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quinta-feira, 2 de junho de 2016

Celular 'mais seguro do mundo' custa R$ 50 mil e roda Android

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Filipe Garrett
por
Para o TechTudo

02/06/2016 08h00 - Atualizado em 02/06/2016 08h00
Postado em 02 de junho de 2016 às 23h00m

O Solarin é o celular com o Android "mais seguro do mundo", segundo a fabricante Sirin Lab. No entanto, não é só isso que chama a atenção: o smartphone tem provavelmente um dos preços mais caros do planeta, nada menos que US$ 14 mil (mais de R$ 50 mil, na cotação de hoje). 

Para completar, o celular tem ficha técnica parecida com a de muitos tops de linha, além de bateria poderosa e câmera de alta resolução.

Celulares Android feitos pela LG são mais seguros, revela pesquisa
O smartphone é voltado para pessoas que precisam de alta segurança, como executivos do setor de tecnologia e até militares. Apesar da proposta de mais privacidade, a Sirin Lab não detalhou o que garante ao Solarin o posto de telefone mais seguro do mundo diante de concorrentes como o Blackberry Priv, por exemplo, também direcionado a quem busca mais segurança. 
Solarin custa R$ 50 mil, promete alta segurança e acabamento de qualidade (Foto: Divulgação/Sirin Lab)
Solarin custa R$ 50 mil, promete alta segurança e 
acabamento de qualidade (Foto: Divulgação/Sirin Lab)

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Entre as informações divulgadas sobre recursos de segurança, a Sirin Lab explica que o Solarin conta com criptografia de nível militar, habilitada no hardware do dispositivo. É possível também usar um botão para acionar um modo seguro, que permite fazer ligações de forma mais protegida de invasões e grampos.
De acordo com o CEO da Sirin Labs, Moshe Gogeg, a localização da empresa na Suíça garante que aspectos referentes à privacidade dos usuários sejam mais respeitados do que seriam por companhias sediadas nos Estados Unidos, por exemplo. 

Afinal, o país europeu tem leis rígidas de privacidade. No entanto, a promessa pode não ser suficiente diante do preço do Solarin, até porque a proteção do usuário fica dependente da legislação suíça, e não necessariamente das especificações do celular.

Em relação ao hardware, o celular de R$ 50 mil tem características compatíveis com outros tops, como tela de 5,5 polegadas e resolução Quad HD (2560 x 1440 pixels), a mesma do Galaxy S7

A memória RAM do telefone é de 4 GB, com processador Snapdragon 810, câmera traseira de 24 MP, câmera frontal de 8 megapixels, armazenamento interno de 128 GB e capacidade de bateria de 4.040 mAh. 
Solarin: smartphone roda Android e tem bateria de 4.040 mAh (Foto: Reprodução/YouTube)
Solarin: smartphone roda Android e tem bateria 
de 4.040 mAh (Foto: Reprodução/YouTube)

O Solarin teve lançamento em Londres na terça-feira (31), sem novidades sobre sua chegada ao Brasil.

Assista abaixo ao vídeo com alguns detalhes do telefone.

Via Engadget, The Verge, VentureBeat

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Vendas globais de smartphones somam perto de 4 milhões de unidades por dia

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Solange Calvo, 
2016/06/01, 07:30
Postado em 01 de junho de 2016 às 23h10m

smartphones
O instituto global de pesquisas e consultoria em tecnologia Gartner divulga que as vendas de smartphones para usuários finais somaram 349 milhões de unidades no primeiro trimestre de 2016, um aumento de 3,9% sobre o mesmo período de 2015. Esse total equivale a cerca de 3,8 milhões de aparelhos comercializados por dia.

De acordo com o Gartner, a Apple registra sua primeira queda de dois dígitos, enquanto fabricantes chineses ocupam três dos cinco primeiros lugares do ranking e somam 17% das vendas. Os smartphones representaram 78% do total das vendas de celulares no período, direcionadas pela demanda de aparelhos de baixo custo e dispositivos 4G em países emergentes.

“Em um mercado em declínio, com os grandes vendedores vivenciando uma saturação de crescimento, as marcas em estágio de desenvolvimento estão afetando os modelos de negócios consagrados das empresas existente”, afirma Anshul Gupta, Diretor de Pesquisa do Gartner.

Segundo ele, com essa mudança de dinâmica do mercado de smartphones, as companhias chinesas estão surgindo como as novas marcas globais. Duas delas se classificaram entre as cinco maiores vendedoras de smartphones no primeiro trimestre de 2015 e representaram 11% do mercado. Já no primeiro trimestre de 2016, três empresas chinesas estão no top 5 (Huawei, Oppo e Xiaomi) e somam 17% do mercado.

A Oppo obteve o melhor desempenho do trimestre, alcançando a quarta posição com crescimento de 145% nas vendas unitárias. Como a Huawei e a Xiaomi, a Oppo presenciou forte aumento na China, conquistando parte do mercado de marcas como Lenovo, Samsung e Yulong.

A Huawei obteve expressiva elevação na demanda por smartphones na Europa, nas Américas e na África, enquanto Xiaomi e Oppo registraram aumentos de 20% e 199%, respectivamente, em mercados na Ásia/Pacífico emergente.

No primeiro trimestre de 2016, a Samsung estendeu sua liderança sobre a Apple com 23% da participação de mercado. “Os celulares da série Galaxy S7 e o portfólio renovado posicionaram a empresa como uma competidora forte no setor de smartphones e ainda mais nos países emergentes onde ela enfrentou competição intensa dos fabricantes locais”, explica Gupta.

A Apple amargou seu primeiro declínio de dois dígitos no período, com as vendas de seus celulares caindo 14%. O “programa de atualização” da empresa nos EUA ajudou a reduzir o preço do iPhone 6s e alavancar as vendas em seu maior mercado de smartphones. Em países emergentes, a Apple também está explorando formas de reformar iPhones de segunda mão que chegam por meio do programa.

A Lenovo não foi classificada no top 5 dos maiores vendedores de smartphones e nem no top 10 dos vendedores de celulares no primeiro trimestre de 2016. “A empresa sofreu outro trimestre desafiador com uma queda de 33% em suas vendas mundiais de smartphones. 

A comercialização desse modelo caiu 75% na grande China, onde a empresa enfrentou forte competição de marcas locais. A Lenovo também está trabalhando na sinergia com os negócios de dispositivos da Motorola, gerenciando custos menores e despesas gerais das duas marcas”, afirma Gupta.

Em relação ao sistema operacional (OS, do inglês Operating System) de smartphones, o Android recuperou participação sobre o iOS e o Windows, alcançando 84%. “Conforme os mercados consolidados atingem a saturação, o Google busca oportunidades de crescimento de renda ao expandir o alcance de sua plataforma para carros, utilitários, casas conectadas, experiências de imersão e mais”, diz Roberta Cozza, diretora de Pesquisa do Gartner.

Ela acrescenta que, apesar dos avanços do Android e de sua participação dominante no mercado, os fabricantes que adotam esse sistema ainda encaram desafios de lucratividade. Isso terá um impacto no landscape do vendedor, em que modelos de negócios inovadores se tornarão cada vez mais o segredo para o sucesso.

Em relação ao retorno recentemente anunciado pela Nokia aos mercados de smartphones e tablets, Gupta diz que não será uma missão fácil. Segundo ele, no cenário atual, é preciso muito mais que uma marca bem conhecida para vender dispositivos. Fabricar um bom hardware não será um problema para a Nokia, mas o usuário precisa de um motivo convincente para permanecer fiel, afirma o executivo.

“Além disso, o fato de as vendas de smartphones estarem em queda torna difícil para os vendedores de celulares alcançarem os níveis anteriores de crescimento. A nova empresa HMD entra no mercado em um momento menos próspero, tornando ainda mais difícil que o vendedor obtenha sucesso em curto prazo”, conclui.

Setor eletroeletrônico fecha 7 mil postos de trabalho em 2016, diz Abinee

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Solange Calvo, 
2016/06/01, 09:00
Postado em 01 de junho de 2016 às 22h55m

queda
O setor eletroeletrônico da indústria nacional fechou 7 mil postos de trabalho no acumulado de janeiro a abril de 2016, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee)

A queda em abril, quando foram extintas 1,6 mil vagas, no entanto, foi menor do que a do mês anterior (2.856). Em fevereiro, o corte atingiu 1.797 vagas e, em janeiro, 748.

No acumulado dos últimos 12 meses, foram fechados 48 mil postos de trabalho, o que fez com que o número de empregados diretos no setor passasse a 241 mil em abril, o mesmo de dezembro de 2006.

Nos últimos 12 meses, o recorde de cortes ocorreu em dezembro do ano passado, quando foram fechados 8.066 postos de trabalho.

* Com reportagem de Bruno Bocchini, da Agência Brasil.