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sábado, 11 de julho de 2020

Huawei diz que 5G será 'tropicalizado' para atender demanda local

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Empresa participa de debate com governo para aplicação da nova tecnologia. 
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Por Valor Online  
10/07/2020 21h57 Atualizado há 17 horas
Postado em 11 de julho de 2020 às 13h00m

  * Post.N. -\- 3.790 *  
Podemos esperar o avanço acelerado da cobertura 5G no ano que vem — Foto: Getty Images/BBCPodemos esperar o avanço acelerado da cobertura 5G no ano que vem — Foto: Getty Images/BBC

Além de conexão mais veloz, empresa promete atuar em diferentes áreas ao mesmo tempo Ameaçada de ser barrada na implantação da telefonia móvel de quinta geração (5G) no Brasil, a Huawei segue participando de debates com integrantes do governo e apresentando as oportunidades que vão surgir no país com a chegada do padrão tecnológico.

Em debate realizado nesta sexta-feira com parlamentares e integrantes dos ministérios da Economia e da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), o diretor de soluções integradas da Huawei, Carlos Roseiro, disse que parte das aplicações da nova geração do serviço celular 5G será tropicalizada, como forma de atender à demanda da economia local.

Fazer o 5G para uma empresa não significa instalar o equipamento e garantir uma cobertura e, então, a eficiência vai vir. É muito mais do que isso, disse Roseiro, ao participar promovido pela Aliança Conecta Brasil F4 e transmitido pela internet.

O diretor da Huawei explicou que o 5G, além de oferecer um dispositivo com conexão ainda mais veloz, atuará em diferentes áreas ao mesmo tempo.

Ele deu o exemplo de uma fábrica que, ao passar por este processo de transformação digital, deverá contar com um servidor local, contratar um serviço de armazenamento e processamento de dados na nuvem, implementar processos por meio de inteligência artificial e desenvolver aplicações específicas que resolvam problemas locais, da realidade das empresas brasileiras.

Isso só os brasileiros conseguem fazer. Não há mágica que vem e resolve todos os problemas com uma solução universal. Tem que ser customizado, localizado, ou tropicalizado, se preferirem, afirmou o executivo do fabricante chinês, considerado líder mundial no fornecimento de equipamentos de telecomunicações.

Para Roseiro, essa característica do padrão 5G será capaz de proporcionar maior produtividade para segmentos da indústria e de serviços e gerar empregos para além do setor de telecomunicações.

O leilão de licenças 5G está programado para o primeiro semestre de 2021. A proibição ao uso da de equipamentos chineses é defendida pela ala ideológica do governo, liderada pelo Itamaraty, que busca alinhamento com os Estados Unidos.

Os americanos alertam para o risco de espionagem comandada pelo governo chinês. Isso, no entanto, é entendido como parte da guerra comercial entre as duas potências e o Brasil deveria ficar de fora para não sofrer retaliações.
Infográfico explica o que é o 5G — Foto: Fernanda Garrafiel/G1



































Infográfico explica o que é o 5G — Foto: Fernanda Garrafiel/G1

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sexta-feira, 10 de julho de 2020

Hackers da Coreia do Norte estão atacando lojas on-line para roubar dados de pagamento, diz empresa

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Grupo é notório pelo interesse em ganho financeiro. Ações foram associadas a atividades mapeadas por outros especialistas.  
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Por Altieres Rohr
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos
10/07/2020 09h00 Atualizado há 5 horas
Postado em 10 de julho de 2020 às 14h00m

  * Post.N. -\- 3.789 *  
 Criminosos modificam páginas de pagamentos para capturar informações digitais por clientes de lojas on-line. — Foto: Alfred Muller/PixabayCriminosos modificam páginas de pagamentos para capturar informações digitais por clientes de lojas on-line. — Foto: Alfred Muller/Pixabay

A empresa de segurança Sansec identificou diversos elos entre os ataques que desviam dados de cartões de crédito no processo de pagamento em lojas on-line, que são monitorados pela companhia, e operações que outros especialistas atribuíram a hackers norte-coreanos.

A fraude nas lojas, conhecida como "web skimming" ou "javascript skimming", é realizada com a adulteração da página de pagamentos de lojas on-line. Quando modificada, a página passa a capturar os dados do consumidor e enviá-los a outro site que pertence aos criminosos.
A compra ainda ocorre na página oficial, sem sofrer qualquer interferência, mas os dados estarão na mão de criminosos.

O golpe também é conhecido pelo nome de "Magecart", em alusão ao próprio código responsável por extraviar a informação, e possivelmente ao software de e-commece Magento, que é frequentemente atacado nessas fraudes. Segundo especialistas, vários grupos de hackers distintos estariam envolvidos na atividade criminosa.
A Sansec diz que encontra de 30 a 100 lojas infectadas com esse código por dia. Só uma parcela desses ataques seria de responsabilidade dos hackers norte-coreanos.

O elo foi estabelecido com base nos endereços web usados para abrigar as ferramentas de ataque e dados roubados da operação criminosa. Alguns desses endereços são os mesmos que já foram atribuídos a operações de um grupo de hackers conhecido como Lazarus ou "Hidden Cobra".

O Lazarus é conhecido por atacar o sistema bancário no mundo todo, além de realizar fraudes com criptomoedas e espionar alvos sul-coreanos. Especialistas consideram que o grupo seja patrocinado pelo governo norte-coreano e tenha a finalidade de obter recursos para o regime.

Segundo a Sansec, os hackers norte-coreanos podem ter começado a utilizar a técnica em maio de 2019.

Isso significa que os norte-coreanos não estavam envolvidos nas primeiras fraudes desse tipo, que começaram em 2017 e se intensificaram em 2018 com a adulteração de sites como o da fabricante de celulares OnePlus e da companhia aérea British Airways. A consultoria Gemini Advisory informou que um grupo conhecido como Keeper, que atua com ataques de Magecart desde 2017, já adulterou pelo menos 570 lojas.

Elo de infraestrutura

O rastreamento de ataques cibernéticos raramente é uma ciência exata. Especialistas procuram indícios em arquivos para determinar o horário de atividade dos invasores e a configuração do sistema usado, mas esses detalhes podem ser forjados para criar uma operação de "bandeira falsa", em que um país tenta incriminar outro.

Por essa razão, especialistas procuram associar a infraestrutura das ações. Quando um grupo de hackers realiza uma invasão mais simples de ser atribuída – pelos detalhes técnicos nos arquivos ou pelas características do alvo -, outros ataques que utilizam a mesma infraestrutura digital podem ser mapeados e relacionados.

Esse foi o caminho usado pela Sansec. A empresa descobriu que ações contra certas lojas usaram as mesmas infraestruturas de ataque expostas em relatórios das empresas de segurança Rewterz, EST Security, Fortinet e Netlab360. Cada uma dessas empresas detalhou ataques diferentes, mas todas apontaram semelhanças técnicas com ações anteriormente atribuídas ao Lazarus.

Grupo tentou desviar US$ 1 bilhão e criou o WannaCry

Hackers patrocinados por governos normalmente têm interesses políticos e, por isso, focam em espionagem. O Lazarus, da Coreia do Norte, é conhecido por seu interesse financeiro, semelhante a gangues criminosas comuns.

O governo dos Estados Unidos, que se refere ao grupo pelo nome de "Hidden Cobra", alertou que esses invasores realizaram saques em pelo menos 30 países depois de conseguirem acesso a sistemas responsáveis por intermediar a comunicação entre os caixas eletrônicos e o banco, dispensando a verificação de saldo.


Em 2016, o grupo teria sido o responsável por uma tentativa de desviar US$ 1 bilhão de uma conta mantida pelo Banco Central de Bangladesh no Federal Reserve em Nova York. A movimentação aconteceria em 35 transferências, mas ao menos 30 delas foram bloqueadas após um erro de digitação levantar suspeitas nos operadores em Nova York e no Deutsche Bank, que atuava como intermediário.
Mesmo assim, os invasores conseguiram transferir US$ 81 milhões a um banco nas Filipinas, onde o montante foi sacado antes da conta ser congelada.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos, por meio do FBI, acusou o programador norte-coreano Park Jin Hyok de envolvimento no roubo. O mesmo programador, segundo a autoridade policial americana, teria sido responsável pelo vírus de resgate WannaCry.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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quinta-feira, 9 de julho de 2020

Ainda é seguro usar o Windows XP?

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Tira-dúvidas também responde perguntas sobre impacto de vírus no desempenho do computador e verificação em duas etapas no WhatsApp.  
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Por Altieres Rohr  
09/07/2020 07h00 Atualizado há 10 horas
Postado em 09 de julho de 2020 às 17h00m

  * Post.N. -\- 3.788 *  
Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.), envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores às quintas-feiras.
Suporte ao Windows XP foi encerrado em abril de 2014 — Foto: ReproduçãoSuporte ao Windows XP foi encerrado em abril de 2014 — Foto: Reprodução

Ainda é seguro usar o Windows XP?


Li uma reportagem antiga no blog a respeito das atualizações do Windows XP. Sou usuária completamente leiga e preciso voltar a usar um note XP.
Li também que houve uma atualização excepcional em 2020 e estou com esperanças de melhorar o meu note com ela, mas estou completamente perdida do que fazer. – Carla Leibel
Carla, não é mais recomendável usar o Windows XP. Essa versão do Windows deixou de receber atualizações de segurança regulares em 2014 e, mesmo com alguns "remendos" emergenciais e excepcionais, ela simplesmente não tem condições de oferecer o mínimo de segurança necessária para navegar na internet, por exemplo.

Existem casos muito específicos de sistemas que precisam funcionar e estão com versões antigas do Windows. Máquinas em hospitais que realizam operações muito específicas são um exemplo. Esses computadores não são usados em tarefas normais e ficam isolados na rede da instituição, o que ajuda a diminuir o risco.

É apenas para esse tipo de caso que ainda são lançadas essas atualizações excepcionais. Elas não são suficientes para garantir a segurança no acesso à internet.

Se você pretende utilizar o Windows XP em um notebook, provavelmente a intenção é utilizá-lo para tarefas gerais – edição de textos, pesquisas, navegação. Nesse caso, não há meio de garantir a segurança.

Se o computador é muito antigo e não é compatível com o Windows 10, o ideal é recorrer ao Linux. Em computadores antigos, o Linux normalmente oferece compatibilidade adequada com o hardware e, portanto, não será difícil instalar e usar o sistema. O Lubuntu é uma alternativa excelente para esses casos, sendo compatível com máquinas com menos de 512 MB de RAM.

Mesmo sendo leve, é um sistema moderno que recebe atualizações e vai garantir toda a sua segurança. Você não terá acesso a alguns programas do Windows, como o Microsoft Office, mas o Linux dispõe de alternativas de qualidade bastante semelhante e gratuitas. Se você precisa usar um computador antigo por alguma limitação financeira, é uma opção ainda melhor.

O Linux pode ser um pouco diferente e requer um tempo de adaptação. Além disso, você provavelmente vai precisar de ajuda para conseguir trocar o sistema. Mas não desanime – você ainda pode aproveitar um computador antigo dessa forma.

Se você tem absoluta certeza de que não vai usar esse computador para navegar na internet e nem mesmo para abrir arquivos em pen drives, você pode tentar usar o Windows XP.

Há quem use o Windows XP dessa forma pela compatibilidade com jogos e programas antigos, por exemplo. Mas esteja ciente do risco: qualquer contato externo será sempre acompanhado de riscos muito maiores do que em sistemas atualizados e modernos.

E vale lembrar: não adianta usar o Windows 7, já que essa versão também deixou de receber correções de segurança. Sendo assim, sua única opção hoje é o Windows 10, já que o Windows 8 não oferece vantagens em termos de desempenho.
A não ser que a memória RAM esteja completamente esgotada, o consumo de memória raramente é um bom parâmetro para medir desempenho do computador — Foto: Altieres Rohr/G1A não ser que a memória RAM esteja completamente esgotada, o consumo de memória raramente é um bom parâmetro para medir desempenho do computador — Foto: Altieres Rohr/G1Computador 'top' com desempenho ruim é sinal de vírus?

Tenho uma máquina bem "top" e baixei umas coisas suspeitas. Acho que estou com vírus, pois, após ligar o PC e acessar o gerenciador de tarefas, o uso da memória já está em 40%. Comprei o PC há 2 meses. Se eu levar pra formatar, vai tirar todos os vírus?
Há um jeito de eu ter certeza que minha máquina está com vírus? – João Gabriel
Se você reformatar o disco e reinstalar o sistema operacional, os vírus devem ser removidos do seu computador. Mas a situação que você descreve não é necessariamente um indício de problema.

A não ser que a sua memória esteja completamente esgotada (100% de uso), o uso da memória raramente vai ser útil para detectar problemas com o desempenho do computador.

Embora muita gente pense que o uso elevado de memória seja um sinal de que o computador está lento ou que precisa de mais memória, esse nem sempre é o caso: quanto mais memória você tem disponível, mais memória os programas tentam usar para acelerar as tarefas que você realiza.

Por exemplo: se você tem mais memória, seu navegador web pode tentar armazenar mais informações sobre as páginas visitadas para acelerar o carregamento quando você usa o botão "Voltar". Se você tem pouca memória, o navegador pode preferir liberar os dados ou transferi-los para o "arquivo de paginação". Isso libera parte da memória, mas deixa tudo mais devagar.

O Windows faz algo parecido. Quando o sistema detecta que você tem mais memória, o Windows inicia serviços em segundo plano em "processos" diferentes, o que ajuda a evitar travamentos e facilita o isolamento de problemas.

Resumindo essa história: não dá para comparar o uso de memória em dois computadores, a não ser que eles sejam exatamente iguais e tenham os mesmos programas instalados.

Infelizmente, não dá para saber se esse uso de 40% é mesmo sinal de que há um problema com o seu computador. O problema é você ter baixado conteúdo que você mesmo considera suspeito – afinal, você provavelmente tinha algum motivo para suspeitar daquele conteúdo.

Quanto à reinstalação do sistema, você mesmo pode realizar esse procedimento no Windows 10. Veja como:
  1. Clique no ícone do Windows (menu iniciar)
  2. Digite Fresh Start
  3. Clique na opção "Desempenho e integridade do dispositivo"
  4. Role para baixo até encontrar a opção "Fresh Start"
  5. Siga as instruções

Windows 10 tem recurso que facilita a reinstalação do sistema — Foto: ReproduçãoWindows 10 tem recurso que facilita a reinstalação do sistema — Foto: Reprodução

Lembre-se que reinstalar o sistema apaga todos os seus arquivos e programas. Copie os seus dados para um HD externo ou para serviços de armazenamento em nuvem antes de realizar esse procedimento.

Verificação em duas etapas protege de golpe no WhatsApp?

Passei, num golpe, o código do WhatsApp. Entretanto, eu já tinha ativado aquela verificação em duas etapas. Então significa que estou protegida? – Renata Borges
Exatamente, Renata. Se você está com a verificação em duas etapas do WhatsApp ligada e não forneceu o seu PIN aos golpistas, eles não vão conseguir ativar a sua conta no celular deles.

É até possível que você perca temporariamente o acesso ao WhatsApp em casos como esse, já que os criminosos podem iniciar o processo de ativação com o código do SMS informado por você. Porém, eles não vão conseguir passar da etapa que pede o PIN e logo você poderá recomeçar o processo de ativação e reaver o seu acesso, sem perder nenhuma mensagem.

Ou seja: se você tem a verificação em duas etapas ativa e não informou o PIN, não é preciso se assustar. Mesmo que seu WhatsApp "caia" momentaneamente, os criminosos não conseguem concretizar o acesso.

Dúvidas sobre segurança digital? Envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com

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