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terça-feira, 4 de outubro de 2016

Conheça os robôs mais curiosos criados com o Raspberry Pi


por
Para o TechTudo

04/10/2016 06h00 - Atualizado em 04/10/2016 06h00
Postado em 04 de outubro de 2016 às 23h00m

Depois de 10 milhões de unidades vendidas para usuários de perfis que vão do curioso ao inventor, o Raspberry Pi acabou se tornando uma plataforma relevante para o desenvolvimento de projetos caseiros de robótica. 

Embora o Arduino seja mais ideal para esse tipo de uso, a natureza livre e fácil de usar, desenvolver e hackear do Raspberry Pi acabou dando aos computadores desse tipo espaço também entre os robôs, já que a exemplo do Arduino, a placa é barata e pode funcionar aliada a um enorme conjunto de periféricos e sensores compatíveis.

Cinco sistemas operacionais para usar no Raspberry Pi
Raspberry Pi é um tipo específico de computador, com hardware simples, compacto e barato, voltado sobretudo para projetos de desenvolvimento de software. Atualmente, existem quatro modelos do computador: Raspberry Pi, Raspberry Pi 2, Raspberry Pi Zero e Raspberry Pi 3. No Brasil, é possível encontrar o Pi 3, versão mais atual e com configurações mais fortes, por preços que partem dos R$ 230.
Raspberry Pi está no centro de diversos projetos interessantes e criativos de robótica (Foto: Filipe Garrett/TechTudo)
Raspberry Pi está no centro de diversos projetos interessantes 
e criativos de robótica (Foto: Filipe Garrett/TechTudo)

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RobotPiv 1.0
Esse projeto mostra um robô com sensor ultrassônico, capaz de detectar obstáculos para evitá-los. O termo sensor ultrassônico pode assustar, mas na verdade trata-se de um HC-SR04, sensor compatível com Raspberry muito usado pela comunidade de inventores e que no Brasil é fácil de achar por preços abaixo de R$ 15. 

O problema, na verdade, é fazer o sensor funcionar, se comunicar com o Raspberry e garantir que o Raspberry entende as informações sobre obstáculos a tempo de corrigir a direção do robô.
RobotPiv 1.0 usa sensor ultrassônico para detectar, e evitar, obstáculos (Foto: Divulgação/Giacomo Bonatti)
RobotPiv 1.0 usa sensor ultrassônico para detectar, e evitar, 
obstáculos (Foto: Divulgação/Giacomo Bonatti)

Como mencionamos, o RobotPiv 1.0 é um exemplo recorrente de um tipo de robô muito construído com o Raspberry simplesmente porque é relativamente fácil de montar e ideal para iniciantes em eletrônica, desenvolvimento e em Linux. O projeto do RobotPiv 1.0, em específico, está liberado em open-source para quem quiser copiar e fazer o seu.

Pi Tank
A parte mais legal desse projeto é o uso de um Raspberry Pi 2 numa construção completamente open-source: ou seja, você pode baixar os arquivos do projeto para imprimir os pedaços do robô em uma impressora 3D.
Pi Tank usa sensor Kinect e permite interação via smartphone (Foto: Divulgação/MadisK)
Pi Tank usa sensor Kinect e permite interação via smartphone 
(Foto: Divulgação/MadisK)

Associado a um Kinect, o Pi Tank pode ser controlado por celular e permite que desenvolvedores criem aplicações para ele: com criatividade, é possível escrever um software que dê comportamento mais autônomo ao robô.

BrickPi
Essa iniciativa é bem bacana porque, de certa forma, é mais acessível que o exemplo anterior. Enquanto o Pi Tank precisa de uma impressora 3D para confecção de alguns componentes, o BrickPi tem como proposta o uso do Lego para a construção de das partes móveis e estruturas de um robô. 

Para criar um robô com Lego, o interessado precisa de uma variedade de peças do tipo Technic do jogo de montar, um Raspberry Pi e uma placa acessória, que se conecta ao Raspberry e é responsável por distribuir sinais elétricos pelos componentes de Lego usados no projeto.
BrickPi tem potencial aumentado pela versatilidade proporcionada pelo Lego (Foto: Divulgação/BrickPi)
BrickPi tem potencial aumentado pela versatilidade proporcionada 
pelo Lego (Foto: Divulgação/BrickPi)

Lego oferece inúmeras possibilidades para montar robôs: desde dispositivos dotados de capacidade de movimento e detecção de obstáculos a projetos mais audaciosos, como braços mecânicos e etc. O problema do BrickPi é o custo, relativamente alto (US$ 180 para o kit inicial, equivalente a R$ 585), e o fato de que o usuário precisa ter acesso a conjuntos do Lego Technic, que, normalmente, também são caros.

CamJam EduKit 3
O CamJam é um kit vendido para os que estão interessados em começar na robótica: ele vem com uma placa para acionamento de um motor elétrico, rodas, dois motores (um para cada roda), um estabilizador, sensor ultrassônico, sensor para identificar linhas, além de jumpers, resistores e outros componentes eletrônicos menos votados.
CamJam fornece a estrutura completa para criar um robô móvel a partir do Rasbperry Pi (Foto: Divulgação/CamJam)
CamJam fornece a estrutura completa para criar um robô 
móvel a partir do Rasbperry Pi (Foto: Divulgação/CamJam)
O que você faz com tudo isso? A ideia é montar um robô com o Raspberry Pi ao centro, alimentado por pilhas. Com um pouco de curiosidade, o usuário pode configurar o uso do sensor ultrassônico para que o robô detecte, e evite, obstáculos no seu caminho. O sensor de linha pode ser usado para que a máquina reconheça linhas no chão e as siga. Um CamJam EduKit 3 pode ser encontrado por US$ 30 (R$ 97) em sites especializados.

R2-D2
Usando o Raspberry Pi Zero, a versão mais barata e compacta do computador, é possível criar um R2-D2 controlado por controle remoto. O projeto requer apenas um brinquedo na forma do personagem de Star Wars (o que significa que pode ser adaptado para mais ou menos qualquer coisa em que caiba um Raspberry Pi Zero e que não seja pesada demais).
Robô usa uma série de APIs para reconhecer voz e rostos, além de detectar obstáculos (Foto: Divulgação/Greensheller)
Robô usa uma série de APIs para reconhecer voz e rostos, 
além de detectar obstáculos (Foto: Divulgação/Greensheller)

No  projeto, o inventor aplicou APIs de reconhecimento facial e de voz que permite, por exemplo, dar comandos ao robô. Ao contrário dos demais exemplos, essa intervenção deve ser vista como um pouco mais exigente em termos de conhecimento, e material, de eletrônica, além de desenvolvimento.

Como proceder para o Raspberry Pi rodar filmes? Descubra no Fórum do TechTudo.

sábado, 1 de outubro de 2016

É possível instalar um SSD Sata 3 em placa-mãe Sata 2? Veja prós e contras


Helito Bijora
por
Para o TechTudo

29/07/2016 07h00 - Atualizado em 29/07/2016 07h00
Postado em 01 de outubro de 2016 às 23h30m

Os SSDs, assim como os HDs tradicionais, usam a interface SATA para se conectarem às placas-mãe atuais, mas muita gente não sabe que há diferentes versões e gerações. A mais recente é a SATA III. Porém, ainda é possível encontrar placas-mãe que oferecem portas SATA II.

Qual a diferença entre HD SATA e HD ATA? Veja detalhes dos discos rígidos
Ao comprar um SSD novo, por exemplo, o usuário encontra na lista de especificações técnicas que o acessório é compatível com o padrão SATA III. Mas será que é possível ligá-lo em uma porta SATA II? Neste artigo, você irá entender o que é essa padrão SATA e se é possível usar os SSDs atuais em portas de gerações anteriores.

O que é o padrão SATA?
SATA, também chamado de Serial ATA, é uma tecnologia de transferência de dados entre dispositivos de armazenamento em massa e um computador, como HD, SSD e até mesmo o seu leitor óptico.

A interface é a substituta do padrão IDE que, com o surgimento do padrão SATA, passou a ser chamado de PATA (Parallel ATA). Como o nome dos dois padrões deixam clara, os cabos SATA transferem dados em série, ou seja, um atrás do outro; enquanto que o PATA transporta dados em paralelo, utilizando mais de uma via para isso.
Disco rígido PATA (IDE) e SATA (Foto: Divulgação)
Disco rígido PATA (IDE) e SATA (Foto: Divulgação/ Adata)

À primeira vista, o padrão PATA pode ser mais vantajoso, por enviar mais de um bit por vez. Mas isso não é verdade. Os cabos PATA (IDE) possuem 40 fios, alguns possuem até 80 fios. Isso deixava ele muito largo e difícil de manusear. Além disso, ele é muito mais suscetível a ruídos e falhas de transferência.

Já os cabos SATA só utilizam quatro fios, um par para transmissão e outro par para recepção (no total, são sete fios, os outros três são terra). Isso permite a confecção de cabos muito mais finos, flexíveis e totalmente imunes à ruídos. Assim, a taxa de transferência é muito mais confiável e rápida.

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Diferenças entre os padrões SATA, SATA II e SATA III
As principais diferenças entre as três gerações do padrão SATA está na velocidade máxima de transferência. A primeira versão, também chamada de SATA 150, tem a capacidade de transferir dados a uma taxa de 150 MB/s. Isso em teoria e em condições ideias, vale ressaltar.
Cabos SATA de transmissão de dados (Foto: Reprodução)
Cabos SATA de transmissão de dados (Foto: Reprodução/Google)

Já o SATA II, ou SATA 300, dobrou essa velocidade de transferência para 300 MB/s. O mesmo aconteceu com o SATA III ou SATA 600, que elevou a velocidade de transferência para 600 MB/s, sendo ideal para dispositivos rápidos como o SSD.

É possível instalar um SSD SATA III em uma porta SATA II?
Sim, é possível. Apesar dos avanços na tecnologia e na velocidade, a porta utilizada nas placas-mãe continuou a mesma. Assim, é perfeitamente possível conectar um SSD SATA III em uma porta SATA II.
É possível sim usar um SSD SATA III numa porta SATA II (Foto: Divulgação/HyperX)
É possível usar um SSD SATA III em uma porta SATA II 
(Foto: Divulgação/HyperX)

Porém, ao ser instalado numa porta de menor velocidade, o SSD não conseguirá transferir arquivos dentro da velocidade de seu padrão. Assim, ao invés de transferir dados a 600 MB/s, ele iria transferir a 300 MB/s.

Portanto, apesar de não ser recomendado, você pode instalar sem problemas um SSD Sata III em uma porta SATA II. Não há riscos de queimar e nenhum outro efeito colateral.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Memória RAM da Fujitsu promete ser até mil vezes mais rápida


Filipe Garrett
por
Para o TechTudo
02/09/2016 07h00 - Atualizado em 02/09/2016 07h00
Postado em 30 de setembro de 2016 às 23h50m

A Fujitsu afirma que dará início a fabricação de um novo tipo de memória RAM, que usa nanotubos de carbono e pode atingir velocidades até mil vezes maior do que as possíveis nas memórias DRAM atuais. 

Batizadas de NRAM em virtude do uso dos nanotubos, os componentes devem começar a aparecer no mercado em 2018, permitindo competir com uma série de outros padrões sendo testados e desenvolvidos no momento, como o 3D Xpoint da Intel, HBM e outros.

Memória RAM DDR4 da Galax é a mais rápida da atualidade com 4.000 MHz
É importante entender o papel da Fujitsu no desenvolvimento e fabricação desses novos módulos de memória RAM. A empresa japonesa fabrica os chips, com tecnologia desenvolvida pela Nantero, que depois podem ser adquiridos por marcas que efetivamente produzem e comercializam memórias.
Tecnologia NRAM, desenvolvida por uma empresa chamada Nantero, será fabricada em massa pela Fujitsu (Foto: Divulgação/Nantero)
Tecnologia NRAM será fabricada em massa pela Fujitsu 
(Foto: Divulgação/Nantero)

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Os  nanotubos de carbono são estruturas que permitem construção de microchips mais rápidos, eficientes e com menor tendência de consumo de energia. Outra vantagem decisiva em favor do material é a resistência ao desgaste. Enquanto uma célula de memória pode ter um ciclo de vida medido em 100 mil ciclos de escrita (ponto a partir do qual o hardware começa a apresentar falhas na retenção de dados), os nanotubos acenam com a perspectiva de vida útil infinita.

Segundo a Fujitsu, será possível criar módulos de memória RAM DDR4 compatíveis com computadores atuais usando chips NRAM. Nesse cenário, contudo, a alta velocidade do novo padrão acabaria subaproveitada, já a interface DDR4 simplesmente não consegue acompanhar toda a velocidade possível no NRAM.
O mercado para novas tecnologias de memória anda bem agitado em virtude das necessidades crescentes que acompanham a popularização de novas tecnologias e padrões de consumo, como a realidade virtual e conteúdo em 4K. Exemplo disso são as memórias Xpoint, prometidas para 2016 pela Intel.

A janela para o lançamento comercial dessa tecnologia deve ocorrer em 2018. A expectativa, como é comum em grandes saltos de padrões tecnológicos referentes a computadores, é que a novidade desembarque primeiro em grandes data centers e em servidores altamente especializados.

Via PC World