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domingo, 20 de novembro de 2016

Teclados mecânicos: como funcionam os switches e qual o melhor para você


Filipe Garrett
por
Para o TechTudo

16/11/2016 06h00 - Atualizado em 16/11/2016 06h00
Postado em 20 de novembro de 2016 às 23h05m
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Teclados mecânicos contam com um mecanismo de acionamento de molas chamado de switch (interruptor), que é responsável por traduzir o acionamento da tecla pelos seus dedos em um comando elétrico, que será interpretado pelo controlador do teclado e, consequentemente, pelo seu computador na outra ponta dessa história.

Teclado mecânico ou de membrana: qual a melhor opção para seu perfil
Existe uma grande quantidade de switches, com variações que vão da rigidez ao nível de retorno tátil que eles oferecem a cada toque, criando uma série de especificações técnicas que ajudam o consumidor a separar os melhores teclados para games, digitação ou uso híbrido entre esses dois cenários.
Switches são os mecanismos responsáveis por transmitir o seu comando para o controlador do teclado (Foto: Divulgação/CMStorm)
Switches são os mecanismos responsáveis por transmitir 
o seu comando para o controlador do teclado 
(Foto: Divulgação/CMStorm)

É importante ter em mente que, quando o assunto são teclados mecânicos, esses switches são a alma de tudo: seu perfil define se o teclado será confortável e preciso para digitar por horas e horas, ou se, por outro lado, sua leveza e precisão permitirá comandos ágeis e precisos para quem joga no PC.

Na imagem acima, você vê um interruptor típico em ação: ela mostra que uma mola desce, conforme o acionamento da tecla, para registrar o comando que será interpretado pelo computador. Como esse tipo de interruptor oferece uma série de variações de rigidez e de acionamento, há uma grande quantidade de switches disponíveis no mercado. 

Em resumo, o tipo de switch do teclado determina a sua vocação: se ideal para games, para digitação ou intermediário entre esses dois cenários.

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Switches e suas aplicações
Diversos fabricantes usam switches Cherry MX de diversos tipos (Foto: Divulgação/Corsair)
Diversos fabricantes usam switches Cherry MX de 
diversos tipos (Foto: Divulgação/Corsair)

Na  lista a seguir, usamos os switches da Cherry para determinar os perfis que são melhor atendidos por cada um deles. Os interruptores dessa marca são, de longe, os mais comuns e ajudam iniciantes a ter uma boa ideia de quais são as diferenças entre eles e quais são seus efeitos no uso cotidiano:

- Para games: Cherry MX Red e Cherry MX Black (Corsair Strafe RGB)

- Perfil intermediário, amigável a iniciantes: Cherry MX Brown (Logitech Orion Brown)


- Para digitação: Cherry MX Blue (Asus Strix Tactic Pro Blue)


Existem, também, outros switches com funções mais específicas, como MX Clear, MX Green, MX White, MX Grey, MX Silent e MX Speed.

Switches podem ser mais importantes que a marca do teclado
Diversos fabricantes de hardware produzem seus teclados mecânicos com variados níveis de conforto, precisão e recursos, mas é comum que eles acabem escolhendo switches fabricados e desenvolvidos pela Cherry. Há exceções, é claro: a Razer, por exemplo, desenvolve seus próprios switches.

Isso significa que, embora os conceitos explicados a seguir sejam universais quando o assunto são switches mecânicos para teclados, não é possível classificar tudo a partir da mesma régua: é possível que um fabricante, que não use a padronização dos interruptores Cherry, tenha um switch que misture uma série de recursos, fazendo-o muito mais específico do que os exemplos usados nesse texto.
Qual é o melhor teclado para Mac? Comente no Fórum do TechTudo.

Tipos de switches
Em geral, a diferenciação dos switches entre si se dá pela quantidade de força que você precisa fazer para acioná-los; quanto ao tipo de acionamento, se linear ou tátil; quanto a presença de clique auditivo (o barulhinho da tecla a cada acionamento), e distâncias de curso e acionamento, ou quanto, em milímetros, o mecanismo precisa avançar para atingir o ponto de registro do comando e o curso final da mola.

Parece bastante complicado, mas não é. Vamos entender tudo em detalhes a seguir:

Força de acionamento
Como o nome já indica, trata-se da intensidade de força que você precisa pôr na tecla para que ela registre um comando. Os teclados gamers mais desejados do momento oferecem mecanismo Cherry MX Red, que precisa de uma força igual ao peso de 45 gramas para registrar acionamento. Para você comparar, um teclado de membrana comum vai exigir força de 65 a 100 gramas.
Imagem mostra as diferenças na estrutura dos switches MX Red, Brown e Blue (Foto: Reprodução/Creative Commons)
Imagem mostra as diferenças na estrutura dos switches 
MX Red, Brown e Blue (Foto: Reprodução/Creative Commons)

Mas o que os tais 45 gramas significam? Como você viu, teclados com Cherry MX Red são bem leves aos dedos. Ele é muito recomendado para gamers, já que o uso leve permite maior agilidade na execução de comandos rápidos. O efeito negativo da leveza do mecanismo é para a digitação: a ausência de retorno audível ou físico no acionamento (que vamos discutir a seguir) e a própria leveza das teclas acaba fazendo desse teclado algo muito impreciso para quem escreve bastante.

Os 45 gramas fazem desse switch muito leve e talvez até desafiador para quem nunca usou um teclado mecânico. Uma alternativa interessante é o Cherry MX Black, que é idêntico ao Red, a não ser pela força de acionamento, que sobe de 45 para 60 gramas.

Tipos de acionamento: tátil ou linear
- Tátil: Há uma boa razão para que nossos computadores tenham teclas e para que escrever em telas sensíveis ao toque não seja tão fácil e natural: nossas mãos precisam de um retorno físico para que percebamos a digitação de qualquer tipo como bem-sucedida.
Aí entram os tipos de acionamento. Existem switches que funcionam com o chamado acionamento tátil: eles oferecem um tipo de “salto, que é transmitido ao nosso dedo no momento do toque na tecla, dando uma sensação de retorno física que mostra que o comando foi bem-sucedido. Um exemplo de switch com esse tipo de acionamento tátil é o Cherry MX Brown.

É importante explicar que esse salto dá ao teclado uma sensação de uso mais agradável, mas contribui para que o mecanismo exija mais força de acionamento do que um switch Cherry MX Red. Entretanto, o conforto do retorno tátil o faz ideal para digitação.

O retorno tátil acaba tornando o switch Cherry MX Brown ideal para quem precisa de um teclado mais genérico, que vai permitir qualidade e ergonomia de digitação, mas também precisão nos games. É o ideal para quem precisa de algo que se adapte bem aos dois mundos.

- Linear: O retorno linear se refere a switches que não oferecem esse pequeno salto no acionamento, como por exemplo o Cherry MX Red, discutido anteriormente. Em certo sentido, eles se comportam como um teclado de membrana e são mais leves.

Clique auditivo
A Razer usa seus próprios switches para seus teclados mecânicos (Foto: Divulgação/Razer)
A Razer usa seus próprios switches para seus teclados 
mecânicos (Foto: Divulgação/Razer)

A ideia desse tipo de switch é oferecer um ruído para indicar que o mecanismo cumpriu seu curso e acionou o circuito, registrando o comando. A ideia do clique é a mesma do salto descrito anteriormente, portanto: dar ao digitador um retorno físico que o permita detectar que seu comando foi registrado pelo mecanismo de acionamento.

Além disso, o clique tem foco no aumento da produtividade, já que o usuário acaba percebendo que quando o ruído ocorre, a tecla já pode ser soltada. Isso, com um pouco de prática, permite que usuários desse tipo de teclado mecânico digitem muito mais rápido, em muitos casos sem sequer ser necessário pressionar a tecla até o final.

O Cherry MX Blue é um interruptor que oferece esse clique auditivo e é perfeito para quem quer um teclado mecânico ideal para digitação, sacrificando a performance em games.

Ponto de retorno
Ideal para digitação, Cherry MX Blue tem clique e ponto de retorno maior, de 2 mm (Foto: Divulgação/Cherry)
Ideal para digitação, Cherry MX Blue tem clique e ponto 
de retorno maior, de 2 mm (Foto: Divulgação/Cherry)

Em  linhas gerais, ponto de retorno é a medida, normalmente em milímetros, da distância que a mola do switch precisa percorrer do ponto de acionamento ao ponto de repouso. Esse aspecto é fundamental em teclados para digitação: significa que para pressionar repetidamente uma tecla, você precisa esperar que o mecanismo retorne. O ponto de retorno também pode ser chamado de histerese.

No caso do Cherry MX Blue, a histerese é medida em 1 mm. Switches para teclados gamer, como os Cherry MX Red e Black, contam com histerese praticamente nula, permitindo que o ágil acionamento de uma mesma tecla repetidas vezes, algo comum em games.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

T-Systems e Eaton colaboram para criar soluções de IoT


Leticia Cordeiro,
2016/11/18, 20:00
Postado em 18 de novembro de 2016 às 23h40m
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

Os componentes de controle elétricos e industriais da Eaton, baseados no padrão OPC UA, serão conectados à plataforma multi-IoT da T-Systems. Assim, fabricantes de máquinas poderão monitorar e fazer a manutenção preditiva de sistemas completos a partir da nuvem.

A T-Systems e a Eaton, empresa de gerenciamento de energia, anunciaram uma cooperação para o desenvolvimento de soluções seguras de internet das coisas (IoT) para que fabricantes de máquinas e sistemas conectem suas aplicações na nuvem.

Os componentes de controle elétricos e industriais da Eaton, baseados no padrão OPC UA, serão conectados à plataforma multi-IoT da T-Systems. Assim, fabricantes de máquinas poderão monitorar e fazer a manutenção preditiva de sistemas completos a partir da nuvem, otimizando o controle, os custos de operação e a produtividade com o uso de análise de dados inteligente.

Em comunicado, as empresas alegam que as novas soluções de IoT das duas companhias possibilitarão ganhos de produtividade e eficiência graças à funcionalidade de análise de grandes volumes de dados em todo o ciclo de vida de uma ou mais máquinas, independentemente de sua localização.

Testes piloto já estão sendo realizados com alguns clientes de diferentes segmentos na Alemanha. A estimativa da Pierre Audoin Consultants é de que atualmente apenas 5% do potencial de IoT está sendo utilizado, em muito por conta da complexidade e segurança necessárias para as soluções. 

A plataforma multi-IoT está hospedada e é operada a partir do data center de alta segurança da T-Systems na Alemanha, atendendo todos os padrões das leis de proteção de dados daquele país.

Windows 95: site traz de volta Office de 1990 com WordArt Generator


Filipe Garrett
por
Para o TechTudo
10/11/2016 09h00 - Atualizado em 10/11/2016 09h00
Postado em 18 de novembro de 2016 às 22h30m
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

O designer Mike McMillan, criador de um site curioso que permite que o usuário escreva textos no mesmo estilo da fonte da série Stranger Things, lançou o Make WordArt, site inspirado no WordArt, recurso presente em versões antigas do Office e do Windows e que, nos anos 1990, servia para a criação de textos com estilos coloridos e em 3D, dando a documentos editados no Word um ar "mais avançado"

Tudo funciona diretamente em um webapp gratuito, não sendo necessário que o usuário instale nada para brincar com a ferramenta.
Como usar Office Online no Microsoft Edge
WordArt dos anos 1990 pode ser usado por meio do Make WordArt (Foto: Reprodução/Filipe Garrett)
WordArt dos anos 1990 pode ser usado por meio do 
Make WordArt (Foto: Reprodução/Filipe Garrett)
Para usar o Make WordArt, o usuário precisa acessar o site (makewordart.com). De cara, você é recebido por uma interface que lembra muito os antigos Word que rodavam nos Windows 95 e 98.

O Office continuará disponível depois da atualização para Windows 10? Tire dúvidas no Fórum do TechTudo.

Uma vez no site, basta escolher o padrão de efeito que deseja aplicar no menu WordArt Gallery. Em seguida, uma caixa de diálogo será exibida, permitindo que você digite o texto que quiser. Aí, basta clicar em OK para ver o resultado.
Site simula Word Art e Microsoft Office de 1990 (Foto: Divulgação/WordArt Maker)
Site simula Word Art e Microsoft Office de 1990 
(Foto: Divulgação/WordArt Maker)

O WordArt ainda faz parte do Office e mesmo na edição 2016 do Word é possível acessá-lo por meio do menu Inserir, ou pela pesquisa nativa do aplicativo. O diferencial do aplicativo criado por McMillan está no fato de que a sua versão tem os mesmos efeitos e a interface gráfica das edições antigas do Office.

Via Wired