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terça-feira, 28 de maio de 2019

Empresa dona do aplicativo TikTok vai fabricar seu próprio smartphone, diz jornal

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Chinesa ByteDance, conhecida pelo popular aplicativo de vídeos TikTok, irá vender aparelho com seus aplicativos instalados.
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Por G1 

Postado em 28 de maio de 2019 às 18h00m 
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

Empresa por trás da rede social TikTok pode ter um smartphone de fabricação própria — Foto: BBC
A ByteDance, empresa chinesa por trás do popular aplicativo de vídeos curtos TikTok, irá fabricar seu próprio smartphone. A informação foi dada pelo jornal inglês Financial Times nesta segunda-feira (27).

Segundo a reportagem, o aparelho deve vir com o próprio TikTok já instalado, além do agregador de notícias Jinri Toutiao e um outro aplicativo de transmissão de músicas — como o Spotify — que a empresa ainda não lançou. A reportagem do "Financial Times" não esclareceu detalhes do aparelho ou em qual mercado ele será focado.

Outras gigantes da tecnologia já tentaram se aventurar no mercado de smartphones — como a Amazon, que chegou a fabricar o Fire Phone e interrompeu as vendas pelo pouco sucesso do aparelho. Apesar disso, o aplicativo de selfies Meitu, bastante popular na China, já firmou parcerias com a fabricante Xiaomi, também da China.

Em janeiro deste ano a empresa já havia comprado algumas patentes de uma outra companhia da China, chamada Smartisan, especializada em fabricação de smartphones. À época, a ByteDance justificou a aquisição das patentes afirmando que iria utilizar as tecnologias para investir no negócio de educação.

Anteriormente chamado de Musical.ly, o TikTok é um aplicativo que permite gravar vídeos curtos, geralmente com dublagens musicais, danças, clipes ou cenas de humor. O app já chegou à lista dos mais baixados nos Estados Unidos.

Avaliada no final do ano passado em cerca de US$ 75 bilhões, a Bytedance é uma das startups mais valiosas do mundo.

sábado, 25 de maio de 2019

Com alta do Bitcoin, criminosos colocam aplicativos falsos no Google Play

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Apps fingiam gerar chave criptográfica e usuário recebia endereço para depósitos que pertencia aos golpistas.
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Por Altieres Rohr 

Postado em 25 de maio de 2019 às 17h00m 

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
A fabricante de antivírus Eset divulgou um alerta sobre aplicativos falsos de Android que prometem criar carteiras digitais para criptomoedas. Os programas, que chegaram a ser cadastrados no Google Play, iludem os usuários e informam o endereço de uma carteira que na verdade pertence aos criminosos. Quando o usuário tentar abastecer a carteira com alguma criptomoeda, quem recebe os recursos é o criminoso.

Carteiras digitais de criptomoedas funcionam por meio de uma "chave privada" de criptografia. Para uma carteira ser criada, o programa deve gerar uma chave e, a partir dela, criar um endereço que servirá para os recebimentos da carteira. Os aplicativos falsos apenas fingem realizar esse procedimento e informam um endereço de outra carteira cuja chave privada está nas mãos dos criminosos.

De acordo com Lukas Stefanko, pesquisador da Eset, dois aplicativos falsos foram detectados no Google Play: Trezor e Coin Wallet. Os dois já foram removidos da loja oficial do Google.
Aplicativo falso 'Coin Wallet' tinha boa avaliação no Google Play. — Foto: Reprodução/ESET 
Aplicativo falso 'Coin Wallet' tinha boa avaliação no Google Play. — Foto: Reprodução/ESET

O Trezor é um aplicativo verdadeiro de carteiras para Android. Os criminosos cadastraram outro aplicativo com o mesmo nome para enganar quem procurava pelo software original. O Coin Wallet era idêntico ao Trezor falso porque os dois aplicativos fajutos foram criados a partir de um "modelo" idêntico, de acordo com Stefanko.

Após o aplicativo falso da Trezor ser instalado, ele colocava o ícone do "Coin Wallet" no celular — um indício da fraude e da semelhança entre os dois códigos. Uma vez iniciado, ele pode um login e uma senha, mas não especifica o serviço em que o usuário será logado. Qualquer informação é enviada para os criminosos e nenhum erro é apresentado.

No processo seguinte, o aplicativo fingia gerar a carteira para o usuário. Na verdade, ele informava uma das carteiras pré-programadas e controladas pelos golpistas.

Usuários do Trezor verdadeiro não tiveram seus dados roubados diretamente por esse aplicativo. Como o programa fraudulento apenas informava um endereço de carteira falso, quem já tinha uma carteira no Trezor verdadeiro não teria a carteira roubada com o uso da versão falsificada.

No entanto, qualquer senha informada nos aplicativos falsos deve ser trocada.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com
Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1 
Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Facebook: O que se sabe sobre a GlobalCoin, criptomoeda que a empresa quer lançar em 2020

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A empresa, criticada pela maneira como lidou com dados de usuários, planeja lançar a moeda em uma dezena de países
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Por BBC 

Postado em 24 de maio de 2019 às 22h15m 
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
O Facebook está finalizando o projeto de lançar no primeiro bimestre de 2020 sua própria criptomoeda, um dos pilares de um sistema de pagamentos digitais que funcionaria em uma dezena de países.
facebook silhuetas celular companhia empresa — Foto: Dado Ruvic/Reuters 
facebook silhuetas celular companhia empresa — Foto: Dado Ruvic/Reuters

A empresa, que deve dar mais detalhes nos próximos meses, pretende testar a GlobalCoin ainda neste ano.

No mês passado, o fundador da empresa, Mark Zuckerberg, se encontrou com Mark Carney, dirigente do Banco Central do Reino Unido, para falar sobre as oportunidades e os riscos que envolvem o lançamento de uma criptomoeda.
Além disso, a empresa pediu conselhos ao Tesouro americano, sobre questões operacionais e regulatórias de oficiais, e a companhias de transferência de dinheiro, como Western Union, em busca de maneiras fáceis e baratas para pessoas sem contas bancárias mandarem e receberem dinheiro.

Como funcionará a criptomoeda do Facebook?
O Facebook, que reúne mais de 2 bilhões de perfis no mundo, quer seu sistema de pagamentos com moeda digital sirva para usuários que também não tenham conta bancária.

A empresa, dona também do WhatsApp e do Instagram, busca quebrar barreiras financeiras, competir com bancos e reduzir custos de consumidores.
Mark Zuckerberg no encontro anual do Facebook na Califórnia — Foto: Stephen Lam/Reuters 
Mark Zuckerberg no encontro anual do Facebook na Califórnia — Foto: Stephen Lam/Reuters

O projeto, apelidado de Libra, foi noticiado pela primeira vez em dezembro passado.
O Facebook também estaria negociando com comerciantes online para que aceitem a moeda como pagamento em troca de taxas de transação mais baixas.

O que é uma criptomoeda?
Moedas virtuais podem ser usada para pagar por coisas na vida real, como um quarto de hotel, comida ou até uma casa.

Elas são armazenadas em carteiras e podem ser enviadas de forma anônima entre usuários.
Criptomoedas são rodadas com a tecnologia blockchain, que usa blocos de informação, como acordos ou transações, a serem armazenados em uma rede de computadores.

A informação é armazenada cronologicamente, pode ser vista por uma comunidade de usuários, e normalmente não é administrada por uma autoridade central como um banco ou um governo.

O conceito foi criado para garantir segurança e anonimato aos usuários, prevenindo adulteração ou sequestro da rede.

Por que a criptomoeda do Facebook gera preocupações?
O Facebook tem sido criticado pelo modo com administra e preserva as informações pessoais de usuários, e por isso reguladores devem examinar de perto o lançamento de uma criptomoeda da empresa.

No início do mês, o Senado americano escreveu uma carta aberta a Zuckerberg perguntando como que a moeda funcionará, que proteção será oferecida ao consumidor e como será a proteção das informações.
Sede do Facebook, na Califórnia — Foto: Thiago Lavado/G1 
Sede do Facebook, na Califórnia — Foto: Thiago Lavado/G1

O Facebook também debateu o processo de checagem de identidade e como reduzir os riscos de lavagem de dinheiro com o Tesouro americano.

Estima-se que o Facebook e seus parceiros queiram prevenir grandes flutuações cambiais atrelando a moeda a câmbios estabelecidos, como o dólar americano, o euro e o iene japonês.

Empreitada anterior da empresa não vingou
Não é a primeira vez que o Facebook tenta aproveitar a onda das moedas digitais. Há uma década, a empresa criou o Facebook Credits, moeda virtual que permitia aos usuários comprar itens em aplicativos na rede social.
Mas a companhia acabou com o projeto há dois anos depois que afundou.

Na nova empreitada, a empresa terá que navegar também uma míriade de regulações nos países em que quer entrar. Um deles é a Índia, que recentemente refreou o segmento de moedas digitais.

As conversas estão na fase inicial com governos, bancos centrais e reguladores, e pessoas que acompanham o processo admitem que lançar qualquer criptomoeda até o começo do ano que vem é uma meta ambiciosa.
Procurados, Facebook, Western Union e o Banco da Inglaterra não quiseram comentar o assunto. 

Acesso a dados financeiros
A maior atração das moedas digitais para bancos e grandes empresas é a tecnologia por trás delas.

A tecnologia blockchain pode ajudar a reduzir o tempo e o custo de mandar dinheiro através de fronteiras ultrapassando redes bancárias.
O especialista David Gerard disse que o Facebook teria acesso a informações valiosas sobre gastos criando seu próprio sistema de pagamento.

No entanto, ele questionou por que a gigante rede social precisaria de sua própria criptomoeda para guardar os dados. Ele disse que, em vez disso, o Facebook poderia criar uma plataforma como o PayPal, que permite a usuários transferirem moedas tradicionais.

Criptomoedas são vulneráveis a flutuações de valor, que, segundo Gerard, pode criar uma barreira para o sucesso da GlobalCoin do Facebook.

"Pessoas normais não querem lidar com uma moeda que está subindo e descendo o tempo todo", ele explicou.

Mas Garrick Hileman, um pesquisador da London School of Economics, disse que o projeto pode ser um dos eventos mais significativos na curta história de criptomoedas.

Ele faz uma estimativa conservadora: 30 milhões de pessoas usam criptomoedas hoje.