EUA. Enquanto isso, a montadora sul-coreana Hyundai encomendou dezenas de milhares de robôs da Boston Dynamics, a empresa de robôs que comprou em 2021.

Thomas Andersson, fundador da empresa de pesquisa STIQ, acompanha 49 empresas que desenvolvem robôs humanoides – aqueles com dois braços e pernas.

Se ampliarmos a definição para robôs com dois braços, mas que se impulsionam sobre rodas, ele analisa mais de 100 empresas.

Andersson acredita que as empresas chinesas provavelmente dominarão o mercado.

"A cadeia de suprimentos e todo o ecossistema de robótica na China são enormes, e é muito fácil aperfeiçoar desenvolvimentos e fazer P&D [pesquisa e desenvolvimento]", diz Andersson.

A Unitree demonstra essa vantagem: seu G1 é barato (para um robô), com um preço anunciado de US$ 16 mil (R$ 90,9 mil).

Além disso, Andersson ressalta que o investimento favorece os países asiáticos.

Em um relatório recente, a STIQ observa que quase 60% de todo o financiamento para robôs humanoides foi captado na Ásia, com os EUA atraindo a maior parte do restante.

As empresas chinesas têm o benefício adicional do apoio do governo nacional e local.

Por exemplo, em Xangai, há um centro de treinamento para robôs apoiado pelo Estado, onde dezenas de robôs humanoides estão aprendendo a realizar tarefas.

As empresas chinesas estão bem posicionadas para dominar o mercado de robôs humanoides — Foto: Getty Images via BBC
As empresas chinesas estão bem posicionadas para dominar o mercado de robôs humanoides — Foto: Getty Images via BBC

Então, como os fabricantes de robôs americanos e europeus podem competir com isso?

Bren Pierce, com sede em Bristol, fundou três empresas de robótica e a mais recente, a Kinisi, acaba de lançar o robô KR1.

Embora o robô tenha sido projetado e desenvolvido no Reino Unido, ele será fabricado na Ásia.

"O problema que você enfrenta como empresa europeia ou americana é que você tem que comprar todos esses subcomponentes da China para começar", diz Pierce.

"Então se torna estúpido comprar motores, comprar baterias, comprar resistores, transportá-los para o outro lado do mundo para montá-los, quando você poderia simplesmente juntá-los na fonte, que fica na Ásia."

Além de fabricar seus robôs na Ásia, Pierce está mantendo os custos baixos ao não optar pela forma humanoide completa.

Projetado para armazéns e fábricas, o KR1 não tem pernas.

"Todos esses lugares têm piso plano. Por que você iria querer o gasto adicional de um formato tão complexo... quando você pode simplesmente colocá-lo em uma base móvel?", ele pergunta.

Sempre que possível, seu KR1 é construído com componentes produzidos em série — as rodas são as mesmas que você encontraria em uma scooter elétrica.

"Minha filosofia é comprar o máximo de coisas possível prontas. Então, todos os nossos motores, baterias, computadores e câmeras são peças disponíveis comercialmente e produzidas em série", diz ele.

Assim como seus concorrentes na Unitree, Pierce diz que o verdadeiro "ingrediente secreto" é o software que permite que o robô trabalhe com humanos.

"Muitas empresas lançam robôs de alta tecnologia, mas aí você precisa de um doutorado em robótica para poder realmente instalá-los e usá-los", diz ele.

"O que estamos tentando projetar é um robô muito simples de usar, onde um trabalhador comum de armazém ou fábrica possa aprender a usá-lo em poucas horas", diz Pierce.

Ele afirma que o KR1 consegue executar uma tarefa após ser guiado por um humano 20 ou 30 vezes.

O KR1 será entregue a clientes-piloto para testes este ano.

Bren Pierce diz que o robô da Kinisi será fácil de treinar — Foto: Divulgação/Kinisi
Bren Pierce diz que o robô da Kinisi será fácil de treinar — Foto: Divulgação/Kinisi

Será que os robôs algum dia sairão das fábricas e chegarão às casas? Até mesmo o otimista Pierce diz que isso ainda está longe de acontecer.

"Meu sonho de longo prazo nos últimos 20 anos tem sido construir um robô que faça tudo", diz o empreendedor.

"Foi a isso que dediquei meu doutorado. Acho que esse é o objetivo final, mas é uma tarefa muito complicada", diz Pierce.

"Ainda acho que eles chegarão lá, mas isso levará pelo menos 10 a 15 anos."

* Esta reportagem foi traduzida e revisada por nossos jornalistas utilizando o auxílio de IA na tradução, como parte de um projeto piloto.

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sexta-feira, 2 de maio de 2025

Os golpes virtuais que mais fazem os brasileiros perder dinheiro

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Fraudes digitais custaram em 2024 mais de R$ 10 bilhões às vítimas, salto de 17% frente a 2023. Segundo pesquisa, uma em cada quatro pessoas com mais de 16 anos já foi lesada. Veja quais os golpes mais frequentes.
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TOPO
Por Simone Machado

Postado em 02 de Maio de 2.025 às 14h05m

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Golpe do WhatsApp, das falsas vendas e do falso funcionário de banco lideram ranking das fraudes mais comuns — Foto: Bernd Feil/MiS/IMAGO
Golpe do WhatsApp, das falsas vendas e do falso funcionário de banco lideram ranking das fraudes mais comuns — Foto: Bernd Feil/MiS/IMAGO

"Mãe, tudo bem? Tive um problema com meu cartão, você consegue me enviar um pix de R$ 800 agora?”. Foi essa mensagem que a aposentada Lourdes Diana, de 77 anos, recebeu em seu WhatsApp em agosto do ano passado e a fez perder R$ 1 mil.

O contato, que usava a foto de sua filha de 36 anos, fez o pedido justamente na semana em que a mulher estava viajando. Sem desconfiar, a idosa fez a transferência pensando que estava ajudando a filha num momento de imprevisto. Mas era golpe.

Assim como Lourdes, 153 mil pessoas foram vítimas do "golpe do WhatsApp", no Brasil em 2024, segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O golpe das falsas vendas (150 mil vítimas) e do falso funcionário de banco (105 mil vítimas) completam o ranking das três abordagens mais comunicadas por clientes às instituições bancárias.

Prejuízo que, segundo o órgão, chega a R$10,1 bilhões, em 2024. Volume 17% maior do que o registrado no ano anterior quando essa perda foi de R$8,6 bilhões.

Mas porque tantas pessoas ainda caem em golpes que não são novos? Segundo especialistas ouvidos pela DW, há três fatores principais: a capacidade de a internet atingir milhões de pessoas; o imediatismo e a capacidade dos golpistas de manipular as pessoas.

"Estatisticamente quanto mais pessoas você atinge, maior a possibilidade de essas pessoas caírem em golpes. O segundo ponto é a rapidez. A internet dá essa necessidade de ser tudo mais rápido, fazendo com que as pessoas nem pensem no que estão fazendo", explica Wanderson Castilho, perito em crimes digitais. a terceira é a questão da tecnologia.

"Apesar de as pessoas usarem a internet diariamente, elas não têm noção da força que ela tem. Consequentemente, se usar algumas técnicas psicológicas, vai ser muito fácil manipular as pessoas”, completa.

Outra pesquisa feita sobre os golpes digitais no Brasil, aponta que 24% dos brasileiros com mais de 16 anos afirmaram já terem perdido dinheiro em golpes no último ano. Ou seja, isso representa quase um a cada quatro pessoas com mais de 16 anos.

Segundo o Instituto DataSenado, responsável pelo levantamento, são mais de 40,8 milhões de pessoas que perderam dinheiro em função de algum crime cibernético, como clonagem de cartão, fraude na internet ou invasão de contas bancárias.

A pesquisa foi feita por telefone, o que significa que muitas dessas vítimas podem não ter procurado a polícia ou a instituição bancária para relatar o golpe.

Os dois tipos de perfis que mais são vulneráveis aos golpes de crimes eletrônicos são as pontas das pirâmides, ou seja, os mais novos e os mais velhos, segundo os especialistas ouvidos pela DW.

O aplicativo de mensagens WhatsApp é um dos meios preferidos pelos criminosos — Foto: Photothek/Picture alliance
O aplicativo de mensagens WhatsApp é um dos meios preferidos pelos criminosos — Foto: Photothek/Picture alliance

"Os mais velhos não têm tanta intimidade com a tecnologia, porque o seu raciocínio está um pouco mais lento, são coisas completamente novas e eles tendem a acreditar mais, principalmente quando os criminosos se passam por alguém da família", diz Castilho.

"Os mais novos, por outro lado, têm um excesso de confiança, porque estão nascendo dentro da tecnologia, e eles acreditam que sabem tudo, mas o conhecimento é muito raso, normalmente. E os criminosos sabem muito bem disso e sabem que esse público quer agilidade, facilidade e o [produto] mais barato", completa o especialista.

Como são os golpes mais comuns

Golpe do WhatsApp

O golpe do WhatsApp acontece quando criminosos clonam a conta de WhatsApp da vítima.

Para obter o código de segurança que o aplicativo envia por SMS sempre que é instalado em um novo dispositivo, o golpista envia uma mensagem se fazendo passar por algum tipo de serviço de atendimento ao cliente. Nessa mensagem é solicitado o código para a vítima, que, ao fornecê-lo, tem o número clonado.

Para evitar que o WhatsApp seja clonado é necessário habilitar no aplicativo a opção "verificação em duas etapas”. Assim, é possível cadastrar uma senha que será solicitada periodicamente pelo app. Essa senha não deve ser enviada para outras pessoas ou digitada em links recebidos.

Falsa venda

No golpe de falsa venda, os criminosos criam sites e páginas falsas de lojas nas redes sociais, e enviam promoções inexistentes por e-mails, SMS e mensagens de WhatsApp.

Para não cair nesse tipo de golpe, é importante ficar atento a preços praticados muito abaixo dos cobrados pelo mercado. Também é importante tomar cuidado com links recebidos em e-mails e mensagens.

Falsa central bancária ou falso funcionário

Já nesse golpe, os criminosos passam por funcionários do banco ou empresa com a qual o cliente já tem um relacionamento. O estelionatário faz contato por telefone e diz haver algum tipo de problema na conta ou relata alguma compra irregular usando o cartão bancário.

A partir daí, ele solicita os dados pessoais e financeiros da vítima. Em alguns casos, ele também pede para que a pessoa realize transferências financeiras alegando a necessidade de regularizar problemas na conta ou no cartão.

Para evitar cair nesse golpe, o cliente deve sempre verificar a origem das ligações e mensagens recebidas. Os bancos podem entrar em contato com os clientes para confirmar transações suspeitas, mas nunca solicitam dados pessoais, senhas, atualizações de sistemas, chaves de segurança, ou ainda que o cliente realize transferências ou pagamentos.

Ao receber uma ligação suspeita, o melhor é desligar e ligar nos canais oficiais do banco ou entrar em contato diretamente com o seu gerente.

Dados pessoais expostos

Vazamentos de dados que expõem informações pessoais e até mesmo senhas acendem um alerta ainda maior para os golpes virtuais. Munidos de mais informações importantes sobre pessoas e empresas, cibercriminosos aproveitam para agirem e fazerem mais vítimas.

Nos últimos cinco anos, o governo federal registrou quase 58 mil incidentes cibernéticos ou alertas de vulnerabilidade digital, sendo mais de 9 mil casos envolvendo vazamentos de dados em sistemas da União.

Em novembro de 2024, a Polícia Civil de São Paulo descobriu uma quadrilha responsável por vender dados de, ao menos, 120 milhões de pessoas, ou seja, mais da metade da população brasileira teve os dados acessados e vazados pelo grupo, que operava como um call center do crime.

"Os vazamentos de dados impulsionam muito os golpes, na medida em que o que os golpistas precisam de informações que tornem o contato deles crível. Se alguém te contacta, tem uma boa comunicação, um tom de voz adequado e quer confirmar nome completo, endereço, ela vai dando essas informações que conseguiu, por exemplo, através de um vazamento", diz Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação.

"E do outro lado a pessoa tende a acreditar que é um contato de verdade. Por isso que esses vazamentos são tão ruins, porque dão muita munição para os golpistas".

Como se proteger dos golpes

Homem idoso usando o celular — Foto: Andrea Piacquadio/Pexels
Homem idoso usando o celular — Foto: Andrea Piacquadio/Pexels

Medidas simples de "higiene digital" podem ajudar a evitar uma parcela expressiva das fraudes, como: ativar a verificação em duas etapas nos aplicativos; desconfiar de preços muito abaixo dos praticados no mercado; checar se um perfil comercial é recente e tem poucas opções de pagamento; e nunca compartilhar dados por mensagens ou ligações suspeitas.

"É importante lembrar que instituições financeiras jamais solicitam senhas ou códigos de autenticação", lembra Rony Vainzof, professor especializado em direito digital, proteção de dados e segurança cibernética e conselheiro titular do Comitê Nacional de Cibersegurança (CNCiber).

Segundo ele, como hoje grande parte dos dados cadastrais dos cidadãos já se encontram expostos, além de outras informações que podem ser coletadas em redes sociais pelos criminosos, somado ao uso da Inteligência Artificial, a prática de engenharia social tornou-se significativamente mais fácil.

"Isso exige um grau de atenção e cautela muito maior por parte das pessoas em suas interações", diz Vainzof.

Ainda de acordo com o especialista, tomar os cuidados pessoais é importante, mas superar esse cenário exige mais do que medidas pontuais ou reações isoladas.

"É necessário estruturar uma política nacional de cibereducação, fortalecer os mecanismos de normatização e garantir que a Lei Geral de Proteção de Dados seja aplicada, bem como a repressão contundente contra os criminosos", diz.

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