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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Itaú cria aplicativo para iPad com foco em pequenas e médias empresas


"Banco pretende reforçar pioneirismo em mobilidade com serviço voltado para clientes pessoa jurídica. Ferramenta permite gestão financeira e acompanhamento."


*//* Por Fernanda Salem | 09/01/2012


O Itaú Empresas lança um aplicativo para iPad que permite aos empresários terem acesso às funcionalidades do serviço, assim como já são oferecidas no iPhone desde 2009. Com a iniciativa, a empresa pretende reforçar seu foco em mobilidade também para clientes pessoa jurídica.


A ferramenta é voltada principalmente para pequenas e médias empresas e permite a realização de gestão financeira e o acompanhamento dos negócios. Algumas funções adaptadas para iPad são saldo e extrato, tela de detalhes de poupança, investimentos, simulador de projetos, consultoria, panorama do mercado, transferências, pagamentos e consulta à previdência. Também é possível localizar agências e caixas eletrônicos mais próximos. O aplicativo pode ser habilitado por meio de download na AppStore e é gratuito.

Itaú lança aplicativo para iPad com foco em pequenas e médias empresas

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Outback foca no relacionamento para se diferenciar


"Rede cresce promovendo experiência no ponto de venda."


*||* Por Juliana Castro


Outback cresce com foco na experiência no ponto de venda Promover uma experiência única é o que propõe o Outback para manter a marca forte e conquistar os consumidores. Sustentando o pilar de Steakhouse, uma casa de carnes, e trabalhando a hospitalidade, a empresa completa 14 anos no Brasil em 2011. Com foco constante em relacionamento, o treinamento da EQUIPE de funcionários é baseado em um contato o mais próximo possível do cliente para que ele sinta-se em casa. A rede norte-americana chegou ao país por meio de Peter Rodenbeck, empresário responsável pela vinda do McDonald’s, que estava em busca de um novo negócio.


A marca abriu sua primeira unidade no país em 1997, no Rio de Janeiro, na Barra de Tijuca, que ganhou FAMA como o “restaurante da casinha”. Mesmo sem contar com uma estratégia de Marketing no primeiro momento, a ideia foi bem aceita, já que o país é grande consumidor de carne. O Outback também despertou a curiosidade por ser novidade e pela decoração diferenciada. Em seguida, o trabalho da assessoria de imprensa reforçou a identidade da rede com a temática australiana.


Desde a abertura de sua primeira loja, a marca cresceu e difundiu seu conceito pelo país. Entre 2009 e 2010, a rede cresceu 20%. Hoje são 29 pontos de venda distribuídos entre Rio de Janeiro, Niterói, São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, Goiânia, Salvador, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Vitória. O PROJETO de expansão prevê ainda a ampliação da presença nos locais onde já existe e em novos mercados.


Outback cresce com foco na experiência no ponto de venda
Foco no atendimento
Um dos diferenciais do Outback está na recepção e no atendimento, investindo no treinamento da equipe. O TRABALHO foca na experiência vivenciada nos restaurantes e quer aproximar o consumidor com tratamento olho no olho. Na hora da seleção de funcionários, a preferência é pelo jovem universitário, já que ele tem facilidade de se adequar ao perfil da rede e tem comportamento descontraído. Também é uma chance de inserir o profissional no mercado de trabalho, pois não requer experiência anterior.



A operação no Brasil conta com 3.100 funcionários, que passam por um período de adaptação antes de chegar ao ponto de venda. Entre as atividades está uma palestra com temas como coragem, empreendimento e hospitalidade, conceitos vividos no dia a dia do restaurante. Em seguida, passam por duas semanas dentro da loja em treinamento teórico sobre o cardápio e tudo o que engloba o funcionamento da rede.


Depois é a vez de uma “prova de fogo”: os familiares são convidados para um jantar no Outback e, com a casa cheia, os funcionários trabalham como se estivessem em um dia de operação normal. “A ideia é fazer com que as famílias conheçam o ambiente de trabalho onde seu filho trabalhará”, afirma Carolina Correa (foto), Gerente de Marketing da rede, em entrevista ao Mundo do Marketing.


Outback foca no relacionamento para se diferenciarDiferenciais tornam a marca sólida
A soma dos investimentos em treinamento e qualidade do produto fazem com que a marca seja reconhecida com um exemplo de sucesso, que se baseia nos detalhes e no atendimento diferenciado que a rede oferece. “O atendente se ajoelha para olhar de igual para igual, tem sempre um toque de humor, o ambiente é descontraído”, diz Marcelo Cherto (foto), Presidente e fundador do Grupo Cherto, em entrevista ao Mundo do Marketing.



A mesma preocupação em estar próximo do cliente também é vista na internet. No site, o consumidor pode entrar em contato direto por meio do Fale Conosco e a marca conta com perfis em redes sociais para estreitar o relacionamento com o consumidor. 


“No Fale Conosco recebemos sugestões e elogios. Há também pessoas de lugares onde ainda não há uma loja que pedem para abrir uma em sua cidade”, diz Carolina. No Twitter, a rede conta com uma página para o Brasil, que realiza promoções e concursos culturais. Ainda no primeiro trimestre de 2011, a marca estará no Facebook.


O Outback também realiza ações sociais que arrecadam fundos para entidades que desenvolvam trabalhos nas comunidades em que está inserido. Uma delas é o Blooming Day, evento realizado anualmente e que reverte a renda da cebola, prato que dá nome à ação, para uma instituição. A iniciativa mostra que o restaurante quer participar ativamente daquele ambiente e está alinhada a todo o conceito que permeia rede. “Fazemos o bem e o que mais importa é que alguém será impactado por essa atitude”, explica a Gerente de Marketing.


Política No Rules dá liberdade ao cliente.
Apesar da inovação estar sempre presente, a preocupação com o básico também norteia a política do Outback. A marca conquistou o mercado com cortes de carne que não eram comuns no Brasil e temperos diferenciados e fortes, chamando a atenção dos consumidores. Mas apesar de ter sua identidade refletida nos pratos, a empresa adota uma política de “No Rules”, que dá liberdade ao cliente para customizar seu pedido. “O pedido pode vir de acordo com o gosto da pessoa, com mais ou menos molho, deixamos à vontade”, diz Carolina.


Mas a marca sabe que, para inovar, é necessário garantir a qualidade dos produtos e investir em um ambiente agradável ao cliente. A loja atende a diferentes idades e necessidades, com cardápio variado e tendo como foco saciar o desejo dos consumidores, que enfrentam filas para vivenciar a experiência. “Os clientes sabem o que encontrarão, esperam por isso, desejam. Nós nos empenhamos para deixá-los à vontade e fazer com que o momento seja único”, relata Carolina.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Tendência: “Sozinhos juntos”. O detonador? A web 2.0


ARTIGOS: POR COLABORADORES



*\\* Postado por Berenice Ring - 03/01/2012



Já somos 2,1 bilhões de usuários da Internet no planeta, totalizando 30% da população mundial! E, claro, atualmente existem incontáveis modelos de celulares, laptops, tablets e todas estas maravilhas que a tecnologia nos trouxe. Não conseguimos viver sem elas! Em visita a amigos na última semana, encontrei a seguinte cena na sala da casa: o pai, publicitário, trabalhando em seu IMac. A mãe, decoradora, escolhendo tecidos em seu IPad. A filha no PC, fazendo uma pesquisa na Internet para seu trabalho de escola, sem sair do Facebook, ouvindo musica no iTunes, “multitasking”, e o filho jogando videogame. Todos, sem dúvida, com seus celulares ligados. Cena corriqueira, não é? A questão é: estavam juntos na sala de casa?


Esta é a tendência mais recente que anda se manifestando por aí, motivada pelo avanço da tecnologia e pela web 2.0: “Sozinhos Juntos”. Tendências são comportamentos que definem padrões de mudanças, que estão em formação há alguns anos e que se espera que durem por outros tantos anos. Seria ela boa ou má para a sociedade? Como tudo na vida, existem vários lados.

A professora do MIT e especialista em etnografia Sherry Turke publicou um livro no início deste ano entitulado “Alone Together: Why We Expect More from Technology and Less from Each Other” – “Juntos Sozinhos: Porque Esperamos Mais da Tecnologia E Menos Uns Dos Outros.” Turke argumenta que o que nós humanos precisamos ainda, instintivamente, é da proximidade física e ela observou a falta de satisfação e a alienação entre usuários que pesquisou.

Em 2004 a banda inglesa Keane gravou a musica “Can’t Stop Now”, que se tornou um enorme sucesso, onde canta “...não posso parar agora,... o tempo é curto, me sinto solitário e cansado demais para conversar... não posso ir mais devagar, por ninguém nesta cidade... o movimento faz meu coração continuar.”

Com a recente explosão da tecnologia e das redes sociais, poderíamos concluir que as relações humanas estão prosperando como nunca! Mas o que Turke sugere é que estamos destinando atributos humanos a objetos e tratando uns aos outros como coisas. Ela mostra um quadro paradoxal de desconexão humana causado pela expansão das conexões virtuais no celular e nos computadores.

Realmente estamos sozinhos na sala, alienados de nossa família e de todos no ambiente. Mas veja só: em viagens de carro com a família, antes da existência desta parafernália de sites, minha filha já anunciava que iria ligar seu “kit de isolamento”, leia-se iPod, durante a viagem. Então pergunto: nossos filhos da Geração Y já não se isolavam da família em seus quartos muito antes de todas estas ferramentas surgirem?

E se de um lado estamos sozinhos na sala da casa, de outro estamos mais unidos do que nunca aos nossos amigos através do Facebook e do Orkut, às pessoas com hobbies e gostos comuns aos nossos através das comunidades que escolhemos participar e aos profissionais de nossa área através do Linkedin e do Twitter. Além disto, a tecnologia nos possibilita conectar-se com indivíduos para criar em conjunto através de wikis, o que acabou resultando no fabuloso fenômeno wikipedia.

A força das massas de mesmos interesses já elegeu até o presidente americano! E usando um olhar inverso foi criado o Foursquare, já com 10 milhões de usuários, que pretende unir pessoas no mundo físico, em bares e restaurantes, por exemplo, usando sua ferramenta digital de “check-in” onde informamos a conhecidos onde estamos.

Vale a pena lembrar que há uma faceta de confraternização nesta mesma história. Um viral recebido por um pai, por exemplo, pode ser um assunto de conversa com um filho, e vice-versa. Não há dúvidas que há muito ainda o que se falar sobre as consequências desta tendência tanto para a família como para a sociedade. E para as empresas?

Empresas que estão de olho nas tendências - sempre podemos retirar insights. Aquelas que conseguem utilizar tendências corretamente podem enxergar direções para onde estamos indo, o que lhes permite montar cenários futuros possíveis com mais precisão. Desta forma, estruturam suas estratégias para o presente com muito mais chances de acerto! Não apenas isto, mas chegando à frente no mercado, ganham considerável vantagem competitiva sobre seus concorrentes. Não há dúvidas que grandes oportunidades de negócios estão aí nos aguardando, tanto no mundo físico como no digital e móvel.
E você, já começou a pensar na sua?

[*] Berenice Ring é Coordenadora do curso “Branding: Construção e Gestão de Marcas” da FGVPEC, Professora de Cursos de MBA da FGV São Paulo e Diretora da Fox Branding.