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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

O que esperar do e-commerce brasileiro em 2017?


Gastão Mattos - CEO da Braspag, 
2017/01/27, 17:00 
postado em 27 de janeiro de 2017 às 22h35m
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

Após um ano de tensão na economia brasileira, 2017 começa com uma perspectiva gradual de estabilização. O mercado de e-commerce – um dos únicos setores que mantiveram crescimento – prevê um aumento de vendas pouco maior que a inflação, prevista para 6%.

Embora pareça baixo, um estudo da Bain & Company aponta que o comércio eletrônico, em 2019, deve atingir um faturamento de US$ 16 bilhões, frente aos US$ 11 bilhões registrados em 2015, um aumento bastante significativo no período, mesmo em ritmo menor que os anos anteriores devido aos desafios econômicos atuais.
No geral, o mercado está otimista. Uma pesquisa feita com empresários do varejo e prestadores de serviço pelo SPC Brasil e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que 58,4% dos entrevistados acredita que a economia será melhor em 2017 e estão empolgados para concretizar projetos.

27,6% pretendem ampliar o negócio e 20,9% devem lançar novos produtos ou serviços.
Parte disso certamente deve-se à necessidade do consumidor de ter um processo de compra cada vez mais simplificado e eficiente, com uma experiência única e agradável. 

Para tanto, é natural que empresas que desejam se destacar ou se manter à frente no mercado invistam em recursos tecnológicos cada vez mais complexos, desde processos logísticos como estoque e envio, passando pela disposição de produtos nas prateleiras, análise do perfil do cliente até o pagamento, a fim de agregar mais valor à cadeia de consumo e tornar a experiência de compra bem próxima ao entretenimento.

Em alguns países, como os Estados Unidos e China, já são utilizados recursos de realidade aumentada e realidade virtual para elevar a qualidade da experiência de compras e otimizar o trabalho do lojista nas diversas etapas no processo de venda. Aqui no Brasil, estas tecnologias vêm surgindo com mais lentidão, mas espera-se que o mercado se adeque a estas tendências para satisfazer o consumidor cada vez mais exigente e imerso na experiência digital.

No setor de meios de pagamento, o cenário brasileiro já se mostra bastante maduro em relação à virtualização de pagamentos, porém com muitas possibilidades de expansão e inovação, inclusive conectados à tecnologia da Internet das Coisas. Mais do que o cenário econômico, o comércio eletrônico passa por um processo intenso de evolução tecnológica que não pode ser ignorado devido à velocidade com que estas inovações surgem e se tornam essenciais para os usuários.

Acredito que 2017 será um ano decisivo para que os players se preparem para o próximo degrau evolutivo, pois em 2018 frutos significativos poderão ser colhidos. Caso este investimento não seja feito, o risco de perda de relevância no mercado é bastante alto.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Crimes virtuais afetam 42 milhões de brasileiros


Ana Rita Guerra, 
2017/01/24, 16:00 
Postado em 25 de janeiro de 2017 às 22h55m
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

O Brasil ocupa lugar de destaque no cenário global de cibercrimes, e a situação piorou no ano passado. Em 2016, 42,4 milhões de brasileiros foram vítimas de crimes virtuais, o que representa um aumento de 10% no número de ataques em comparação com 2015.

Segundo dados da Norton, provedora de soluções de cibersegurança, o prejuízo total da prática para o país foi de US$ 10,3 bilhões. Em maio de 2012, o Brasil acompanhou um dos casos mais emblemáticos de crimes virtuais cometidos no país: o roubo e a divulgação de mais de 30 fotos íntimas da atriz Carolina Dieckmann.

Hackers do interior de Minas Gerais e de São Paulo invadiram o email da artista e a chantagearam, por meio de mensagens anônimas, pedindo R$ 10 mil para apagar as imagens. O caso foi parar no Congresso Nacional: a Câmara dos Deputados aprovou e colocou em vigor a Lei nº 12.737 – apelidada de Lei Carolina Dieckmann –, que tipifica delitos cometidos em meios eletrônicos e na internet.
Esse é um entre muitos casos de crimes virtuais que ocorrem diariamente no Brasil e no mundo. O surgimento do termo cibercrime remonta ao fim da década de 1990, momento histórico no qual a internet se expandia pelos países da América do Norte. Após uma reunião em Lyon, na França, entre representantes das nações do G8, a palavra começou a ser utilizada para designar fraudes empreendidas em ambiente digital (seja na internet ou nas novas redes de telecomunicações).

A cibercriminalidade não é diferente das infrações tradicionais: ela pode ser variada e ocorrer em qualquer hora ou lugar. O criminoso aplica diferentes recursos, conforme seus objetivos, afirma Cláudio Felisbino, coordenador do curso de Segurança da Informação do Centro Tecnológico Positivo, em Curitiba (PR).

Quando as fotos de Carolina Dieckmann foram espalhadas pela internet, os itens que diagnosticam e punem delitos virtuais compunham apenas um projeto que tramitava no Congresso. O escândalo, então, levou os deputados e senadores a agilizar o processo de aprovação da nova lei.

O texto da Lei Carolina Dieckmann determina que sejam punidas pessoas que cometam delitos de violação de senhas e invasão de computadores e outros dispositivos de informática. 

A obtenção de dados privados e comerciais sem consentimento do proprietário gera não apenas multas, mas também penas de três meses a dois anos de prisão. A aprovação da lei representa um salto para a Justiça no Brasil, cujo Código Penal carecia, até então, de artigos que abordam especificamente crimes eletrônicos.

A orientação básica para quem enfrenta alguma situação de crime cibernético, como ofensa, difamação e calúnia, é procurar ajuda especializada, recomenda Felisbino. Segundo ele, os crimes digitais ocorrem em caráter de anonimato – por isso, o especialista, a partir das ferramentas adequadas, apura a autoria do delito, com base em pistas e nas informações repassadas pela vítima.

Anatel e Defesa Civil implantam alertas de catástrofes por SMS


Ana Rita Guerra, 
2017/01/24, 17:00 
Postado em 25 de janeiro de 2017 às 22h15m
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

A população de todo o país deverá contar até o final deste ano com um novo sistema de alerta de riscos de inundações, alagamentos, temporais, perigo de deslizamentos de terra, entre outros. É um projeto implantado pela Anatel e pela Defesa Civil que funcionará por meio de SMS.

Os usuários de telefones móveis vão receber um SMS de alerta em caso de iminência de desastres naturais. Eles serão dados pelo Cenad (Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres) e Defesa Civil dos estados e municípios. A implantação do projeto está a cargo da Anatel, em parceria com a Defesa Civil, e contará ainda com o trabalho das empresas de telecomunicações.
O projeto piloto será ativado inicialmente em 20 municípios de Santa Catarina, onde moram cerca de 500 mil habitantes. Estas cidades foram escolhidas por conta de eventos meteorológicos com potencial de acidentes, entre eles ressacas, vendavais, alagamentos, enxurradas e granizo.

A partir do próximo dia 1º, os usuários de telefonia móvel que moram nas cidades selecionadas vão receber uma mensagem convocando para adesão ao projeto piloto: Defesa Civil Nacional informa: novo serviço de envio de SMS gratuito com alertas de área de riscos. Para se cadastrar responda para 40199 com CEP de interesse

Além disso, será realizada campanha de divulgação nos meios de comunicação destas cidades. O serviço de alerta via SMS é bancado pelas empresas de  telecomunicações , sem nenhum custo para o cidadão e nem para o governo.

Os SMS começarão a ser enviados em caso de alertas de desastres naturais a partir de 7 de fevereiro. O projeto-piloto terá duração de 120 dias, e em maio, será feita uma avaliação durante 65 dias, e se necessário, a revisão do projeto. E em julho o serviço começará a ser disponibilizado para outros municípios de todo o país. O Cenad vai montar um cronograma para a sua implantação.

As chuvas, principalmente nas regiões Sudeste e Sul, são grandes causadoras de acidentes naturais. Em 2015 houve uma grande enchente em Santa Catarina, que resultou em mais de 100 mortes. Na região Serrana do Rio, houve uma série de deslizamentos e enxurradas em janeiro de 2011.

O serviço de alerta de desastres naturais começou a ser utilizado no Japão a partir de 2007. Atualmente, mais de 20 países, entre eles o Canadá; Chile; Bélgica; e Filipinas, contam com serviços semelhantes.

A tipologia dos eventos varia conforme o município – por exemplo, vendaval, ventos costeiros, ressaca e chuva intensa em Aranguará, até chuva intensa, vendaval, granizo e frio intensio no Urubici.