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quarta-feira, 20 de maio de 2020

Chrome vai bloquear anúncios que deixam o sistema lento

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Função ainda está em testes, mas já pode ser ativada no navegador. Saiba como. 
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 Por Altieres Rohr    
 19/05/2020 12h44  Atualizado há um dia  
 Postado em 20 de maio de 2020 às 13h00m  

Google decidiu tomar atitude contra anúncios que usam recursos de internautas de forma abusiva.  — Foto: Divulgação
Google decidiu tomar atitude contra anúncios que usam recursos de internautas de forma abusiva. — Foto: Divulgação

O Google anunciou que o navegador Chrome vai bloquear anúncios que consomem muitos recursos de processamento ou internet.

Muitos desses anúncios "pesados" estão associados à mineração de criptomoedas ou foram programados de forma incorreta, podendo deixar o computador (ou smartphone) lento, consumir bateria e desperdiçar o plano de pacote de dados.
Caso seja bloqueado, o anúncio será substituído por uma mensagem e um link oferecendo detalhes.
Um anúncio será considerado "pesado" pelo Chrome quando usar mais de 4 MB de dados de rede, exigir 15 segundos de processamento em um período de 30 segundos, ou 60 segundos de uso de processamento total. Na prática, as regras permitem que um anúncio use recursos para o carregamento, mas impede o uso contínuo do processador.

De acordo com o Google, apenas 0,3% de todos os anúncios na web excedem esses limites. Mas esse conteúdo é responsável por 27% de todos o tráfego de rede e 28% de toda a utilização de recursos de processamento.

Em muitos casos, esses anúncios estão envolvidos na mineração de criptomoedas, que exige contato permanente com um servidor de controle. O navegador realiza os cálculos solicitados pelo servidor e transmite os resultados de volta. O processo se repete enquanto a janela permanecer aberta, consumindo uma quantidade infinita de recursos.


Ativando a 'intervenção em anúncios pesados' na versão estável do Chrome. — Foto: Reprodução
Ativando a 'intervenção em anúncios pesados' na versão estável do Chrome. — Foto: Reprodução

Como ativar o recurso
Para que anunciantes possam se adaptar às novas regras, a função só será ativada para todos os usuários do Chrome em agosto. No entanto, já existe uma opção – em caráter experimental – que ativa o bloqueio na versão atual do Chrome.

Para ativá-la, siga esses passos:
  1. Abra uma nova aba do Chrome
  2. Digite chrome://flags ou na barra de endereços e aperte Enter. Isso abre a tela de opções experimentais do Chrome.
  3. A tela de opção experimentais não é traduzida. Portanto, será preciso procurar a opção "Heavy Ad Intervention" ("Intervenção em anúncios pesados", em tradução livre). Para pesquisar, use a caixa de texto no topo da tela ou o recurso de pesquisa (CTRL-F)
  4. Dica: Você pode colar chrome://flags/#enable-heavy-ad-intervention na barra de endereços para acessar a opção diretamente.
  5. Troque a opção de "Default" (Padrão) para "Enable" (Ativar)
Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

terça-feira, 19 de maio de 2020

Facebook lança recurso para pequenos negócios terem lojas na rede social e diz que será possível exibir produtos em lives

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Nos Estados Unidos, novidade inclui possibilidade de fazer compras sem nem sair da rede social. 
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 Por G1  
 19/05/2020 18h42  Atualizado há uma hora  
 Postado em 19 de maio de 2020 às 19h50m  

O Facebook anunciou nesta terça-feira (19) o lançamento do recurso Lojas, que vai permitir que pequenos negócios mantenham um comércio on-line na rede social e no Instagram.

De acordo com o Facebook será possível "salvar produtos que você esteja interessado e fazer um pedido – no website do negócio ou sem sair do aplicativo, se a loja tiver habilitado o checkout". Esse último recurso, que permite comprar diretamente no app, estará disponível apenas nos Estados Unidos.
Recurso 'Lojas' do Facebook vai abrir interface de vendas a pequenos vendedores — Foto: Divulgação
Recurso 'Lojas' do Facebook vai abrir interface de vendas a pequenos vendedores — Foto: Divulgação

Segundo a rede social, o lançamento da nova função veio em meio ao "momento desafiador" causado pela pandemia de coronavírus, que levou muitas lojas a fechar ou a registrar perdas de faturamento.

Outro anúncio feito nesta terça é a possibilidade de marcar produtos que estão em alguma loja do Facebook em uma live. Isso vai gerar um link, com direção para o produto, facilitando a compra. Segundo a empresa, esse recurso ainda não está disponível e deverá implementado em breve.
Facebook diz que em breve será possível linkar produtos em lives na rede social. — Foto: Divulgação
Facebook diz que em breve será possível linkar produtos em lives na rede social. — Foto: Divulgação

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Presidente do SoftBank afirma que foi 'tolo' ao investir no WeWork

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Em anúncio dos resultados do conglomerado japonês, o valor do WeWork foi reduzido mais ainda, para US$ 2,9 bilhões. 
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 Por G1     
 18/05/2020 14h11  Atualizado há uma hora  
 Postado em 18 de maio de 2020 às 15h15m  

Conglomerado Softbank investiu bilhões no WeWork, mas não teve retorno esperado. — Foto: REUTERS/Issei Kato
Conglomerado Softbank investiu bilhões no WeWork, mas não teve retorno esperado. — Foto: REUTERS/Issei Kato

O fundador e presidente do conglomerado japonês Soft Bank, Masayoshi Son, afirmou nesta segunda-feira (18) que foi "tolo" no investimento bilionário feito pela empresa no WeWork, companhia especializada em escritórios compartilhados.

"Foi tolo de minha parte em investir no WeWork. Eu estava errado", disse Son em anúncio de resultados do SoftBank.
O WeWork era considerada uma empresa promissora, avaliada em US$ 47 bilhões no ano passado, antes de um desastroso processo de abertura de capital (IPO). No resultado divulgado nesta segunda, o SoftBank afirmou que o WeWork valia no final do 1° trimestre deste ano US$ 2,9 bilhões, também abaixo da última estimativa, de US$ 7,3 bilhões, do final do ano passado.

O SoftBank aportou mais de US$ 10 bilhões na companhia no decorrer dos anos e foi um desses aportes que ajudou o WeWork a alcançar o valor mais alto antes do IPO, quando a empresa captou US$ 2 bilhões no início de 2019.

Quando o WeWork lançou o prospecto para a abertura de capital, surgiram preocupações sobre um possível conflito de interesses entre o presidente da empresa e a marca, que deixaram investidores ressabiados e esfriaram a demanda por uma abertura de capital.

O Fundo de Visão do Softbank — com US$ 100 bilhões reservados para investimentos em startups como o WeWork e capital de risco, inclusive no Brasil — teve prejuízo anual de US$ 18 bilhões, de acordo com o conglomerado.