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domingo, 19 de julho de 2020

Operadoras lançam primeira experiência do 5G no Brasil, mas serviço ainda é limitado

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Tecnologia fica disponível a partir deste mês em alguns pontos de oito capitais. Nesta primeira fase, usuário terá mais velocidade, mas experiência completa vem só depois de leilão da Anatel, previsto para 2021. País só tem um aparelho que suporta o 5G.  
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Por G1  
18/07/2020 07h00 Atualizado há um dia
Postado em 19 de julho de 2020 às 11h00

  * Post.N. -\- 3.796 *  
Primeira fase do 5G começa no Brasil — Foto: REUTERS/Sergio PerezPrimeira fase do 5G começa no Brasil — Foto: REUTERS/Sergio Perez

Até setembro, três operadoras de telecomunicações vão ativar o sinal da internet móvel de quinta geração (5G), tecnologia que promete uma conexão cerca de dez vezes mais veloz do que o 4G. Neste mês, duas empresas lançam o serviço.

Porém, o acesso ainda será limitado. Um dos motivos é que o Brasil só tem, atualmente, um aparelho de celular que suporta o 5G. Além disso, o sinal só vai ser ativado em alguns bairros de oito capitais do país.

Uma outra questão é que a nova tecnologia ainda não conta com todo o potencial prometido pelo 5G. Esta é apenas uma fase inicial, na qual as operadoras ativam o novo sinal a partir de um recurso que permite compartilhar frequências utilizadas pela rede 4G.

Este recurso é chamado de DSS (Dynamic Spectrum Sharing, ou Compartilhamento Dinâmico de Espectro).
Na prática, é como se o 5G "pegasse emprestado" uma parte da frequência utilizada pelo 4G para poder funcionar. As frequências são como "rodovias" por onde os sinais caminham. Neste primeiro momento, portanto, essas duas tecnologias irão dividir a mesma "rodovia".

Por enquanto, a expectativa é de que o usuário já tenha uma conexão mais veloz do que o 4G, que deve ser intensificada após o leilão de frequências da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), previsto para acontecer em 2021.

Depois do leilão, o serviço ganhará sua própria "rodovia" para poder trafegar. Nessa nova etapa, o 5G terá uma baixa latência, o que significa que o tempo de resposta para transferir um pacote de dados na rede será muito menor do que é hoje. Na prática, máquinas e serviços ficarão muito mais conectados e automatizados. (veja o infográfico no final da reportagem).

Por enquanto, o único modelo de aparelho celular que suporta o 5G no Brasil é o Motorola Edge. Lançado neste mês, ele custa a partir de R$ 5 mil e oferece memória de 128 GB. O Samsumg Galaxy S20 com 128 GB também é vendido a partir do mesmo valor. Já o iPhone 11 com memória equivalente tem um custo a partir de R$ 5,3 mil.

O Motorola Edge é compatível com a tecnologia 5G DSS e 5G. Já o Motorola Edge Plus não aceita o 5G DSS, somente o 5G, o que significa que o aparelho só vai acessar o 5G depois do leilão de frequências.

Leilão no Brasil e guerra comercial

O processo de implantação da nova tecnologia também acabou se transformando em mais um capítulo da guerra comercial entre a China e os Estados Unidos (EUA).

Seguindo os passos dos EUA, o Reino Unido também excluiu a chinesa de sua rede 5G, neste mês.

Já no Brasil, o processo de implementação do serviço também não deve levar em conta somente critérios técnicos. Segundo admitiu o ministro-chefe da Casa Civil, general Walter Souza Braga Netto, em junho, "questões políticas também serão levadas em consideração" durante a implantação do 5G.

Áreas de cobertura

A primeira fase do 5G no Brasil começou nesta semana com a operadora Claro, que passou a disponibilizar o serviço em alguns pontos das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. (veja a relação de bairros mais abaixo).

Já a Vivo, vai ativar o sinal a partir do dia 24 de julho em oito municípios brasileiros. A TIM, por sua vez, fará o lançamento em setembro, nas cidades de Bento Gonçalves (RS), Itajubá (MG) e Três Lagoas (MS).

Qualquer cliente dessas operadoras, independentemente do plano, terá acesso ao 5G nas áreas de coberturas, desde que possua, entretanto, um aparelho compatível. Não haverá custos adicionais para o uso do serviço.

Veja onde o 5G será ativado no Brasil

Claro


O sinal 5G da operadora foi ativado nesta semana e será disponibilizado, gradualmente, até o final de setembro, nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, nos seguintes pontos:
  • São Paulo: disponível desde o início desta semana na Avenida Paulista e região dos Jardins. Nos próximos dias, o sinal vai se estender pelos bairros de Campo Belo, Vila Madalena, Pinheiros, Itaim, Moema, Brooklin, Vila Olímpia, Cerqueira César, Paraíso, Ibirapuera e região da Avenida Berrini e de Santo Amaro.
  • Rio de Janeiro: disponível desde o início desta semana em Ipanema, Leblon e na Lagoa. Nos próximos dias, o sinal vai se estender por toda a orla, do Leme até a Barra da Tijuca, passando por Jardim Oceânico, Joá, São Conrado e Copacabana.

Vivo


O sinal 5G da operadora será ativado no dia 24 de julho e disponibilizado, gradualmente, até o final deste mês, nas seguintes localidades:
  • São Paulo: regiões da Avenida Paulista, Vila Olímpia e Berrini.
  • Brasília: Eixo Monumental, Esplanada dos Ministérios e shoppings.
  • Belo Horizonte: regiões de Savassi e Afonso Pena.
  • Salvador: Pituba e Itaigara.
  • Rio de Janeiro: Copacabana, Ipanema e Leblon.
  • Goiânia: região central da cidade.
  • Curitiba: Centro Cívico, Alto da Glória, Batel e Água Verde.
  • Porto Alegre: Moinhos de Vento, Avenida Carlos Gomes e Shopping Iguatemi.

TIM


O sinal da operadora será ativado a partir de setembro, nas seguintes cidades:
  • Bento Gonçalves (RS)
  • Itajubá (MG)
  • Três Lagoas (MS)

Infográfico explica o que é o 5G — Foto: Fernanda Garrafiel/G1



































Infográfico explica o que é o 5G — Foto: Fernanda Garrafiel/G1

Mundo TEC: conheça a tecnologia 5G Mundo TEC: conheça a tecnologia 5G

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sexta-feira, 17 de julho de 2020

Figurinhas animadas no WhatsApp: como baixar e usar

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Stickers em movimento estão disponíveis no aplicativo desde o início de julho. Processo para baixar é o mesmo utilizado nas figurinhas tradicionais.  
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Por Rafael Miotto, G1  
16/07/2020 12h55 Atualizado há um dia
Postado em 17 de julho de 2020 às 15h00m

  * Post.N. -\- 3.795 *  
Como usar figurinhas animadas no WhatsApp Como usar figurinhas animadas no WhatsApp


Os stickers em movimento mostram uma evolução das famosas figurinhas, uma das maneiras de comunicação que se tornou bastante comum na plataforma.

Para usar as figurinhas animadas é preciso ter as versões mais recentes do APP para Android ou iOS.

1º passo - vá até o ícone dos emoticons, que fica à esquerda da tela e é representado pelo símbolo da "carinha".
Clique na carinha à esquerda — Foto: ReproduçãoClique na carinha à esquerda — Foto: Reprodução

2º passo - selecione o + na lateral direita oposta a que havia clicado.
Clique no + à direita da tela — Foto: ReproduçãoClique no + à direita da tela — Foto: Reprodução

3º passo - faça o download do pacote de selinhos que desejar; os animados estão marcados com o símbolo play.
Baixe o pacote de figurinhas com o "play" — Foto: ReproduçãoBaixe o pacote de figurinhas com o "play" — Foto: Reprodução

4º passo - é só ir para a aba das figurinhas, que fica à direita embaixo da tela, e escolher as novas.
Vá para a aba de figurinhas localizada pelo símbolo  — Foto: ReproduçãoVá para a aba de figurinhas localizada pelo símbolo — Foto: Reprodução

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Google lança tradutor de hieróglifos baseado em inteligência artificial

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Além da ferramenta acessível a todos, uma versão para computadores do Fabricius foi lançada também para estudiosos da área de egiptologia, antropólogos e historiadores, como ferramenta de suporte para pesquisas.
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Por BBC  
17/07/2020 10h25 Atualizado há 2 horas
Postado em 17 de julho de 2020 às 12h35m

  * Post.N. -\- 3.794 *  
Exemplo de uso da nova ferramenta de tradução de hieróglifos — Foto: Divulgação/GoogleExemplo de uso da nova ferramenta de tradução de hieróglifos — Foto: Divulgação/Google

O Google lançou um tradutor de hieróglifos que usa aprendizado de máquina para decodificar os caracteres egípcios antigos.

A novidade foi incorporada ao aplicativo de Arte e Cultura da empresa, e permite traduzir palavras atuais e emojis em hieróglifos compartilháveis.

Segundo o Google, o app, batizado de Fabricius, é a primeira ferramenta treinada por meio de aprendizado de máquina (machine learning) para entender o que um hieróglifo é de fato.

Em tese, a plataforma de tradução deve melhorar ao longo do tempo à medida que é utilizada pelos usuários.
Além da ferramenta acessível a todos, uma versão para computadores do Fabricius foi lançada também para estudiosos da área de egiptologia, antropólogos e historiadores, como ferramenta de suporte para pesquisas.
Um especialista ouvido pela BBC elogiou a iniciativa, mas afirmou que a revolução anunciada pela empresa precisa ser vista com ressalva.

Ainda que seja impressionante, ela não está no estágio no qual pode dispensar a necessidade de um especialista altamente treinado em leitura de inscrições antigas, afirmou Roland Enmarch, professor de egiptologia da Universidade de Liverpool, no Reino Unido.

Há ainda alguns grandes obstáculos para ler os hieróglifos porque eles foram feitos à mão e variaram demais ao longo do tempo no nível de detalhe pictográfico e entre os responsáveis pelas inscrições.

Mas ele reconhece que a ferramenta é um passo importante para as pesquisas na área.

Descobertas decifradas

A área de trabalho do aplicativo permite ao usuário adicionar fotos de hieróglifos reais achados em objetos ou paredes e otimizar as imagens para análises mais acuradas dos símbolos.
Ferramenta permite aos usuários destacarem os hieróglifos a fim de ajudar o aplicativo a identificá-los — Foto: Divulgação/GoogleFerramenta permite aos usuários destacarem os hieróglifos a fim de ajudar o aplicativo a identificá-los — Foto: Divulgação/Google

Os usuários podem rastrear os contornos dos hieróglifos, que o software tenta combinar com símbolos semelhantes em seu banco de dados, permitindo que eles procurem significados diferentes e tentem decifrar símbolos que podem se tornar descobertas.

A ferramenta utiliza análise de registros históricos e definições linguísticas.
O Google espera ampliar sua enorme base de dados com a colaboração dos usuários.

Textos incompletos

Os pesquisadores também podem comentar e retocar símbolos desbotados na ferramenta, criada a partir de uma colaboração com o Centro Australiano de Egiptologia, a Universidade Macquarie, as empresas de tecnologia Psycle Interactive e Ubisoft e egiptólogos ao redor do mundo.

"A digitalização de material textual que, até agora, era restrito apenas a livros manuscritos revolucionará completamente a maneira como os egiptólogos trabalham", disse Alex Woods, do Centro Australiano de Egiptologia.

Digitalizar e comentar textos pode potencialmente nos ajudar a reconstruir textos incompletos em paredes ou mesmo descobrir textos que não sabíamos que estavam ali.

A ferramenta está disponível atualmente em inglês e árabe.
O lançamento do aplicativo do Google coincide com o aniversário de descoberta da Pedra de Roseta, que permitiu que pesquisadores pudessem ler, de forma inédita, hieróglifos do Egito Antigo.
A Pedra de Roseta, encontrada no Egito, foi fundamental para que estudiosos conseguissem decifrar o significado dos hieróglifos — Foto: AFP via BBCA Pedra de Roseta, encontrada no Egito, foi fundamental para que estudiosos conseguissem decifrar o significado dos hieróglifos — Foto: AFP via BBC

Com 1,12 metros de altura, a Pedra de Roseta, que está no Museu Britânico, em Londres, é originariamente do Egito. Trata-se de um fragmento de rocha de granodiorito.

A rocha contém três colunas da mesma inscrição em três idiomas: grego, hieróglifo e demótico egípcio. O texto é de um decreto escrito por clérigos em 196 a.C, durante o reinado do faraó Ptolomeu 5º.

A rocha foi descoberta em julho de 1799 por soldados que integravam o exército de Napoleão Bonaparte, quando eles ampliavam uma fortaleza perto da cidade de Rashi, também conhecida como Roseta, no Rio Delta.

Quando Napoleão foi derrotado, os britânicos tomaram posse da rocha, nos termos do Tratado de Alexandria, em 1801. Ela foi, então, transportada à Inglaterra, chegando à cidade portuária de Portsmouth em fevereiro de 1802. O rei George 3º ofereceu a rocha ao Museu Britânico alguns meses depois.

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