Total de visualizações de página

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O que é tendência no Marketing Digital




"Profissionais falam sobre o que é destaque no mercado online durante o Digitalks Days Rio de Janeiro."


{** Por Cláudio Martins

A segmentação do e-mail Marketing e as oportunidades para as empresas em sites de busca são alguns dos destaques quando o assunto é Marketing Digital. A importância das redes sociais também é cada vez maior no processo de estreitamento de laços entre consumidores e marcas, principalmente na aplicação do Social Commerce.

O conceito chegou recentemente ao Brasil e ainda é pouco explorado pelas empresas mas vem crescendo, devido ao boom da mídia social nos últimos anos. Umas das primeiras companhias a utilizar a ferramenta foi o Yahoo!, em 2005, quando permitia que os usuários recomendassem produtos na web, um dos primeiros passos do
Social Commerce, que hoje começa a amadurecer e se ampliar.

“Social Commerce é mais do que a transação financeira no meio on-line. O processo deve se iniciar na pré-venda e se estender ao pós-venda, quer seja negativo ou positivo”, afirmou Alessandro Lima, Sócio-Fundador da E-Life, durante palestra na edição do Rio de Janeiro do Digitalks Days, realizado na última quarta-feira, dia 18.

Pesquisa e desenvolvimento nas redes sociais
O monitoramento das redes sociais continua sendo um pilar importante para que o relacionamento nestes canais seja fortalecido. Não basta se preocupar apenas com que os consumidores estão falando sobre marcas e produtos. É necessário também saber quais são suas preferências, desejos e necessidades. Mais do que clientes, é preciso entender que os internautas são pessoas.

Um exemplo é o que faz a Seda no Twitter. A companhia monitora assuntos no microblog envolvendo temas relacionados aos produtos do portfólio da marca, como cabelos e mulher. No momento em que uma internauta posta um comentário sobre algum destes assuntos, a empresa sugere um produto como alternativa para ajudar a consumidora e envia uma amostra grátis.

Sites como o Twitter também são uma oportunidade de pesquisa e desenvolvimento de soluções para os clientes. Um consumidor comentou sobre sua dificuldade em retirar o lacre das embalagens de mostarda Hellman’s, comparado à facilidade com que retira a mesma proteção do ketchup da marca. A Unilever, ao ser notificada, além de desenvolver uma solução para o questionamento, respondeu o internauta, agradecendo.

“Monitorar as rede sociais também é gerar Social Commerce. Esses ambientes fornecem insights gratuitos e permitem encontrar o consumidor no momento da intenção de compra”, ressalva o Sócio-Fundador da E-Life, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Segmentação do e-mail Marketing
O Behavioral e-mail Marketing é outra tendência no campo digital. Apesar de não ser novidade, poucas empresas brasileiras utilizam a ferramenta de forma adequada. O conceito trabalha com a segmentação de conteúdo, que só pode ser realizada a partir do momento em que as características dos consumidores são realmente conhecidas.
Além de dividi-los entre gênero, faixa etária e escolaridade, deve-se criar subgrupos de consumidores, dentro dos próprios grupos, levando em conta localização geográfica, estado civil, faixa de renda e outras variantes atitudinais. “Não basta apenas enviar e disparar milhões de e-mails para os consumidores. É preciso segmentar os conteúdos segundo o público-alvo para tornar a comunicação mais relevante e assertiva”, diz Marcelo Abrileri, Presidente da MOL agência de Marketing digital, em entrevista ao portal.

Para otimizar a ferramenta, há cuidados desde o uso de palavras-chave no campo “Subject” do e-mail, evitando que os mesmos sejam enviados para o lixo eletrônico, até a alteração em peças gráficas apresentadas de acordo com o perfil do destinatário, para torná-las mais atrativas ao consumidor. Também é preciso estar atento para os resultados, procurando encontrar os motivos pelos quais as ações falharam.

Novidades do Google
O Google também vem contribuindo para a atuação das marcas nos meios digitais. A partir de 2012, estarão disponíveis no Brasil os lançamentos da companhia, como o Voice Search, o Goggles e o Goggle Shopper. Com a expansão da plataforma de mobilidade Android, os consumidores têm a sua disposição as novas ferramentas de busca da empresa, que já estão em operação em países como Estados Unidos, Austrália e Espanha.

A primeira opção utiliza o comando de voz para realizar buscas em smartphones e tablets. Já os outros dois dispositivos focam na procura de produtos e serviços. O Goggles é um software que permite ao consumidor realizar buscas a partir de fotos. Ao receber uma imagem, a tecnologia scaneia a mesma e direciona para uma página do Google com resultados relacionados à foto. O Google Shopper funciona de maneira semelhante, mas voltado para produtos.

Do mesmo modo, o software scaneia a imagem ou código de barras e, na lista de resultados, o consumidor pode encontrar os locais mais próximos onde o produto ou serviço é comercializado, além de realizar comparação de preços. “Ao se pensar em estratégias na internet, as empresas também devem levar em conta o Google como oportunidade para suas marcas”, afirma Nathalia Luna, Agency Relationship Manager do Google Brasil.

Mobile Marketing em alta
Outros itens que estão ganhando importância na estratégia digital das empresas são os smartphones e tablets. Com a expansão do consumo destes produtos, principalmente com medidas como a redução do Governo da taxa de importação a partir do próximo ano, é provável que haja um aumento da base de usuários e mais oportunidades de relacionamento a qualquer momento e em qualquer lugar.

Hoje, o consumidor já se relaciona com cinco telas, a tendência é que este número aumente. “Temos o cinema, a televisão, o computador, os celulares e, mais recentemente, o digital signage, aquela extensão da TV, nos ônibus, academias, ruas e lojas, com fins voltados para o Marketing. Com o advento dos tablets, as pessoas estarão em contato com mais uma tela”, ressalta Rodrigo Tigre, Gerente Comercial do Grupo Bolsa de Mulher.


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Pesquisa mostra a relação da Geração Z com a internet



Consumidores entre 12 e 19 anos são os que mais produzem e disseminam conteúdo na web.



Indicar ** A geração Z é a principal produtora e disseminadora de conteúdo na internet. Os jovens entre 12 e 19 anos estão cada vez mais conectados e provam de uma vez por todas que é para o ambiente online que as marcas devem voltar sua atenção. De acordo com uma pesquisa realizada pela Quest Inteligência de Mercado, 79% dos internautas da geração Z são agentes de mudanças que criam e compartilham informações como vídeos, textos e músicas na web.

Nos indivíduos Y, de 20 a 31 anos, o percentual é de 71%, enquanto na geração X, que compreende pessoas entre 32 e 51 anos, apenas 48% têm o costume de promover conteúdo online. Os números mostram o enorme potencial da internet e, principalmente, das redes sociais como canais de comunicação e conexão entre marcas e consumidores. A realidade, no entanto, apresenta um grande desafio para as empresas que precisam ser cada vez mais transparentes e inovadoras para se destacarem no meio da multidão.


A boa notícia é que o meio digital é democrático e abre espaço para empresas dos mais diversos portes, assim como os consumidores Z, que estão dispostos a experimentar e dar uma chance para as novas marcas. “A geração Z é mais voltada às novidades e à diferenciação no que de consome. É também menos preocupada com dinheiro, ao contrário da X. Então acaba propensa a comprar por impulso”, explica Luís César Périssé, Sócio-Diretor da Quest Inteligência de Mercado e coordenador da pesquisa em entrevista ao Mundo do Marketing.


Mobilidade maior entre os jovens
Engana-se quem pensa que os consumidores Z ainda não estão inseridos no mercado consumidor. Além de serem influenciadores de compra, mesmo com menos de 20 anos, 1/3 dos jovens já trabalha e tem, em média, um rendimento mensal de R$ 820,00. Para se aproximar deste público, mais uma vez, as redes sociais aparecem como um importante canal de relacionamento.



De acordo com o estudo, que entrevistou 600 pessoas em São Paulo, com idades de 14 a 51 anos, 99% dos internautas da geração Z estão nas redes sociais, sendo 94% no Orkut, e mantendo, em média, 2,4 perfis nos sites. Mas a tendência é que as marcas ultrapassem a barreira dos desktops e notebooks e sejam ainda mais móveis para alcançar estes consumidores.


O levantamento da Quest constatou que os jovens entre 12 e 19 anos estão migrando do computador para os dispositivos mobile e usam cada vez mais as funcionalidades do celular para entretenimento, como música, jogos, fotos e TV, além de interação social, por meio de SMS, MSN, torpedos e e-mails.


“A geração Z, embora tenha penetração de celular menor, com 75% contra 85% da X e 86% da Y, utiliza com mais frequência os recursos disponíveis. Enquanto apenas 9% dos consumidores X leem e-mail no celular, esse índice sobe para 25% na geração Z, que também assiste mais TV, com 15% contra 2% da X”, conta Périssé.


Geração Z quer novidades
Assim como as outras gerações, a Z vem aumentando sua participação no e-commerce e dá preferência para celulares, material de informática e som na hora de consumir. Para escolher, novidade e diferenciação têm um grau de importância de 6,5 em uma escala de 0 a 10 para os consumidores mais jovens, enquanto na geração Y o número é de 5,6 e na Z, 4,7. A compra por impulso também é mais forte neste grupo, com um índice de 4,9, contra 4,6 e 3,5, respectivamente de Y e X.



A vontade de economizar, no entanto, aparece com mais frequência nos consumidores de 32 a 51 anos, enquanto os jovens de 20 a 31 anos mostram-se mais interessados em fazer pesquisas na internet antes de comprar. Comparada às outras gerações, a Z também é a mais disposta a adquirir roupas que estão na moda, produtos luxuosos e novidades tecnológicas. Apesar de dar preferência a itens de marca e escolher um produto para se tornar diferente dos outros, os consumidores Z aparecem como os mais propensos a experimentar um lançamento.


Novos hábitos
O levantamento indicou ainda que apenas 5% dos jovens da geração Z fumam, enquanto nas gerações Y e X os resultados sobem para 17% e 18%, respectivamente. Os mais jovens também são vaidosos. Sessenta por cento usam produtos de beleza para rosto e corpo, ante 54% dos Y e 51% dos X. Os nativos da Z, no entanto, são os que menos cultivam o hábito da leitura. Apenas 41% afirmaram ler livros, jornais e revistas, contra 53% da Y e 55% da X.



“A geração Z está lendo muito mais na internet do que nos próprios livros, mas uma coisa que nos preocupa como tendência comportamental é o fato de que eles se aprofundam muito pouco sobre os assuntos. O grau de conhecimento é menor do que o das gerações anteriores. O desafio para as próprias empresas é se adaptar a esses futuros profissionais”, ressalta o Sócio-Diretor da Quest.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Neoconsumidor está mais racional para comprar



96% dos internautas brasileiros adquirem produtos pela internet, aponta estudo da Gouvêa de Souza.



||*|| Por Bruno Mello


O Neoconsumidor está mais digital, mais global e mais multicanal. O conceito de novo consumidor trazido para o Brasil em 2009 pela GS&MD Gouvêa de Souza como tendência se consolidou e mostra um ingrediente a mais agora em 2011. O perfil de quem consome hoje pela internet é o de pessoas que racionalizam o processo de compra. Elas estão de olho, sobretudo, no preço, aponta a segunda onda da pesquisa realizada pela consultoria.


De acordo com o estudo feito com 700 pessoas no Brasil e outras 10.500 no mundo em parceria com o Ebeltoft Group, que será apresentado no DIGITAILING – 1º Fórum Internacional de Varejo Digital, no próximo dia 23, 96% dos internautas brasileiros já realizaram compras pela internet, ante uma média mundial de 90%, incluindo países como Estados Unidos, Inglaterra e França. Além de comprar em lojas virtuais com operação local, 45% dos usuários no país já adquiriram roupas, eletroeletrônicos e perfumes em outros países.


Maior velocidade de conexão – embora o Brasil tenha 1,9 mega de velocidade média diante de 93 do Japão –, mais informações, variedade e opções de compra, maior integração de canais e a mobilidade forjam o cenário para um neoconsumidor elevado ao cubo, novo conceito defendido pela Gouvêa de Souza. “Essas características sugerem que o consumidor está mais racional ao fazer uma compra”, afirma Luis Goes, coordenador do estudo.


Classe "C" tem comportamento único

Embora haja maior opção de canais de venda, o Brasil ainda tem muito a caminhar na questão multicanal. A maioria dos internautas brasileiros (84%) faz pesquisa online - 81% utilizam sites de comparação de preço - e compra na loja física, enquanto 64% compram pela web e recebem em casa. Globalmente, 52% deles são homens, 88% têm entre 19 e 54 anos, 61% são da Classe B e 23% da Classe C.



No Brasil, a Classe C tem um perfil particular. Trinta e sete por cento são mais assertivos na compra pela internet, enquanto a média é de 29% no país e 23% no mundo. “Isso quer dizer que essas pessoas sabem o que querem e onde vão comprar”, analisa Goes. “Isso acontece também porque elas não podem errar na escolha”, completa o sócio-diretor da Gouvêa de Souza.


Entre os 4% dos internautas que não compram pelos meios digitais, 59% dizem preferir tocar o produto. “Uma boa ferramenta para minimizar este problema é usar realidade aumentada”, sugere Goes. Para 41% das pessoas, o receio de não receber o que comprou é um ponto negativo. “Esse índice ainda é alto porque teve gente que comprou no Natal e só recebeu em fevereiro”, lembra. Há ainda quem tenha medo de perder dinheiro, com 48% das pessoas que não querem passar informações bancárias.


Compra de tudo pela internet

A pesquisa traz números que indicam o aumento de compras de itens não tradicionais pela internet. Em 2009, 28% dos neoconsumidores compravam alimentos online. Este ano, o índice subiu para 34%. Vestuário, calçados e acessórios também apresentaram crescimento. Ainda que pese a disparidade de tamanhos e medidas, 43% das pessoas adquiriram roupas e calçados em 2011, contra 22% há três anos. No setor de cosméticos, 51% dos brasileiros passaram a comprar pela web em 2011, contra 29% em 2009. O campeão de vendas são os eletrônicos, comprados online por 76% este ano, ante 56% na primeira onda da pesquisa.



Quando o assunto é mobilidade, o Brasil ainda não está familiarizado com a compra mobile, embora 35% dos entrevistados acreditem que o pagamento móvel é o futuro. A barreira para a transação pelo celular, no entanto, pode ser transposta em pouco tempo, uma vez que 49% das pessoas conectadas acessam a internet pelo celular. O que já entrou para o dia a dia dos consumidores online no país é o fenômeno das compras coletivas.


Metade dos brasileiros entrevistados pela pesquisa (51%) já utilizaram a compra coletiva, enquanto apenas 1% não conhece o modelo. Dos que ainda não compraram cupons, 90% pretendem adquirir. Bem menos que a pretensão de compra de 65% em outros países. “Isso tem muito menos a ver com dinheiro do que com cultura”, pondera Goes. “No Brasil, priorizamos o coletivismo, enquanto em outros países o que impera é o individualismo”. Que o digam as redes sociais, onde o Brasil é um dos campeões de acesso.

Pefil do Neoconsumidor
_________________________________________________