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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Shopper mais exigente força adaptação das marcas



"Maturidade do brasileiro trouxe também uma cobrança maior na hora de comprar. Destaque será para grupos que entendam que comunicação é fundamental no processo de influência."



*||-.-||* Por Isa Sousa | 10/12/2012




comportamento do consumidor,marcas,kantarA estabilização da economia brasileira refletiu diretamente na qualificação dos shoppers. Cada vez mais exigentes e menos fiéis às MARCAS, o perfil começou a forçar os grupos a se adaptarem às novas regras da influência, da compra e da decisão de consumir. O primeiro impacto foi operacional: preços, embalagens, prazos e formatos foram os primeiros a sofrerem mudanças significativas. O cenário, no entanto, se adaptou uma vez mais.

Antes focado em um processo que se iniciava na produção, passando pela logística, varejo, publicidade e promoções, e finalizando no CONSUMIDOR, a maturidade levou a um novo momento. Hoje, a lógica se inicia no público comprador, seguindo pelo varejo, logística e produção, e sendo permeado pela publicidade e promoções. A conclusão é parte do estudo “O consumidor e o shopper no processo de compra”, da Kantar WorldPanel.

A maturidade do consumidor, no entanto, não assume o protagonismo de forma solitária. Da mesma forma que, nesse momento, as empresas estão em processo de adaptação aos seus clientes, a história indica que já foi o contrário. De acordo com a pesquisa, o amadurecimento do shopper brasileiro se deu a partir do Plano Real, com a estabilização econômica, consolidação da moeda, globalização, fusões e aquisições varejistas. “Hoje eles estão, definitivamente, no comando”, afirma Patrícia Menezes, Gerente de Comunicação e MARKEING da Kantar, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Uma alteração expressiva no Brasil pode ser exemplificada pelo ticket médio dos shoppers. Ao longo dos anos, eles procuraram novos formatos e o mercado cresceu via frequência de compra e maior gasto. Os supermercados tiveram o maior destaque: enquanto em 2007 se gastava R$ 21,5; em 2011 passou-se para R$ 29,1. A frequência também aumentou, de 50 vezes ao ano para 54, assim como item por ocasião de compras subiu, de 6,8 para 7,4.

Em segundo lugar está o hipermercado, que em 2007 tinha um ticket médio de R$ 29,7, com 7,4 itens por ocasião, e passou para R$ R$ 35,7, com a mesma quantidade de produtos comprados. A frequência permaneceu a mesma, com uma média de 50 vezes ao ano. O Varejo Tradicional é o que obteve as menores mudanças: em 2007 a média de gastos era de R$ 4,5, subindo para R$ 6,0 em 2011. A frequência, no entanto, é a maior: em 2007 os shoppers foram 124 vezes e, em 2011, 129 vezes. Os itens são os menores por ocasião: 2,1 em 2007 e 2,2 em 2011.

Não há lealdade
A mudança econômica do Brasil e sua maturidade econômica também foram responsáveis para que as relações entre fabricantes, varejistas e consumidores se tornassem mais competitivas. A entrada de marcas até então inexistentes no país após a estabilização do Real, bem como a ampliação de outras já atuantes fez com que o brasileiro pudesse escolher.


Se antes as opções se encerravam entre o hipermercado mais distante de casa e o mercadinho mais próximo, hoje os canais se multiplicaram e lealdade se extinguiu. “O shopper é altamente multicanal e essa é uma tendência que deve se consolidar cada vez mais no mercado. Com o boom da economia, o brasileiro percebeu o quão poderoso pode ser e começou a se antecipar e proporcionar a ele meso novas experiências e novos produtos”, avalia Patrícia.

Em 2011, 84% dos lares brasileiros optaram por mais de três canais para se abastecer, a maior taxa de mix de produtos até então. Em 2001, esse índice era de 61%. Há também aumento expressivo de shoppers que buscam inovação e informação. O estudo aponta que 8,9% dizem ser um dos primeiros a comprar novos produtos e marcas. A taxa de experimentação prova isso: em 2010 era de 20%, em 2012 foi de 25%.

Desafios pela frente
Apesar da falta de fidelização dos shoppers ser uma tendência quase inevitável, a capacidade das marcas desenvolverem estratégias de Marketing e Comunicação é uma saída viável para atrair clientes e criar formas de relacionamento mais duradouro. Para tanto, cabem aos próprios grupos entenderem quem é seu público alvo, o que eles querem e, mais importante ainda, se esse consumidor é significativo para seu NEGÓCIO.


Uma certeza, segundo a Kantar, a hora da compra é solitária e, em casos de compras conjuntas, dependendo com quem é feita, é totalmente mutável. Enquanto o ticket médio de uma mulher comprando sozinha é de R$ 12,25; o do homem sozinho é de R$ 10,15. Juntos o aspecto é modificado: um homem e uma mulher comprando juntos chegam a gastar R$ 53,14. A família com criança também tem sua parcela de mudança: os pequenos influencia e fazem os pais gastarem em médiaR$ 45,79. Já os adolescentes sozinhos são econômicos: a média é de R$ 4,14.

A explicação para diferenças tão expressivas, de acordo com a Kantar, é que sozinhos os consumidores suprem a necessidade de urgência, comprando categorias de interesse próprio, e acompanhados priorizam o abastecimento. Enquanto em casal a despensa representa 69% da compra, para o homem significa 28% e para a mulher 33%. (falar gráfico todo)
Em relação ao gênero, as mudanças também são significativas. As mulheres, com um ticket médio por item de R$ 3,60, são maioria nos pontos de venda. Elas também são mais racionais, segundo a Kantar. Os homens, com uma média de gasto por item de R$ 2,7, tem menos planejamentos e, de forma geral, gastam mais que elas.

Os itens também mudam. Elas priorizam: creme e loções, tintura para cabelos, pães, pós-shampoo, leite pasteurizado, sabonete, biscoito, leite fermentado, leite aromatizado e cera para assoalho. Eles preferem: cerveja, deo colônia, fraldas descartáveis, longa vida, manteiga, suco pronto para beber, cereal tradicional, cereal matinal, sopa e leite em pó.

Banal para alguns, fundamental para outros, a segmentação e a compreensão do que os shoppers querem é a saída para um mercado tão instável do ponto de vista da preferência. “Não existe fórmula mágica ou certa, mas nesse momento as marcas precisam se aproximar cada vez mais de seu público. 

Os programas de fidelização, as redes sociais e as ações de Marketing estão aí para serem utilizadas. É preciso fazer eventos, criar novas experiências, melhorar os pontos de venda. As marcas precisam deixar claro ‘estou aqui’. E estar mesmo”, pontua afirma Patrícia Menezes, Gerente de Comunicação e Marketing da Kantar.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Mundo do Marketing realiza pesquisa sobre Marketing de Relacionamento



"Leitores podem acessar o questionário e responder a perguntas sobre CRM, Marketing direto, programas de fidelização, endomarketing etc. Resultado será publicado no portal."



*//||\\* Por Bruno Garcia || 07/12/2012


O Mundo do Marketing realiza uma pesquisa sobre Marketing de Relacionamento e convida os seus leitores para participarem. A partir deste estudo, o portal pretende CONHECER melhor o que as empresas estão fazendo em termos de CRM, Marketing direto, PROGRAMAS de fidelização, endomarketing, premiação, incentivo, entre outros temas correlatos. O resultado da pesquisa será PUBLICADO em reportagem do Mundo do Marketing. Os interessados podem ACESSAR o questionário aqui.
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sábado, 8 de dezembro de 2012

Nestlé é marca mais admirada do Brasil



"Pesquisa realizada pelo Grupo Troiano de Branding aponta as 100 companhias com maior prestígio entre o consumidor. Natura e Petrobras ocupam o segundo e terceiro lugar."




*//||\\* Por Bruno Garcia || 07/12/2012




A Nestlé é a MARCA mais admirada do Brasil. Estudo realizado pelo Grupo Troiano de Branding em parceria com a revista Época NEGÓCIOS apontou a empresa como a que possui maior credibilidade entre os consumidores brasileiros. Natura e Petrobras ocupam a segunda e terceira colocação, respectivamente. 

Para montar o ranking com as 100 companhias de maior prestígio, foram ouvidas 12 mil pessoas entre os 17 e 64 anos. Os entrevistados foram perguntados sobre seis atributos em relação às MARCAS: admiração, CONFIANÇA, qualidade de produtos e serviços, compromisso social e ambiental, história e evolução, e postura inovadora. Entraram na avaliação 250 empresas de diversos setores, como alimentos, bebidas, eletroeletrônicos, setor financeiro, veículos, indústria química e petroquímica, higiene pessoal e beleza, mineração e mundo digital. 

 Veja a lista completa abaixo:

1) Nestlé
2) Natura
3) Petrobras
4) Johnson & Johnson
5) Sony
6) Samsung
7) O Boticário
8) Banco do Brasil
9) Volkswagen
10) Apple
11) Google
12) Microsoft
13) Caixa
14) Coca-cola
15) Sebrae
16) Correios
17) Bombril
18) Avon
19) Honda
20) Philips
21) Tramontina
22) Itaú Unibanco
23) Toyota
24) Bradesco
25) Unilever Brasil
26) Mercedes-Benz (veículos)
27) Fiat
28) Nokia
29) HP
30) Intel
31) Magazine Luiza
32) BR Foods (Sadia/Perdigão)
33) Honda
34) Lojas Americanas
35) General Motors
36) Semp Toshida
37) LG
38) Walmart
39) Bosch (Eletroeletrônicos)
40) Hyundai
41) Danone
42) BMW (Veículos)
43) Mercedes-Benz (veículos pesados)
44) Volkswagen Caminhões
45) Vale
46) Dell
47) Ford
48) Electrolux
49) Hospital Albert Einstein
50) Colgate Palmolive
51) Nike
52) Pão de Açúcar
53) Visa
54) Embraer
55) Mitsubishi
56) B2W (Americanas.com/Submarino)
57) Hering
58) Ultrafarma
59) Mastercard
60) Motorola
61) IBM
62) Panasonic
63) Hospital Sírio Libanês
64) Adidas
65) Via Varejo (Casas Bahia/Ponto Frio)
66) Pirelli
67) Bosch (Pneus e autopeças)
68) Santander
69) Gerdau
70) 3M
71) GoodYear
72) Carrefour
73) Ipiranga
74) Unicamp
75) BR Distribuidora
76) Netshoes
77) Bayer
78) Nissan
79) Casas Pernambucanas
80) Procter & Gamble
81) Volvo (Veículos)
82) Nivea
83) Máquina de Vendas (Ricardo Eletro/Insinuante)
84) TAM
85) Volvo (Veículos pesados)
86) Jequiti
87) L’Oréal
88) Lorenzetti
89) BMW (Motos)
90) McDonald’s
91) Audi
92) Vivo
93) Renault
94) Citroën
95) Unimed
96) Lojas Renner
97) Ambev
98) Embratel
99) Kia
100) Ford (veículos pesados)

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