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Microsoft alega que fim da ferramenta vai ajudar a empresa a se dedicar ao Teams. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Redação g1 Postado em 05 de Maio de 2.025 às 11h15m . #.*Post. - Nº.\ 5.117*.# .
Logo do Skype — Foto: Unsplash/Eyestetix Studio
A Microsoftestá desativando o serviço de videochamadas Skype nesta segunda-feira, 5 de maio, após duas décadas de operação.
"Com o Teams, os usuários têm acesso a muitos dos mesmos recursos
principais que usam no Skype, como chamadas individuais e em grupo,
mensagens e compartilhamento de arquivos", disse a Microsoft, em nota.
Criado
em 2003, o Skype ganhou fama ao tornar a comunicação por vídeo e áudio
mais baratas, o que impactou o setor de telefonia fixa.
Skype será encerrado em maio. — Foto: Reprodução
Em 2011, a Microsoft fez sua maior aquisição até então e pagou US$ 8,5
bilhões pelo serviço, quando ele tinha cerca de 150 milhões de usuários.
Em 2020, esse número havia caído para cerca de 23 milhões de usuários,
apesar de um breve ressurgimento na pandemia.
Nos últimos anos, a plataforma teve dificuldades para acompanhar rivais
mais fáceis de usar e mais confiáveis, como o Zoom e o Slack, enquanto a
Microsoft optava por dar atenção ao Teams e outros produtos, ressalta a
agência Reuters.
O declínio ocorreu em parte porque a tecnologia do aplicativo do Skype
não é adequada para a era dos smartphones, alega a Microsoft. A empresa
aproveitou a pandemia para integrar o Teams a outros programas do
Office, na expectativa de atrair usuários corporativos.
Novo Skype será lançado junto do Windows 8 — Foto: Divulgação
A Microsoft alega que para facilitar a transição da plataforma, os
usuários Skype poderão fazer login no Teams gratuitamente em qualquer
dispositivo compatível usando suas credenciais existentes, com a
migração automática de bate-papos e contatos.
Com isso, o Skype se junta a uma série de serviços abandonados pela
companhia, como o navegador Internet Explorer e o Windows Phone.
Não ficou claro quantos usuários ou funcionários serão afetados pelo
desligamento da Skype. A Microsoft não comentou o assunto.
Robôs humanoides estão atraindo muitos investimentos, num mercado bilionário disputado por China, Estados Unidos e Europa. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Carrie King, Ben Morris 03/05/2025 17h53 Atualizado há 01 hora Postado em 03 de Maio de 2.025 às 18h55m . #.*Post. - Nº.\ 5.116*.# .
Robôs humanoides estão atraindo muitos investimentos, num mercado
bilionário disputado por China, Estados Unidos e Europa — Foto: Getty
Images via BBC
É uma manhã ensolarada de primavera em Hanover, na Alemanha, e estou a caminho de um encontro com um robô.
Fui convidado para ver o G1, um robô humanoide construído pela empresa
chinesa Unitree, na Hannover Messe, uma das maiores feiras industriais
do mundo.
Com cerca de 1,30 m de altura, o G1 é menor e mais acessível do que
outros robôs humanoides do mercado e possui uma amplitude de movimento e
destreza tão fluidas que vídeos dele realizando números de dança e
artes marciais viralizaram.
Hoje, o G1 está sendo controlado remotamente por Pedro Zheng, gerente
de vendas da Unitree. Ele explica que os clientes devem programar cada
G1 para funções autônomas.
Transeuntes param e tentam ativamente interagir com o G1, o que não se
pode dizer de muitas das outras máquinas exibidas na sala de
conferências cavernosa.
Eles estendem a mão para cumprimentá-lo, fazem movimentos bruscos para
ver se ele responde, riem quando o G1 acena ou se inclina para trás,
pedem desculpas se esbarram nele. Há algo em seu formato humano que, por
mais estranho que seja, tranquiliza as pessoas.
O robô G1 da startup chinesa Unitree vem encantando o público em feiras de negócios — Foto: Getty Images via BBC
A Unitree é apenas uma das dezenas de empresas ao redor do mundo que desenvolvem robôs com forma humana.
O potencial é enorme – para as empresas, promete uma força de trabalho que não precisa de férias ou aumentos salariais.
Também pode ser o eletrodoméstico definitivo. Afinal, quem não gostaria
de uma máquina que lavasse roupa e enchesse a máquina de lavar louça?
Mas a tecnologia ainda está um pouco distante. Embora braços robóticos e
robôs móveis sejam comuns em fábricas e armazéns há décadas, as
condições nesses locais de trabalho podem ser controladas e os
trabalhadores podem ser mantidos em segurança.
Introduzir um robô humanoide em um ambiente menos previsível, como um
restaurante ou uma casa, é um problema muito mais difícil.
Para serem úteis, robôs humanoides teriam que ser fortes, mas isso
também os torna potencialmente perigosos – simplesmente cair na hora
errada pode ser perigoso.
Muito trabalho precisa ser feito na inteligência artificial (IA) que controlaria tal máquina.
"A IA simplesmente ainda não atingiu o ponto de virada", disse um porta-voz da Unitree à BBC.
"A IA robótica atual considera a lógica e o raciocínio básicos – como
para entender e concluir tarefas complexas de forma lógica – um
desafio", disseram eles.
No momento, o G1 é comercializado para instituições de pesquisa e
empresas de tecnologia, que podem usar o software de código aberto da
Unitree para desenvolvimento.
Por enquanto, os empreendedores estão concentrando seus esforços em robôs humanoides para armazéns e fábricas.
O mais famoso desses empresários é Elon Musk. Sua montadora, a Tesla, está desenvolvendo um robô humanoide chamado Optimus.
Em janeiro, ele afirmou que "vários milhares" serão construídos este
ano e espera que eles façam "coisas úteis" nas fábricas da Tesla.
Outras montadoras estão seguindo um caminho semelhante.
A BMW introduziu recentemente robôs humanoides em uma fábrica nos EUA.
Enquanto isso, a montadora sul-coreana Hyundai encomendou dezenas de
milhares de robôs da Boston Dynamics, a empresa de robôs que comprou em
2021.
Thomas Andersson, fundador da empresa de pesquisa STIQ, acompanha 49
empresas que desenvolvem robôs humanoides – aqueles com dois braços e
pernas.
Se ampliarmos a definição para robôs com dois braços, mas que se impulsionam sobre rodas, ele analisa mais de 100 empresas.
Andersson acredita que as empresas chinesas provavelmente dominarão o mercado.
"A cadeia de suprimentos e todo o ecossistema de robótica na China são
enormes, e é muito fácil aperfeiçoar desenvolvimentos e fazer P&D
[pesquisa e desenvolvimento]", diz Andersson.
A Unitree demonstra essa vantagem: seu G1 é barato (para um robô), com um preço anunciado de US$ 16 mil (R$ 90,9 mil).
Além disso, Andersson ressalta que o investimento favorece os países asiáticos.
Em um relatório recente, a STIQ observa que quase 60% de todo o
financiamento para robôs humanoides foi captado na Ásia, com os EUA
atraindo a maior parte do restante.
As empresas chinesas têm o benefício adicional do apoio do governo nacional e local.
Por exemplo, em Xangai, há um centro de treinamento para robôs apoiado
pelo Estado, onde dezenas de robôs humanoides estão aprendendo a
realizar tarefas.
As empresas chinesas estão bem posicionadas para dominar o mercado de robôs humanoides — Foto: Getty Images via BBC
Então, como os fabricantes de robôs americanos e europeus podem competir com isso?
Bren Pierce, com sede em Bristol, fundou três empresas de robótica e a mais recente, a Kinisi, acaba de lançar o robô KR1.
Embora o robô tenha sido projetado e desenvolvido no Reino Unido, ele será fabricado na Ásia.
"O problema que você enfrenta como empresa europeia ou americana é que
você tem que comprar todos esses subcomponentes da China para começar",
diz Pierce.
"Então se torna estúpido comprar motores, comprar baterias, comprar
resistores, transportá-los para o outro lado do mundo para montá-los,
quando você poderia simplesmente juntá-los na fonte, que fica na Ásia."
Além de fabricar seus robôs na Ásia, Pierce está mantendo os custos baixos ao não optar pela forma humanoide completa.
Projetado para armazéns e fábricas, o KR1 não tem pernas.
"Todos esses lugares têm piso plano. Por que você iria querer o gasto
adicional de um formato tão complexo... quando você pode simplesmente
colocá-lo em uma base móvel?", ele pergunta.
Sempre que possível, seu KR1 é construído com componentes produzidos em
série — as rodas são as mesmas que você encontraria em uma scooter
elétrica.
"Minha filosofia é comprar o máximo de coisas possível prontas. Então,
todos os nossos motores, baterias, computadores e câmeras são peças
disponíveis comercialmente e produzidas em série", diz ele.
Assim como seus concorrentes na Unitree, Pierce diz que o verdadeiro
"ingrediente secreto" é o software que permite que o robô trabalhe com
humanos.
"Muitas empresas lançam robôs de alta tecnologia, mas aí você precisa
de um doutorado em robótica para poder realmente instalá-los e usá-los",
diz ele.
"O que estamos tentando projetar é um robô muito simples de usar, onde
um trabalhador comum de armazém ou fábrica possa aprender a usá-lo em
poucas horas", diz Pierce.
Ele afirma que o KR1 consegue executar uma tarefa após ser guiado por um humano 20 ou 30 vezes.
O KR1 será entregue a clientes-piloto para testes este ano.
Bren Pierce diz que o robô da Kinisi será fácil de treinar — Foto: Divulgação/Kinisi
Será que os robôs algum dia sairão das fábricas e chegarão às casas?
Até mesmo o otimista Pierce diz que isso ainda está longe de acontecer.
"Meu sonho de longo prazo nos últimos 20 anos tem sido construir um robô que faça tudo", diz o empreendedor.
"Foi a isso que dediquei meu doutorado. Acho que esse é o objetivo final, mas é uma tarefa muito complicada", diz Pierce.
"Ainda acho que eles chegarão lá, mas isso levará pelo menos 10 a 15 anos."
*
Esta reportagem foi traduzida e revisada por nossos jornalistas
utilizando o auxílio de IA na tradução, como parte de um projeto piloto.
Fraudes digitais custaram em 2024 mais de R$ 10 bilhões às vítimas, salto de 17% frente a 2023. Segundo pesquisa, uma em cada quatro pessoas com mais de 16 anos já foi lesada. Veja quais os golpes mais frequentes. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Simone Machado 02/05/2025 12h05 Atualizado há 02 horas Postado em 02 de Maio de 2.025 às 14h05m . #.*Post. - Nº.\ 5.115*.# .
Golpe do WhatsApp, das falsas vendas e do falso funcionário de banco
lideram ranking das fraudes mais comuns — Foto: Bernd Feil/MiS/IMAGO
"Mãe, tudo bem? Tive um problema com meu cartão, você consegue me
enviar um pix de R$ 800 agora?”. Foi essa mensagem que a aposentada
Lourdes Diana, de 77 anos, recebeu em seu WhatsApp em agosto do ano
passado e a fez perder R$ 1 mil.
O contato, que usava a foto de sua filha de 36 anos, fez o pedido
justamente na semana em que a mulher estava viajando. Sem desconfiar, a
idosa fez a transferência pensando que estava ajudando a filha num
momento de imprevisto. Mas era golpe.
Assim como Lourdes, 153 mil pessoas foram vítimas do "golpe do
WhatsApp", no Brasil em 2024, segundo dados da Federação Brasileira de
Bancos (Febraban). O golpe das falsas vendas (150 mil vítimas) e do
falso funcionário de banco (105 mil vítimas) completam o ranking das
três abordagens mais comunicadas por clientes às instituições bancárias.
Prejuízo que, segundo o órgão, chega a R$10,1 bilhões, em 2024. Volume
17% maior do que o registrado no ano anterior quando essa perda foi de
R$8,6 bilhões.
Mas porque tantas pessoas ainda caem em golpes que não são novos?
Segundo especialistas ouvidos pela DW, há três fatores principais: a
capacidade de a internet atingir milhões de pessoas; o imediatismo e a
capacidade dos golpistas de manipular as pessoas.
"Estatisticamente
quanto mais pessoas você atinge, maior a possibilidade de essas pessoas
caírem em golpes. O segundo ponto é a rapidez. A internet dá essa
necessidade de ser tudo mais rápido, fazendo com que as pessoas nem
pensem no que estão fazendo", explica Wanderson Castilho, perito em
crimes digitais. a terceira é a questão da tecnologia.
"Apesar de as pessoas usarem a internet diariamente, elas não têm noção
da força que ela tem. Consequentemente, se usar algumas técnicas
psicológicas, vai ser muito fácil manipular as pessoas”, completa.
Outra pesquisa feita sobre os golpes digitais no Brasil, aponta que 24%
dos brasileiros com mais de 16 anos afirmaram já terem perdido dinheiro
em golpes no último ano. Ou seja, isso representa quase um a cada
quatro pessoas com mais de 16 anos.
Segundo o Instituto DataSenado, responsável pelo levantamento, são mais
de 40,8 milhões de pessoas que perderam dinheiro em função de algum
crime cibernético, como clonagem de cartão, fraude na internet ou
invasão de contas bancárias.
A pesquisa foi feita por telefone, o que significa que muitas dessas
vítimas podem não ter procurado a polícia ou a instituição bancária para
relatar o golpe.
Os dois tipos de perfis que mais são vulneráveis aos golpes de crimes
eletrônicos são as pontas das pirâmides, ou seja, os mais novos e os
mais velhos, segundo os especialistas ouvidos pela DW.
O aplicativo de mensagens WhatsApp é um dos meios preferidos pelos criminosos — Foto: Photothek/Picture alliance
"Os mais velhos não têm tanta intimidade com a tecnologia, porque o seu
raciocínio está um pouco mais lento, são coisas completamente novas e
eles tendem a acreditar mais, principalmente quando os criminosos se
passam por alguém da família", diz Castilho.
"Os mais novos, por outro lado, têm um excesso de confiança, porque
estão nascendo dentro da tecnologia, e eles acreditam que sabem tudo,
mas o conhecimento é muito raso, normalmente. E os criminosos sabem
muito bem disso e sabem que esse público quer agilidade, facilidade e o
[produto] mais barato", completa o especialista.
Como são os golpes mais comuns
Golpe do WhatsApp
O golpe do WhatsApp acontece quando criminosos clonam a conta de WhatsApp da vítima.
Para obter o código de segurança que o aplicativo envia por SMS sempre
que é instalado em um novo dispositivo, o golpista envia uma mensagem se
fazendo passar por algum tipo de serviço de atendimento ao cliente.
Nessa mensagem é solicitado o código para a vítima, que, ao fornecê-lo,
tem o número clonado.
Para evitar que o WhatsApp seja clonado é necessário habilitar no
aplicativo a opção "verificação em duas etapas”. Assim, é possível
cadastrar uma senha que será solicitada periodicamente pelo app. Essa
senha não deve ser enviada para outras pessoas ou digitada em links
recebidos.
Falsa venda
No golpe de falsa venda, os criminosos criam sites e páginas falsas de
lojas nas redes sociais, e enviam promoções inexistentes por e-mails,
SMS e mensagens de WhatsApp.
Para não cair nesse tipo de golpe, é importante ficar atento a preços
praticados muito abaixo dos cobrados pelo mercado. Também é importante
tomar cuidado com links recebidos em e-mails e mensagens.
Falsa central bancária ou falso funcionário
Já nesse golpe, os criminosos passam por funcionários do banco ou
empresa com a qual o cliente já tem um relacionamento. O estelionatário
faz contato por telefone e diz haver algum tipo de problema na conta ou
relata alguma compra irregular usando o cartão bancário.
A partir daí, ele solicita os dados pessoais e financeiros da vítima.
Em alguns casos, ele também pede para que a pessoa realize
transferências financeiras alegando a necessidade de regularizar
problemas na conta ou no cartão.
Para evitar cair nesse golpe, o cliente deve sempre verificar a origem
das ligações e mensagens recebidas. Os bancos podem entrar em contato
com os clientes para confirmar transações suspeitas, mas nunca solicitam
dados pessoais, senhas, atualizações de sistemas, chaves de segurança,
ou ainda que o cliente realize transferências ou pagamentos.
Ao receber uma ligação suspeita, o melhor é desligar e ligar nos canais
oficiais do banco ou entrar em contato diretamente com o seu gerente.
Dados pessoais expostos
Vazamentos de dados que expõem informações pessoais e até mesmo senhas
acendem um alerta ainda maior para os golpes virtuais. Munidos de mais
informações importantes sobre pessoas e empresas, cibercriminosos
aproveitam para agirem e fazerem mais vítimas.
Nos últimos cinco anos, o governo federal registrou quase 58 mil
incidentes cibernéticos ou alertas de vulnerabilidade digital, sendo
mais de 9 mil casos envolvendo vazamentos de dados em sistemas da União.
Em novembro de 2024, a Polícia Civil de São Paulo descobriu uma
quadrilha responsável por vender dados de, ao menos, 120 milhões de
pessoas, ou seja, mais da metade da população brasileira teve os dados
acessados e vazados pelo grupo, que operava como um call center do
crime.
"Os vazamentos de dados impulsionam muito os golpes, na medida em que o
que os golpistas precisam de informações que tornem o contato deles
crível. Se alguém te contacta, tem uma boa comunicação, um tom de voz
adequado e quer confirmar nome completo, endereço, ela vai dando essas
informações que conseguiu, por exemplo, através de um vazamento", diz
Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação.
"E do outro lado a pessoa tende a acreditar que é um contato de
verdade. Por isso que esses vazamentos são tão ruins, porque dão muita
munição para os golpistas".
Como se proteger dos golpes
Homem idoso usando o celular — Foto: Andrea Piacquadio/Pexels
Medidas simples de "higiene digital" podem ajudar a evitar uma parcela
expressiva das fraudes, como: ativar a verificação em duas etapas nos
aplicativos; desconfiar de preços muito abaixo dos praticados no
mercado; checar se um perfil comercial é recente e tem poucas opções de
pagamento; e nunca compartilhar dados por mensagens ou ligações
suspeitas.
"É importante lembrar que instituições financeiras jamais solicitam senhas ou códigos de autenticação",
lembra Rony Vainzof, professor especializado em direito digital,
proteção de dados e segurança cibernética e conselheiro titular do
Comitê Nacional de Cibersegurança (CNCiber).
Segundo ele, como hoje grande parte dos dados cadastrais dos cidadãos
já se encontram expostos, além de outras informações que podem ser
coletadas em redes sociais pelos criminosos, somado ao uso da
Inteligência Artificial, a prática de engenharia social tornou-se
significativamente mais fácil.
"Isso exige um grau de atenção e cautela muito maior por parte das pessoas em suas interações", diz Vainzof.
Ainda de acordo com o especialista, tomar os cuidados pessoais é
importante, mas superar esse cenário exige mais do que medidas pontuais
ou reações isoladas.
"É necessário estruturar uma política nacional de cibereducação,
fortalecer os mecanismos de normatização e garantir que a Lei Geral de
Proteção de Dados seja aplicada, bem como a repressão contundente contra
os criminosos", diz.