"Com pouco mais de um ano no Brasil, site fechou 2011 com 72 milhões de visitas e pretende dobrar esse número em 2012. Empresa já expandiu suas atividades para América Latina e México."
*||* Por Leticia Muniz || 05/06/2012

Fundada há pouco mais de um ano no Brasil, a Dafiti se TRANSFORMOU em um case de sucesso no e-commerce. Em 2011, o site recebeu 72 milhões de visitas, alcançando um faturamento de R$ 400 milhões. Somente em 2012, o número de acessos já chegou a 43 milhões e deve dobrar até dezembro, comparado ao ano anterior.
Com mais de 3,6 milhões de visitantes únicos no ano passado, 400 marcas diferentes e um portfólio composto por 25 mil produtos à venda, a Dafiti chega ao posto de uma das maiores varejistas online de moda e acessórios do país. A proposta inicial dos sócios era vender sapatos, no entanto, as linhas de produtos foram ampliadas com as roupas e, desde o mês passado, também com cosméticos e artigos de cama, mesa e banho.
A Dafiti conta com o investimento do fundo alemão Rocket e é baseada em modelos de sucesso internacionais, como a Zappos, por exemplo. Antes de fundar o negócio no Brasil, os RESPONSÁVEIS pela loja online fizeram diferentes pesquisas. Uma delas apontou que o mercado de sapatos nacional movimentava pelo menos R$ 70 bilhões ao ano. “Percebemos que havia espaço para esse tipo de comércio no Brasil, já que o país não tem a cultura de megastores.”, explica Malte Huffmann, Sócio-Diretor de Marketing da Dafiti, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Desconfiança do consumidor
Outro ponto analisado foi a habitual desconfiança do consumidor brasileiro com relação às compras na internet. Para driblar esse entrave, foi estruturado um canal telefônico para os atendimentos de pré e pós venda. Além disso, a loja virtual adotou o frete grátis e a devolução e troca de produtos sem custo para o cliente.
“Fizemos vários estudos e percebemos que no Brasil as pessoas não devolvem tanto as compras, ao contrário dos americanos e europeus. Por isso vimos que podíamos trabalhar com a troca e devolução grátis. Notamos também que o volume de ligações no SAC é bem grande, o que mostra uma certa desconfiança no início. Mas, depois que compra pela primeira vez, o consumidor se torna fiel”, completa Huffmann.
O diálogo constante é outro DIFERENCIAL da Dafiti. O site oferece um espaço que auxilia na hora da escolha dos produtos, onde é possível encontrar guias de tamanhos e sugestões de look. “O que fazemos é auxiliar o cliente para que ele fique seguro na hora de comprar, possa escolher o tamanho e a cor correta. Há looks completos para que ele saiba como combinar modelos e cores. O que queremos é que o consumidor compre algo que realmente vai usar”, afirma o executivo.
Público Alvo
A Dafiti foi criada para atender, primeiramente, os públicos das classes A e B, no entanto, as vendas já se estenderam para a Classe C, novo foco da loja virtual. O Marketing também deixou de ser apenas digital e chegou à TV.
“Sempre anunciamos no digital. O Google e o Facebook são mercados muito importantes para nós. Mas, com o tempo, percebemos que a TV gera mais CONFIABILIDADE para a marca no Brasil. Usamos o grito no comercial depois de ouvirmos carteiros contarem que algumas clientes realmente gritam quando eles chegam com as caixas da Dafiti”, explica o Sócio-Diretor da Dafiti.
O desempenho indica que a companhia pode ser considerada um case incomum de sucesso, com crescimento rápido e taxa de aceitação muito alta. “A Dafiti é a empresa online de crescimento mais rápido do Brasil. Um dos pontos é a natureza dos sócios, que não são apenas brasileiros, o que faz com que eles tenham experiência no exterior. Não se trata de um modelo inovador. Eles pegaram um modelo de sucesso no exterior e implantaram no Brasil”, comenta Fernando de La Riva, especialista em Negócios Digitais e Diretor-Executivo da Concrete Solutions, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Implantação de negócios de sucesso
A Dafiti tem uma fórmula europeia de negócios e entrou no país em busca de um mercado que ainda não estava explorado e podia abrigar um grande player. O conceito adotado é o de fast movers, sem focar na inovação, mas baseado em negócios de sucesso já estabelecidos.
“Provavelmente nunca nesse setor alguém conseguiu montar um negócio em tão pouco tempo. Eles começaram com um direcionamento mais focado e isso talvez tenha permitido o primeiro crescimento e, agora, estão ampliando o portfólio. O espaço estava aberto para ser explorado de uma forma brilhante. Vale lembrar que o ano em que eles cresceram foi um período de grande distúrbio para os varejistas do e-commerce brasileiro”, afirma de La Riva.
O objetivo da Dafiti é continuar crescendo no país e fora dele. A empresa já expandiu suas atividades para Argentina, Chile, Colômbia e México, para onde pretende levar o mesmo sucesso do Brasil.
"Pesquisa realizada pela JeffreyGroup em parceria com a Ideafix avalia a opinião de 500 jovens internautas heavy users durante a quinta edição da Campus Party Brasil."
*//* Por Isa Sousa | 04/06/2012
Interação e bom atendimento ao cliente são mais importantes para a decisão de COMPRA NA INTERNET do que promoções na rede. Segundo a terceira edição da pesquisa “Empresas e consumidores nas mídias sociais”, enquanto as promoções incentivam cerca de 30% das compras de produtos e serviços, mais de 40% apontam como estímulo as ações de comunicação e relacionamento.
De acordo com o estudo, 94% dos CONSUMIDORES ouvidos têm a internet como principal fonte de informação. Destes, 75% apontam as mídias sociais como os canais mais acessados na web, superando o uso de e-mail (68%), seguido por pesquisa (63%) e leitura de notícias (60%).
Mais de 73% dos jovens seguem alguma empresa no Twitter e um em cada três afirma já ter dado preferência à compra de produtos ou serviços de empresas com participação na internet. O Facebook é a rede social que lidera a preferência entre os canais de relacionamento (95%), seguido pelo Twitter (80%). Entre os gêneros, é o público FEMININO que explora ainda mais a sociabilidade: 36% possuem perfis em até seis redes, 18% em até nove e 10% em até 12.
Realizada pela agência de comunicação integrada JeffreyGroup e pelo instituto de pesquisa Ideafix Estudos Institucionais, o levantamento ouviu 500 jovens heavy users durante 5ª edição da Campus Party BRASIL, realizada em fevereiro.
"Empresa amplia investimentos no segmento de beleza e prepara plano de relacionamento com consumidor a partir de 2012."
*||* Por Cláudio Martins || 05/10/2011
Como uma EMPRESA pode permanecer por mais de um século atenta às demandas do mercado? Esta é a lição que a Mundial tem aprendido ao longo de seus 115 anos, fabricando desde ferraduras para cavalos e artigos de cutelaria, até se consolidar na fabricação de produtos para cuidados pessoais, como os alicates que deixaram a marca conhecida. Hoje, a empresa passa por um processo de reestruturação, como parte da nova gestão da companhia, com foco em ampliar o relacionamento com o consumidor.
Atualmente, a Mundial opera com três divisões voltadas para os mercados corporativo e de CONSUMO: a linha Personal Care, que abrange alicates, tesouras, lixas e esmaltes, a linha Gourmet, de talheres, e a linha Fashion, voltada para a produção de aviamentos destinados às indústrias de confecção e calçados. Há ainda uma divisão menor, a Syllent, remanescente da época em que a companhia fabricava motores elétricos e que consiste em hidrobombas para utilização em banheiras e piscinas.
A divisão Personal Care é a que mais colabora para o faturamento da empresa, que no segundo trimestre de 2011, alcançou uma renda bruta de R$ 115,8 milhões, sendo 90% deste valor originado pela venda dos produtos da linha. Um dos RESPONSÁVEIS pelo sucesso são os esmaltes da Impala, adquirida pela Mundial em 2008. “Com a aquisição da Impala, pudemos agregar ao nosso portfólio todos os produtos necessários para os cuidados com as mãos e pés. A compra da marca de esmaltes foi uma iniciativa complementar”, explica Michael Ceiltin, Diretor Superintendente da Mundial, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Segmentação de produtos e preços
A maior parte dos produtos de Personal Care são comercializados em farmácias e supermercados, totalizando um investimento de cerca de R$ 2,7 milhões. Com o objetivo de promover a linha, a Mundial participa de eventos, como a Beuty Fair, realizada no início de setembro de 2011, quando a companhia apresentou os esmaltes “Rebelde”, produtos licenciados da versão brasileira da novela, voltada para o público jovem.
Buscando atender a diferentes tipos de consumidoras, em 2009, a Mundial lançou a linha de kits de acessórios de beleza, compostos por alicates de cutícula, lixas de unha e nécessaires. O DIFERENCIAL dos produtos é que cada kit é voltado para um estilo de mulher, variando segundo o design e o preço, e custando entre R$ 21,00 e R$ 40,00.
A linha de esmaltes também recebe investimentos de Marketing com mais frequência do que os outros produtos. “O ciclo de vida de um esmalte é menor quando comparado a um alicate, o que justifica esta decisão. Além disso, há ainda a preocupação com as mudanças do calendário de moda”, explica Julio Moreira, Sócio Diretor da Top Brands, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Investimentos no mercado B2B
No B2B, a Mundial também investe em moda e beleza com a Eberle Fashion, área da empresa responsável pela produção de enfeites de aço para marcas de confecção e calçados. Apesar de a linha Personal Care responder pela maior parte do faturamento da Mundial, a Eberle Fashion foi a que apresentou o maior crescimento na receita líquida da empresa, contribuindo com R$ 44,8 milhões dos R$ 82,7 milhões líquidos obtidos no período.
Para atender os seus clientes corporativos e prospectar novos, a Mundial conta com uma equipe de 47 representantes de venda distribuídos no Brasil. Os profissionais propõem modelos de negócios segmentados de acordo com o porte e a necessidade de cada cliente.
Outro investimento da Mundial nesta divisão são pesquisas em moda, para conhecer as tendências presentes no mercado e se atualizar. “Procuramos lançar quatro coleções de apetrechos e enfeites por ano, de acordo com cada estação, para mostrarmos aos nossos clientes que estamos atentos às mudanças do mercado”, afirma o Diretor da Mundial.
Para divulgar a linha de produtos, a empresa apoia a “Casa de Criadores”, evento de moda onde jovens estilistas podem apresentar suas coleções. A iniciativa, iniciada em 1997, tem o propósito de dar oportunidade a novos talentos e o objetivo da Mundial é se aproximar do universo e dos profissionais de moda. Também faz parte do projeto de reestruturação da marca o lançamento de um novo site para a divisão Eberle Fashion.
Relançamentos e ampliação de portfólio
Além do Brasil, a empresa exporta para Argentina, Austrália, países da Europa e Estados Unidos. Embora haja interesse internacional, a exportação responde apenas por 10% do faturamento da empresa, sendo os outros 90% vindos do mercado nacional. Os principais produtos exportados são os integrantes das linhas Personal Care e Gourmet, que compreende a marca de talheres Hércules. As hidrobombas da divisão Syllent também são itens vendidos no mercado internacional, tendo quase 50% de sua produção sendo comercializada fora do Brasil.
A Hércules é outra responsável por apresentar novidades neste ano. A linha foi relançada em 2003 e teve seu portfólio ampliado com a produção de copos e louças de aço, sendo comercializada no varejo, como supermercados e lojas de departamentos. A marca conta ainda com um site, em que está disponível um catálogo para as empresas interessadas em comercializar os produtos da companhia.
Construção de plano de relacionamento com o consumidor.
Enquanto no Brasil a Mundial aposta no trade como seu principal canal de venda, os Estados Unidos é o único país onde a companhia possui um e-commerce próprio (foto ao lado). No mercado nacional, a marca conta com páginas em sites com Submarino.com e Americanas.com, mas ainda não está prevista a criação de uma loja virtual da empresa no país.
Para 2012, a Mundial também planeja outras novidades. “Entre as principais iniciativas para o próximo ano está a construção de um plano de comunicação e relacionamento com o consumidor, para aumentar a presença da nossa marca na vida dos clientes”, explica Ceiltlin , em entrevista ao portal.
Com tantas categorias de atuação e um portfólio extenso, o que garante a força da marca é a tradição de 115 anos. Para sobreviver, no entanto, a empresa precisa investir na construção de uma relação constante com o consumidor. “A compra da Impala, além de abrir oportunidade para um diálogo maior com públicos de interesse, permitiu a entrada da empresa em um novo mercado, o de produtos cosméticos de beleza. A decisão por respeitar as autoridades e os mercados das marcas é um dos fatores que pode colaborar para a criação deste vínculo com os clientes”, afirma o Sócio Diretor da Top Brands.