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sexta-feira, 4 de julho de 2025

Horário, foco em bitcoin, insistência: as pistas que ajudaram a revelar ataque contra empresa que liga bancos ao PIX

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Não há confirmação oficial sobre os valores roubados no golpe milionário, mas fontes da TV Globo estimam que a quantia pode chegar a R$ 800 milhões.
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Por Victor Hugo Silva, g1

Postado em 04 de Julho de 2.025 às 08h00m

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O que se sabe sobre ataque hacker contra empresa que interliga bancos ao PIX
O que se sabe sobre ataque hacker contra empresa que interliga bancos ao PIX

Horário, altos valores e insistentes tentativas de compras de bitcoins despertaram a desconfiança de uma startup de criptomoedas na madrugada da última segunda-feira (30).

Naquele instante, a decisão foi bloquear novas movimentações das contas envolvidas e acionar instituições financeiras.

Dois dias depois, entendeu-se que aquelas operações suspeitas com criptomoedas eram o desfecho de um golpe milionário e histórico contra o mercado financeiro, iniciado com um ataque hacker a uma empresa que liga bancos e fintechs a sistemas de pagamentos.

🔎 O alvo do ataque não foi o Banco Central ou o PIX, em si, mas a C&M Software. Ela é uma das empresas de tecnologia que fazem a "ponte" entre instituições financeiras menores e os sistemas do BC, para a realização de operações como o PIX.

A C&M disse que ao menos seis de seus clientes foram afetados; nem todos tiveram os nomes revelados. Também não foi divulgado o montante roubado, mas fontes da TV Globo estimam que a quantia pode chegar a R$ 800 milhões.

Nesta sexta-feira (4), um funcionário da C&M foi preso, suspeito de ceder acessos para que os criminosos invadissem o sistema da empresa.

Segundo especialistas, os criminosos provavelmente tentaram converter ao menos parte do montante roubado em criptomoedas. Isso seria uma tentativa de fazer com que a quantia não pudesse ser devolvida para os bancos.

Uma das startups procuradas para compra de criptomoedas seria a SmartPay, de Santa Catarina.

A startup começou a suspeitar quando, na madrugada de segunda-feira, uma conta recém-criada movimentou R$ 6 milhões, via PIX, e tentou comprar esse valor em bitcoins.

O PIX de R$ 6 milhões que chamou a atenção da SmartPay partiu do sistema da BMP, uma fintech que fornece infraestrutura para plataformas bancárias digitais. Ela é cliente da C&M e e admitiu ter sido uma das prejudicadas no ataque hacker.

O valor expressivo fez os alertas automáticos da SmartPay serem acionados e notados por funcionários que monitoram as transações. Eles perceberam que a quantidade de movimentações de novas contas estava bem acima do normal para as madrugadas.

"Foi uma somatória da quantidade de novos usuários na plataforma durante aquele horário com os valores que estavam sendo transferidos", relatou ao g1 Rocelo Lopes, CEO da SmartPay.

Também houve muitos pedidos de transferência em um intervalo curto, de cerca de duas horas.

Outro ponto de atenção foi que parte dos pedidos de compra de criptomoeda foi feita em contas de clientes antigos da SmartPay, que já tinham recebido um "sinal amarelo" nos sistemas da startup por comportamentos suspeitos no passado.

Além disso, naquele dia, esses clientes estavam comprando bitcoins, apesar de terem o costume de negociar outra criptomoeda, a chamada "tether" ou USDT.

🤔 Tether ou USDT é a terceira criptomoeda mais usada no mundo, segundo a CoinMarketCap, plataforma que monitora esse mercado. A Tether é administrada por uma empresa de mesmo nome, que pode bloquear transações suspeitas, o que não acontece com o bitcoin, por exemplo.

Ataque exige melhorias, diz startup

Para Rocelo, o ataque deverá forçar o Banco Central a cobrar melhorias por parte de empresas como a C&M Software, enquadrada como um Provedor de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI).

Um PSTI ajuda instituições financeiras a se integrarem a sistemas de pagamento, como o PIX. Além da C&M, oito empresas estão homologadas no país para fazerem este papel.

Na avaliação do chefe da SmartPay, elas deveriam adotar mais validações contra movimentações atípicas.

"O Banco Central se preocupou em falar para o banco bloquear uma transação às 2h da manhã, por exemplo. Mas se esqueceu que, depois do banco, tem todo um sistema de compensação financeira. Limitou o cliente, e não a instituição, aí foi onde deu o problema", afirmou.

Polícia Civil prende em SP suspeito de ataque hacker ao sistema que liga bancos ao PIX
Polícia Civil prende em SP suspeito de ataque hacker ao sistema que liga bancos ao PIX

A C&M disse que os criminosos usaram credenciais de clientes de forma indevida para acessar seus sistemas e serviços de forma fraudulenta. Senhas são um exemplo de credencial.

De acordo com a polícia, o funcionário da empresa que foi preso nesta sexta, em São Paulo, afirmou que vendeu por R$ 15 mil sua senha de acesso ao sistema da empresa.

Ele contou que, em março deste ano, foi abordado na saída de um bar por um homem que já sabia que ele trabalhava numa companhia de sistemas de pagamentos.

Uma semana depois, a pessoa fez um novo contato, por telefone, dizendo que queria conhecer o sistema da C&M, e ofereceu R$ 5 mil pelo acesso.

Cerca de 15 dias depois, o mesmo criminoso fez um segundo contato, agora oferecendo outros R$ 10 mil para que o funcionário executasse comandos dentro da plataforma da C&M. Esses comandos foram executados dentro do sistema, no mês de maio.

Ao todo, o funcionário da C&M disse que teve contato com quatro hackers diferentes, que sempre utilizavam um novo número de celular.

Depois de o ataque vir a público, na última quarta-feira (2), o BC determinou o desligamento do acesso de instituições financeiras afetadas às infraestruturas da C&M.

Na quinta, a medida foi substituída por uma suspensão parcial, permitindo transferências em dias úteis entre 6h30 e 18h30.

A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar o ocorrido. E a Polícia Civil de São Paulo também iniciou uma investigação, com objetivo de "identificar os responsáveis pelo crime, bem como rastrear os valores subtraídos".

Entenda como foi o ataque hacker que tirou milhões do sistema financeiro — Foto: Kayan Albertin, Dhara Assis e Thalita Santos/g1
Entenda como foi o ataque hacker que tirou milhões do sistema financeiro — Foto: Kayan Albertin, Dhara Assis e Thalita Santos/g1

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quinta-feira, 3 de julho de 2025

Como identificar e-mails falsos para não cair em golpes

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Jornal Nacional revelou que golpistas estão usando plataforma de anúncios do Google para aumentar o alcance e roubar dados
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Por Redação g1

Postado em 03 de Julho de 2.025 às 16h00m

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Golpistas pagam ao Google pelo disparo de e-mails patrocinados com armadilhas para fraudes
Golpistas pagam ao Google pelo disparo de e-mails patrocinados com armadilhas para fraudes

Golpistas estão usando ferramentas de anúncios para dispararem e-mails com phishing, um tipo de golpe que simula avisos encaminhados por empresas. A intenção é roubar dados de usuários.

O Jornal Nacional revelou a nova tática de golpe, que consiste em pagar ao Google em sua plataforma de anúncios para que envie os e-mails falsos.

Phishing não é uma novidade, mas o disparo feito como conteúdo patrocinado demonstra mais um avanço na tática dos golpistas.

A palavra faz um trocadilho com a palavra "fishing" ("pesca", traduzida do inglês). O golpe consiste em jogar uma isca (um e-mail fraudulento, por exemplo) esperando que as vítimas "mordam" (cliquem no link).

Golpistas pagam ao Google pelo disparo de e-mails patrocinados com armadilhas para fraudes — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Golpistas pagam ao Google pelo disparo de e-mails patrocinados com armadilhas para fraudes — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Como se proteger?

Há alguns indícios que apontam se uma mensagem é falsa e podem te ajudar a não cair em um golpe.

Veja abaixo alguns elementos presentes neste tipo de fraude:

  1. 🌎 Observe o endereço (URL) do site.Portais on-line de empresas brasileiras geralmente terminam em ".com.br". Algumas, porém, podem ter apenas ".com", mas ainda vale observar para ver se não tem algo estranho nessa URL;
  2. 📣 Os golpistas tentam trazer um senso de urgência ao dizer que um prazo está prestes a vencer ou que alguma mercadoria vai ser perdida caso não haja resposta, induzindo a vítima a clicar no link e seguir as instruções;
  3. ✍️ Texto não segue padrão de mensagens oficiais, ficando, às vezes, sem acentuação e pontuação corretas;
  4. Também podem haver imagens sem resolução, arquivos que acabam com extensões em formatos de programas executáveis como .exe;
  5. 🌎 O link usado pelos criminosos é diferente dos oficiais;
  6. 🛑 Se você receber um alerta do seu navegador ao acessar um link, feche a aba e não prossiga. Caso o alerta ofereça algum download, tome cuidado: ele pode ser falso. Alertas verdadeiros não pedem que você faça downloads, instale extensões ou abra outros links.
Quais são os temas mais usados em fraudes?

Os criminosos estão sempre utilizando novos temas em fraudes on-line. Logo, não adianta se basear apenas nos golpes que já foram realizados. Porém, para que se possa ter uma ideia, esses são alguns dos temas usados:

PENDÊNCIAS

  • Contas em atraso e pagamentos pendentes;
  • Boletos;
  • Inclusão do nome em serviço de proteção ao crédito;
  • Necessidade de atualização de cadastro;
  • Cancelamento serviço (e-mail, redes sociais e muitos outros) ou bloqueio de conta bancária;
  • Convocação para investigação policial, processo judicial ou semelhante;
VANTAGENS

  • Promoções falsas, incluindo produtos, serviços de internet, serviços financeiros, etc.;
  • Encomendas, produtos e presentes que não puderam ser entregues;
  • Admiradores secretos, confissões de amor;
ESCÂNDALOS

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Nvidia alcança US$ 3,9 trilhões em valor de mercado e caminha para se tornar empresa mais valiosa na história

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Empresa atingiu um valor de mercado de US$ 3,92 trilhões nesta quinta-feira.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 03 de Julho de 2.025 às 15h05m

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Pessoa passa por painel com logomarca da Nvidia na Computex em Taiwan em junho de 2024 — Foto: Ann Wang/Reuters
Pessoa passa por painel com logomarca da Nvidia na Computex em Taiwan em junho de 2024 — Foto: Ann Wang/Reuters

A Nvidia atingiu um valor de mercado de US$ 3,92 trilhões (R$ 21,4 trilhões) nesta quinta-feira (3), a caminho de se tornar a empresa mais valiosa da história. O avanço vem em meio ao maior otimismo dos investidores sobre inteligência artificial — o que também tem ajudado a impulsionar os índices de Wall Street a máximas recordes.

Durante a manhã, as ações da principal projetista de chips de inteligência artificial de ponta chegaram a subir até 2,4%, para US$ 160,98 (R$ 877,53), dando à empresa uma capitalização de mercado maior do que o valor de fechamento recorde da Apple de US$ 3,915 trilhões em 26 de dezembro de 2024.

Os mais novos chips da Nvidia obtiveram ganhos no treinamento dos maiores modelos de inteligência artificial, alimentando a demanda por produtos da empresa de Santa Clara, Califórnia.

Com o avanço da empresa, o fundador e presidente da Nvidia, Jensen Huang, voltou à lista das 10 pessoas mais ricas do mundo, segundo a revista Forbes. Nesta quinta-feira, sua fortuna estava estimada em mais de US$ 138 bilhões (R$ 752,3 bilhões).

A Microsoft é atualmente a segunda empresa mais valiosa de Wall Street, com uma capitalização de mercado de US$ 3,7 trilhões (R$ 20,2 trilhões), já que suas ações subiram 1,7%, para US$ 499,56 (R$ 2.723,20). A Apple subiu 0,8%, o que lhe deu um valor de mercado de US$ 3,19 trilhões (R$ 17,4 trilhões), em terceiro lugar.

Uma corrida entre Microsoft, Amazon.com, Meta Platforms, Alphabet e Tesla para construir centros de dados de IA e dominar a tecnologia emergente alimentou uma demanda insaciável pelos processadores de ponta da Nvidia.

"Quando a primeira empresa ultrapassou um trilhão de dólares, foi incrível. E agora estamos falando de quatro trilhões, o que é simplesmente incrível. Isso nos diz que há uma grande corrida com os gastos em IA e que todos estão correndo atrás disso no momento", disse Joe Saluzzi, cogerente de negociação da Themis Trading, à Reuters.

O valor de mercado das ações da Nvidia, cuja tecnologia principal foi desenvolvida para alimentar videogames, aumentou quase oito vezes nos últimos quatro anos, passando de US$ 500 bilhões (R$ 2,7 trilhões) em 2021 para quase US$ 4 trilhões (R$ 21,8 trilhões) atualmente.

A Nvidia agora vale mais do que o valor combinado dos mercados de ações canadense e mexicano, de acordo com dados da LSEG. A empresa de tecnologia também ultrapassa o valor total de todas as empresas de capital aberto do Reino Unido.

A Nvidia foi recentemente negociada a cerca de 32 vezes o lucro esperado pelos analistas para os próximos 12 meses, abaixo de sua média de cerca de 41 vezes nos últimos cinco anos, de acordo com dados da LSEG.

O lavador de pratos que criou a Nvidia, a empresa mais valiosa do mundo
O lavador de pratos que criou a Nvidia, a empresa mais valiosa do mundo

O que a Nvidia faz?

A Nvidia fabrica chips usados para treinar modelos de inteligência artificial, como o do ChatGPT, que exigem muita capacidade computacional. Entre os clientes da empresa, estão praticamente todas as gigantes da tecnologia, como Microsoft, Google, Amazon, Meta e Spotify.

Antes de dominar os chips de inteligência artificial, a empresa era completamente dedicada às placas de vídeo, que servem para melhorar a qualidade dos gráficos em jogos e vídeos. Foi nesse segmento, originalmente, que ela ganhou prestígio mundial.

O diferencial da Nvidia no mercado é que a empresa trabalha e domina a produção de um tipo de processador chamado GPU (Graphics Processing Unit, ou Unidade de Processamento Gráfico), que é o processador mais utilizado para o treinamento de inteligência artificial.

O boom da IA generativa iniciado com o lançamento do ChatGPT, por sua vez, impulsionou empresas a desenvolverem suas próprias inteligências artificiais, o que resultou no crescimento acelerado da Nvidia.

Lucro bilionário

A Nvidia registrou um lucro líquido de US$ 18,8 bilhões (R$ 107 bilhões) no primeiro trimestre de seu exercício fiscal, uma alta de 26% na comparação anual, informou a empresa na última semana.

O lucro por ação ajustado foi de US$ 0,96 (R$ 5,5), acima dos US$ 0,89 previstos pelo consenso da FactSet, empresa americana de dados financeiros.

A Nvidia também apresentou receita de US$ 44,1 bilhões (R$ 251 bilhões) no trimestre encerrado em abril, um aumento de 69% em um ano. Já a receita de centros de dados, principal atividade da companhia, ficou levemente abaixo das projeções dos analistas.

Os resultados vieram apesar do impacto das restrições americanas – posteriormente suspensas pelo governo de Donald Trump – à exportação de chips para a China. A medida causou à Nvidia um encargo excepcional de US$ 4,5 bilhões (R$ 26 bilhões), abaixo dos US$ 5,5 bilhões esperados.

A empresa também superou as expectativas para vendas em seu primeiro trimestre fiscal. Por outro lado, projetou receita inferior ao esperado para o segundo trimestre, ao prever um impacto de US$ 8 bilhões nas vendas devido às restrições dos EUA sobre exportações de chips para a China.

Com informações da agência de notícias Reuters.

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