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quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Microsoft começa a distribuir atualização que remove o Adobe Flash Player do Windows 10

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Programa é considerado obsoleto. Atualização deve chegar para todos os usuários pelo Windows Update em 2021.  
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TOPO
Por Altieres Rohr
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos
29/10/2020 10h28 Atualizado há 5 horas
Postado em 29 de outubro de 2020 às 15h30m

  *.- Post.N. -\- 3.863 -.*  

Flash Player é responsável por reproduzir animações e vídeos em Flash, mas programa é executado dentro de navegadores e de documentos do Office, criando oportunidades para hackers.  — Foto: Divulgação
Flash Player é responsável por reproduzir animações e vídeos em Flash, mas programa é executado dentro de navegadores e de documentos do Office, criando oportunidades para hackers. — Foto: Divulgação

A Microsoft disponibilizou uma atualização para o Windows 10 que remove a instalação do Flash Player inclusa no sistema e também impede o software de ser instalado novamente. Já considerado obsoleto, o Flash ainda é mantido no sistema para garantir compatibilidade com conteúdos antigos.

O Windows inclui o Flash Player para ser usado como parte do Internet Explorer – que também vem sendo abandonado pela Microsoft. A empresa anunciou que as versões web do pacote Office e do Teams não devem mais funcionar no navegador ao longo de 2021.

Por enquanto, a atualização que remove o Flash embutido no Windows 10 (chamada de KB4577586) é opcional e só está disponível por meio do Microsoft Catalog, um site específico para fazer o download de atualizações. Essa página é mais utilizada por empresas.

De acordo com um comunicado da Microsoft enviado ao site "Bleeping Computer", a atualização deve chegar para os usuários do Windows 10 por meio do Windows Update só em 2021.

Outras versões do Flash (como a que faz parte do navegador Edge, também da Microsoft) não são desinstaladas nem alteradas. No entanto, apenas o Internet Explorer ainda permite a visualização de conteúdo em Flash – os demais navegadores já bloqueiam esse conteúdo. 
De 'queridinho' da web a vilão

O Flash foi uma das tecnologias mais revolucionárias da web no final da década de 90 e início dos anos 2000, dando mais interatividade para as páginas e permitindo a criação de games dentro do navegador.

O software também foi muito utilizado para a criação de infográficos e animações, como desenhos e charges.

Mas a tecnologia perdeu relevância quando a Apple adotou uma postura inflexível para não incluir o Flash no iPhone. Steve Jobs, então CEO da Apple, publicou uma "carta aberta" com "reflexões sobre o Flash" em abril de 2010.

Defendendo a relação que a Apple tinha com a Adobe (responsável por programas muito ligados ao ecossistema da Apple, como o Photoshop), Jobs criticou o Flash por ser uma tecnologia fechada, incompatível com telas sensíveis a toques e prejudicial à autonomia da bateria dos smartphones.

Ele também defendeu que experiências mais personalizadas – por meio de apps desenvolvidos especialmente para o iPhone – seriam muito superiores a qualquer coisa que o Flash pudesse oferecer.

O Flash continuou sendo usado no computador e até apareceu em alguns aparelhos com Android, mas uma série de vulnerabilidades colocou a tecnologia dos engenheiros responsáveis pela segurança de navegação na web.

Este blog recomendou desativar o Flash pela primeira vez em 2015. Na época, muitos anúncios e até vídeos on-line ainda dependiam do Flash.

Com o avanço de tecnologias como o HTML 5 e outros recursos que facilitaram a exibição de conteúdo em vídeo – especialmente as transmissões ao vivo –, o Flash perdeu espaço.

Em julho de 2017, a Adobe, terceira dona do Flash após FutureWave e Macromedia, publicou o primeiro comunicado com um cronograma para encerrar o ciclo da tecnologia.

Projeto arquiva 45 mil jogos em Flash

O Flash Player costumava ser integrado como "plug-in" em navegadores. Ele se tornou icônico no final dos anos 1990 e início de 2000, quando ainda estava nas mãos da sua segunda dona, a Macromedia.

Nesse período, o Flash permitiu a criação de sites mais interativos e até de jogos on-line – muito além das capacidades dos navegadores da época.

Com o fim do Flash, esse conteúdo antigo pode se perder para sempre. Embora os navegadores hoje tenham tecnologias equivalentes ao Flash, eles não são compatíveis com o formato.

Sendo assim, não haverá motivo para sites manterem no ar um conteúdo que nenhum navegador ou computador pode reproduzir.

Isso motivou um arquivista digital, conhecido simplesmente como "BlueMaxima", a criar um projeto de preservação de jogos antigos. A coleção Flashpoint já ocupa 400 GB e tem 49 mil jogos, entre os quais 45 mil estão em Flash. Existe também uma opção para baixar apenas o conteúdo desejado.

A legalidade do projeto é incerta. A Adobe informou que não vai distribuir o Flash Player após o dia 31 e não recomenda o download de fontes não oficiais.

A companhia também disse que não pretende disponibilizar versões antigas do programa – é possível que versões antigas continuem funcionando após a data de corte de 31 de dezembro, o que geraria interesse por essas versões, ainda mais inseguras.

Além de ter se transformado em uma plataforma para jogos, o Flash também foi muito usado por sites como YouTube e Facebook para transmitir conteúdo em vídeo, desviando das limitações que os navegadores tinham para a decodificação de streaming de alto desempenho.

Aos poucos, esses e outros sites migraram para as tecnologias de reprodução de vídeo que hoje vêm embutidas nos próprios navegadores.

Dúvidas sobre segurança digital? Envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com

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terça-feira, 27 de outubro de 2020

Apps baixados 7 milhões de vezes na Play Store contêm códigos de publicidade irregular, alerta empresa

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Fabricante de antivírus identificou 21 programas que se tentam se passar por jogos para atrair usuários.  
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TOPO
Por Altieres Rohr
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos
27/10/2020 13h16 Atualizado há 4 horas
Postado em 27 de outubro de 2020 às 17h20m


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Mais 21 apps com publicidade oculta foram encontrados na Play Store.  — Foto: Divulgação/Google
Mais 21 apps com publicidade oculta foram encontrados na Play Store. — Foto: Divulgação/Google

A fabricante de antivírus Avast publicou um alerta informando que seus especialistas identificaram 21 novos aplicativos de Android que exibem anúncios de forma abusiva.

Todos estavam listados na Play Store, a loja oficial de apps mantida pelo Google, onde conseguiram mais de 7 milhões de downloads.

A prática de esconder anúncios irregulares é normalmente chamada de "HiddenAds".

Diferente da publicidade que patrocina muitos aplicativos e sites, a programação do "HiddenAds" faz com que as propagandas apareçam a qualquer momento, mesmo que o app não esteja em uso. A janela publicitária também não identifica qual aplicativo foi responsável pelo anúncio.

"Eles também frequentemente escondem seus próprios ícones, para que não possam ser deletados, e se escondem atrás de anúncios aparentemente relevantes, de modo que é mais difícil identificá-los", explica o alerta da Avast.

A exibição de publicidade fora da janela do aplicativo fere as regras da Play Store do Google. Dos 21 aplicativos encontrados pela Avast na loja, apenas 4 ainda estão on-line.

Como o Google não revela os motivos para a remoção de um app, não é possível saber se eles foram removidos pela própria empresa ou retirados do ar pelos próprios responsáveis após a publicação da denúncia.

Aplicativo 'Shoot Them' permanece on-line na Play Store. Jogo com mais de 1 milhão de downloads tem mecânica parecida com outro game e resenhas negativas.  — Foto: Reprodução
Aplicativo 'Shoot Them' permanece on-line na Play Store. Jogo com mais de 1 milhão de downloads tem mecânica parecida com outro game e resenhas negativas. — Foto: Reprodução

Com exceção da publicidade oculta, a Avast não informou se algum outro comportamento malicioso foi identificado nos aplicativos.

O download dos anúncios pode reduzir a autonomia do celular na bateria e aumentar o consumo do plano de dados móveis, além de atrapalhar o uso normal do aparelho.

O Android possui um sistema que verifica os apps instalados e alerta sobre apps potencialmente nocivos. Não é necessário desinstalar procurar os apps ou desinstalá-los manualmente, mas a Avast publicou uma planilha com links para todos os apps na Play Store.

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Fabricante de processadores AMD faz acordo para comprar rival Xilinx por US$ 35 bilhões

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Negócio intensifica competição com a Intel e deve criar empresa com 13 mil trabalhadores. TOPO  Por Reuters  27/10/2020 10h53 Atualizado há 5 horas
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TOPO
Por Reuters

Postado em 27 de outubro de 2020 às 14h55m


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Lisa Su, presidente e diretora executiva da AMD, em apresentação durante a CES 2019, em Las Vegas. — Foto: REUTERS/Steve Marcus
Lisa Su, presidente e diretora executiva da AMD, em apresentação durante a CES 2019, em Las Vegas. — Foto: REUTERS/Steve Marcus

A projetista de processadores AMD anunciou nesta terça-feira (27) a compra da rival Xilinx por US$ 35 bilhões em ações, intensificando competição com a Intel no mercado de centrais de processamento de dados.

O acordo, que a AMD espera concluir até o final de 2021, vai criar uma empresa com 13 mil trabalhadores. O negócio precisa ser aprovado pelos acionistas e reguladores.

AMD e Xilinx têm se beneficiado de uma estratégia mais enxuta para conquistar participação de mercado da Intel, que tem enfrentado dificuldades com a produção de seus processadores.

Atualmente, as duas companhias terceirizam parte de suas operações, dependente em alto grau da Taiwan Semiconductor Manufacturing (TSMC), empresa que realiza a fabricação dos semicondutores.

Concorrência com a Intel

Desde que a diretora executiva da AMD, Lisa Su, assumiu o comando da empresa em 2014, ela vem concentrando a estratégia de enfrentar a Intel no mercado de data centers, onde aplicações de computação em nuvem como telecomunicações e inteligência artificial são processadas.

A Xilinx também tem trabalhado para ampliar sua participação de mercado neste segmento, com processadores programáveis que ajudam a acelerar tarefas especializadas como compressão de vídeo ou codificação de dados.

A principal rival da empresa na área, Altera Corp, foi comprada pela Intel em 2015 por US$ 16,7 bilhões.

"Há algumas áreas onde somos muito fortes e vamos poder acelerar parte da adoção da família de produtos da Xilinx", disse Lisa Su à Reuters.

"E há algumas áreas em que a Xilinx é muito forte e acreditamos que vamos poder acelerar alguns produtos da AMD."

Fabricação em Taiwan

O negócio foi anunciado em um momento em que a tecnologia de produção da Intel ficou anos defasada em relação à da taiwanesa TSMC – que tem acordo com a AMD para produzir seus chips.

A AMD, que vendeu suas fábricas quase uma décadas atrás, disparou com chips que possuem performance melhor, segundo especialistas.

A vantagem de performance ajudou a companhia americana a ganhar terreno desde 2013, quando sua fatia do mercado era de menos de 20%. Neste ano, as ações da AMD acumulam valorização de 79%.

A Xilinx também usa as fábricas da TSMC para produzir seus chips e ambas as companhias norte-americanas usam projetos modulares que as ajudam a substituir diferentes partes de um processador para evitar gargalos ou atrasos de produção.

A AMD divulgou resultados trimestrais nesta terça-feira. A companhia teve receita de 2,8 bilhões de dólares e lucro equivalente a 0,41 dólar por papel, superando expectativas de Wall Street de 0,36 dólar, segundo dados da Refinitiv.

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