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quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Apple lança novos óculos Vision Pro com inteligência artificial e chip mais potente

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Empresa destaca conforto, desempenho e autonomia como principais avanços da nova versão dos dispositivos.
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Por Redação g1

Postado em 15 de Outubro de 2.025 às 12h40m
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O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Apple Vision Pro: veja primeiras impressões sobre óculos de realidade virtual
Apple Vision Pro: veja primeiras impressões sobre óculos de realidade virtual

A Apple apresentou nesta quarta-feira (15) a segunda geração dos óculos de realidade virtual Vision Pro.

Segundo a empresa, o novo modelo traz como novidades recursos de inteligência artificial, melhor desempenho de bateria e renderização de tela aprimorada.

O g1 testou a primeira versão do dispositivo alguns dias após o lançamento, em 2024 (veja no vídeo acima).

O processador que equipa agora a segunda geração é o M5, desenvolvido pela própria Apple. De acordo com a empresa, o chip oferece desempenho mais rápido, detalhes mais nítidos na tela e maior duração de bateria.

A nova versão chega aos Estados Unidos custando a partir de US$ 3.499 (cerca de R$ 20 mil, na cotação atual). A Apple não informou se os óculos serão vendidos no Brasil — a primeira geração não chegou a ser comercializada no país.


Apple Vision Pro de segunda geração. — Foto: Divulgação/Apple

A alça que prende os óculos à cabeça, chamada de Dual Knit Band, também foi atualizada. Segundo a Apple, ela está mais macia e acolchoada para oferecer maior conforto durante o uso.

"O Vision Pro com M5 funciona em conjunto com o chip R1, que processa a entrada de 12 câmeras, cinco sensores e seis microfones e transmite novas imagens para os monitores em 12 milissegundos para criar uma visão em tempo real do mundo", explicou.

Na parte de autonomia, a Apple afirma que uma única carga garante até duas horas e meia de uso geral ou até três horas de reprodução de vídeo.

Novo Apple Vision Pro — Foto: Divulgação/Apple
Novo Apple Vision Pro — Foto: Divulgação/Apple

O sistema operacional dos óculos é o visionOS 26, que agora incorpora recursos do Apple Intelligence, plataforma de inteligência artificial da empresa para seus dispositivos.

"Os widgets se integram perfeitamente ao espaço do usuário e reaparecem toda vez que ele ativa o Vision Pro, facilitando a verificação da hora ou do clima, a reprodução de música ou podcasts, a decoração do espaço com fotos ou o acesso ao ChatGPT", disse a companhia.

Segundo a Apple, o Vision Pro oferece acesso a mais de um milhão de aplicativos e a centenas de filmes em 3D que podem ser assistidos diretamente pelos óculos.

Além dos EUA, os novos óculos estão disponíveis na Austrália, Canadá, França, Alemanha, Hong Kong, Japão, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido.

Apple Vision Pro — Foto: Reprodução/Apple
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IA e biotecnologia levantam temor sobre novas formas de terrorismo agrícola

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Caso de pesquisadores chineses suspeitos de contrabandear um fungo para os EUA como arma de terrorismo preocupa autoridades de segurança, que temem uso malicioso da tecnologia.
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TOPO
Por Deutsche Welle

Postado em 15 de Outubro de 2.025 às 06h00m
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Exemplos de bioterrorismo ou sabotagem agrícola são bastante raros e muito difíceis de comprovar, já que são frequentemente marcados por operações secretas, acusações políticas e indícios.

O caso "Fusarium graminearum" é o exemplo mais bem documentado até o momento de suspeita de terrorismo agrícola chinês contra uma democracia ocidental.

Em julho de 2024, Zunyong Liu, 34, biólogo da Universidade de Zhejiang, em Guangzhou, no sudeste da China, foi revistado por funcionários da alfândega após aterrissar no Aeroporto Metropolitano de Detroit, nos EUA.

Na bagagem: um emaranhado de lenços de papel, papel-filtro com círculos enigmáticos e quatro sacos plásticos com material vegetal marrom-avermelhado.

Não se tratavam de ervas inofensivas, mas de Fusarium graminearum, um fungo que as autoridades americanas classificam como "potencial arma de terrorismo agrícola", capaz de destruir colheitas inteiras e intoxicar tanto animais quanto seres humanos.

Liu inicialmente afirmou que iria visitar a namorada, Yunqing Jian, pós-doutoranda no laboratório da Universidade de Michigan.

Mas, após pressão dos investigadores, ele admitiu ter escondido as amostras intencionalmente para cloná-las em laboratório e usá-las em outros experimentos.

No celular de Liu, os investigadores do FBI encontraram literatura especializada sobre "guerra com patógenos vegetais" e transcrições de conversas com Jian que indicam planos coordenados de contrabando e tentativas anteriores de importar amostras proibidas.

Produção de soja em Indiana, nos Estados Unidos — Foto: AP Photo/Michael Conroy
Produção de soja em Indiana, nos Estados Unidos — Foto: AP Photo/Michael Conroy

Pesquisadores sob suspeita

A namorada de Liu logo entrou na mira dos investigadores: segundo o FBI, ela é patrocinada pelo governo chinês e uma fiel apoiadora do Partido Comunista, além de pesquisar os mesmos patógenos em Michigan.

Os investigadores acusam o casal de conspiração, contrabando, falso testemunho e fraudes consulares.

Enquanto Liu foi deportada imediatamente para a China e permanece fora do alcance da justiça americana, Jian segue detido, aguardando audiência para possível pagamento de fiança.

'Flor-cadáver' floresce e atrai multidão para o Jardim Botânico de Varsóvia
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Guerra secreta por sementes e esporos

Já em 2020, vários estados americanos alertaram sobre pacotes inesperados vindos da China que foram recebidos por moradores. As autoridades agrícolas levantaram a suspeita de que se tratava de sementes desconhecidas de espécies invasoras de plantas.

"As espécies invasoras causam danos devastadores ao meio ambiente, suplantam ou destroem plantas e insetos nativos e causam graves danos às colheitas", declarou à época o Ministério da Agricultura e do Consumidor do estado da Virgínia.

Agora, cresce nos EUA a preocupação de que o que começou como um intercâmbio científico possa ter sido parte de uma estratégia secreta para enfraquecer a agricultura americana, suscitando "sérias preocupações com a segurança nacional" por parte de especialistas e políticos.

O caso dos pesquisadores chineses é um bom exemplo dessa nova ameaça de agroterrorismo na era da guerra híbrida: ataques direcionados à produção de alimentos por meio da introdução ou alteração seletiva de agentes patogênicos perigosos.

É verdade que o Fusarium graminearum já é nativo dos EUA. O fungo faz com que os grãos de trigo e cevada fiquem murchos e pequenos. No milho, causa a podridão da espiga.

Mas o verdadeiro perigo seria uma variante geneticamente modificada, contra a qual nenhum tratamento seria eficaz. Até o momento, não há provas de que as amostras contrabandeadas tenham sido realmente manipuladas. O perigo, no entanto, é real e alarmante.

Bioterrorismo e IA: o novo front

Além dos métodos clássicos de contrabando, a possibilidade de otimizar organismos nocivos com a ajuda da biologia sintética ou a partir da concepção de proteínas baseada em IA está ganhando importância.

Cientistas alertam há muito tempo que as ferramentas para alterar fungos, esporos, vírus e proteínas tóxicas podem não ter apenas objetivos pacíficos, mas também fins potencialmente bélicos.

"A engenharia de proteínas é uma pesquisa de mão dupla. Ela pode ter efeitos extremamente positivos, por exemplo, no desenvolvimento de vacinas, em terapias baseadas em genes, em conceitos de diagnóstico e terapia individualizados e em doenças para as quais até agora há poucos ou nenhum tratamento disponível", afirma Birte Platow, professora da Universidade Técnica de Dresden e

"Ao mesmo tempo, essa pesquisa é de alto risco, pois a mesma tecnologia pode ter efeitos potencialmente prejudiciais. Um exemplo é a síntese acidental ou intencional de genes que codificam proteínas perigosas, como o desenvolvimento de armas biológicas", pondera Platow, que também é membro do Centro de Competência em IA ScaDS.AI da mesma universidade.

O Escritório de Avaliação de Impactos Tecnológicos do Parlamento alemão também diz que as tecnologias de dupla utilização e a concepção de proteínas baseada em IA tornam os ataques a infraestruturas críticas, à agricultura e às cadeias de abastecimento tecnicamente mais fáceis e acessíveis.

Dirk Lanzerath, diretor do Centro Alemão de Referência para Ética nas Ciências Biológicas, tem opinião semelhante: "As tecnologias de dupla utilização caracterizam-se pelo fato de que, além de terem uma utilidade civil, também podem ser utilizadas indevidamente para fins militares ou criminosos".

Por isso, os pesquisadores sempre enfrentam um dilema.

"Por um lado, a concepção de proteínas baseada em IA abre oportunidades para o desenvolvimento aprimorado de vacinas e a produção acelerada de medicamentos, mas, por outro, traz o risco de facilitar a produção de armas biológicas", afirma Lanzerath.

Na avaliação da IA e da pesquisa de dupla utilização, também são incluídos especialistas em ética, como Lanzerath, e teólogos, como Platow. A expertise de outras áreas deve ajudar a situar a pesquisa no contexto social, questionar normas e incluir sistematicamente o senso de responsabilidade.

Risco biológico, lixo tóxico — Foto: ArtPhoto_studio/Freepik
Risco biológico, lixo tóxico — Foto: ArtPhoto_studio/Freepik

Lacunas de segurança

Para complicar ainda mais a avaliação de riscos, os atuais mecanismos de segurança não são satisfatórios: um estudo recente mostra que os modelos modernos de IA podem gerar variantes proteicas perigosas que escapam aos sistemas de controle convencionais.

"As proteínas geradas por IA podem ter propriedades comparáveis às proteínas naturais, mas diferem na sequência de DNA. Se for uma proteína potencialmente perigosa, os sistemas de controle 'ignoram' o perigo", explica Platow.

Pesquisa global na zona cinzenta

É justamente o sigilo em torno de pesquisas altamente sensíveis que dificulta um controle eficaz: a maioria dos avanços tecnológicos em IA e biotecnologia ocorre em laboratórios privados ou públicos que restrigem acesso por motivos estratégicos ou devido a patentes.

Até o momento, não existem órgãos de controle internacionais independentes, e não há monitoramento global.

Também não existem regulamentações internacionais vinculativas e efetivamente aplicáveis para o controle da biotecnologia e da IA. Os acordos internacionais mais importantes são a Convenção para a Proibição de Armas Biológicas e Toxínicas (CPAB) e o Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança.

A CPAB proíbe o desenvolvimento e o uso de armas biológicas, mas não possui um sistema próprio de controle ou verificação – por isso, as violações são difíceis de detectar e faltam órgãos de monitoramento.

Iniciativas regionais, como a Lei de IA da União Europeia (UE), regulamentam o uso de sistemas de IA de alto risco e exigem transparência, mas são válidas apenas dentro do bloco.

Assim, a comunidade científica e as empresas apostam em códigos de ética e compromissos voluntários, cuja eficácia é muito limitada, tendo em vista o rápido desenvolvimento tecnológico e a possibilidade de projetos de pesquisa secretos.

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terça-feira, 14 de outubro de 2025

Como um iPhone roubado ajudou a polícia a desbaratar gangue acusada de enviar à China mais de 40 mil celulares

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A BBC teve acesso ao que a polícia de Londres considera a maior operação do Reino Unido contra roubos de celulares.
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TOPO
Por Sima Kotecha

Postado em 14 de Outubro de 2.025 às 08h00
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A polícia de Londres afirma ter desmantelado uma quadrilha internacional suspeita de contrabandear até 40 mil celulares roubados do Reino Unido para a China no último ano.

A Polícia Metropolitana afirma que essa é a maior operação já realizada no Reino Unido contra roubos de telefones. As autoridades dizem que 18 suspeitos foram presos e mais de 2 mil aparelhos roubados foram encontrados.

A polícia acredita que a gangue possa ser responsável pela exportação de até metade de todos os telefones roubados em Londres, onde ocorre a maioria dos roubos de celulares no Reino Unido.

A BBC News teve acesso à operação, incluindo detalhes sobre os suspeitos, seus métodos e às batidas policiais em 28 propriedades em Londres e Hertfordshire.

A investigação foi iniciada depois que uma vítima rastreou um telefone roubado no ano passado.

"Foi na véspera de Natal, quando uma vítima rastreou eletronicamente seu iPhone roubado até um armazém perto do aeroporto de Heathrow", disse o policial Mark Gavin.

A equipe de segurança do aeroporto descobriu que o telefone estava em uma caixa com outros 894 telefones.

Os agentes descobriram que quase todos os telefones tinham sido roubados e estavam sendo enviados para Hong Kong. Outras remessas foram então interceptadas e os agentes utilizaram técnicas forenses nas embalagens para identificar dois homens.

À medida que a investigação se concentrava nos dois homens, as imagens das câmaras corporais da polícia captaram os agentes, alguns com tasers em punho, realizando interceptação de um carro no meio da estrada. No interior, agentes encontraram dispositivos embrulhados em papel alumínio, em uma tentativa dos infratores de transportar os dispositivos roubados sem serem detectados.

Vários telefones, alguns embrulhados em papel alumínio, foram encontrados no carro após a prisão dos dois cidadãos afegãos. — Foto: BBC
Vários telefones, alguns embrulhados em papel alumínio, foram encontrados no carro após a prisão dos dois cidadãos afegãos. — Foto: BBC

Os homens, ambos cidadãos afegãos na casa dos 30 anos, foram acusados de conspirar para receber bens roubados e conspirar para ocultar ou remover bens criminosos.

Quando foram detidos, dezenas de telefones foram encontrados no carro e cerca de 2 mil outros aparelhos foram descobertos em propriedades ligadas a eles. Um terceiro homem, um cidadão indiano de 29 anos, foi acusado dos mesmos crimes.

O detetive Gavin afirmou que "encontrar o carregamento original de telefones foi o ponto de partida para uma investigação que revelou uma quadrilha internacional de contrabando, que acreditamos ser responsável pela exportação de até 40% de todos os telefones roubados em Londres".

Dois homens são presos durante uma abordagem no meio da estrada por um carro da polícia sem identificação, conforme visto nas imagens da câmera corporal. — Foto: BBC
Dois homens são presos durante uma abordagem no meio da estrada por um carro da polícia sem identificação, conforme visto nas imagens da câmera corporal. — Foto: BBC

Na semana passada, os policiais realizaram mais 15 prisões por suspeita de roubo, receptação de bens roubados e conspiração para roubar.

Todos os suspeitos, exceto um, são mulheres, incluindo uma cidadã búlgara. Cerca de 30 dispositivos foram encontrados durante as batidas policiais realizadas na madrugada.

O número de telefones roubados em Londres quase triplicou nos últimos quatro anos, passando de 28.609 em 2020 para 80.588 em 2024. Três quartos de todos os telefones roubados no Reino Unido são agora roubados em Londres.

As mais de 20 milhões de pessoas que visitam a capital todos os anos e pontos turísticos como West End e Westminster são alvos potenciais para roubos e furtos de celulares.

BBC News acompanhou policiais em operações contra gangue envolvida no contrabando de telefones — Foto: BBC
BBC News acompanhou policiais em operações contra gangue envolvida no contrabando de telefones — Foto: BBC

Os dados mais recentes do Escritório Nacional de Estatísticas revelaram que os "roubos pessoais" aumentaram em toda a Inglaterra e País de Gales em 15% no ano que terminou em março de 2025, atingindo o seu nível mais alto desde 2003.

Acredita-se que a crescente demanda por telefones usados, tanto no Reino Unido quanto no exterior, seja um dos principais fatores por trás do aumento dos roubos — e muitas vítimas acabam nunca recuperando seus aparelhos.

'Estão deixando de traficar drogas e passando para a telefonia'

"Estamos ouvindo dizer que alguns criminosos estão deixando de traficar drogas e passando para o negócio de telefonia, porque é mais lucrativo", disse a ministra da Polícia, Sarah Jones.

"Se você rouba um telefone que vale centenas de libras, dá para entender por que os criminosos que estão um passo à frente e querem explorar novos crimes estão se voltando para esse ramo."

Autoridades afirmam que a gangue criminosa tinha como alvo específico os produtos da Apple devido à sua lucratividade no exterior.

A investigação da Polícia Metropolitana descobriu que os ladrões de rua estavam recebendo até 300 libras por aparelho (cerca de R$ 2,1 mil) - e a polícia afirmou que os dispositivos roubados estão sendo vendidos na China por até 4 mil cada (R$ 28,5 mil), uma vez que têm acesso à Internet e são mais atraentes para aqueles que tentam contornar a censura.

Os ladrões de celulares costumam usar bicicletas elétricas ou ciclomotores para fugir em alta velocidade — Foto: BBC
Os ladrões de celulares costumam usar bicicletas elétricas ou ciclomotores para fugir em alta velocidade — Foto: BBC

'Maior operação do país'

O comandante Andrew Featherstone, responsável pelo combate ao roubo de celulares na Polícia Metropolitana, afirmou: "Esta é a maior operação contra o roubo e furto de celulares no Reino Unido, no âmbito da série de operações mais extraordinárias que a Polícia Metropolitana já realizou."

"Desmantelamos redes criminosas em todos os níveis, desde ladrões de rua até grupos internacionais do crime organizado que exportam dezenas de milhares de dispositivos roubados todos os anos."

Muitas vítimas de roubo de telefones têm criticado a polícia por não fazer o suficiente.

As reclamações mais frequentes incluem o fato de os policiais não prestarem assistência quando as vítimas informam à polícia a localização exata em tempo real de seus telefones roubados usando o Find My iPhone da Apple ou serviços de rastreamento semelhantes.
'Acho que a Polícia deveria fazer muito mais'

No ano passado, Natalie Mitchel, 29 anos, teve seu celular roubado na Oxford Street, no centro de Londres. Ela entrou em contato com a BBC para dizer que agora se sente nervosa quando visita a capital.

"É realmente desconcertante estar aqui e, obviamente, não tenho certeza de quem está ao meu redor. Estou preocupada com minha bolsa, estou preocupada com meu celular", disse ela.

"Acho que a Polícia Metropolitana deveria fazer muito mais — talvez instalar mais câmeras de vigilância ou ver se há alguma maneira de colocar policiais à paisana para lidar com esse problema."

Por sua vez, a Polícia Metropolitana — que nos últimos meses tem publicado no TikTok e em outras plataformas de mídia social vários vídeos de policiais enfrentando ladrões de celulares — afirma que os roubos pessoais diminuíram 13% e os furtos caíram 14% em Londres neste ano. Ela afirma que até 80 policiais a mais estão se juntando à equipe do West End para se concentrar em crimes como roubo de celulares.

A força policial terá que dispensar quase 2 mil policiais, além de cortar vários serviços para lidar com um rombo de 260 milhões de libras (R$ 1,8 bilhão) em seu orçamento no próximo ano.

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, disse que a Polícia Metropolitana estava reforçando o policiamento visível em toda a cidade e realizando operações especiais em áreas críticas, como Westminster e West End, o que resultou em centenas de prisões e milhares de aparelhos celulares apreendidos.

Criticando a facilidade com que os telefones roubados podem ser reutilizados, ele acrescentou: "Continuarei a exortar a indústria de telefonia móvel a agir com mais rigor e rapidez no combate a esse crime, tornando os aparelhos roubados inutilizáveis".

"Precisamos de uma ação global coordenada para acabar com esse comércio e construir uma Londres mais segura para todos."

Oxford Street, no centro de Londres, é um dos pontos em que turistas são alvos de furtos — Foto: BBC
Oxford Street, no centro de Londres, é um dos pontos em que turistas são alvos de furtos — Foto: BBC

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