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Segundo a Meta, se um usuário acredita que sua conta foi desativada por engano, ele pode pedir uma revisão da decisão. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por BBC Postado em 08 de Agosto de 2.025 às 10h20m . #.*Post. - Nº.\ 5.192*.# .
Logo do Instagram — Foto: Getty Images
A influenciadora Isabel Veloso, conhecida por compartilhar sua jornada
de tratamento contra o câncer nas redes sociais, teve sua conta no
Instagramdesabilitada, gerando indignação entre seus seguidores.
"Eu não sei o porquê disso, ou o que de fato aconteceu", escreveu
Veloso em sua conta reserva. Segundo a influenciadora, o Instagram
identificou um "login estranho" em seu perfil, mas que havia sido feito
por uma pessoa que ela conhece.
"Independente do que aconteceu, a justiça será feita", disse ela,
afirmando que pretende acionar a Justiça para recuperar a conta, na qual
acumulava 3,3 milhões de seguidores.
A BBC News Brasil procurou o Instagram para prestar esclarecimentos
sobre o caso, mas não recebeu resposta até a publicação desta
reportagem.
Veloso usa as redes sociais para documentar seu tratamento contra um
linfoma de Hodgkin. Em dezembro, deu à luz seu primeiro filho e passou a
compartilhar também os desafios da maternidade.
Veloso usa as redes sociais para documentar seu tratamento contra um linfoma de Hodgkin — Foto: Reprodução/Instagram
Quando uma conta pode ser desabilitada?
O Instagram pode desativar uma conta por violações dos termos de uso da plataforma.
Postar conteúdos que contenham nudez, discurso de ódio, violência,
assédio, bullying, spam, conteúdo enganoso ou informações falsas, pode
levar à desativação. O uso não autorizado de imagens, vídeos ou músicas
protegidas por direitos autorais também é considerado uma infração.
Outras violações incluem o uso de robôs ou ferramentas de automação,
tentativas de se passar por outra pessoa ou organização e uso de conta
por crianças.
Segundo a Meta, empresa responsável pela rede social, seus padrões se
aplicam a todos os usuários, em todo o mundo, e a todos os tipos de
conteúdo, incluindo os gerados por IA.
Em alguns casos, o Instagram pode iniciar uma investigação sobre possíveis violações a partir de denúncias de outros usuários.
Quando uma conta é desabilitada, o usuário recebe uma mensagem indicando o status de desativação ao tentar logar no perfil.
De acordo com a Meta, se o usuário não receber uma mensagem sobre a desativação, o problema provavelmente está no login da conta.
No caso de Isabel Veloso, o motivo para a desabilitação não ficou claro. Uma captura de tela da mensagem recebida pela influenciadora afirma apenas que "a conta (ou a atividade nela) não segue os Padrões da Comunidade" do Instagram.
O que fazer?
Segundo a Meta, se um usuário acredita que sua conta foi desativada por engano, ele pode pedir uma revisão da decisão.
Nessa caso, o caminho indicado pela plataforma é abrir o aplicativo,
digitar o nome de usuário e senha e seguir as instruções na tela.
Usuários banidos por violar as regras da plataforma e que criam novas
contas podem ter seus perfis desabilitados também, de acordo com a Meta.
Restrição está em vigor desde fevereiro de 2025, mas registros de interessados ainda são permitidos, segundo a ANPD. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Darlan Helder, g1 06/08/2025 11h38 Atualizado há uma hora Postado em 06 de Agosto de 2.025 às 12h40m . #.*Post. - Nº.\ 5.191*.# .
World: conheça projeto que paga criptomoedas por registro de íris
O projeto World segue proibido de remunerar brasileiros pelo escaneamento de íris. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados(ANPD) negou um recurso da empresa e reafirmou a decisão nesta quarta-feira (6), em publicação no Diário Oficial da União.
Na decisão, a ANPD, que é um órgão vinculado ao Ministério da Justiça e
Segurança Pública, afirma que a Tools for Humanity (responsável pelo
projeto World) apresentou "insuficiência de elementos que indiquem que
os riscos identificados pela medida preventiva foram mitigados ou
eliminados".
Em nota, a Tools for Humanity disse que discorda da interpretação da
ANPD e que pretende buscar medidas legais adicionais. Segundo a empresa,
a "tecnologia continuará disponível para os brasileiros em locais
selecionados e de forma limitada"(leia a nota na íntegra ao final da reportagem).
O projeto argumenta que a quantia fornecida em token digital, como uma
criptomoeda, é oferecida em caráter de incentivo, e não de pagamento.
Segundo eles, o dinheiro é "opcional e voluntário".
A World está proibida de pagar brasileiros pela biometria desde fevereiro de 2025, quando a Autoridade entendeu que a compensação financeira oferecida pela empresa "configura uma interferência indevida na livre manifestação de vontade dos titulares de dados".Ainda assim, a empresa continuava autorizada a realizar novos registros.
Agora, questionada pelo g1se
essa estratégia continua valendo, a empresa não respondeu diretamente e
afirmou que "está comprometida em oferecer essa tecnologia em locais
selecionados".
World começou a operar oficialmente em 2024
Ponto de atendimento da World na Vila Mascote, Zona Sul de São Paulo,
em foto de 27 de janeiro de 2025 — Foto: Darlan Helder/g1
A iniciativa está oficialmente em operação no Brasil desde novembro de 2024. Entre janeiro e fevereiro de 2025, o g1visitou várias lojas da World em São Paulo e observou que muitas estavam vazias, cenário diferente do período anterior,marcado por longas filas de pessoas em busca do dinheiro oferecido.
Lojistas próximos dessas unidades e funcionários do projeto relataram
uma queda considerável no movimento após dezembro de 2024.
Além disso, acredita-se que o movimento tenha sido maior em novembro e
dezembro de 2024, pois muitas pessoas precisavam de dinheiro para o fim
do ano, segundo outra pessoa que trabalha em uma dessas lojas.
O que é a World
Câmera Orb, que captura a íris dos olhos. — Foto: Fábio Tito/g1
Tanto a World quanto a Tools for Humanity foram criadas por Alex
Blania, atual CEO da Tools for Humanity, e Sam Altman, CEO da OpenAI
(dona do ChatGPT).
A Tools for Humanity levantou US$ 115 milhões (R$ 680 milhões na cotação atual) em sua rodada de investimento em maio de 2023.
O projeto conta ainda com operadores "operadores parceiros"
responsáveis pelos locais de verificação e pagos pela World Foundation
para atender os usuários. Hoje, são 55 pontos em São Paulo, número que
vinha subindo rapidamente desde novembro, quando eram 10 unidades.
O que diz a World
"A
World respeitosamente discorda da interpretação da ANPD e pretende
buscar medidas legais adicionais para esclarecer a questão.
Programas
de indicação são uma prática comum no Brasil e amplamente usados em
setores aéreo, financeiro, telecomunicações e de pagamentos — inclusive
por instituições públicas. Acreditamos que a implementação de um
programa de indicação atende à decisão técnica preliminar da Autoridade e
cumpre com os requisitos da LGPD.
A
World continuará trabalhando junto à ANPD e seguirá o processo legal
conforme estabelecido, enquanto permanece comprometida em expandir o
acesso à tecnologia de prova de humanidade no Brasil. Essa importante
tecnologia continuará disponível para os brasileiros em locais
selecionados, de forma limitada."
Investigação da BBC revela que gatos e filhotes de gatos são mutilados e torturados por grupos online que começaram na China e se espalharam por outros países. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Tony Smith, Angus Crawford 05/08/2025 09h27 Atualizado há uma hora Postado em 05 de Agosto de 2.025 às 10h30m . #.*Post. - Nº.\ 5.190*.# .
Investigação da BBC descobriu que filhotes de gatos estão sendo comprados para serem torturados online — Foto: BBC
Aviso: a reportagem a seguir contém conteúdo explícito e descrições de crueldade contra animais.
Uma rede internacional compartilha vídeos online de gatos e filhotes de
gato sendo torturados, segundo denúncias de ativistas e uma
investigação da BBC.
Acredita-se que a rede tenha milhares de integrantes que postam,
compartilham e vendem imagens e vídeos explícitos de gatos sendo feridos
e mortos.
A BBC constatou que essa rede tem membros no Reino Unido. Em um
aplicativo de mensagens criptografadas, a BBC encontrou, em um grupo,
evidências de membros britânicos sugerindo que os usuários adotassem
filhotes da Sociedade Real para Prevenção da Crueldade contra Animais
(RSPCA, na sigla em inglês) para mutilar.
A investigação da BBC começou depois que dois adolescentes admitiram
ter torturado e matado dois gatinhos em um parque em Ruislip, no
noroeste de Londres, em maio.
A menina de 16 anos e o menino de 17 anos, cujos nomes não podem ser
divulgados por motivos legais, confessaram o crime depois que os
gatinhos foram encontrados pendurados em uma árvore. Facas, maçaricos e
tesouras também foram encontrados no local.
A menina foi condenada a 9 meses de prisão; o menino, a 12 meses.
Entende-se que a polícia está agora investigando possíveis ligações com
uma rede mais ampla de torturadores de gatos que filmam, postam e
vendem imagens dos ataques em aplicativos de mensagens criptografadas.
Grande parte do conteúdo revelado pela BBC é forte e perturbador demais para ser exibido — Foto: BBC
Esses grupos começaram na China, mas a reportagem da BBC News
identificou membros agora ativos em todo o mundo, incluindo no Reino
Unido.
A extensão da rede foi documentada pelos ativistas dos direitos dos animais Feline Guardians.
O grupo afirma que, entre maio de 2023 e maio de 2024, a cada 14 horas,
em média, era publicado um novo vídeo mostrando a tortura e execução de
um gato ou filhote de gato.
E diz ter documentado 24 grupos ativos neste período, sendo que o maior
deles tinha mais de mil membros. Acredita-se que o torturador mais
ativo tenha filmado a tortura e morte de mais de 200 gatos.
Os bate-papos em um grupo, aos quais a BBC teve acesso, incluem o que
parecem ser contas baseadas no Reino Unido discutindo como obter gatos
para abusá-los.
Um membro que discutia como adotar filhotes de gatos da RSPCA postou
formulários de inscrição. Outra postagem compartilhou um anúncio de
filhotes à venda no Reino Unido, acrescentando que queria "torturá-los
muito".
Lara é voluntária da Feline Guardians. Concordamos em não usar seu nome completo por receio de represálias.
"Todos os dias me sinto com o coração partido, não há um dia que passe sem que eu não me sinta assim".
Ela passou um tempo infiltrada nos fóruns, e diz que não há limite para a dor que os torturadores estão dispostos a infligir.
Ela descreve isso como "as profundezas do mal".
Os vídeos e fotografias aos quais a BBC teve acesso são explícitos e extremamente perturbadores.
Eles incluem imagens de gatos sendo afogados e eletrocutados. Um vídeo
especula sobre quanto tempo um gatinho em uma gaiola vai sobreviver se
não receber comida.
Os membros do grupo parecem querer infligir o máximo de dor possível.
Em bate-papos online, os torturadores explicam como usam a eletrocussão
para ressuscitar um gato, a fim de prolongar o sofrimento.
Novos membros são incentivados a mutilar e postar vídeos para ganhar acesso a uma rede mais ampla.
A BBC viu evidências que sugeriam que crianças estavam participando
desses grupos. Um membro postou: "Tenho 10 anos e gosto de torturar
gatos".
Em setembro de 2023, a rede até promoveu uma competição de "matança de
100 gatos", durante a qual os membros eram incentivados a ver quanto
tempo levariam para conseguir torturar e matar 100 gatos o mais rápido
possível.
Ativistas da Feline Guardians dizem ter descoberto 24 grupos online
ativos neste ano, cada um postando centenas de imagens e vídeos de abuso
— Foto: Reprodução BBC
Vídeos mostrando torturas horríveis de gatos viralizaram pela primeira vez na China em 2023.
O responsável por dois vídeos extremamente explícitos, Wang Chaoyi, foi
detido por 15 dias pelas autoridades chinesas, e forçado a emitir uma
"carta de arrependimento".
Mas seus vídeos geraram um culto de seguidores, e outras pessoas
começaram a produzir conteúdo semelhante para redes sociais chinesas e
ocidentais, obtendo milhares de visualizações, antes que grupos se
formassem em aplicativos de mensagens criptografadas.
Um site até se descreve como um lugar para a "comunidade dos amantes de
gatos", e solicita aos visitantes que "enviem seus trabalhos".
Os usuários só podem obter acesso se fornecerem evidências de que torturam seus próprios gatos.
Quem é Little Winnie?
"Little Winnie" é um nome bem conhecido na comunidade de tortura de
gatos por ter uma foto de perfil que zomba do líder chinês, Xi Jinping,
com uma imagem do Ursinho Pooh.
Contas com esse nome e foto de perfil são descritas como administradores em vários fóruns.
Little Winnie é o nome dado ao administrador de vários grupos de tortura de gatos — Foto: Reprodução BBC
Uma ativista da Feline Guardians entrou em contato com uma dessas
contas de Little Winnie, e iniciou um contato virtual com o homem por
trás dela.
"Me senti enojada por ter que ser amigável e ter que manter essa
amizade com ele", diz a ativista, que não quer ser identificada.
Ela se comunicou com ele por várias semanas e se infiltrou na rede.
"Era apenas uma sequência interminável de vídeos de tortura, um após o
outro", ela conta. "Eu trocava mensagens com ele, mas não conseguia
assistir a isso. Tive que desligar meu cérebro."
Por fim, ela convenceu o homem por trás da conta a fazer uma
videochamada. A partir desta chamada, o grupo identificou um homem de 27
anos que mora em Tóquio, capital do Japão.
Quando contatado pela BBC, ele disse que negava categoricamente qualquer envolvimento nessas atividades.
Lara, da Feline Guardians, afirma que as autoridades policiais e os
governos precisam combater esses grupos, acrescentando que "isso só vai
continuar a se expandir e piorar".
A Feline Guardians realizou manifestações em frente à Embaixada da
China, em Londres, exigindo que as autoridades de Pequim tomem uma
atitude.
"Na China continental, não há leis que impeçam isso. Isso significa que
os abusadores e torturadores podem efetivamente fazer o que querem e
viver essas fantasias sádicas sem nenhuma consequência. Esses vídeos são
então publicados online, e isso é essencialmente um problema global,
porque significa que todos têm acesso a esses vídeos. Crianças estão
vendo isso", observa Lara.
Ian Briggs, chefe da unidade de operações especiais da RSPCA, disse à
BBC: "Tratar os animais dessa maneira é absolutamente inaceitável, e não
tem espaço em uma sociedade moderna composta em grande parte por
pessoas gentis e compassivas que amam os animais".
A deputada Johanna Baxter, presidente do Grupo Parlamentar
Multipartidário sobre Gatos, afirmou que esses grupos são "uma tendência
profundamente preocupante, especialmente entre os jovens".
"O abuso de animais muitas vezes funciona como uma porta de entrada,
tornando mais fácil racionalizar e cometer atos de violência no futuro",
ela acrescenta.