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terça-feira, 8 de setembro de 2020

Bolsas do EUA fecham em queda pressionadas pelo setor de tecnologia

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Nas mínimas da sessão desta terça-feira, Facebook , Amazon.com, Apple, Tesla, Microsoft, Alphabet e Netflix perderam, conjuntamente, mais de US$ 1 trilhão em valor de mercado. 
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Por Reuters
08/09/2020 19h19 Atualizado há 3 horas
Postado em 08 de setembro de 2020 às 22h25m

  * Post.N. -\- 3.840 *  
Os mercados de ações dos Estados Unidos encerraram em baixa pela terceira sessão consecutiva nesta terça-feira, com os papéis de pesos pesados de tecnologia estendendo o "sell-off" (onda de vendas), enquanto a Tesla sofreu sua maior queda percentual diária após a ação ter ficado de fora na composição do índice S&P 500.

O Dow Jones caiu 2,25%, para 27.500,89 pontos, o S&P 500 perdeu 2,78%, para 3.331,84 pontos, e o Nasdaq registrou queda de 4,11%, para 10.847,69 pontos.
Wall Street — Foto: Lucas Jackson/ReutersWall Street — Foto: Lucas Jackson/Reuters

Todos os 11 principais setores do S&P tiveram queda, com tecnologia e energia liderando as perdas. Notícias na sexta-feira de que o SoftBank realizou compras significativas de opções durante a escalada dos índices de ações nos EUA aumentaram o nervosismo dos investidores.

O setor de tecnologia mais uma vez puxou os índices para baixo, com queda de 4,59%, a terceira consecutiva e no pior desempenho em três dias do índice setorial desde meados de março. Mesmo com a baixa recente, o segmento continua com o melhor desempenho no ano.

"O mercado ficou caro, teve um rali, ficou muito concentrado, e as pessoas ficaram realmente eufóricas", disse Willie Delwiche, estrategista de investimentos da Baird em Milwaukee. "Todos estão posicionados de um lado, não é preciso muita agitação para derrubar algumas maçãs do carrinho."

As ações do setor de energia despencaram 3,71%, já que os preços do petróleo caíram abaixo do nível de US$ 40 por barril.

A recuperação de Wall Street, alimentada em grande parte por grandes quantidades de estímulos monetários e fiscais, foi interrompida na semana passada, com o Nasdaq chegando a cair 9,9% em relação ao seu recorde intradiário, uma vez que investidores embolsaram lucros após um rali que elevou o índice em torno de 70% das suas mínimas da pandemia. As perdas de terça-feira colocaram o índice 10% abaixo da sua máxima de fechamento, confirmando correção iniciada em 2 de setembro.

Nas mínimas da sessão desta terça-feira, Facebook , Amazon.com, Apple, Tesla, Microsoft, Alphabet e Netflix perderam, conjuntamente, mais de US$ 1 trilhão em valor de mercado desde 2 de setembro.

Tesla desabou 21,06%, sua maior queda percentual diária, já que a montadora de carros elétricos foi excluída de um grupo de empresas que estão sendo adicionadas ao S&P 500. Investidores esperavam amplamente sua inclusão após forte balanço trimestral divulgado em julho. Até o fechamento de sexta-feira, a ação havia subido cerca de 400% neste ano.

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segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Governo dos EUA estuda criar 'central de denúncias' para relatar falhas de segurança em sistemas e aplicativos públicos

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Objetivo é facilitar contato do público com técnicos que possam resolver os problemas, mas ideia esbarra em desafios.  
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Governo dos Estados Unidos pretende lançar plataforma e orientações para unificar relatos de vulnerabilidades. — Foto: TheDigitalWay/PixabayGoverno dos Estados Unidos pretende lançar plataforma e orientações para unificar relatos de vulnerabilidades. — Foto: TheDigitalWay/Pixabay

O governo dos Estados Unidos afirmou que pretende criar uma plataforma comum para que cidadãos e pesquisadores de segurança possam entrar em contato com órgãos governamentais e relatar problemas de segurança encontrados em sistemas online ou aplicativos oferecidos pelos entes públicos.

A iniciativa está sendo coordenada pela Agência de Cibersegurança e Segurança de Infraestrutura (CISA, na sigla em inglês). A CISA faz parte do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos.

O sistema deve começar a ser disponibilizado pela CISA em meados de 2021. Cada órgão público americano será responsável por integrá-lo em sua infraestrutura digital.

A agência chegou a solicitar comentários da sociedade civil sobre o assunto. Durante esse período, foram enviadas mais de 200 recomendações de 40 fontes diferentes, incluindo pesquisadores independentes, outras agências federais e empresas de tecnologia.

'Número de emergência' para vulnerabilidades

Em um comunicado em seu site, a CISA afirmou que a plataforma deve funcionar como um "número de emergência" para falhas de segurança em sistemas digitais.

A agência comparou uma denúncia de uma falha com a denúncia de um incêndio. Quando há um incêndio, qualquer cidadão sabe relatá-lo ao número "911", que direciona aos serviços de emergência nos Estados Unidos.

Contudo, hoje não existe um ponto de contato semelhante para problemas de segurança no mundo digital.

Canal de contato não é 'oportunidade de negócios'

A plataforma será acompanhada de uma documentação de boas práticas no tratamento das falhas, mas alguns pontos ainda podem ter divergências.

O prazo máximo para corrigir um problema relatado, por exemplo, é um dos vários assuntos complexos da medida.

A triagem das denúncias também pode ser um desafio. Cada agência terá de descartar relatos incompletos e avaliar a gravidade dos problemas para decidir o que corrigir primeiro.

O próprio anúncio da CISA "brinca" com essa situação, avisando que os meios de contato "não são uma oportunidade de negócios" nem um meio "alternativo" para entrar em contato com as agências para outras finalidades.

Como exatamente cada órgão do governo poderá lidar com esse tipo de contato – que pode ser inevitável – vai depender do que acontecerá na prática.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Rappi adota reconhecimento facial para identificar entregadores; sistema já funciona nos concorrentes

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App pede validação com selfie quando prestador começa sua jornada. Solução similar também é usada no iFood e Uber Eats, mas em frequências diferentes.  
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Por G1  
03/09/2020 18h15 Atualizado há 3 horas
Postado em 03 de setembro de 2020 às 21h20m

  * Post.N. -\- 3.838 *  
Serviço de delivery implementa novas medidas de segurança. — Foto: DivulgaçãoServiço de delivery implementa novas medidas de segurança. — Foto: Divulgação

O aplicativo de entregas Rappi anunciou na última quarta-feira (2) novas medidas de segurança para clientes e entregadores.
Uma das iniciativas para evitar fraudes é um sistema de reconhecimento facial acionado sempre que um entregador inicia o seu serviço.

A novidade é mais uma camada de um processo que já acontece na plataforma durante o login: depois de o prestador de serviço incluir um código que lhe é enviado por WhatsApp, ele tira uma selfie que é comparada com uma foto em um banco de dados.

Aplicativos concorrentes como iFood e Uber Eats também contam com verificação de identidade por foto utilizando sistemas automatizados. A diferença é que as duas empresas realizam a checagem de tempos em tempos.

Nos dois casos, o aplicativo pode pedir, aleatoriamente, para que os entregadores tirem uma selfie antes de aceitarem uma viagem ou de ficarem online.
A Uber utiliza o sistema desde 2017 e o iFood começou a implementá-lo há cerca de seis meses.

O Rappi anunciou ainda que irá bloquear contas de entregadores que não cumprirem os termos e condições do aplicativo ou por descumprimento dos protocolos de segurança.
O sistema de reconhecimento facial vai ajudar a prevenir que novas contas sejam abertas por essas pessoas.

A empresa também revelou está trabalhando com uma startup que realiza validação de antecedentes criminais e com as autoridades para verificar a identidade dos entregadores na rua.

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