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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Carros conectados podem salvar receitas da indústria automotiva


Ana Rita Guerra, 
2016/10/17, 10:00
Postado em 17 de outubro de 2016 às 21h40m


A transformação digital também está atingindo a indústria automotiva. As montadoras de veículos se encontram em meio a um processo de transformação que tem as tecnologias digitais como origem, mas apenas aquelas que forem bem-sucedidas em se reinventar conseguirão se manter relevantes e sustentar suas receitas, diz a consultoria McKinsey & Company.

A firma sustenta que carros conectados abrem três novas avenidas de receita para as montadoras. A primeira é a venda de produtos e serviços diretamente para o dono do veículo, na forma de pacotes de atualização de mapas online, streaming de áudio e mesmo serviços de concierge.

A segunda avenida é a venda de dados digitais em grandes volumes (big data) a outras companhias, como seguradoras e varejistas, que podem analisar essas informações para adequar seus produtos e serviços.

Em terceiro lugar, há a possibilidade de usar os canais digitais integrados ao carro para viabilizar publicidade direcionada ao motorista – como promoções nas concessionárias locais e de empresas de produtos e serviços para o carro.

Segundo a McKinsey, hoje 65% das vendas de carros começam no ambiente digital, com o consumidor pesquisando as características e funcionalidades de modelos diferentes e comparando preços. Esse percentual deve chegar a 80% em 2022.

Os carros conectados também apresentam enormes oportunidades de redução de custos tanto para a montadora quanto para o usuário, segundo a McKinsey. Para a indústria, a análise remota de dados capturados por sensores nos carros digitais permite reduzir gastos com pesquisa e desenvolvimento e com materiais, monitorando tanto o comportamento de diferentes partes do carro como o estilo de condução, que pode ajudar na criação de sistemas para gerenciamento de combustíveis.

Para o motorista, os dados produzidos por seu carro podem ajudar a reduzir custos com seguro, dado seu perfil de uso, além de informar sobre a necessidade de manutenção antes de uma quebra e sugerir formas de otimizar os padrões de condução para reduzir o consumo de combustíveis.

O principal desafio para as fabricantes de veículos nos próximos anos será criar produtos e serviços que sustentem suas receitas ao mesmo tempo que reduzem custos para si próprias e para o próprio consumidor, explica a consultoria. Só assim poderão navegar um mundo em que as prioridades das pessoas em relação a mobilidade estão rapidamente mudando e a competição aumentando.

Essa quarta-feira, 19 de outubro, ocorre em São Paulo a McKinsey Digital Conference, em que temas como esse e outros ligados à transformação digital serão discutidos por especialistas da consultoria e clientes.

domingo, 16 de outubro de 2016

Galaxy Note 7: após incêndios, Samsung encerra fabricação do celular


Joana Pardal
por
Da redação
11/10/2016 09h47 - Atualizado em 11/10/2016 13h34
Postado em 16 de outubro de 2016 às 23h00m

A Samsung anunciou o fim da fabricação do Galaxy Note 7, após semanas de dúvidas a respeito da segurança dos smartphones. Em comunicado, a fabricante solicitou que os donos do celular o mantenham desligado e também pediu que as lojas e operadoras de telefonia suspendam imediatamente a venda sua telefone.

O sucessor do Galaxy Note 5 ficou conhecido pelo problema na bateria, que levou ao superaquecimento de dezenas de unidades. Algumas chegaram a pegar fogo, segundo o relato dos donos. O smartphone custaria R$ 4.299 no Brasil e iria brigar diretamente com o iPhone 7 Plus.

Testamos o Galaxy Note 7, o celular da Samsung com scanner de íris
Novo Galaxy Note 7, da Samsung, pega fogo nos Estados Unidos (Foto: Ana Marques/TechTudo) (Foto: Novo Galaxy Note 7, da Samsung, pega fogo nos Estados Unidos (Foto: Ana Marques/TechTudo))
Novo Galaxy Note 7, da Samsung, pega fogo nos Estados Unidos 
(Foto: Ana Marques/TechTudo)

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A ordem chegou depois que um novo lote do Note 7, considerado "seguro", também teve unidades defeituosas. A Samsung prometeu fazer uma análise para descobrir as possíveis causas do problema, mas, por questões de segurança, determinou o recolhimento dos smartphones que já estão na rua e suspensão das vendas para o benefício da segurança dos consumidores", segundo o posicionamento.

Os consumidores que já adquiriram o aparelho serão reembolsados ou poderão trocar por um modelo de outra marca. Como o Galaxy Note 7 não desembarcou no Brasil – seu lançamento foi adiado, em meio à crise –, a fabricante não iniciou oficialmente um recall no país. 

A orientação dada por ela é para que os donos de Note 7 comprados no exterior entrem em contato com o SAC telefônico. O TechTudo procurou a Samsung para saber se as vendas no Brasil foram canceladas de vez, mas a empresa não se manifestou.
Galaxy Note 7 queimado após suposto incidente com bateria (Foto: Reprodução/Brian Green/The Verge) (Foto: Galaxy Note 7 queimado após suposto incidente com bateria (Foto: Reprodução/Brian Green/The Verge))
Galaxy Note 7 queimado após suposto incidente com bateria 
(Foto: Reprodução/Brian Green/The Verge)

O Galaxy Note 7 foi anunciado em agosto, num evento que antecedeu as Olimpíadas do Rio de Janeiro. Desde então foram registrados mais de cem queixas de clientes com celulares que passaram por superaquecimento – oficialmente, a Samsung admitiu que 35 modelos do primeiro tiveram problema. A coreana anunciou um recall de todos os aparelhos em 2 de setembro, mas, mesmo os aparelhos que foram considerados seguros, entraram em combustão.

Companhias aéreas brasileiras ou que voam para o Brasil passaram a seguir uma recomendação da autoridade de aviação civil dos Estados Unidos, que pedia que os telefones Note 7 fossem mantidos desligados durante o voo, conforme mostra o vídeo abaixo.

O preço de lançamento do modelo era de R$ 4.299 e as vendas no Brasil começariam dia 22 de agosto, mas foram interrompidas após relatos do problema em redes sociais, como o Facebook.  O smartphone tinha uma configuração robusta e prometia bater de frente com o iPhone 7 Plus.

Na ficha técnica do Galaxy Note 7 estava a tela de 5,7 polegadas, o processador octa-core e a memória RAM de 4 GB. O produto teria 64 GB de armazenamento, com possibilidade de expansão por meio de cartão de memória. Outro destaque, as câmeras tinham 12 MP e 5 MP (megapixels). O Note 7 já estava à venda em mais de dez países, incluindo Estados Unidos, China e Coréia do Sul. Mais de 3 milhões de unidades foram vendidas.

Outro celular da Samsung pode pegar fogo? Usuários perguntam no Fórum
Colaborou Thássius Veloso

WD lança sua primeira linha de SSDs e novos designs para o My Passport


Raquel Freire
por
Para o TechTudo
14/10/2016 06h00 - Atualizado em 14/10/2016 06h00
Postado em 16 de outubro de 2016 às 21h35m

A Western Digital anunciou seus primeiros SSDs SATA, o WD Green e o WD Blue. O primeiro é um modelo mais econômico, com opções de 120 GB e 240 GB, sem preço divulgado até o momento. Já o WD Blue tem versões de 250 GB, 500 GB e 1 TB, variando entre US$ 79,99 e US$ 299,99 (R$ 250 e R$ 960, em conversão direta, sem impostos). Os dois dispositivos chegam à América Latina até o fim do ano. 

HD externo de 2 TB: lista traz os melhores modelos por até R$ 500
A companhia também lançou novos designs para as linhas de HD My Passport, My Passport for Mac e My Book. Os modelos ficaram mais compactos e, no caso do My Passport, ganharam cores especiais, como amarelo, laranja, azul, preto, branco e vermelho. As duas primeiras linhas têm preços de US$ 79,99 a US$ 139,99, e devem chegar ao Brasil ainda em 2016. O My Book, que custa US$ 129,99 (R$ 420) no exterior, não tem previsão de lançamento no mercado nacional.
HDs My Passport ganham novo visual, com diversas opções de cores (Foto: Divulgação/Western Digital)
HDs My Passport ganham novo visual, com diversas opções de cores
 (Foto: Divulgação/Western Digital)

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Tirando a variedade de cores do modelo para PCs, My Passport e My Passport for Mac trazem as mesmas características internas. 

Eles vêm em versões de 1 TB, 2 TB, 3 TB e 4 TB, apresentando interface USB 3.0 (compatível com 2.0). Os dispositivos incluem proteção de senha com criptografia 256-bit AES e o software WD Backup, para backups automáticos. O My Book traz os mesmos recursos, mas com armazenamento de até 8 TB.
SSDs SATA WD Green e WD Blue são lançamentos da companhia (Foto: Divulgação/Western Digital)
SSDs SATA WD Green e WD Blue são lançamentos da companhia 
(Foto: Divulgação/Western Digital)

No caso dos novos SSDs, os dois estão disponíveis em formatos de 2,5 polegadas/7 milímetros ou M.2 2280. O WD Green apresenta leitura sequencial máxima de 540 MB/s e tempo de escrita de até 405 MB/s, com resistência de até 80 TBW. O modelo Blue, mais avançado, oferece velocidades de até 545 MB/s na leitura sequencial e 525 MB/s na gravação, com ciclo de vida de até 400 TBW. Os dois têm garantia de fábrica de três anos.