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segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Natal: brasileiro pretende gastar mais de R$ 250,00 no e-commerce
Como a Fiat trabalha a inovação em sua estratégia de Marketing
"Montadora italiana aposta na junção de comunicação com relacionamento para reforçar sua marca junto ao público brasileiro e se diferenciar da concorrência."
*//||\\* Por Isa Sousa || 05/11/2012
Unir comunicação com relacionamento é o próximo desafio da Fiat para se diferenciar da concorrência. Com a meta de inovar em suas estratégias de Marketing, a montadora italiana fundou há dois anos a Agência Fiat. Fruto da união da Click Isobar e da Leo Burnett Tailor Made, a nova agência desenvolve trabalhos de forma individual com suas marcas, elaborando ações e campanhas para públicos específicos. A ideia é que em cada meta traçada pelo grupo tenha a integração das áreas digital e tradicional.
Ser relevante é difícil, estamos em um novo cenário audiovisual e com novas tecnologias. Quem não inovar irá morrer nesse novo contexto”, indica Maria Lúcia Antônio, Gerente de Marketing da Fiat, em entrevista ao Mundo do Marketing durante o 4º Encontro Internacional Coppead de Comportamento do Consumidor.
Um milhão de fãs não é suficiente
Com mais de 1,2 milhão de fãs no Facebook, hoje a Fiat possui uma das maiores audiências entre as montadoras na rede social. A Volkswagen, por exemplo, tem pouco mais de 770 mil usuários e a Chevrolet, 655 mil. Para a italiana, no entanto, visto de forma isolada o número não significa vantagem sobre a concorrência.
Para o grupo, audiência não resolve problemas e nem é vista como solução para alcançar os resultados esperados. “Não resolve porque a palavra hoje não é integração, mas sim engajamento e relacionamento. De alguma forma conseguimos fazer isso. Somos muito próximos, muito leves e isso é inovador e mexe com as pessoas. Nosso usuário recebe a Fiat de uma forma muito positiva e reconhece quando é surpreendido e, se reconhece, compra”, indica a Gerente de Marketing.
O entendimento da Fiat de que a forma que tem dialogado por meio das novas plataformas de comunicação e com um novo consumidor está no resultado final de suas ações. O exemplo para a companhia é com o lançamento do Fiat Cinquecento, em 2011.
A relação do tamanho do carro com a guinada profissional e econômica é característica no país. “Estamos em um momento de crescimento onde o carro diz muito mais sobre as pessoas que elas mesmas são capazes de falar e, quanto maior o carro, mais sucesso você tem. Conseguir vender um carro que é pequeno é muito diferente e mudar essa ideia das pessoas é muito interessante. Associamos o ‘subir na vida’ com um formato menor”, relembra Maria Lúcia.
Hoje, por um acordo em Brasil e México, a Fiat pode trazer mil Cinquecentos ao país. Segundo a montadora, todos os carros são vendidos assim que chegam. “Darwin dizia que não é o mais forte e nem o mais inteligente que sobrevive, mas o que melhor se adapta as mudanças. Nosso diferencial é que entendemos e isso e colocamos na prática”, define Maria Lúcia Antônio, Gerente de Marketing da Fiat, ao Mundo do Marketing.
domingo, 4 de novembro de 2012
Decisão de compra é cada vez mais baseada em comentários na web
"Pesquisa realizada pela DraftFCB revela um consumidor cada vez mais obcecado por informação e que realiza pesquisas na web antes de tomar sua decisão de compra."
*\\||//* Por Bruno Garcia || 28/08/2012
Brasileiro está mais atento à reputação
Além do obcecado, a pesquisa identificou outros quatro tipos de consumidor de acordo com a maneira como este se relaciona com a informação. Após o obcecado, temos o seletivo – 14% dos entrevistados, um consumidor que filtra melhor o conteúdo que acessa. Outros 19% são classificados como funcionais, realizando buscas na web de maneira pragmática. Nesta categoria se enquadram consumidores que declaram não gostar de pesquisas sobre as marcas, mas o fazem por necessidade.
Os outros dois perfils são de pessoas que não costumam buscar informações ou realizar pesquisas. No Brasil, 36% dos entrevistados se enquadram no perfil de passivo, apenas reagindo às informações que recebem ou optando por marcas conhecidas para tomarem uma decisão rápida. Pelo excesso de informação disponível, o passivo acaba frustrado e confuso. O último perfil é o information hater, um consumidor que evita a informação e não consegue utilizá-la para a tomada de decisão.
Os três primeiros tipos de consumidor têm participação muito ativa nas redes. De certa forma, eles ajudam na reputação das marcas. Apesar disso, nossa população não se mostra muito engajada. “O Brasil tem muitos consumidores nos níveis um e dois, em um índice um pouco maior que a média (33% somando obcecados e seletivos). Ele tería uma tendência a influenciar mais do que outros países. Apesar disso, o brasileiro ainda influencia pouco, pois não é naturalmente engajado. Porém, por termos tantos obcecados por informação, nossos consumidores possuem grande potencial de influência”, afirma Patrícia.
Marcas precisam reaprender a gerenciar informações
Famílias e amigos ainda representam a principal fonte de informação para o consumo. As propagandas e outros meios tradicionais vêm em segundo plano como meio de consulta. Também aumentou a importância dos reviews de produtos em sites e nas redes sociais. A influência de um consumidor sobre o outro é direta. “As empresas sempre trabalharam com segmentações demográficas, mas talvez seja hora de pensar em segmentar o público pela maneira que este se comporta em relação à informação disponível e sobre como ele a utiliza para tomar suas decisões de compra”, finaliza Patrícia.
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