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domingo, 10 de junho de 2018

Samsung e Escola Politécnica dão oportunidade a empreendedores


Henrique Candeias, 
2018/06/08, 10:48 
Postado em 10 de junho de 2018 às 22h35m 


A Samsung e a Escola Politécnica (POLI-USP) abriram as inscrições para a sétima edição do Incentivo ao Empreendedorismo com Uso de Tecnologias Digitais Móveis, o Intensivo7, programa gratuito de capacitação em tecnologia e empreendedorismo.

O objetivo é preparar futuros empreendedores para desenvolver ideias inovadoras para dispositivos móveis, como smartphones e wearables, por meio de encontros presenciais com profissionais da Samsung, professores da USP e experts de várias áreas.
O programa terá duração de 17 semanas, com foco na elaboração dos modelos de negócios e desenvolvimento das soluções. A programação será composta por palestras, oficinas e treinamentos em diversas áreas, como Lean Startup, atividades de Design Thinking, User Experience, mercado e marketing, arquitetura funcional, desenvolvimento de produto, entre outros assuntos. As atividades serão presenciais, no período da noite, de agosto a novembro, e acontecerão nas instalações do Samsung Ocean USP, localizado no Prédio da Engenharia de Produção da POLI-USP, na Cidade Universitária, em São Paulo.
Os interessados devem montar equipes de 3 a 5 pessoas, preferencialmente com perfis complementares, como por exemplo de desenvolvimento, de design e negócios, e que tenham alguma experiência no segmento que pretendem atuar. Para participar é necessário preencher a ficha de inscrição com informações de cada membro do time e da ideia que se pretende desenvolver, como problema a ser solucionado, proposta de solução, principal público alvo, vantagens e diferenciais competitivos, entre outras. Haverá uma seleção dos inscritos e ao todo até dez equipes serão escolhidas. 
“O Intensivo7 é a oportunidade ideal para novos empreendedores e pessoas que querem aprender as metodologias de desenvolvimento de negócios e de produtos para transformarem suas ideias em projetos reais, além de aumentar o networking com especialistas em tecnologia da Samsung e com professores da POLI-USP”, explica Guilherme Selber, Gerente de Inovação da Samsung América Latina.

Fator humano: o principal componente da segurança da informação


Vladimir Prestes - Diretor Geral da SearchInform, 
2018/06/08, 12:02 
Postado em 10 de junho de 2018 às 21h00m 


A proteção de dados confidenciais nas empresas é baseada no componente técnico e no fator humano. De acordo com as últimas tendências de desenvolvimento da segurança da informação o foco passa a ser o indivíduo. Isto é evidenciado por tecnologias tais como: UEBA (User and Entity Behavior Analytics), UBA (User behavior analytics), SUBA (Security User Behavior Analytics) e outras ferramentas de análise de comportamento de usuários, que visam detectar ameaças presentes.

As ameaças em TI podem ser divididas em dois grandes grupos: tecnológicas e “humanas”. Proteção antivírus, filtragem de tráfego, cobertura de vulnerabilidades, proteção contra ataques direcionados, DDOS – são tarefas com as quais soluções especializadas lidam de modo automático, já que a lógica do computador reconhece bem as ameaças e é capaz de tomar decisões sobre seu bloqueio autonomamente.
Ameaças “humanas” em TI – é uma área especifica. Contra elas não há uma solução totalmente automatizada. E geralmente essas ameaças são tratadas de forma integrada: configura-se o acesso aos componentes da infraestrutura de TI, utiliza-se sistema DLP (Data Loss Prevention), aumenta-se o conhecimento técnico dos funcionários e introduzem-se regulamentações de trabalho com informações críticas para os negócios.
As ameaças são muito distintas. Por isso, diferentes funcionários e até mesmo departamentos trabalham com elas: funcionários do departamento de TI cuidam das ameaças tecnológicas; profissionais de segurança da informação são responsáveis pelo monitoramento do “fator humano”. A propósito, o departamento de TI nem sempre sabe quais as soluções e métodos de proteção estão sendo usados na empresa. Isso cria um tipo de contrapeso aos riscos que podem ser ocasionados pelos próprios profissionais TI. Em geral, essa abordagem mais precisa da segurança é praticada por empresas de médio e grande porte.
A proteção contra “ameaças humanas” possui um caráter integrado, ao mesmo tempo são aplicadas soluções especializadas e medidas administrativas.
Por um lado, é necessário elevar o nível de capacitação técnica de seus funcionários, de modo que informações confidenciais não venham a ser encontradas em e-mails pessoais, em anotações de smartphones ou, por descuido, não venham a cair nas mãos de terceiros. Representantes da empresa Cybersecurity Ventures, especializada em pesquisas no campo da segurança cibernética e análise de mercado, afirmam que os custos globais com treinamento de funcionários no âmbito da segurança da informação podem chegar a 10 bilhões de dólares até 2027.
Por outro lado, é importante acompanhar a movimentação de dados confidenciais que podem ser transmitidos para fora do “perímetro” da empresa. Apenas o uso integrado de soluções técnicas e medidas administrativas serão capazes de impedir a maioria dos vazamentos de informações. As consequências destrutivas provocadas por vazamentos são óbvias, mas os riscos causados pelo fator humano, muitas vezes, podem levar uma empresa à falência.
Na luta contra vazamentos de informações, todas as empresas estabelecem tarefas semelhantes: impedir o roubo de dados financeiros, evitar danos à reputação, manter em segredo assuntos internos, não perder a carteira de clientes, proteger os dados pessoais de funcionários e clientes. As ameaças tecnológicas podem interromper temporariamente o trabalho de uma empresa, as comunicações, o contato com os clientes – mas tudo isso é resolvido rapidamente. Em contrapartida, um alto executivo mal intencionado, possuindo acesso a todos os dados secretos, planos, documentos financeiros e analíticos, podendo causar não apenas sérios danos ao negócio, mas destruí-lo completamente.
A imprudência de um funcionário de um de nossos clientes resultou no vazamento de dados confidenciais. O gerente da empresa simplesmente esqueceu o notebook em cima da mesa da sala de conferências onde havia ocorrido uma reunião com um cliente. O notebook continha muitas informações interessantes: um arquivo com ofertas comerciais para o ramo de atuação do cliente, sistemas de formação de preços, arquivo de contratos, planos, etc. O sistema DLP registrou a tentativa de download dos documentos para uma mídia externa e um grande vazamento foi evitado. No entanto, o cliente acabou visualizando dados aos quais ele não deveria ter tido acesso.
E vazamentos ocasionais como estes não são raros. De acordo com uma pesquisa realizada pela SearchInform, em 2016 eles foram responsáveis por 42% de todos os incidentes relacionados à segurança da informação nas empresas dos países da CEI (Comunidade dos Estados Independentes).
Para garantir a proteção das informações da empresa é necessário desenvolver sua estratégia de segurança da informação ou seguir as recomendações abaixo, que permitem a redução de riscos:
  1. Estabeleça regras para o manuseio de informações.A estrita observância das regras de armazenamento e operações com dados e documentos confidenciais diz respeito a qualquer funcionário – desde o mais alto executivo até o profissional comum.
  2. Realize o treinamento dos funcionários do departamento de segurança da informação.Isso pode ser feito dentro da estrutura de sua organização: atribua esta tarefa ao departamento de RH ou de TI, ou inclua esta função às reponsabilidades do departamento de SI. Também é possível recorrer aos serviços de empresas especializadas em treinamento de agentes de segurança da informação (CTI, Security Awareness Training).
  3. Crie o departamento de Segurança da Informação,que trabalhará na prevenção de incidentes. A tarefa dos funcionários de SI não é apenas investigar violações, mas analisar potenciais ameaças. Por exemplo, dar atenção especial aos funcionários que se enquadram em grupos de risco: apostadores, dependentes químicos, funcionários em processo de demissão ou insatisfeitos, etc.
  4. Implemente soluções de proteção da informação.Use ferramentas de controle de informação: sistema DLP, sistema SIEM, etc. É necessário monitorar o maior número possível de canais de transmissão de informação dentro da empresa.
  5. Abandone a abordagem convencional de proteção.Por si só, a implementação de ferramentas de proteção de informações não é uma garantia de segurança, ainda mais se forem usadas apenas diante de uma necessidade. Frequentemente, o incidente ocorre e só então, descobre-se que algo não foi configurado corretamente: um canal não estava sendo monitorado, um usuário teve acesso a informações que deveriam ser restritas, etc. Configure as ferramentas corretamente e monitore os canais de informação constantemente.
  6. Faça uso do princípio de “freios e contrapesos”.Não delegue toda a responsabilidade e poder apenas a uma pessoa: justamente com esse propósito é estabelecido o departamento de SI, para ser o “contrapeso” ao departamento de TI, que muitas vezes tem acesso às mais importantes informações confidenciais e possui conhecimento técnico suficiente para usá-las indevidamente.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Jornada para a nuvem: um caminho que não se deve percorrer sozinho


Silnei Kravaski | Diretor Executivo da Planus, 
2018/06/05, 09:19 
Postado em 06 de junho de 2018 às 22h00m 


A computação em nuvem é um dos pré-requisitos na trajetória da transformação digital de qualquer empresa. Arquitetar uma infraestruturacloud-centric capaz não só de pavimentar um caminho para o futuro da TI, como de atender às necessidades muito específicas de cada empresa, é um projeto sem volta. Mas, a pergunta é: por onde devo começar? Quais os pontos mais importantes a se considerar neste desafio de migração para a nuvem?

Já é consenso hoje que investir nessa modalidade é a forma mais simples e eficaz de manter serviços em funcionamento com mais mobilidade, agilidade e flexibilidade. Por outro lado, para quem não é especialista, apenas saber que esta é uma forte tendência não é o suficiente para ficar tranquilo com as escolhas. Aliás, é mais do que natural sentir-se desorientado durante o planejamento desse processo de migração, principalmente no que diz respeito aos diferentes tipos de serviços e infraestrutura disponíveis.
Um primeiro passo é tentar identificar em qual nível de maturidade você está. Algumas empresas já estão em um estágio mais avançado e dispõem de uma infraestrutura de TI mais consolidada. Obviamente, os desafios serão diferentes daquelas que ainda estão engatinhando nesse processo. Por isso, entender o nível de maturidade deve ser o ponto de partida. Tendo isso claro, fica mais fácil identificar e avaliar quais são as necessidades; que tipo de informação ou aplicação será levada para a nuvem e, indo mais adiante, o que vai fazer mais sentido para o meu negócio. Por exemplo, se o software que utilizo já é quase obsoleto, não terei tantos benefícios de levá-lo para a nuvem.
É aí que surge outro questionamento: tecnologia não é meu core business, então como vou saber em que estágio da curva de maturidade eu estou? Ou mesmo o que devo ou não fazer?  Uma dica, por exemplo, seria começar pequeno, passo a passo ou selecionar aplicações mais críticas, como o backup, que normalmente demanda investimentos, um funcionário focado. Ou seja, tirar da sua alçada o que não é parte do seu negócio.  Mas, é aí que está o x da questão: quem vai ajudar a olhar e analisar tudo isso é  um parceiro ou um especialista, de preferência agnóstico e que conheça todas as opções de cloud. Essa imparcialidade é algo novo no mercado de TI, mas que faz muito sentido. 
Sem estar vinculado a nenhum modelo específico, que limite as soluções somente em cloud pública, privada ou hibrida, esse parceiro será capaz de conduzir a jornada de cloud exatamente com o que é melhor para cada cliente, de acordo com suas necessidades. E não simplesmente indicar um serviço ou uma solução com base naquele velho ditado puxando a sardinha para meu lado. E isso vale não só para a escolha do modelo, mas também para a gestão do recurso. Ter esse apoio ajuda a dimensionar corretamente os recursos que estão sendo investidos, reduzindo custos e pagando exatamente pelo consumo.
Não existe um único remédio para todas as dores e cada cliente demanda um tipo de solução, de modelo de investimento.  A jornada para a nuvem é algo que parte de dentro para fora, ou seja, a partir da maturidade da empresa no que diz respeito a esta solução, sempre olhando para o fato de que precisa ser conduzida a quatro mãos. Só assim é possível realizar um bom planejamento e, com isso, tomar as melhores decisões. Sozinho ninguém chega a lugar nenhum.