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domingo, 21 de setembro de 2025

Crescimento do PIX e falhas de segurança: por que ataques a bancos têm se repetido?

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Método das invasões é parecido, com bandidos retirando dinheiro das contas reservas de empresas. No ataque mais recente, contra a Caixa, a PF prendeu oito pessoas em flagrante e disse que o grupo pode estar envolvido com as outras fraudes.
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Por Victor Hugo Silva, g1

Postado em 21 de Setembro de 2.025 às 06h00m
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PF prende 8 por ataques hackers contra bancos
PF prende 8 por ataques hackers contra bancos

A tentativa de invadir o sistema da Caixa Econômica Federal em 12 de setembro foi apenas mais um dos ataques planejados contra o PIX. Nos últimos dois meses, hackers conseguiram movimentar mais de R$ 1,2 bilhão de instituições financeiras.

No caso do ataque à Caixa, o plano não foi concretizado. A Polícia Federal (PF) prendeu oito pessoas em flagrante, apreendeu um computador roubado do banco e disse que o grupo pode estar envolvido com as fraudes anteriores.

A PF afirmou que o grupo conseguiu um notebook e uma credencial de acesso por meio do gerente de uma agência da Caixa no bairro do Brás, na cidade de São Paulo.

O inquérito também indica que o banco alertou sobre a roubo do dispositivo. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo g1.

O método foi parecido com os ataques contra a C&M Software e a Sinqia: bandidos acessaram senhas e sistemas internos para retirar valores das contas reservas das empresas, usadas para processar movimentações financeiras.

Não houve ataque hacker à estrutura do Banco Central nem roubo de dinheiro de contas de clientes dos bancos.

Especialistas ouvidos pelo g1 apontam que os ataques têm se repetido porque:

  • o PIX cresceu muito desde sua criação em 2020 e se tornou mais visado por criminosos que buscam brechas de segurança em sistemas;
  • faltam padrões de segurança mais elevados para todos os integrantes do PIX, além dos bancos mais conhecidos.

A C&M Software e a Sinqia estão entre os seis intermediários que ligam instituições financeiras ao Banco Central. São os chamados Provedores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI), que viraram alvo dos hackers.

"Quando muitas instituições dependem de um mesmo intermediário, ele se torna um alvo atrativo. A concentração se torna um risco iminente. Há um único ponto de falha", explicou Nathália Carmo, sócia da consultoria de segurança cibernética IAM Brasil.

Os ataques aproveitaram que a C&M Software e a Sinqia eram conhecidas dos sistemas dos bancos para fazer transações sem muitas barreiras, disse Nathália. Para ela, o monitoramento sobre esses intermediários precisa aumentar.

"Quem deveria manter essa infraestrutura em conformidade é o intermediário. Ele precisa manter a segurança. É algo que foge da responsabilidade do banco", afirmou.

Após os ataques, o Banco Central decidiu antecipar o prazo para todas as instituições de pagamento serem obrigadas a pedir autorização para continuarem operando. Em vez de dezembro de 2029, o limite agora é maio de 2026.

Uma instituição de pagamento não autorizada consegue operar, mas não segue todas as regras do Banco Central. Dos 936 participantes do PIX, 78 não têm autorização expressa do Banco Central, segundo dados publicados pelo próprio órgão em 17 de setembro.

BC reforça regras de instituições financeiras para impedir atuação do crime organizado
BC reforça regras de instituições financeiras para impedir atuação do crime organizado

A expectativa é que, com a exigência da autorização, haja mais controle sobre padrões de segurança das empresas.

"Quando uma instituição é autorizada e está na lupa do BC diariamente, ela tem mais obrigações e precisa melhorar suas políticas de segurança e contra lavagem de dinheiro", explicou Abdul Assal, diretor de desenvolvimento de negócios da empresa de tecnologia financeira Galileo.

Com o precedente criado após o caso da C&M Software, o Banco Central quer agora "separar o joio do trigo" e manter no sistema financeiro apenas quem tem condições de manter padrões mais elevados, avaliou Assal.

"A instituição vai passar por um batalhão de análise e, caso seja aprovada, significa que ela realmente está aderente a todas aqueles requerimentos do BC".

O que mais pode ser feito?

Além das novas regras para instituições financeiras, é preciso haver mais filtros contra movimentações suspeitas, incluindo com uso de inteligência artificial, alertou Rocelo Lopes, CEO da empresa de compra e venda de criptomoedas SmartPay.

"Se o banco puder pesquisar quem é o detentor da conta e no que ele está envolvido, ele poderá decidir segurar a transação. Criar políticas para poder identificar esse tipo de coisa seria o melhor caminho para o sistema centralizado".

O segmento financeiro é o mais protegido, mas, com mais instituições a cada dia, precisa aumentar seu nível de maturidade, avaliou o diretor-geral da Netscout, Geraldo Guazzelli.

"A maior fragilidade hoje, apesar de todo o ambiente, é o uso de credenciais legítimas obtidas com o roubo ou a compra", afirmou. "Mas a credencial por si não é algo que vai garantir o sucesso. Tem que ser encontrada uma falha. É uma associação de fatores".

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sábado, 20 de setembro de 2025

Ataque cibernético afeta operações em aeroportos europeus

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O incidente provocou atrasos e cancelamentos. Entre os terminais atingidos estão Heathrow, em Londres, além de Bruxelas e Berlim.
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Por Redação g1

Postado em 20 de Setembro de 2.025 às 14h15m
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Ataque cibernético atinge aeroportos na Europa
Ataque cibernético atinge aeroportos na Europa

Um ciberataque contra o sistema de check-in e embarque de passageiros provocou atrasos e cancelamentos em importantes aeroportos da Europa neste sábado (20). Entre os terminais atingidos estão Heathrow, em Londres, além de Bruxelas e Berlim.

O provedor atingido é a Collins Aerospace, subsidiária da americana RTX Corp., que oferece tecnologia usada por companhias aéreas em diversos aeroportos do mundo para autoatendimento, emissão de cartões de embarque e despacho de bagagens.

"Tomamos conhecimento de uma interrupção cibernética em nosso software MUSE em determinados aeroportos", informou a empresa, depois que pelo menos três aeroportos europeus movimentados relataram problemas e alertaram sobre atrasos e cancelamentos de voos.

Ataque cibernético em aeroportos europeus causam atrasos e cancelamentos de voos. — Foto: Marta Fiorin/Reuters
Ataque cibernético em aeroportos europeus causam atrasos e cancelamentos de voos. — Foto: Marta Fiorin/Reuters

A empresa também disse que, apesar do ataque de grandes proporções, ele foi limitado. "O impacto limita-se ao check-in eletrônico de clientes e ao despacho de bagagem e pode ser mitigado com operações de check-in manual", acrescentou a Collins Aerospace.

O Aeroporto de Heathrow, em Londres — o mais movimentado da Europa — informou que seus sistemas de check-in e embarque, fornecidos pela Collins Aerospace, foram afetados por um "problema técnico" que "pode ​​causar atrasos para os passageiros que embarcam".

Em Berlim, as autoridades também confirmaram que o provedor de sistemas de atendimento a passageiros foi alvo de ataque e que conexões foram cortadas para proteger a operação.

Painel mostra voos atrasados ​​no aeroporto de Bruxelas após ataque cibernético afetar operações — Foto: Reuters
Painel mostra voos atrasados ​​no aeroporto de Bruxelas após ataque cibernético afetar operações — Foto: Reuters

O aeroporto publicou um aviso em seu site informando: "Devido a um problema técnico em um provedor de sistema que opera em toda a Europa, há tempos de espera mais longos no check-in. Estamos trabalhando em uma rápida solução".

Segundo o aeroporto de Bruxelas, o ataque ocorreu na noite de sexta-feira (19) e derrubou os sistemas automáticos, obrigando o uso de procedimentos manuais para check-in e embarque. O impacto é grande na programação de voos e infelizmente causa atrasos e cancelamentos, informou em nota.

De acordo com a Deutsche Welle, pelo menos 10 voos foram cancelados em Bruxelas e outros 17 sofreram atrasos de mais de uma hora. Apenas o check-in e o embarque manuais estavam sendo realizados e o aeroporto aconselhou os passageiros que voarem no sábado a verificar o status do voo com as companhias aéreas antes de se dirigirem ao terminal aéreo.

Passageiros enfrentam filas para embarcar em, pelo menos, três grandes aeroportos europeus. — Foto: Marta Fiorin/Reuters
Passageiros enfrentam filas para embarcar em, pelo menos, três grandes aeroportos europeus. — Foto: Marta Fiorin/Reuters

Apesar da dimensão, o impacto não foi uniforme: Frankfurt, o maior aeroporto da Alemanha, e Zurique, na Suíça, não foram afetados. Também os aeroportos da região de Paris — Roissy, Orly e Le Bourget — relataram operação normal.

As administrações dos terminais afetados recomendam que os passageiros confirmem o status de seus voos antes de seguir para o aeroporto.

O ataque ocorre um dia depois de o aeroporto da segunda maior cidade da Rússia, São Petersburgo, anunciar que seu site havia sido hackeado.

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TikTok terá algoritmo, dados de usuários e conselho controlados pelos EUA, diz Casa Branca

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Possível acordo entre EUA e TikTok prevê controle do conselho e do algoritmo por investidores americanos e limite de 20% para a ByteDance, dona do app. Governo chinês não confirmou acordo.
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Por g1

Postado em 20 de Setembro de 2.025 às 13h40m
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Donald Trump e TikTok — Foto: Jornal Nacional e AP.
Donald Trump e TikTok — Foto: Jornal Nacional e AP.

As negociações entre Estados Unidos e TikTok avançam para um acordo que prevê mudanças profundas no controle do aplicativo no país, com destaque para a segurança dos dados e do algoritmo.

Um alto funcionário da Casa Branca informou que os dados de usuários americanos serão armazenados nos Estados Unidos, em uma plataforma de nuvem operada pela Oracle, e que o algoritmo será protegido, reconfigurado e gerido inteiramente dentro do país, fora do controle da empresa-mãe chinesa, a ByteDance, segundo a agência de notícias Reuters.

Neste sábado (20), a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, já havia informado em entrevista à Fox News que seis dos sete assentos do conselho do TikTok nos EUA ficariam com representantes americanos, enquanto a Oracle desempenharia papel central na gestão de dados e privacidade.

Os dados e a privacidade serão liderados por uma das maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos, a Oracle, e o algoritmo também será controlado pelos Estados Unidos, disse Leavitt.

As conversas envolveram o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro da China, He Lifeng, em encontro realizado em Madri, afirmou a secretária de imprensa.

Esse entendimento cria um acordo-quadro para que a ByteDance, controladora do TikTok, reduza de forma significativa sua participação na operação americana, limitada a no máximo 20%.

Novos investidores devem entrar no negócio, entre eles a Oracle, a empresa de capital de risco Andreessen Horowitz e o fundo de private equity Silver Lake, segundo apurou a Bloomberg.

O prazo para a separação foi definido por uma lei aprovada no Congresso americano, que obriga a venda até janeiro de 2025. O presidente Donald Trump já havia estendido o limite para 16 de dezembro, permitindo mais tempo para as tratativas.

Apesar do avanço, ainda não há sinal verde da China. Em comunicado oficial, o governo chinês reconheceu que o tema foi discutido durante a reunião entre Trump e o presidente Xi Jinping, mas não mencionou qualquer aprovação do acordo.

"Acabei de concluir uma ligação muito produtiva com o presidente Xi, da China. Avançamos em muitas questões importantes, incluindo comércio, fentanil, a necessidade de pôr fim à guerra entre a Rússia e a Ucrânia e a aprovação do Acordo do TikTok", escreveu Trump em sua rede social.

"A ligação foi muito boa, voltaremos a nos falar por telefone, agradecemos a aprovação do TikTok e ambos esperamos nos encontrar na Apec [Cooperação Econômica Ásia-Pacífico]", escreveu Trump, fazendo referência ao fórum que ocorre a partir de 31 de outubro na Coreia do Sul.

O caso também marca uma mudança no discurso do próprio Trump. Antes crítico do TikTok, o republicano tem adotado um tom mais favorável à rede social, a quem atribui parte da mobilização de jovens eleitores em sua campanha presidencial de 2024.

TikTok: Trump e Xi Jinping conversam sobre venda do aplicativo a consórcio dos EUA
TikTok: Trump e Xi Jinping conversam sobre venda do aplicativo a consórcio dos EUA

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