"Pesquisa do Ibope Media mostra que mais de 20% dos usuários da rede se sentem deixados de lado quando amigos publicam conteúdos relacionados a atividades que não participaram."
*//||\\* Por Leticia Muniz || 09/11/2012

A necessidade de estar informado sobre tudo e de ser aceito pelo grupo ao qual faz parte tem causado ansiedade nas pessoas. É o que conclui o estudo Anatomia Social, realizado pelo Ibope Media, e que faz uma analogia entre os hábitos e ATITUDES dos latino-americanos frente às mídias sociais e o corpo humano.
Segundo a pesquisa, pelo menos 24% dos internautas sentem-se deixados de lado quando os amigos postam imagens de situações ou FESTAS das quais eles não participaram e 54% ficam felizes quando os colegas comentam seus posts. Apesar de a vida online ocupar grande parte do tempo, 79% das pessoas pesquisadas dizem ter uma vida social offline.
O estudo mostra que o coração dos usuários das redes sociais está aberto para as marcas. Mais de 70% dos membros do Facebook e Twitter afirmam curtir ou seguir alguma marca. Os principais motivadores para essa ação não estão relacionados aos benefícios tangíveis: cerca de 60% das pessoas buscam ações específicas, querem saber das NOVIDADES com exclusividade ou seguem a marca apenas por serem clientes.
Com relação à INTENÇÃO virtual, a pesquisa aponta que o e-mail é utilizado por 80% dos internautas, seguido pelas redes sociais (73%) e mensagens instantâneas (66%). Os dados também mostram que os internautas estão seletivos: 42% dos usuários das redes sociais bloqueiam ou excluem amigos que postam comentários desinteressantes ou em demasia e 47% têm a sensação de que as conversas nesses meios são repetitivas.
A imagem também possui um forte apelo nas mídias sociais, sendo que 90% dos entrevistados veem fotos postadas por outras pessoas, 65% publicam fotos tiradas por eles, 86% leem atualizações feitas em sua linha do tempo, 75% expressam suas opiniões sobre tópicos específicos e 59% expressam o que pensam sobre produtos e serviços de uma empresa.

"Venda foi avaliada em R$ 450 milhões e valor será utilizado para cobrir endividamento acumulado após anos de seguidos em ritmo de forte expansão. Ideia é continuar abrindo lojas."
*\\||//* Por Leticia Muniz || 09/11/2012

A Centauro anunciou ontem, dia 8, a venda de 30% das suas AÇÕES para o grupo GP investimentos, totalizando R$ 450 milhões que serão empregados no caixa da empresa. Líder no segmento esportivo na América Latina, a rede conta hoje com 232 lojas.
A operação visa cobrir o endividamento acumulado pela Centauro após anos seguidos em um ritmo de forte expansão. A IDÉIA a partir de agora é utilizar o valor obtido com a venda para continuar o projeto de abertura de lojas.
A Centauro faz parte do grupo SBF, que engloba lojas das marcas ByTennis e Nike Store, além de uma EMPRESA de transporte e logística e outra de engenharia, encarregada da construção das próprias lojas da companhia.
"Fundamental para marcas que querem ganhar destaque, mudanças e estratégias de Marketing nem sempre devem ser tomadas com base em verdades absolutas criadas no Brasil."
*//||\\* Por Isa Sousa || 08/11/2012

A inovação é fundamental para que as marcas tenham destaque no mercado. Em um cenário brasileiro atual de transformações, onde os conteúdos direcionados ao consumidor podem ser gerados em múltiplos canais, é preciso estar atento aos mitos – verdadeiros ou não – que se apresentam. Enumerados na pesquisa “Inovação e o Ecossistema de Mídia”, do Coppead, são eles: 1 - nada vai mudar no mercado brasileiro; 2 – a TV é a mãe do Brasil; 3 – audiência é igual à atenção; 4 – conteúdo é rei; 5 – sucesso nunca é demais.
A premissa de que tudo permanecerá imóvel e como sempre esteve falseia o primeiro mito. Apesar de a TV ter sido e continuar sendo, desde sua implantação no Brasil na década de 1950, o principal canal de comunicação entre público e marcas, outras mídias surgiram e o grau de engajamento e CO-CRIAÇÃO atualmente é muito maior. Segundo o estudo do Coppead, não haverá mudanças bruscas e definitivas, mas elas começam a acontecer.
Ainda assim, mesmo que as mídias sociais tenham ganhado um espaço maior no relacionamento entre as empresas e seu público-alvo, existe lentidão. “O Brasil tem uma situação única no mundo. Temos uma audiência de Super Bowl diariamente em nossas novelas e as marcas ainda conseguem uma abertura grande trabalhando especificamente com essa mídia. Por outro lado, o cenário de inovação tem diversas possibilidades e múltiplos futuros. O que percebemos é que haverá um investimento cada vez maior em mídia própria e mídia espontânea e pessoas cada vez mais jovens assumindo cargos de liderança e mudando todos os formatos antes tradicionais”, indica a pesquisadora Paula Chimanti.
O Brasil no alvo
A revolução digital que o país passou e os números de usuários brasileiros nas redes sociais ainda não foram suficientes para derrubar a verdade do segundo mito da inovação: “A TV é a mãe do Brasil”. Boa parte da importância e da permanência acentuada de ações das marcas por meio dos televisores se explica pela inserção do aparelho em 99% dos lares brasileiros e de sua penetração forte em diversas regiões, ainda que com diferenças marcantes entre si.
Outro fator prioritário é a conveniência do canal. “Geralmente escutamos a frase de que a TV é a mídia mãe do Brasil acompanhada de um ‘ainda’. Não sabemos quanto tempo vai durar, mas trabalhamos com análises de cenários e, nesse ponto, surgem a internet e os CELULARES, que estão crescendo e sendo bem avaliados. Porém, a televisão é mais conveniente e entrega uma quantidade maior de conteúdo, junto com entretenimento e uma imagem mais trabalhada diante de seus consumidores”, indica Paula.
Mídias tradicionais x mídias digitais
Mais do que medir qual o número de leitores e assinantes de um jornal ou quantos estão com a televisão ligada em determinado canal, o mundo digital, incluindo as mídias sociais e as plataformas mobile, revolucionaram a forma que as empresas podem e devem falar com seu público-alvo. Diferente dos formatos tradicionais de mídia, hoje a internet permite ir além da simples aferição da efetividade das ações, levando os grupos a entenderem o potencial de INTERAÇÃO do consumidor.
Nesse cenário, o terceiro mito, audiência é igual atenção, encontra seu problema na intersecção entre modelos tradicionais e digitais e se mostra falso. “Na internet eu consigo de fato saber onde o usuário está colocando sua atenção. Um modelo de negócios do Google, por exemplo, cobra o anúncio da empresa só se houver o click. Existe então um deslocamento dos formatos antes usados para outros onde existe o engajamento. A união deles é o grande desafio porque, no final das contas, a empresa quer vender”, avalia Paula Chimenti, responsável pelo tema “Inovação e o Ecossistema de Mídia”, apresentada durante o 4º Encontro Internacional Coppead de Comportamento do Consumidor.
Aparecer nem sempre é bom
Facebook, Twitter, blog, portal, ações em pontos de venda, televisão, jornal, rádio: não importa se são todas de uma vez ou uma pequena seleção, toda empresa deseja aparecer e estar entre os assuntos mais comentados – e de forma positiva – nas mídias. A saga pela prioridade do consumidor, no entanto, pode ser um tiro no pé e levar ao quarto mito que não é verdadeiro: “Conteúdo é Rei”.
A lição, de acordo pesquisa “Inovação e o Ecossistema de Mídia”, não é quantidade e sim qualidade. “Sim, o conteúdo continua sendo uma base importante, mas não é suficiente e não ganha o jogo sozinho. É preciso que haja conveniência, imagem, comunicação e relevância no que se aborda. O consumidor não quer apenas saber o melhor filme para assistir, ele quer um lugar no CELULAR onde ele possa clicar, receber um ingresso e ir para o cinema sem se preocupar com mais nada”, diz Paula.
Outro erro comum dos grupos é acreditar que o importante é aquilo que eles definirem em suas estratégias de Marketing. “Qualidade de conteúdo é muito questionável. Não é o que a empresa acha que é bom, é o que o consumidor percebe como relevante. Existem empresas como o Netflix ou o iTunes que são grandes plataformas e não produzem conteúdos. O case de sucesso é no sentido de serem agregadoras e organizadoras de acervos relevantes para os usuários”, completa a pesquisadora.
O último mito, sucesso nunca é demais, se torna, portanto, complemento do quarto mito. A falsa premissa indica que em um cenário onde as redes sociais têm aparecido cada vez mais e que o futuro da TV ainda é incerto, grupos que se tornaram grandes no passado não necessariamente continuarão da mesma forma em novos cenários onde a instabilidade comanda o futuro.
A inovação, nesse caso, pode vir de onde menos se espera. “Sempre que existe uma tecnologia que rompe e realmente muda as coisas, criam novos modelos de negócio ou novos mercados, geralmente são as menores empresas que lideram o processo de inovação. Grupos que não faziam parte daquele nicho, daquela cadeia de valor, mas abriram os olhos. As grandes empresas ainda continuam reticentes e esse cenário já ocorreu com a música, com a indústria editoral norte-americana e continuará acontecendo. A pergunta não tem que ser ‘por que mudar?’, mas sim ‘por que não mudar?’”, define Paula Chimanti.