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domingo, 1 de junho de 2025

Nio, sucessora da internet fibra da Oi, começa com preços mais caros que antiga empresa; veja planos

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Alguns deles são mais baratos que os de concorrentes como Vivo e Claro. Nova operadora mantém modelo de rede neutra, em que infraestrutura é compartilhada com outras empresas de internet.
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Por Victor Hugo Silva, g1

Postado em 01 de Junho de 2.025 às 07h00m

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Base de clientes da Oi Fibra foi vendida para a operadora Nio — Foto: Paulo Whitaker/Reuters; Divulgação/Nio
Base de clientes da Oi Fibra foi vendida para a operadora Nio — Foto: Paulo Whitaker/Reuters; Divulgação/Nio

A Nio, empresa de fibra óptica que substitui a Oi, revelou seus primeiros planos de internet na última semana. Os pacotes são até 18% mais caros que os de sua antecessora, mas, por outro lado, são até 47% mais baratos que concorrentes na banda larga.

Usuários da antiga Oi Fibra podem seguir com seus planos ou migrar para um dos três pacotes da Nio. Para atrair mais clientes, a nova empresa prometeu manter os preços congelados até janeiro de 2028.

A operadora não terá sua própria infraestrutura de cabos e antenas, seguindo o modelo adotado pela Oi. Em vez disso, ela vai compartilhar espaço com outras empresas em um modelo de rede neutra (veja abaixo como ele funciona).

A Oi era a segunda maior empresa de internet fibra óptica no Brasil, só atrás da Vivo, de acordo com dados de março da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A Claro, outra marca nacional, domina outro tipo de conexão, via cabo coaxial.

Compare preços da Nio com os da Oi Fibra e dos concorrentes Vivo, Claro e TIM.

A lista só leva em conta casos em que as empresas têm planos com a mesma velocidade. Em alguns casos, há outros benefícios incluídos, como sinal de Wi-Fi 6, ponto extra e serviços de streaming.

  • Nio 500 Mega por R$ 100 mensais (antiga Oi: R$ 90 – TIM: R$ 100 – Claro – R$ 120, na Claro)
  • Nio 700 Mega por R$ 130 mensais (antiga Oi: R$ 110 – Vivo: R$ 150)
  • Nio 1 Giga por R$ 160 mensais (antiga Oi: R$ 160 – TIM: R$ 140 – Vivo e Claro: R$ 300)
De onde surgiu a Nio?

A Oi entrou em 2016 com um processo de recuperação judicial para estruturar dívidas que somavam R$ 65 bilhões e passou a vender seus ativos. A frente de telefonia móvel, por exemplo, foi comprada em 2020 por um consórcio formado por Claro, TIM e Vivo.

Já a unidade de internet fibra se transformou em duas empresas, a Nio e a V.tal, ambas controladas por fundos do banco BTG Pactual. Entenda a linha do tempo até a criação das duas marcas:

  • em 2020, a Oi separou seu serviço de fibra em duas empresas, a InfraCo, para a infraestrutura física, e a ClientCo, para a carteira de clientes;
  • em 2021, a InfraCo se transformou em V.tal e foi comprada por fundos do BTG Pactual e pela Globenet Cabos Submarinos;
  • em 2024, a V.tal comprou a ClientCo, em um processo que foi concluído em março de 2025 e que resultou na criação da Nio;
  • em maio de 2025, a Nio lançou seus novos planos, começando sua operação comercial.

A substituta da Oi não revela meta de crescimento, mas afirma que o foco é aumentar o número de clientes nas cidades em que já está, como explica o presidente-executivo da Nio, Marcio Fabbris.

"A grande missão é essa: sair da situação em que essa base de clientes estava, com uma empresa em recuperação judicial, para agora começar vida nova com mais investimento, aumentando o tempo de permanência desses clientes e conquistando clientes de outras operadoras", diz Fabbris.

O executivo diz que a Nio tem se concentrado em melhorar o atendimento aos clientes novos e aos da antiga Oi Fibra, aumentando o número de atendentes e diminuindo o tempo de espera no SAC.

No entanto, já há várias críticas de consumidores contra a Nio na página da Oi no ReclameAqui, em muitos casos por falta de sinal e atendimento ruim. O perfil é listado no site como o terceiro pior no segmento de empresas de internet, atrás da Claro e da Vivo.

A internet banda larga inclui vários tipos de conexão com velocidade acima de 128 kbps, seja por fibra óptica, cabo, satélite ou rádio, por exemplo.

No caso da conexão via cabo, a internet chega por fios de cobre, que podem sofrer interferências que reduzem a velocidade. Já a fibra usa um material mais resistente que é menos exposto a fatores externos.

O que é rede neutra?

A Nio está presente em 322 das 5.571 cidades brasileiras por meio da rede neutra da V.tal, usada também por empresas como TIM e Sky.

Nesse modelo, a Nio fica responsável apenas pelo atendimento ao cliente. A V.tal, por sua vez, mantém a rede de fibra e presta serviços técnicos aos clientes.

Mesmo sendo utilizada por mais de uma empresa, a rede da V.tal suporta a operação, disse ao g1 o presidente-executivo da Nio, Marcio Fabbris. Segundo ele, a ocupação está longe de atingir a capacidade total.

"E, quando atingir isso, a V.tal fará novos investimentos para a rede ser mais escalável. Quando você já tem a rede, investir para adicionar capacidade é mais barato do que construir uma rede nova", afirmou.

Ainda segundo o executivo, a Nio não terá tratamento diferente na rede da V.tal pelo fato de ambas serem do mesmo grupo. "Existem acordos de nível de serviço previstos em contrato e eles são exatamente os mesmos para todos os clientes", explicou.

Outras empresas esse tipo de serviço são a Fibrasil, que tem a Vivo como uma das sócias, e a I-Systems, em que a TIM é uma das donas.

A Anatel não tem uma regulação específica sobre rede neutras e avalia que a regulamentação atual já permite a atuação de empresas no modelo. A agência diz ainda que elas contribuem para aumentar a competição e expandir a cobertura, especialmente em regiões menos atrativas para operadoras.

Como liberar espaço no celular usando o WhatsApp
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sábado, 31 de maio de 2025

Ferramenta contra golpes por telefone dá os primeiros passos e já funciona em parte dos celulares

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Sistema chamado Origem Verificada identifica ligações com nome de uma empresa, para combater chamadas de robôs e com números falsos. Ele depende da adesão das companhias.
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Por Lara Castelo

Postado em 31 de Maio de 2.025 às 06h00m

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Golpes por telefone com números falsos e chamadas que desligam ao serem atendidas são práticas que atormentam milhões de brasileiros e que o sistema chamado Origem Verificada promete combater.

Desenvolvida por operadoras de telecomunicações em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a tecnologia de celulares ainda dá os primeiros passos no Brasil.

A ferramenta identifica quem está ligando — e, em alguns casos, até o motivo da chamada — mesmo quando o número não está salvo no celular.

Para os consumidores, o serviço é gratuito e não é preciso instalar nada no celular. Mas nem todos os aparelhos são compatíveis (veja abaixo).

Cabe às empresas que pretendem fazer ligações, como bancos e call centers, pagarem para adotar o recurso. E o volume de adesões, por enquanto, é pequeno, segundo a entidade responsável pela implementação do sistema.

Como são as chamadas com o Origem Verificada. — Foto: g1
Como são as chamadas com o Origem Verificada. — Foto: g1

Hoje, o uso é restrito porque poucas empresas contrataram o serviço e nem todos os celulares são compatíveis com ele, explica Ildeu Borges, gerente da ABR Telecom. A informação também foi confirmada pela Anatel.

A ABR Telecom não revelou quais ou quantas empresas já aderiram ao sistema.

O g1 procurou bancos e a Associação Brasileira de Telesserviços (ABT) sobre o uso da ferramenta. Apenas o Bradesco respondeu, informando que já testa o sistema.

Quais celulares são compatíveis com o Origem Verificada

Para que o recurso funcione, o celular precisa estar conectado a uma rede 4G ou 5G.

Além disso, nem todos os aparelhos e sistemas operacionais conseguem suportar a tecnologia exigida pelo Origem Verificada (saiba mais abaixo).

E, mesmo quando suportam, as informações exibidas na tela das chamadas autenticadas (como nome da empresa, logo, número de telefone e selo de verificação) podem variar de acordo com o celular.

Segundo a ABR Telecom, estas são as marcas e versões compatíveis com o sistema, além do que cada uma exibe nas chamadas autenticadas:

  • Apple com iOS 18.2 ou superior — disponível do iPhone 11 ao 16: exibe nome da empresa, número e logotipo.
  • Samsung com Android 14 ou superior — disponível nos modelos Galaxy S23 e S22, entre outros (veja lista completa ao fim da reportagem): exibe todos os dados nome, número, logotipo, selo de verificação, motivo da ligação e número validado.
  • Outros aparelhos com Android 11 a 14 — disponível nos modelos Motorola Razr 50 ou Motorola Edge 50 Neo, entre outros: mostram nome, número, selo e mensagem número validado.

A expectativa da Anatel é que 75% dos smartphones em uso no país estejam aptos a receber chamadas autenticadas até o fim do primeiro semestre de 2025.

Como funciona a Origem Verificada

O sistema usa o protocolo internacional STIR/SHAKEN, que checa em tempo real se o número exibido corresponde, de fato, à empresa que está ligando. A validação é feita por meio de um banco de dados centralizado pela ABR Telecom, abastecido pelas operadoras.

Quando a chamada começa, o sistema compara os dados da empresa com os registros da operadora. Se houver correspondência, a ligação é autenticada. Esse processo requer um nível tecnológico que, atualmente, não é suportado por todos os celulares.

O objetivo do sistema é combater fraudes como o spoofing, em que criminosos usam números falsos — muitas vezes com prefixos como 0800 — para se passar por empresas confiáveis e tentar enganar o consumidor.

Esse tipo de golpe geralmente envolve pedidos de dados sensíveis, como senhas ou códigos de segurança, alegando a necessidade de confirmar transações.

Em um dos casos, mostrado pelo Profissão Repórter, uma mulher perdeu R$ 7.800 após ligar para um call center falso, onde os criminosos coletaram seus dados sob o pretexto de cancelar uma suposta fraude.

👉Fique atento: nunca forneça senhas, códigos ou dados pessoais por telefone.

Outro problema que o Origem Verificada pretende combater são as robocalls chamadas automáticas que caem assim que você atende. Elas são usadas por golpistas para verificar se um número está ativo antes de novas tentativas de fraude.

Uma reportagem do Fantástico investigou empresas que fornecem programas para ligações automáticas e mostrou como funciona esse mercado (reveja abaixo).

23 mil ligações por segundo: o Fantástico investiga como funcionam os robôs programados para tirar você do sério
23 mil ligações por segundo: o Fantástico investiga como funcionam os robôs programados para tirar você do sério

E se a ligação não tiver identificação?

Nem toda ligação sem identificação é golpe. Isso porque, por enquanto, o uso do Origem Verificada é voluntário — tanto para operadoras quanto para empresas. Ou seja, chamadas com e sem autenticação ainda vão coexistir por algum tempo.

Mas, até outubro de 2028, todas as operadoras serão obrigadas a autenticar as chamadas feitas de telefones fixos e celulares. É o que estabelece a Resolução nº 777 da Anatel. Esse sistema é diferente do Origem Verificada, mas complementa a estratégia contra fraudes.

A obrigatoriedade, no entanto, será apenas para garantir que o número exibido realmente pertence a quem está ligando. Já a exibição de dados adicionais — como nome, logo e motivo da ligação — continuará sendo opcional e só estará disponível para empresas que aderirem ao Origem Verificada.

Abaixo, veja a relação de aparelhos Samsung compatíveis com o sistema, desde que estejam atualizados com o Android 14 ou superior:

Galaxy M

  • Galaxy M23 5G
  • Galaxy M53 5G
  • Galaxy M14 5G
  • Galaxy M34 5G
  • Galaxy M54 5G
  • Galaxy M15 5G
  • Galaxy M35 5G
  • Galaxy M55 5G

Galaxy A

  • Galaxy A13
  • Galaxy A23
  • Galaxy A23 5G
  • Galaxy A33 5G
  • Galaxy A53 5G
  • Galaxy A73 5G
  • Galaxy A14 5G
  • Galaxy A24 5G
  • Galaxy A34 5G
  • Galaxy A54 5G
  • Galaxy A05
  • Galaxy A05s
  • Galaxy A15 5G
  • Galaxy A25 5G
  • Galaxy A35 5G
  • Galaxy A55 5G
  • Galaxy A06
  • Galaxy A06 5G
  • Galaxy A16 5G
  • Galaxy A26 5G
  • Galaxy A36 5G
  • Galaxy A56 5G

Galaxy S

  • Galaxy S21
  • Galaxy S21+
  • Galaxy S21 Ultra
  • Galaxy S21 FE
  • Galaxy S22
  • Galaxy S22+
  • Galaxy S22 Ultra
  • Galaxy S23
  • Galaxy S23+
  • Galaxy S23 Ultra
  • Galaxy S23 FE
  • Galaxy S24
  • Galaxy S24+
  • Galaxy S24 Ultra
  • Galaxy S24 FE
  • Galaxy S25
  • Galaxy S25+
  • Galaxy S25 Ultra
  • Galaxy S25 Edge

Galaxy Z

  • Galaxy Z Flip3
  • Galaxy Z Fold3
  • Galaxy Z Flip4
  • Galaxy Z Fold4
  • Galaxy Z Flip5
  • Galaxy Z Fold5
  • Galaxy Z Flip6
  • Galaxy Z Fold6
Sistema Origem Verificada identifica chamadas feitas por empresas e combate golpes com números falsos.  — Foto: Reprodução/TV Globo
Sistema Origem Verificada identifica chamadas feitas por empresas e combate golpes com números falsos. — Foto: Reprodução/TV Globo

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sexta-feira, 30 de maio de 2025

'Clube offline': jovens se unem por convívio e experiências longe das redes sociais

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Quase metade dos jovens prefere um mundo sem internet, segundo uma pesquisa britânica. Isso também se reflete em uma nova tendência: encontros onde os participantes deixam o smartphone em casa.
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TOPO
Por Deutsche Welle

Postado em 30 de Maio de 2.025 às 09h30m

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Offline Club, um grupo holandês para quem deseja fazer um detox das redes sociais — Foto: @OfflineClub/Instagram
Offline Club, um grupo holandês para quem deseja fazer um detox das redes sociais — Foto: @OfflineClub/Instagram

O Offline Club tem quase 530 mil seguidores no Instagram. Parece uma ironia, já que o objetivo da entidade é justamente promover uma pausa consciente das redes sociais, inclusive do Instagram.

Na apresentação dos três fundadores do clube, os jovens holandeses Jordy, Ilya e Valentijn dizem ser "estranho" que eles próprios tenham uma conta na plataforma. Segundo o trio, o propósito do Offline Club é "trazer de volta humanidade à sociedade, atualmente isolada e fixada na tela".

Há cerca de um ano, eles organizam encontros com pessoas que pensam da mesma forma, onde smartphones e laptops devem ser deixados de lado.

"Você está pronto para abandonar seu telefone?", diz uma postagem. E cada vez mais pessoas do Offline Club estão dispostas a desligar seus celulares por algumas horas – em alguns casos, por vários dias.

Nos encontros, em vez de ficarem olhando para seus smartphones o tempo todo, eles leem, jogam, fazem trabalhos manuais ou simplesmente relaxam. Quase como na época em que não havia smartphones.

A ideia vinda da Holanda se espalhou pelo mundo; Londres, Paris, Milão e Copenhague seguiram a tendência. A Alemanha também já teve os primeiros encontros do tipo.

Iniciativas semelhantes em restaurantes e clubes, onde os convidados são solicitados a deixar seus celulares em casa, estão se multiplicando.

O que é 'dix', termo citado em polêmica entre adolescentes no TikTok
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Sempre online

Os Offline Clubs têm alta receptividade. Os jovens, especialmente, têm dificuldades em se desligar, apesar de todos os recursos capazes de limitar o tempo que eles passam na internet.

Mesmo o retorno do telefone celular básico sem internet, comemorado nas redes sociais, não conseguiu substituir os smartphones.

De acordo com dados do final de 2024 da Bitkom, associação alemã do setor, jovens entre 16 e 29 anos declaram passar mais de três horas por dia nos smartphones. Eles têm o maior tempo de uso de todas as faixas etárias.

Um desejo: menos internet

Ainda assim, quase 70% dos jovens entre 16 e 21 anos se sentem mal quando passam tempo na internet, segundo uma pesquisa recente da organização britânica British Standards Institution.

Metade deles é a favor de um "toque de recolher digital", que restringiria o acesso a determinados aplicativos e sites após as 22h. E 46% dizem que prefeririam ser jovens em um mundo sem internet. Para a sondagem, foram entrevistados 1.293 jovens.

Os resultados estão de acordo com outras pesquisas, como a do instituto americano Harris Polls realizada no final de 2024. Nela, muitos jovens expressaram o desejo de que o TikTok, o Instagram ou o X nunca tivessem sido inventados.

Como proteger os dados do seu celular antes de viajar para outro país
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As ações dos governos

O resultado também pode inspirar alguns políticos, mesmo que seus esforços pareçam tímidos diante das demandas de alguns jovens.

Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, o ministro da Tecnologia do Reino Unido, Peter Kyle, indicou considerar a criação de toques de recolher obrigatórios.

A Noruega quer aumentar o limite de idade para o uso das mídias sociais de 13 para 15 anos. A Austrália já aumentou o limite de idade para 16 anos no final de 2024, tornando-se um pioneiro global.

Outros países, como Brasil e Dinamarca, mudaram suas políticas escolares e baniram tablets e smartphones do pátio da escola.

O uso excessivo de smartphones está associado a vários problemas de saúde mental, como depressão, ansiedade, estresse, insônia e vício.

Um estudo publicado no início deste ano na revista BMC Medicine, por exemplo, aponta que os sintomas de depressão diminuem em 27% após três semanas de redução do uso de smartphones.

De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), a saúde mental dos jovens piorou drasticamente nos últimos 15 anos, uma tendência exacerbada pela pandemia.

Nesse período, também houve um grande aumento no uso de mídias digitais. A OCDE esclarece, no entanto, que os pesquisadores ainda não conseguiram provar uma relação causal clara entre as duas tendências.

Os fundadores do Offline Club, por outro lado, decidiram agir de imediato e expandir seus encontros.

Num evento em Londres, no início de abril, mais de mil pessoas desligaram seus celulares e sorriram para a câmera. Um novo recorde, declararam com orgulho os organizadores. Via Instagram, claro.

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