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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

França planeja proibir redes sociais para menores de 15 anos

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Projeto de Lei conta com o apoio do presidente francês Emmanuel Macron e deve ser debatido no Parlamento em janeiro.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 01 de Janeiro de 2.026 às 09h35m
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Adolescente utilizando o telefone celular — Foto: Liam Shaw/Unsplash
Adolescente utilizando o telefone celular — Foto: Liam Shaw/Unsplash

A França quer proteger as crianças da exposição excessiva às telas e propõe proibir as redes sociais para menores de 15 anos a partir de setembro de 2026, segundo um projeto de lei ao qual a AFP teve acesso.

A iniciativa conta com o apoio do presidente Emmanuel Macron, que declarou no começo do mês que o Parlamento deve começar a debater a proposta a partir de janeiro.

"Protegeremos nossas crianças e adolescentes das redes sociais e das telas", prometeu Macron na noite desta quarta-feira (31) durante seu discurso de Fim de Ano aos franceses, assegurando que terá um "cuidado especial" para que este projeto possa "chegar a bom termo".

O projeto de lei indica que "muitos estudos e relatórios confirmam os riscos distintos causados pelo uso excessivo de telas digitais pelos adolescentes".

As crianças com acesso ilimitado à internet estão expostas a "conteúdo inapropriado" e poderiam sofrer assédio digital ou experimentar alterações em seus padrões de sono, informou o governo.

O projeto de lei tem dois artigos: o primeiro estabeleceria como ilegal "a prestação, por parte de uma plataforma on-line, de um serviço de rede social para um menor de 15 anos".

O segundo artigo propõe proibir o uso de celulares em escolas do ensino médio.

Na França, desde 2018 é vetado o uso de telefones celulares em pré-escolas e centros de ensino médio, mas, até este ano, a proibição era raramente aplicada.

No começo do mês, o Senado francês apoiou uma iniciativa para proteger os adolescentes do uso excessivo de telas e do acesso às redes sociais, que inclui a obrigação de contar com autorização parental para que crianças com idades entre 13 e 16 anos se registrem em redes sociais.

A proposta do Senado foi remetida à Assembleia Nacional, que deverá aprovar o texto antes que possa se tornar lei.

Brasileiros contam como foi a proibição de redes sociais na Austrália
Brasileiros contam como foi a proibição de redes sociais na Austrália

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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Por que geladeiras e espelhos podem ser 'vilões' do seu sinal de internet

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Interferências eletromagnéticas e obstáculos físicos podem afetar a propagação do Wi-Fi dentro de casa.
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Por Redação g1

Postado em 31 de Dezembro de 2.025 às 08h00m
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Internet lenta? Veja como medir a velocidade e melhorar sua conexão
Internet lenta? Veja como medir a velocidade e melhorar sua conexão

Nem toda instabilidade no Wi-Fi é explicada pela qualidade do roteador. A posição do aparelho e a presença de determinados objetos ao seu redor também podem ajudar a explicar uma internet mais lenta.

O roteador envia o Wi-Fi por meio de ondas eletromagnéticas. Mas o sinal pode sofrer interferências de aparelhos metálicos com motores, como geladeiras e micro-ondas, explicou ao g1 o analista de Produtos e Negócios da Intelbras, Diogo Millnitz.

"Qualquer equipamento com motor que é ligado gera um campo eletromagnético. Ao gerar um campo eletromagnético, há uma interferência nessa região", afirmou.

Espelhos e vidros também podem ser "vilões" do sinal porque são capazes de mudar a direção das ondas do Wi-Fi.

"O vidro tem uma refração, então, ele dispersa as ondas do Wi-Fi. O espelho consegue ser pior: ele tem a camada de vidro mais uma camada metálica, em que o sinal é totalmente dispersado e causa interferência na rede", disse Millnitz.

Aparelho roteador de internet  — Foto: Unsplash/Compare Fibre
Aparelho roteador de internet — Foto: Unsplash/Compare Fibre

O ideal é deixar o roteador ao menos a 1 metro de distância de geladeiras, micro-ondas e grandes objetos de vidro, orientou o especialista (saiba mais abaixo).

"A rede tem uma expansão no sentido de circunferência. O melhor cenário é quando o roteador é colocado no centro de onde o sinal Wi-Fi deve ser disponibilizado", explicou.

Onde deixar o roteador?

📶 Coloque o roteador no ponto mais central e mais alto possível porque, assim, ele poderá alcançar uma área maior.

🛜 Mantenha o roteador a pelo menos um metro de distância de aparelhos com motores, como geladeiras e micro-ondas, que, quando estão ligados, geram campos eletromagnéticos capazes de prejudicar a rede Wi-Fi.

🧱 Evite manter o roteador perto de paredes muito grossas. Na mesma lógica, não deixe o roteador dentro de armários, por exemplo.

🌐 Nas configurações do roteador, configure o aparelho para operar na faixa de 5 GHz, que tem maior largura de banda, apesar de um alcance territorial menor. O padrão é a faixa de 2,4 GHz, que tem mais alcance, mas velocidades mais baixas – os roteadores das operadoras costumam suportar as duas bandas e indicar onde é possível fazer a alteração.

📡 Em locais grandes, um só roteador pode não ser suficiente para alcançar todo o espaço. Neste caso, roteadores mesh podem ser alternativas ao criar uma espécie de malha para espalhar o sinal.

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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Desemprego cai a 5,2% em novembro, menor taxa da série histórica do IBGE

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Cerca de 5,6 milhões de pessoas estão sem emprego no país, uma queda de 14,9% comparado ao mesmo período de 2024. Carteira assinada bate novo recorde e se aproxima dos 40 milhões.
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Por Raphael Martins, g1 — São Paulo

Postado em 30 de Dezembro de 2.025 às 11h00m
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Desemprego fica em 5,2% em novembro e renova menor taxa da série histórica, diz IBGE
Desemprego fica em 5,2% em novembro e renova menor taxa da série histórica, diz IBGE

A taxa de desemprego no Brasil foi de 5,2% no trimestre móvel encerrado em novembro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Essa é a menor taxa de desemprego da série histórica do IBGE, iniciada em 2012. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, encerrado em agosto, a taxa caiu 0,4 ponto percentual, de 5,6%. No mesmo período de 2024, o índice era de 6,1%.

Com esses resultados, 5,6 milhões de pessoas estão sem emprego no país. O número de desocupados caiu 7,2% em relação ao trimestre anterior, e de 14,9% comparado ao ano anterior, o que representa 988 mil pessoas a menos nessa condição.

Já a população ocupada foi estimada em 103 milhões de pessoas, novo recorde da série histórica. Houve crescimento de 0,6% no trimestre encerrado em novembro. Na comparação anual, o aumento foi de 1,1%, o equivalente a mais 1,1 milhão de trabalhadores.

O número de pessoas na força de trabalho, que inclui ocupados e desempregados, somou 108,7 milhões. Já a população fora da força foi estimada em 66 milhões. Ambos sem variação significativa em relação ao período anterior.

Com isso, o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar — chamado de nível da ocupação — foi estimado em 59%, o maior da série histórica. O avanço foi de 0,2 p.p. em relação ao trimestre anterior e estatisticamente estável contra 2024 (58,8%).

Por fim, a taxa de subutilização — que reúne desempregados, pessoas que gostariam de trabalhar mais horas e aquelas que desistiram de procurar trabalho — ficou em 13,5%, também o menor nível da série. Atualmente, 15,4 milhões de pessoas fazem parte da força de trabalho "desperdiçada" no país.

Veja os destaques da pesquisa

  • Taxa de desocupação: 5,2%
  • População desocupada: 5,6 milhões de pessoas
  • População ocupada: 103 milhões
  • População fora da força de trabalho: 66 milhões
  • População desalentada: 2,6 milhões
  • Empregados no setor privado: 53 milhões
  • Empregados com carteira assinada: 39,4 milhões
  • Empregados sem carteira assinada: 13,6 milhões
  • Empregados no setor público: 13,1 milhões
  • Trabalhadores por conta própria: 26 milhões
  • Trabalhadores informais: 38,8 milhões
  • Taxa de informalidade: 37,7%

Carteira assinada bate recorde

Com o total de ocupados em níveis históricos, o IBGE registrou novo recorde no número de empregados com carteira assinada. O total chegou a 39,4 milhões, o maior da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012.

Na comparação com o trimestre anterior, o número permaneceu estável. Já em relação ao mesmo período do ano passado, houve alta de 2,6%, com a inclusão de cerca de 1 milhão de pessoas.

Já o número de empregados sem carteira assinada foi de 13,6 milhões. Na comparação com o trimestre anterior, o total ficou estável. Em relação a 2024, houve queda de 3,4%, o equivalente a 486 mil pessoas a menos.

Outros dois recordes da série do IBGE foram registrados entre os empregados no setor público, que somaram 13,1 milhões, e entre os trabalhadores por conta própria, que chegaram a 26 milhões.

A população ocupada no grupo Administração pública, saúde e educação apresentou crescimento na comparação trimestral. Foi o conjunto de atividades que mais gerou oportunidades de trabalho.

"A principal característica desse grupo é a educação. Do ponto de vista educacional, há um movimento mais sazonal no fim do ano, principalmente na educação pública dos ensinos fundamental e superior. É nesse período que ocorrem as renovações contratuais", diz Adriana Beringuy, do IBGE.

Com isso, o setor privado registrou 52,7 milhões de empregados, o maior número da série histórica.

A taxa de informalidade ficou em 37,8% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de pessoas. Por fim, a população desalentada recuou para 2,6 milhões, o menor nível desde o trimestre encerrado em dezembro de 2015, com queda de 12,9% em relação ao mesmo período de 2024.

Rendimento recorde

O rendimento real habitual teve alta de 1,8% frente ao trimestre anterior, e passou a R$ 3.574. Na comparação anual, o crescimento foi de 4,5%.

Já a massa de rendimento real habitual foi estimada em R$ 363,7 bilhões, também um novo recorde. O resultado teve ganho de 2,5% frente ao trimestre anterior, e cresceu 5,8% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado.

"Hoje, temos um mercado de trabalho crescente, sem queda de rendimento. Havia a expectativa de de crescimento acelerado da inflação, o que não ocorreu. Isso permitiu um mercado de trabalho satisfatório, com aumento da massa de rendimentos e sem registros de picos inflacionários", diz Adriana Beringuy, do IBGE.

Carteira de trabalho — Foto: Divulgação / PMMC
Carteira de trabalho — Foto: Divulgação / PMMC

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