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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Nova era de Cupons de descontos aposta em dispositivos móveis


"Empresas investem em tecnologia para lançar ofertas com consumo imediato por meio do m-commerce.Na contramão, impressão de promoção em tickets fiscais movimenta pequenas empresas."



*$:$* Por Roberta Moraes, do Mundo do Marketing | 04/02/2015



Popularizados, em um primeiro momento, por meio das compras coletivas, os cupons de desconto chegam a um novo patamar no Brasil ao alcançarem os dispositivos móveis. 

Seu apelo no momento de instabilidade econômica tende a crescer, embora a aceitação no mercado nacional ainda esteja distante da realidade de outros países, como os Estados Unidos. A ferramenta de atração de consumidores para o ponto de venda não só impulsiona transações, como pode fidelizar e melhorar a experiência do cliente. No Brasil, a maior parte das ofertas é feita em sites especializados em reunir as promoções mais atrativas aos usuários.

O aumento na procura por cupons vem tornando a estratégia interessante para empresas. Entre janeiro de 2011 a janeiro de 2015, a busca pela expressão “Cupom de descontos” cresceu 614% no Google. Se nos Estados Unidos é comum ver consumidores recortando os papéis com ofertas – cena popularizada pelo programa ‘Cupom Mania’ exibido pelo canal por assinatura Discovery Home &Healthy –, por aqui as promoções são adquiridas facilmente no ambiente virtual. 

A ferramenta deu um importante passo ao levar o benefício para os smartphones e tablets.
As marcas estão desenvolvendo maneiras para atraírem seus clientes, no momento em que eles querem economizar, enviando ofertas eletrônicas via SMS e até WhatsApp. Já os portais especializados criam aplicativos, com descontos que estimulam a compra para consumo imediato. 

“Ao trabalhar a tecnologia no celular aliado à geolocalização, por exemplo, é possível que o cliente seja lembrado da promoção ao passar pela loja. Isso pode ajudar ainda mais na fidelização, além de minimizar a possibilidade de gerar frustação no consumidor que perdeu a validade de uma oferta”, comenta Mauricio Morgado, Professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EAESP), em entrevista ao Mundo do Marketing.

Peixe Urbano aposta no m-commerce
Responsável por apresentar ao mercado brasileiro o modelo de compras coletivas, o Peixe Urbano foi mudando a estratégia de negócio ao longo da sua história, mas sempre tendo o cupom como principal produto.


Desde a fundação, em 2010, até os dias atuais, o negócio já vendeu quase 30 milhões de ofertas, gerando uma economia para os consumidores de quase R$ 3 bilhões. A empresa tem cerca de 25 milhões de usuários cadastrados e oferece, atualmente, quase cinco mil descontos em mais de 100 cidades brasileiras. Se antes o site disponibilizava uma opção por dia, atualmente o grande atrativo são as múltiplas promoções.

Para reunir tantas ofertas, o Peixe Urbano aposta também no canal mobile. A iniciativa visa estimular a compra para uso imediato, sendo necessária apenas a apresentação do cupom na tela do equipamento. 

A funcionalidade ‘Use agora’ já é oferecida e a empresa está fazendo promoções específicas para as aquisições feitas pelo aplicativo. Até o fim de fevereiro, por exemplo, os consumidores poderão comprar água de coco por apenas R$ 1,00, aos fins de semana, em um quiosque na Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro.

A ferramenta está disponível para iOS e Android, e mais de um milhão de pessoas já baixaram a versão móvel. “O Peixe Urbano acredita que o canal mobile será um grande alavancador de crescimento em 2015 e esperamos que, até o fim do ano, 50% das nossas vendas sejam feitas pelo celular.

Estamos investindo muito no aplicativo, por meio do qual o consumidor conseguirá encontrar ofertas próximas, com a ativação do GPS, comprar o cupom e utilizá-lo no mesmo momento, oferecendo uma experiência mais simples e prática possível. Atualmente, 20% das compras feitas pelo aplicativo são usadas no mesmo dia”, explica Letícia Leite, Diretora de Comunicação Corporativa do Peixe Urbano, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Cupons online garantem tráfego para os e-commerces
Muito além de oferecer descontos, os sites especializados permitem maior visibilidade para as marcas e aumentam o fluxo de visitantes para o e-commerce delas. A parceria, inclusive, pode ser uma grande aliada das novas empresas que ainda precisam se consolidar no mercado. Lançado no fim de 2012, o CupoNation oferece cerca de quatro mil ofertas simultaneamente e reúne mais de 2.500 lojas online. 


Além de estimular a compra, o site também funciona como um canal de divulgação e, além disso, oferece pacotes de visibilidade que permite que as marcas sejam anunciadas na base de e-mail e nas redes sociais, o que pode representar um impacto de até sete milhões de pessoas.

Parceira da CupoNation desde o início das atividades, o gráfica online ZocPrint tem 5% do tráfego gerado exclusivamente pelo portal de desconto e até 7% de receita oriunda de cupons. Outras metas podem ser alcançadas ao usar este tipo de ferramenta de Marketing e venda. “Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostra que os cupons ajudam a fidelizar os clientes e que há uma melhora na imagem da marca que oferece este tipo de promoção. 

Com o uso dos cupons, é possível aumentar o ticket médio da empresa, alcançar uma base diferente de clientes, giraro estoque e reduzir o abandono do carrinho de compra”, enumera Fernanda Junqueira, CEO do CupoNation, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A consolidação de ofertas nesses sites permite, inclusive, que as campanhas de descontos nos portais especializados tenham maior relevância para o consumidor do que aquelas feitas no próprio e-commerce. “Quando o consumidor encontra uma promoção muito significativa no site do próprio anunciante, ele fica desconfiado. 

Além disso, o cliente, muitas vezes, não tem a sensação de ter encontrado uma vantagem. Já ao usar um desconto de um site específico é como se ele tivesse achado algo único, um verdadeiro benefício”, esclarece Fernanda, do CupoNation.

Apesar de oferecer descontos na própria página, o e-commerce especializado em móveis e objetos de decoração Mobly aposta no Marketing de afiliados para aumentar os lucros. “Essa parceria traz um volume adicional relevante para o site, não só de visita, mas também de venda. 

Os portais de cupons têm um forte posicionamento quando o consumidor está em busca de descontos. E o mais interessante é que esse cliente, em geral, está mais decidido pela compra”, comenta Iuri Ribeiro, Gerente de Marketing da Mobly, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Versão impressa é a aposta da TicketCom
Na contramão das inovações eletrônicas apresentadas para a ferramenta, a rede de franquias francesa TicketCom oferece tecnologia que pode contribuir para fomentar pequenas e médias empresas e estimular o comércio em cidades de pequeno porte. 


Por meio da impressão de cupons de desconto no verso das notas fiscais, o método oferece baixo custo e entrega de 100% das ofertas. A ferramenta permite a comercialização de 15 anúncios por lotes de bobinas e cada campanha tem um mínimo de 300 rolos, o que gera a veiculação de 20mil cupons. Para as empresas o investimento varia entre R$ 450,00 a R$4.500,00 mensais, dependendo da quantidade e tamanho dos anúncios a serem veiculados.

No Brasil desde 2011, a empresa está presente em 27 cidades de 14 estados e já distribuiu mais de 870 mil cupons. Apenas no ano passado, foram entregues mais de 390 mil ofertas por meio da impressão no verso de tickets de caixa, e também por cupons digitais – enviados diretamente aos consumidores por SMS ou WhatsApp. 

Entre as vantagens deste tipo de cupom está a garantia de exclusividade por ramo de atividade, baixo custo e alto impacto junto aos consumidores, que recebem as ofertas ao efetuarem uma compra.

Para garantir a entrega dos descontos nas áreas em que o anunciante deseja, a TicketCom fornece as bobinas gratuitamente no comércio local, distribuindo com o cuidado de evitar empresas concorrentes. Diferente dos sites, na versão impressa, é a marca que chega até o consumidor. 

“Apesar de muitas vezes estar em uma área comercial forte, algumas pequenas e médias empresas não tem acesso fácil a mídias, e o que o nós promovemos é o fortalecimento do mercado local junto ao público-alvo dele, na própria área de atuação. 

Além de ter um forte impacto nas cidades medianas, esta ferramenta também pode ser aplicada em âmbito nacional, dependendo do interesse das empresas”, explica Eduardo Petrone, Diretor de Expansão da TicketCom no Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

5 prioridades para pequenas e médias empresas em 2015


"Ano com ameaça de crise gera preocupação, mas não deve ser justificativa para paralisar ações e investimentos. Saída para a perenidade é investir em recursos chave."



*#:#* Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 03/02/2015



Depois de um ano de baixo crescimento econômico no país, 2015 acena com expectativas não muito favoráveis ao mercado. A crise hídrica que atinge o Sudeste combinada às incertezas em relação às futuras ações do governo, um consumo mais tímido e ponderado e a inflação em alta fazem com que empresas de muitos setores temam pelos próximos meses. 

O principal risco de tamanha apreensão com o ambiente externo, especialmente entre as micro, pequenas e médias empresas, é efeito paralisante que muitas vezes a acompanha.
O Brasil ganhou quase 1,9 milhão de novos empreendimentos no ano passado, segundo o Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas. 

Esse é um dos grupos que possivelmente estará mais vulnerável à piora do ambiente externo no país. Embora esta conjuntura não possa ser controlada pelos gestores, há iniciativas, sim, que os aproximadamente 10 milhões de micro e pequenos negócios (número de optantes pelo Supersimples) podem pôr em prática para garantir a perenidade.

Os empreendedores devem ter atenção para não absorverem o efeito estagnador que as ameaças de crise tendem a gerar. “O filtro sobre os pequenos sempre existiu e pode sim ser potencializado pelo ambiente externo desfavorável, mas 2015 pode ser também um ano de oportunidades. Está todo mundo em pânico e isso paralisa. 

Se o empresário não entrar na onda do medo e lidar com o real, pode sair na frente. Para as grandes, as manobras são mais difíceis do que para os pequenos, o que é vantajoso para o segundo grupo”, explica a consultora empresarial Allessandra Ferreira, Sócia da AlleoLado, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Veja a seguir o que especialistas e empreendedores recomendam que pequenas e médias façam para ter um 2015 próspero:

1. Planeje-se
O ambiente de negócios é incontrolável, mas o que se faz da porta para dentro diante do cenário externo pode e deve ser amplamente estudado e pensado. O pequeno empresário, na maioria das vezes, não tem a cultura de se planejar, atitude que, em um momento de crise, tende a ser ainda mais fundamental. 


É preciso enxergar a realidade e as perspectivas para os próximos meses e traçar as melhores estratégias para sobreviver e potencializar os negócios diante delas.
O planejamento é o principal recurso para levar uma empresa a superar um problema ou um obstáculo. “É preciso olhar para a possibilidade de crise e se questionar o que é possível fazer agora. 

É fundamental verificar como, dentro do segmento, o empreendedor pode ser útil em um momento de dificuldade, para não ser descartado. Olhe o portfólio de produtos e serviços e analise em quais deles apostar”, ressalta Allessandra.

Só planejar também não basta se a equipe não comprar as metas estabelecidas. Tão importante quanto traçar a direção na qual se vai é engajar os funcionários. De preferência trazendo as pessoas para planejarem juntas, para que elas se sintam parte da solução desde o princípio e, assim, fiquem mais estimuladas e fazerem o possível para que os objetivos sejam alcançados.

2. Organize sua gestão financeira
Em um ano de ajustes na economia, é importante organizar a gestão financeira da empresa, para garantir alguma previsibilidade aos recursos que entram e saem. Não ter dinheiro, afinal, é o que leva, no fim das contas, uma empresa a quebrar. A capacidade de prever um rombo no caixa com meses de antecedência permite aos empreendedores agir a tempo de evitar um impacto maior.


É possível vender mais a um preço menor, por exemplo, para solucionar o problema futuro, ou conseguir um financiamento mais atrativo, por ter tempo para pesquisar. Essas ações não eliminam a turbulência econômica, mas deixam a empresa mais eficiente para passar por ela. A tecnologia hoje oferece diversos softwares de gestão que auxiliam nesse trabalho de modo eficiente.

Há soluções para vários portes e orçamentos. “Os empresários que ainda costumam fazer a gestão financeira com a caneta atrás da orelha correm um grande perigo e, às vezes, nem sabem. Esse grupo só avalia se sobra dinheiro na conta ou se entra no cheque especial, quando o objetivo principal da gestão é mostrar o apuros com antecedência, para haver tempo de agir. 

Agora, há ainda a tendência de aumento da inadimplência por parte dos clientes, para a qual é preciso se preparar”, avalia Luan Gabellini, Sócio-Fundador da Betalabs, em entrevista ao Mundo do Marketing.

3. Invista em relacionamento
Mais do que nunca, a máxima de que reter um cliente custa menos do que conquistar um novo precisa ser levada em conta. Diante disso, ao cortar gastos não é indicado que as economias afetem a qualidade do relacionamento. 


Há ferramentas com preços competitivos, principalmente aquelas que operam na web, capazes de tornar o empreendedor próximo de seus clientes e de evitar a perda de um contrato.

Publicar conteúdo diferenciado nas redes sociais e oferecer o SAC 2.0, que permite o atendimento via WhatsApp, por exemplo, são caminhos promissores. “Crescemos em 2014, mas o ano foi travado. Ainda assim, isso não nos impediu de investir em relacionamento. 

Conseguimos manter nossa carteira porque enxergamos o cliente como um parceiro e, até hoje, trabalhamos muito com base na indicação. Plantamos muito para colher agora”, conta Rodrigo de Oliveira Neves, CEO e Fundador da VitaminaWeb, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A empresa de produção digital, inclusive, vem adequando sua oferta para atender aos clientes da forma que precisam nesse momento do mercado. “O principal ponto é entender o que as empresas buscam nessa época. Percebemos que elas querem reduzir custos.

Estamos nos posicionando, então, para suprir essa demanda. Sugerimos que, em vez de terem profissionais de tecnologia alocados na companhia, o que representa um custo fixo, nossos clientes possam nos contratar por projeto, representando um custo variável”, diz o empresário.

4. Otimize o uso de água
O Brasil se depara, em 2015, com a premente necessidade de economizar água, diante do baixo volume existente nos reservatórios do Sudeste e o também baixo índice pluviométrico dos últimos meses. A questão, entretanto, não é exclusiva ao Brasil. 


Diversos países já sofrem com a falta do recurso e especialistas defendem que, em breve, as companhias terão que divulgar suas pegadas em uso de água, assim como já o fazem com as pegadas de carbono.

Segundo a Water Resources Group, a sociedade e o mercado demandarão uma quantidade de água 40% superior à disponível em 2030. Por isso, essa é a hora de reduzir o consumo do recurso, cortando desperdícios. 

Além de reduzir as contas no fim do mês, há ainda a proteção diante da possível flutuação de preços diante da escassez. Combata os vazamentos, invista na conscientização dos funcionário e adquira equipamentos de reúso e coleta da água da chuva.

5. Invista no Big Data
Por ser uma tecnologia muito nova, há um consenso no mercado de que o Big Data é exclusivo para as grandes empresa. Mesmo entre elas, o uso ainda está bastante restrito, no cenário brasileiro. Tudo isso, entretanto, pode significar o desperdício de uma eficiente ferramenta de entendimento do comportamento do consumidor e do desenvolvimento de produtos e serviços. 


Essa grande quantidade de dados pode ser usada até para cortar custos operacionais que não estão dando resultado.
Há ainda um desconhecimento até sobre quando é possível dizer que se está mexendo com Big Data. “Trabalhamos em cima de três “Vs” para chamar de BIG Data: velocidade, volume e variedade. É preciso analisar dados em grande velocidade, amostras enormes e com uma variedade de informações consideráveis. 

Existem ferramentas que custam entre R$ 500,00 e R$ 3.000,00, que são valores acessíveis às pequenas e médias”, garante Renato Dolci, Diretor de Análise da Num.br, em entrevista ao Mundo do Marketing.
A análise dos dados dará dicas do que o consumidor está pedindo e de como não desperdiçar recursos. 

“Uma pesquisa da IBM mostrou que 25% das pequenas e médias empresas já estão planejando trabalhar com Big Data e que o volume de dados gerados dentro das empresas vem crescendo 300% ao ano”, diz Dolci. 

As melhores referências para um profissional de referência


"Essas são as propostas principais dos cursos de Comunicação, Marketing e Vendas do Programa de Educação Continuada da FGV (PEC-FGV): oferecer conteúdo e oportunidades de networking."



*$:$* Por Publicidade, do Mundo do Marketing | 03/02/2015



Referências são importantes para um profissional de Marketing. Principalmente para aqueles que são profissionais de referência na área. Por isso, é importante estar sempre se alimentando de conteúdo relevante, de qualidade e estar em contato com os mais importantes e influentes profissionais do ramo.

Essas são as propostas principais dos cursos de Comunicação, Marketing e Vendas do Programa de Educação Continuada da FGV (PEC-FGV): oferecer conteúdo e oportunidades de networking para profissionais de referência, com material e infraestrutura que somente uma das melhores instituições de ensino do Brasil poderia proporcionar.

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Há também cursos mais específicos, ideais para quem deseja se aprofundar em seu campo de atuação e valorizar ainda mais o currículo, como o de Gestão e Comunicação de Crises, que ensina a lidar com situações críticas, um conhecimento essencial, que pode fazer a diferença em situações delicadas para a empresa, ou o curso de Mobile Marketing, focado em desenvolver estratégias e conteúdo para as mais modernas tecnologias mobile.

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