Total de visualizações de página

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Apple alerta que cobrir webcam pode danificar a tela quando o notebook for fechado

= =---____------- ===  ----                                            -----________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::________                       --------- ====  -----------____---= =


Fabricante recomenda que consumidores confiem no indicador luminoso ou usem coberturas com no máximo 0,1 mm. 
= =---____------- ===  ----                                            -----________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::________                       --------- ====  -----------____---= =
Por Altieres Rohr  
13/07/2020 17h04  Atualizado há 44 minutos
Postado em 13 de julho de 2020 às 17h50m

  * Post.N. -\- 3.791 *  
Apple adverte consumidores que aplicar material sobre a webcam pode danificar a tela quando notebook for fechado.  — Foto: Emile Perron/UnsplashApple adverte consumidores que aplicar material sobre a webcam pode danificar a tela quando notebook for fechado. — Foto: Emile Perron/Unsplash

A Apple publicou um documento recomendando que usuários de MacBooks não fechem o notebook enquanto a webcam estiver coberta por algum objeto. Segundo a empresa, os computadores da marca são desenvolvidos com "tolerâncias restritas" e a tela pode ser danificada se a cobertura tiver mais de 0,1 mm de espessura (uma folha de papel).
O problema já foi relatado em redes sociais e o reparo de uma tela danificada pode custar bem caro. Um usuário do Reddit afirma que a Apple cobrou cerca de 2 mil dólares canadenses (R$ 7,8 mil) para reparar o MacBook Pro 16", um modelo cuja configuração mais básica é vendida por R$ 24 mil no Brasil.

Além de danificar a tela, tampar a webcam também pode impedir que os sensores de iluminação e TrueTone ajustem as cores e o brilho da tela corretamente.

A Apple recomenda que os usuários confiem na luz indicadora de uso da webcam e configurem as permissões da câmera nas configurações de sistema do macOS. De acordo com a empresa, não é possível que a câmera seja ligada sem que a luz indicativa fique acesa.

A prática de tampar a webcam com fitas ou outros materiais se popularizou em 2016 depois que Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, publicou uma foto em que seu MacBook aparecia com fitas sobre a webcam e o microfone embutido no computador.
MacBook de Mark Zuckerberg aparece com fita sobre a webcam e microfone em foto de 2016 que comemorava 500 milhões de usuários no Instagram. — Foto: ReproduçãoMacBook de Mark Zuckerberg aparece com fita sobre a webcam e microfone em foto de 2016 que comemorava 500 milhões de usuários no Instagram. — Foto: Reprodução
Desde então, muitos fabricantes de notebooks têm incluído mecanismos para "cegar" a webcam com tampas deslizantes de metal ou plástico. Algumas marcas também decidiram incluir webcams externas, que não precisam estar permanentemente conectadas ao notebook.

A Apple não modificou o design das câmeras, mas adicionou um recurso para desligar o microfone com o fechamento da tampa. Os notebooks da Apple possuem um chip personalizado, chamado de "T2", que é responsável por funções de segurança no notebook.
Embora os notebooks da Apple realmente usem o mesmo circuito elétrico para acender a luz indicadora e ligar a webcam – de modo a impedir o uso da câmera sem acender a luz –, esse não é necessariamente o caso com todos os notebooks. Além disso, se o computador for invadido, a câmera pode teoricamente ser ligada quando o computador não está em uso – o que favorece a inclusão de barreiras físicas para a lente e o microfone.

Qualquer "modificação" na carcaça do notebook, porém, pode ser arriscada. Em 2019, a Apple publicou outra advertência a respeito de descansos de pulso e revestimentos de teclas. Os revestimentos servem para proteger os teclados do tipo "borboleta" instalados em MacBooks entre 2015 e 2019, que são considerados frágeis e levaram a Apple a lançar um programa de reparos.

Segundo o documento, "deixar qualquer material sobre o gabinete superior pode resultar em danos à tela quando fechá-la". Ou seja, quem tenta proteger o teclado do notebook pode acabar danificando a tela – a não ser que a peça seja removida antes de fechar o notebook.

Em celulares, praticamente não existem modelos atuais que incluem tampas ou luzes indicadoras de uso. Em vez disso, o sistema operacional se encarrega de lembrar o usuário sobre aplicativos com permissão para acessar a câmera.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com
------++-====-----------------------------------------------------------------------=================---------------------------------------------------------------------------------====-++------

sábado, 11 de julho de 2020

Huawei diz que 5G será 'tropicalizado' para atender demanda local

= =---____------- ===  ----                                            -----________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::________                       --------- ====  -----------____---= =


Empresa participa de debate com governo para aplicação da nova tecnologia. 
= =---____------- ===  ----                                            -----________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::________                       --------- ====  -----------____---= =
Por Valor Online  
10/07/2020 21h57 Atualizado há 17 horas
Postado em 11 de julho de 2020 às 13h00m

  * Post.N. -\- 3.790 *  
Podemos esperar o avanço acelerado da cobertura 5G no ano que vem — Foto: Getty Images/BBCPodemos esperar o avanço acelerado da cobertura 5G no ano que vem — Foto: Getty Images/BBC

Além de conexão mais veloz, empresa promete atuar em diferentes áreas ao mesmo tempo Ameaçada de ser barrada na implantação da telefonia móvel de quinta geração (5G) no Brasil, a Huawei segue participando de debates com integrantes do governo e apresentando as oportunidades que vão surgir no país com a chegada do padrão tecnológico.

Em debate realizado nesta sexta-feira com parlamentares e integrantes dos ministérios da Economia e da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), o diretor de soluções integradas da Huawei, Carlos Roseiro, disse que parte das aplicações da nova geração do serviço celular 5G será tropicalizada, como forma de atender à demanda da economia local.

Fazer o 5G para uma empresa não significa instalar o equipamento e garantir uma cobertura e, então, a eficiência vai vir. É muito mais do que isso, disse Roseiro, ao participar promovido pela Aliança Conecta Brasil F4 e transmitido pela internet.

O diretor da Huawei explicou que o 5G, além de oferecer um dispositivo com conexão ainda mais veloz, atuará em diferentes áreas ao mesmo tempo.

Ele deu o exemplo de uma fábrica que, ao passar por este processo de transformação digital, deverá contar com um servidor local, contratar um serviço de armazenamento e processamento de dados na nuvem, implementar processos por meio de inteligência artificial e desenvolver aplicações específicas que resolvam problemas locais, da realidade das empresas brasileiras.

Isso só os brasileiros conseguem fazer. Não há mágica que vem e resolve todos os problemas com uma solução universal. Tem que ser customizado, localizado, ou tropicalizado, se preferirem, afirmou o executivo do fabricante chinês, considerado líder mundial no fornecimento de equipamentos de telecomunicações.

Para Roseiro, essa característica do padrão 5G será capaz de proporcionar maior produtividade para segmentos da indústria e de serviços e gerar empregos para além do setor de telecomunicações.

O leilão de licenças 5G está programado para o primeiro semestre de 2021. A proibição ao uso da de equipamentos chineses é defendida pela ala ideológica do governo, liderada pelo Itamaraty, que busca alinhamento com os Estados Unidos.

Os americanos alertam para o risco de espionagem comandada pelo governo chinês. Isso, no entanto, é entendido como parte da guerra comercial entre as duas potências e o Brasil deveria ficar de fora para não sofrer retaliações.
Infográfico explica o que é o 5G — Foto: Fernanda Garrafiel/G1



































Infográfico explica o que é o 5G — Foto: Fernanda Garrafiel/G1

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================---------------------------------------------------------------------------------====-++------

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Hackers da Coreia do Norte estão atacando lojas on-line para roubar dados de pagamento, diz empresa

= =---____------- ===  ------                                    --________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::________--------- ====  --                                ---------____---= =


Grupo é notório pelo interesse em ganho financeiro. Ações foram associadas a atividades mapeadas por outros especialistas.  
= =---____------- ===  ----                                            -----________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::________                       --------- ====  -----------____---= =
Por Altieres Rohr
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos
10/07/2020 09h00 Atualizado há 5 horas
Postado em 10 de julho de 2020 às 14h00m

  * Post.N. -\- 3.789 *  
 Criminosos modificam páginas de pagamentos para capturar informações digitais por clientes de lojas on-line. — Foto: Alfred Muller/PixabayCriminosos modificam páginas de pagamentos para capturar informações digitais por clientes de lojas on-line. — Foto: Alfred Muller/Pixabay

A empresa de segurança Sansec identificou diversos elos entre os ataques que desviam dados de cartões de crédito no processo de pagamento em lojas on-line, que são monitorados pela companhia, e operações que outros especialistas atribuíram a hackers norte-coreanos.

A fraude nas lojas, conhecida como "web skimming" ou "javascript skimming", é realizada com a adulteração da página de pagamentos de lojas on-line. Quando modificada, a página passa a capturar os dados do consumidor e enviá-los a outro site que pertence aos criminosos.
A compra ainda ocorre na página oficial, sem sofrer qualquer interferência, mas os dados estarão na mão de criminosos.

O golpe também é conhecido pelo nome de "Magecart", em alusão ao próprio código responsável por extraviar a informação, e possivelmente ao software de e-commece Magento, que é frequentemente atacado nessas fraudes. Segundo especialistas, vários grupos de hackers distintos estariam envolvidos na atividade criminosa.
A Sansec diz que encontra de 30 a 100 lojas infectadas com esse código por dia. Só uma parcela desses ataques seria de responsabilidade dos hackers norte-coreanos.

O elo foi estabelecido com base nos endereços web usados para abrigar as ferramentas de ataque e dados roubados da operação criminosa. Alguns desses endereços são os mesmos que já foram atribuídos a operações de um grupo de hackers conhecido como Lazarus ou "Hidden Cobra".

O Lazarus é conhecido por atacar o sistema bancário no mundo todo, além de realizar fraudes com criptomoedas e espionar alvos sul-coreanos. Especialistas consideram que o grupo seja patrocinado pelo governo norte-coreano e tenha a finalidade de obter recursos para o regime.

Segundo a Sansec, os hackers norte-coreanos podem ter começado a utilizar a técnica em maio de 2019.

Isso significa que os norte-coreanos não estavam envolvidos nas primeiras fraudes desse tipo, que começaram em 2017 e se intensificaram em 2018 com a adulteração de sites como o da fabricante de celulares OnePlus e da companhia aérea British Airways. A consultoria Gemini Advisory informou que um grupo conhecido como Keeper, que atua com ataques de Magecart desde 2017, já adulterou pelo menos 570 lojas.

Elo de infraestrutura

O rastreamento de ataques cibernéticos raramente é uma ciência exata. Especialistas procuram indícios em arquivos para determinar o horário de atividade dos invasores e a configuração do sistema usado, mas esses detalhes podem ser forjados para criar uma operação de "bandeira falsa", em que um país tenta incriminar outro.

Por essa razão, especialistas procuram associar a infraestrutura das ações. Quando um grupo de hackers realiza uma invasão mais simples de ser atribuída – pelos detalhes técnicos nos arquivos ou pelas características do alvo -, outros ataques que utilizam a mesma infraestrutura digital podem ser mapeados e relacionados.

Esse foi o caminho usado pela Sansec. A empresa descobriu que ações contra certas lojas usaram as mesmas infraestruturas de ataque expostas em relatórios das empresas de segurança Rewterz, EST Security, Fortinet e Netlab360. Cada uma dessas empresas detalhou ataques diferentes, mas todas apontaram semelhanças técnicas com ações anteriormente atribuídas ao Lazarus.

Grupo tentou desviar US$ 1 bilhão e criou o WannaCry

Hackers patrocinados por governos normalmente têm interesses políticos e, por isso, focam em espionagem. O Lazarus, da Coreia do Norte, é conhecido por seu interesse financeiro, semelhante a gangues criminosas comuns.

O governo dos Estados Unidos, que se refere ao grupo pelo nome de "Hidden Cobra", alertou que esses invasores realizaram saques em pelo menos 30 países depois de conseguirem acesso a sistemas responsáveis por intermediar a comunicação entre os caixas eletrônicos e o banco, dispensando a verificação de saldo.


Em 2016, o grupo teria sido o responsável por uma tentativa de desviar US$ 1 bilhão de uma conta mantida pelo Banco Central de Bangladesh no Federal Reserve em Nova York. A movimentação aconteceria em 35 transferências, mas ao menos 30 delas foram bloqueadas após um erro de digitação levantar suspeitas nos operadores em Nova York e no Deutsche Bank, que atuava como intermediário.
Mesmo assim, os invasores conseguiram transferir US$ 81 milhões a um banco nas Filipinas, onde o montante foi sacado antes da conta ser congelada.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos, por meio do FBI, acusou o programador norte-coreano Park Jin Hyok de envolvimento no roubo. O mesmo programador, segundo a autoridade policial americana, teria sido responsável pelo vírus de resgate WannaCry.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================---------------------------------------------------------------------------------====-++------