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sexta-feira, 8 de agosto de 2025

Isabel Veloso: quando e por que o Instagram desativa a conta de alguém — e o que fazer nesses casos?

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Segundo a Meta, se um usuário acredita que sua conta foi desativada por engano, ele pode pedir uma revisão da decisão.
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TOPO
Por BBC

Postado em 08 de Agosto de 2.025 às 10h20m

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Logo do Instagram — Foto: Getty Images
Logo do Instagram — Foto: Getty Images

A influenciadora Isabel Veloso, conhecida por compartilhar sua jornada de tratamento contra o câncer nas redes sociais, teve sua conta no Instagram desabilitada, gerando indignação entre seus seguidores.

"Eu não sei o porquê disso, ou o que de fato aconteceu", escreveu Veloso em sua conta reserva. Segundo a influenciadora, o Instagram identificou um "login estranho" em seu perfil, mas que havia sido feito por uma pessoa que ela conhece.

"Independente do que aconteceu, a justiça será feita", disse ela, afirmando que pretende acionar a Justiça para recuperar a conta, na qual acumulava 3,3 milhões de seguidores.

A BBC News Brasil procurou o Instagram para prestar esclarecimentos sobre o caso, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

Veloso usa as redes sociais para documentar seu tratamento contra um linfoma de Hodgkin. Em dezembro, deu à luz seu primeiro filho e passou a compartilhar também os desafios da maternidade.

Veloso usa as redes sociais para documentar seu tratamento contra um linfoma de Hodgkin — Foto: Reprodução/Instagram
Veloso usa as redes sociais para documentar seu tratamento contra um linfoma de Hodgkin — Foto: Reprodução/Instagram

Quando uma conta pode ser desabilitada?

O Instagram pode desativar uma conta por violações dos termos de uso da plataforma.

Postar conteúdos que contenham nudez, discurso de ódio, violência, assédio, bullying, spam, conteúdo enganoso ou informações falsas, pode levar à desativação. O uso não autorizado de imagens, vídeos ou músicas protegidas por direitos autorais também é considerado uma infração.

Outras violações incluem o uso de robôs ou ferramentas de automação, tentativas de se passar por outra pessoa ou organização e uso de conta por crianças.

Segundo a Meta, empresa responsável pela rede social, seus padrões se aplicam a todos os usuários, em todo o mundo, e a todos os tipos de conteúdo, incluindo os gerados por IA.

Em alguns casos, o Instagram pode iniciar uma investigação sobre possíveis violações a partir de denúncias de outros usuários.

Quando uma conta é desabilitada, o usuário recebe uma mensagem indicando o status de desativação ao tentar logar no perfil.

De acordo com a Meta, se o usuário não receber uma mensagem sobre a desativação, o problema provavelmente está no login da conta.

No caso de Isabel Veloso, o motivo para a desabilitação não ficou claro. Uma captura de tela da mensagem recebida pela influenciadora afirma apenas que "a conta (ou a atividade nela) não segue os Padrões da Comunidade" do Instagram.

O que fazer?

Segundo a Meta, se um usuário acredita que sua conta foi desativada por engano, ele pode pedir uma revisão da decisão.

Nessa caso, o caminho indicado pela plataforma é abrir o aplicativo, digitar o nome de usuário e senha e seguir as instruções na tela.

Usuários banidos por violar as regras da plataforma e que criam novas contas podem ter seus perfis desabilitados também, de acordo com a Meta.


Jornalista entrevista 'clone de IA' de jovem morto em massacre nos EUA e gera críticas
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quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Brasil mantém proibição de pagamento por escaneamento de íris feito pela World

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Restrição está em vigor desde fevereiro de 2025, mas registros de interessados ainda são permitidos, segundo a ANPD.
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Por Darlan Helder, g1

Postado em 06 de Agosto de 2.025 às 12h40m

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World: conheça projeto que paga criptomoedas por registro de íris
World: conheça projeto que paga criptomoedas por registro de íris

O projeto World segue proibido de remunerar brasileiros pelo escaneamento de íris. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) negou um recurso da empresa e reafirmou a decisão nesta quarta-feira (6), em publicação no Diário Oficial da União.

Na decisão, a ANPD, que é um órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, afirma que a Tools for Humanity (responsável pelo projeto World) apresentou "insuficiência de elementos que indiquem que os riscos identificados pela medida preventiva foram mitigados ou eliminados".

Em nota, a Tools for Humanity disse que discorda da interpretação da ANPD e que pretende buscar medidas legais adicionais. Segundo a empresa, a "tecnologia continuará disponível para os brasileiros em locais selecionados e de forma limitada" (leia a nota na íntegra ao final da reportagem).

O projeto argumenta que a quantia fornecida em token digital, como uma criptomoeda, é oferecida em caráter de incentivo, e não de pagamento. Segundo eles, o dinheiro é "opcional e voluntário".

A World está proibida de pagar brasileiros pela biometria desde fevereiro de 2025, quando a Autoridade entendeu que a compensação financeira oferecida pela empresa "configura uma interferência indevida na livre manifestação de vontade dos titulares de dados". Ainda assim, a empresa continuava autorizada a realizar novos registros.

Agora, questionada pelo g1 se essa estratégia continua valendo, a empresa não respondeu diretamente e afirmou que "está comprometida em oferecer essa tecnologia em locais selecionados".

World começou a operar oficialmente em 2024

Ponto de atendimento da World na Vila Mascote, Zona Sul de São Paulo, em foto de 27 de janeiro de 2025 — Foto: Darlan Helder/g1
Ponto de atendimento da World na Vila Mascote, Zona Sul de São Paulo, em foto de 27 de janeiro de 2025 — Foto: Darlan Helder/g1

A iniciativa está oficialmente em operação no Brasil desde novembro de 2024. Entre janeiro e fevereiro de 2025, o g1 visitou várias lojas da World em São Paulo e observou que muitas estavam vazias, cenário diferente do período anterior, marcado por longas filas de pessoas em busca do dinheiro oferecido.

Lojistas próximos dessas unidades e funcionários do projeto relataram uma queda considerável no movimento após dezembro de 2024.

A queda, naquele momento, pode estar associada a um receio das pessoas após notícias sobre as polêmicas em torno do projeto, disse uma funcionária ao g1.

Além disso, acredita-se que o movimento tenha sido maior em novembro e dezembro de 2024, pois muitas pessoas precisavam de dinheiro para o fim do ano, segundo outra pessoa que trabalha em uma dessas lojas.

O que é a World

Câmera Orb, que captura a íris dos olhos. — Foto: Fábio Tito/g1
Câmera Orb, que captura a íris dos olhos. — Foto: Fábio Tito/g1

Tanto a World quanto a Tools for Humanity foram criadas por Alex Blania, atual CEO da Tools for Humanity, e Sam Altman, CEO da OpenAI (dona do ChatGPT).

A Tools for Humanity levantou US$ 115 milhões (R$ 680 milhões na cotação atual) em sua rodada de investimento em maio de 2023.

O projeto conta ainda com operadores "operadores parceiros" responsáveis pelos locais de verificação e pagos pela World Foundation para atender os usuários. Hoje, são 55 pontos em São Paulo, número que vinha subindo rapidamente desde novembro, quando eram 10 unidades.

O que diz a World

"A World respeitosamente discorda da interpretação da ANPD e pretende buscar medidas legais adicionais para esclarecer a questão.

Programas de indicação são uma prática comum no Brasil e amplamente usados em setores aéreo, financeiro, telecomunicações e de pagamentos — inclusive por instituições públicas. Acreditamos que a implementação de um programa de indicação atende à decisão técnica preliminar da Autoridade e cumpre com os requisitos da LGPD.

A World continuará trabalhando junto à ANPD e seguirá o processo legal conforme estabelecido, enquanto permanece comprometida em expandir o acesso à tecnologia de prova de humanidade no Brasil. Essa importante tecnologia continuará disponível para os brasileiros em locais selecionados, de forma limitada."

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terça-feira, 5 de agosto de 2025

Os assustadores grupos online de tortura de gatos desvendados pela BBC

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Investigação da BBC revela que gatos e filhotes de gatos são mutilados e torturados por grupos online que começaram na China e se espalharam por outros países.
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TOPO
Por Tony Smith, Angus Crawford

Postado em 05 de Agosto de 2.025 às 10h30m

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Investigação da BBC descobriu que filhotes de gatos estão sendo comprados para serem torturados online — Foto: BBC
Investigação da BBC descobriu que filhotes de gatos estão sendo comprados para serem torturados online — Foto: BBC

Aviso: a reportagem a seguir contém conteúdo explícito e descrições de crueldade contra animais.

Uma rede internacional compartilha vídeos online de gatos e filhotes de gato sendo torturados, segundo denúncias de ativistas e uma investigação da BBC.

Acredita-se que a rede tenha milhares de integrantes que postam, compartilham e vendem imagens e vídeos explícitos de gatos sendo feridos e mortos.

A BBC constatou que essa rede tem membros no Reino Unido. Em um aplicativo de mensagens criptografadas, a BBC encontrou, em um grupo, evidências de membros britânicos sugerindo que os usuários adotassem filhotes da Sociedade Real para Prevenção da Crueldade contra Animais (RSPCA, na sigla em inglês) para mutilar.

A investigação da BBC começou depois que dois adolescentes admitiram ter torturado e matado dois gatinhos em um parque em Ruislip, no noroeste de Londres, em maio.

A menina de 16 anos e o menino de 17 anos, cujos nomes não podem ser divulgados por motivos legais, confessaram o crime depois que os gatinhos foram encontrados pendurados em uma árvore. Facas, maçaricos e tesouras também foram encontrados no local.

A menina foi condenada a 9 meses de prisão; o menino, a 12 meses.

Entende-se que a polícia está agora investigando possíveis ligações com uma rede mais ampla de torturadores de gatos que filmam, postam e vendem imagens dos ataques em aplicativos de mensagens criptografadas.

Grande parte do conteúdo revelado pela BBC é forte e perturbador demais para ser exibido — Foto: BBC
Grande parte do conteúdo revelado pela BBC é forte e perturbador demais para ser exibido — Foto: BBC

Esses grupos começaram na China, mas a reportagem da BBC News identificou membros agora ativos em todo o mundo, incluindo no Reino Unido.

A extensão da rede foi documentada pelos ativistas dos direitos dos animais Feline Guardians.

O grupo afirma que, entre maio de 2023 e maio de 2024, a cada 14 horas, em média, era publicado um novo vídeo mostrando a tortura e execução de um gato ou filhote de gato.

E diz ter documentado 24 grupos ativos neste período, sendo que o maior deles tinha mais de mil membros. Acredita-se que o torturador mais ativo tenha filmado a tortura e morte de mais de 200 gatos.

Os bate-papos em um grupo, aos quais a BBC teve acesso, incluem o que parecem ser contas baseadas no Reino Unido discutindo como obter gatos para abusá-los.

Um membro que discutia como adotar filhotes de gatos da RSPCA postou formulários de inscrição. Outra postagem compartilhou um anúncio de filhotes à venda no Reino Unido, acrescentando que queria "torturá-los muito".

Lara é voluntária da Feline Guardians. Concordamos em não usar seu nome completo por receio de represálias.

"Todos os dias me sinto com o coração partido, não há um dia que passe sem que eu não me sinta assim".

Ela passou um tempo infiltrada nos fóruns, e diz que não há limite para a dor que os torturadores estão dispostos a infligir.

Ela descreve isso como "as profundezas do mal".

Os vídeos e fotografias aos quais a BBC teve acesso são explícitos e extremamente perturbadores.

Eles incluem imagens de gatos sendo afogados e eletrocutados. Um vídeo especula sobre quanto tempo um gatinho em uma gaiola vai sobreviver se não receber comida.

Os membros do grupo parecem querer infligir o máximo de dor possível. Em bate-papos online, os torturadores explicam como usam a eletrocussão para ressuscitar um gato, a fim de prolongar o sofrimento.

Novos membros são incentivados a mutilar e postar vídeos para ganhar acesso a uma rede mais ampla.

A BBC viu evidências que sugeriam que crianças estavam participando desses grupos. Um membro postou: "Tenho 10 anos e gosto de torturar gatos".

Em setembro de 2023, a rede até promoveu uma competição de "matança de 100 gatos", durante a qual os membros eram incentivados a ver quanto tempo levariam para conseguir torturar e matar 100 gatos o mais rápido possível.

Ativistas da Feline Guardians dizem ter descoberto 24 grupos online ativos neste ano, cada um postando centenas de imagens e vídeos de abuso — Foto: Reprodução BBC
Ativistas da Feline Guardians dizem ter descoberto 24 grupos online ativos neste ano, cada um postando centenas de imagens e vídeos de abuso — Foto: Reprodução BBC

Vídeos mostrando torturas horríveis de gatos viralizaram pela primeira vez na China em 2023.

O responsável por dois vídeos extremamente explícitos, Wang Chaoyi, foi detido por 15 dias pelas autoridades chinesas, e forçado a emitir uma "carta de arrependimento".

Mas seus vídeos geraram um culto de seguidores, e outras pessoas começaram a produzir conteúdo semelhante para redes sociais chinesas e ocidentais, obtendo milhares de visualizações, antes que grupos se formassem em aplicativos de mensagens criptografadas.

Um site até se descreve como um lugar para a "comunidade dos amantes de gatos", e solicita aos visitantes que "enviem seus trabalhos".

Os usuários só podem obter acesso se fornecerem evidências de que torturam seus próprios gatos.

Quem é Little Winnie?

"Little Winnie" é um nome bem conhecido na comunidade de tortura de gatos por ter uma foto de perfil que zomba do líder chinês, Xi Jinping, com uma imagem do Ursinho Pooh.

Contas com esse nome e foto de perfil são descritas como administradores em vários fóruns.

Little Winnie é o nome dado ao administrador de vários grupos de tortura de gatos — Foto: Reprodução BBC
Little Winnie é o nome dado ao administrador de vários grupos de tortura de gatos — Foto: Reprodução BBC

Uma ativista da Feline Guardians entrou em contato com uma dessas contas de Little Winnie, e iniciou um contato virtual com o homem por trás dela.

"Me senti enojada por ter que ser amigável e ter que manter essa amizade com ele", diz a ativista, que não quer ser identificada.

Ela se comunicou com ele por várias semanas e se infiltrou na rede.

"Era apenas uma sequência interminável de vídeos de tortura, um após o outro", ela conta. "Eu trocava mensagens com ele, mas não conseguia assistir a isso. Tive que desligar meu cérebro."

Por fim, ela convenceu o homem por trás da conta a fazer uma videochamada. A partir desta chamada, o grupo identificou um homem de 27 anos que mora em Tóquio, capital do Japão.

Quando contatado pela BBC, ele disse que negava categoricamente qualquer envolvimento nessas atividades.

Lara, da Feline Guardians, afirma que as autoridades policiais e os governos precisam combater esses grupos, acrescentando que "isso só vai continuar a se expandir e piorar".

A Feline Guardians realizou manifestações em frente à Embaixada da China, em Londres, exigindo que as autoridades de Pequim tomem uma atitude.

"Na China continental, não há leis que impeçam isso. Isso significa que os abusadores e torturadores podem efetivamente fazer o que querem e viver essas fantasias sádicas sem nenhuma consequência. Esses vídeos são então publicados online, e isso é essencialmente um problema global, porque significa que todos têm acesso a esses vídeos. Crianças estão vendo isso", observa Lara.

Ian Briggs, chefe da unidade de operações especiais da RSPCA, disse à BBC: "Tratar os animais dessa maneira é absolutamente inaceitável, e não tem espaço em uma sociedade moderna composta em grande parte por pessoas gentis e compassivas que amam os animais".

A deputada Johanna Baxter, presidente do Grupo Parlamentar Multipartidário sobre Gatos, afirmou que esses grupos são "uma tendência profundamente preocupante, especialmente entre os jovens".

"O abuso de animais muitas vezes funciona como uma porta de entrada, tornando mais fácil racionalizar e cometer atos de violência no futuro", ela acrescenta.

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