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quinta-feira, 21 de maio de 2020

'Tentativa de entrega sem sucesso': como funciona a fraude que usa e-mail falso dos Correios? es pessoais.

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Blog também responde dúvida sobre compartilhamento de informações pessoais. 
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 Por Altieres Rohr  
 21/05/2020 07h00  Atualizado   2020-05-21T10:00:06.597Z   
 Postado em 21 de maio de 2020 às 11h00m  

Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.), envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores às quintas-feiras.
 E-mail falso com fraude em nome dos Correios — Foto: Reprodução
1 de 1 E-mail falso com fraude em nome dos Correios — Foto: Reprodução


E-mail sobre 'tentativa de entrega' dos Correios
Recebi um e-mail supostamente dos Correios. Abri ele pra ler, pois não sabia do que se tratava. Cliquei na parte que me direcionou para o link da suposta página dos Correios, onde mais uma vez cliquei em uma parte sobre um formulário e o download iniciou. Enquanto isso, irritada, já desconfiando que podia ser golpe, porém muito intrigada, ainda respondi ao remetente do e-mail perguntando como ele havia tido acesso ao meu e-mail. Afinal, eu não havia fornecido o endereço nem feito qualquer compra para ter que receber uma encomenda.

Com medo, cancelei o download, apaguei o histórico, e o e-mail recebido. Mas, continuo com medo que nesse meio tempo meu tablet já tenha sido infectado, e eles já estejam tendo acesso a tudo que tenho nele: fotos, contas das redes sociais, WhatsApp, de sites educacionais, do Google, ou mesmo do próprio e-mail... Devo resetar meu tablet? Como proceder? – Cleize
Este e-mail que você recebeu, Cleize é certamente malicioso. Mas isso não significa que o seu tablet e seus dados estejam em risco. Mas, antes de entender o risco para seu tablet, vamos entender a fraude em si e por que você a recebeu.

Os criminosos coletam endereços de e-mail em todos os cantos da internet. Se você divulgou seu e-mail em algum lugar, ele certamente vai entrar nas listas de endereços que os criminosos colecionam para disparar esse tipo de fraude. Mesmo que você use e-mail apenas de forma restrita, os criminosos podem obter seu endereço de um amigo seu que caiu em uma dessas fraudes ou em vazamentos de dados (uma loja que foi atacada e vazou os endereços de e-mail dos clientes cadastrados, por exemplo).

Em outras palavras, receber mensagens como esta é normal e, infelizmente, faz parte da "vida" na internet. Os hackers enviam esses e-mails para milhares ou até milhões de pessoas de uma só vez, então não imagine que você foi especificamente escolhida pelo criminoso.

O objetivo dos e-mails é atrair sua atenção – como você disse muito bem, deixar a vítima "intrigada", curiosa (ou assustada, em alguns casos), para que clique na mensagem.
Quanto mais uma mensagem incita algum senso de "urgência" ou "curiosidade", maior deve ser nosso cuidado, porque o objetivo desse tipo de mensagem é justamente nos fazer "desligar" – ao menos temporariamente – a nossa percepção de perigo.
Os próprios Correios já alertaram sobre esse tipo de fraude, esclarecendo que não enviam e-mails sem autorização. Este blog também já falou a respeito desses e-mails falsos em 2016, então essa é uma "isca" bem antiga no repertório dos criminosos.

Mas, se esse é mesmo um e-mail fraudulento, por que é possível que seu tablet não esteja em perigo?

A resposta é que a maioria dessas fraudes não tenta atacar tablets com Android ou iOS. Em geral, elas miram apenas dispositivos com Windows (PCs, notebooks e tablets). Vendo as capturas de tela que você enviou, parece que você usa Android, que estaria fora da lista de alvos.
Em computadores com Windows, abrir o link da fraude contamina o sistema com um ladrão de informações e senhas. Qualquer senha, informação e cartão de crédito digitado no computador estará em risco. Em sistemas com Android, o arquivo é normalmente incompatível e não pode ser aberto.
Isto dito, como você interagiu bastante com a fraude, também é válido "resetar" o tablet, restaurando as configurações de fábrica. Mas isso seria apenas por extrema precaução. O mais provável é, sim, que nada tenha acontecido e que todos os seus dados estejam em segurança, mas não é possível ter certeza sem uma análise aprofundada da fraude.

Cabe a você escolher se vale a pena tomar as medidas de precaução. Eu normalmente já tenho backups dos meus arquivos, então "resetar" um celular ou tablet não me causa nenhum transtorno.

Por fim: jamais responda e-mails fraudulentos. Em muitos casos, a resposta não chegará aos criminosos; porém, se ela chegar, você vai no mínimo estar confirmando que é uma vítima em potencial para novas fraudes.

Compartilhamento de dados
Uma financeira especializada em servidores públicos me mandou um e-mail (que não é o funcional) oferecendo empréstimo. Gostaria de saber como posso saber se foi o banco pagador que forneceu meu dado. – Jamile
Atualmente, a lei brasileira é muito branda na questão de tratamento de dados. Não existe previsão legal que permita rastrear a "origem" de uma informação. Até empresas que registram a origem dos dados raramente guardam esse registro para sempre. Ou seja, você pode acabar em uma situação na qual o rastro simplesmente "some" em determinado momento.

Nossa legislação será atualizada com a Lei Geral de Proteção de Dados, que deveria entrar em vigor em agosto de 2020. No entanto, uma Medida Provisória adiou a data para 2021.
Até lá, temos poucos recursos legais para entender de que forma nossos dados circulam entre as empresas.
Você pode tentar questionar como a financeira obteve seu e-mail, mas seria errado dizer que a financeira agiu de forma irregular apenas por enviar um e-mail. Empresas podem ser responsabilizadas por prejuízos decorrentes do uso irregular dos dados, mas o Brasil não tem nenhuma lei sobre envio de e-mails indesejados (spam), e é difícil de afirmar que receber um e-mail promocional é um "prejuízo". Além disso, a LGPD também não vai mudar esse cenário.

Se você desconfia de uma organização específica (o banco pagador, nesse caso), vale a pena conferir o contrato e averiguar se há alguma autorização para o uso de seus dados ou compartilhamento de dados com terceiros.

Como a aplicação da lei sempre depende de casos específicos, você pode procurar o auxílio de um advogado.

Dúvidas sobre segurança digital? Envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Chrome vai bloquear anúncios que deixam o sistema lento

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Função ainda está em testes, mas já pode ser ativada no navegador. Saiba como. 
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 Por Altieres Rohr    
 19/05/2020 12h44  Atualizado há um dia  
 Postado em 20 de maio de 2020 às 13h00m  

Google decidiu tomar atitude contra anúncios que usam recursos de internautas de forma abusiva.  — Foto: Divulgação
Google decidiu tomar atitude contra anúncios que usam recursos de internautas de forma abusiva. — Foto: Divulgação

O Google anunciou que o navegador Chrome vai bloquear anúncios que consomem muitos recursos de processamento ou internet.

Muitos desses anúncios "pesados" estão associados à mineração de criptomoedas ou foram programados de forma incorreta, podendo deixar o computador (ou smartphone) lento, consumir bateria e desperdiçar o plano de pacote de dados.
Caso seja bloqueado, o anúncio será substituído por uma mensagem e um link oferecendo detalhes.
Um anúncio será considerado "pesado" pelo Chrome quando usar mais de 4 MB de dados de rede, exigir 15 segundos de processamento em um período de 30 segundos, ou 60 segundos de uso de processamento total. Na prática, as regras permitem que um anúncio use recursos para o carregamento, mas impede o uso contínuo do processador.

De acordo com o Google, apenas 0,3% de todos os anúncios na web excedem esses limites. Mas esse conteúdo é responsável por 27% de todos o tráfego de rede e 28% de toda a utilização de recursos de processamento.

Em muitos casos, esses anúncios estão envolvidos na mineração de criptomoedas, que exige contato permanente com um servidor de controle. O navegador realiza os cálculos solicitados pelo servidor e transmite os resultados de volta. O processo se repete enquanto a janela permanecer aberta, consumindo uma quantidade infinita de recursos.


Ativando a 'intervenção em anúncios pesados' na versão estável do Chrome. — Foto: Reprodução
Ativando a 'intervenção em anúncios pesados' na versão estável do Chrome. — Foto: Reprodução

Como ativar o recurso
Para que anunciantes possam se adaptar às novas regras, a função só será ativada para todos os usuários do Chrome em agosto. No entanto, já existe uma opção – em caráter experimental – que ativa o bloqueio na versão atual do Chrome.

Para ativá-la, siga esses passos:
  1. Abra uma nova aba do Chrome
  2. Digite chrome://flags ou na barra de endereços e aperte Enter. Isso abre a tela de opções experimentais do Chrome.
  3. A tela de opção experimentais não é traduzida. Portanto, será preciso procurar a opção "Heavy Ad Intervention" ("Intervenção em anúncios pesados", em tradução livre). Para pesquisar, use a caixa de texto no topo da tela ou o recurso de pesquisa (CTRL-F)
  4. Dica: Você pode colar chrome://flags/#enable-heavy-ad-intervention na barra de endereços para acessar a opção diretamente.
  5. Troque a opção de "Default" (Padrão) para "Enable" (Ativar)
Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

terça-feira, 19 de maio de 2020

Facebook lança recurso para pequenos negócios terem lojas na rede social e diz que será possível exibir produtos em lives

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Nos Estados Unidos, novidade inclui possibilidade de fazer compras sem nem sair da rede social. 
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 Por G1  
 19/05/2020 18h42  Atualizado há uma hora  
 Postado em 19 de maio de 2020 às 19h50m  

O Facebook anunciou nesta terça-feira (19) o lançamento do recurso Lojas, que vai permitir que pequenos negócios mantenham um comércio on-line na rede social e no Instagram.

De acordo com o Facebook será possível "salvar produtos que você esteja interessado e fazer um pedido – no website do negócio ou sem sair do aplicativo, se a loja tiver habilitado o checkout". Esse último recurso, que permite comprar diretamente no app, estará disponível apenas nos Estados Unidos.
Recurso 'Lojas' do Facebook vai abrir interface de vendas a pequenos vendedores — Foto: Divulgação
Recurso 'Lojas' do Facebook vai abrir interface de vendas a pequenos vendedores — Foto: Divulgação

Segundo a rede social, o lançamento da nova função veio em meio ao "momento desafiador" causado pela pandemia de coronavírus, que levou muitas lojas a fechar ou a registrar perdas de faturamento.

Outro anúncio feito nesta terça é a possibilidade de marcar produtos que estão em alguma loja do Facebook em uma live. Isso vai gerar um link, com direção para o produto, facilitando a compra. Segundo a empresa, esse recurso ainda não está disponível e deverá implementado em breve.
Facebook diz que em breve será possível linkar produtos em lives na rede social. — Foto: Divulgação
Facebook diz que em breve será possível linkar produtos em lives na rede social. — Foto: Divulgação