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quarta-feira, 4 de novembro de 2020

GBWhatsApp e FMWhatsApp são seguros? Entenda por que é melhor evitar versões 'alternativas' do app

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Instalar aplicativo não oficial do WhatsApp pode expor você a códigos maliciosos, publicidade indesejada, perda de dados e até suspensão da conta.  
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TOPO
Por Altieres Rohr
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos
04/11/2020 07h00 Atualizado há 7 horas
Postado em 04 de novembro de 2020 às 14h00m

  *.- Post.N. -\- 3.867 -.*  

Versão oficial do WhatsApp garante segurança e compatibilidade de recursos. — Foto: Altieres Rohr/G1
Versão oficial do WhatsApp garante segurança e compatibilidade de recursos. — Foto: Altieres Rohr/G1

Apesar de ser o aplicativo de mensagens mais popular do mundo, com 2 bilhões de usuários, o WhatsApp ainda deixa a desejar em alguns recursos. Foi só recentemente que o aplicativo recebeu a opção de silenciar conversas para sempre, por exemplo. De olho em pequenas conveniências como essa, muita gente busca versões "adaptadas" do WhatsApp, que não são oficiais.

O GBWhatsApp (ou WhatsApp GB) e o FMWhatsApp são dois exemplos. Também existem versões distribuídas com nomes como "Foaud WhatsApp", "WhatsApp Plus", "Yo WhatsApp" ou "WhatsApp Pro". Todas são muito semelhantes e estão disponíveis apenas para Android.

Usar essas versões do WhatsApp pode ser arriscado e não é uma prática recomendada.

Entenda as razões:

Fontes duvidosas para baixar o app

O WhatsApp oficial pode ser baixado na Play Store ou na App Store, as lojas oficiais de aplicativos para Android e iOS, respectivamente.

Já as versões modificadas do app não podem ser disponibilizadas nas lojas, o que obriga você a procurar outras fontes para baixar o APK (arquivo de instalação de aplicativo do Android).

O download de APKs de fontes duvidosas expõe você a riscos. Também não é fácil saber qual download é a versão "correta" do aplicativo.

Em um pequeno teste com o download de três APKs que diziam ser o GBWhatsApp, todos eram diferentes. Um tinha apenas 2 Megabytes (MB), sendo mais de 20 vezes menor que os outros downloads, que tinham mais de 40 MB. Dois desses arquivos foram detectados como vírus por ao menos um antivírus do site VirusTotal.

Como as modificações não são autorizadas, não existe um "site oficial" para baixar esses arquivos.

Versão falsa do GBWhatsApp na Play Store cadastrada como 'GB Wasahp'. Página também diz que app tem anúncios, ao contrário do WhatsApp legítimo. — Foto: Reprodução
Versão falsa do GBWhatsApp na Play Store cadastrada como 'GB Wasahp'. Página também diz que app tem anúncios, ao contrário do WhatsApp legítimo. — Foto: Reprodução

Suspensão da conta do WhatsApp

Usando uma versão não oficial do WhatsApp, você corre risco de ter sua conta suspensa. Se isso acontecer, você não poderá mais utilizar o WhatsApp até que sua conta seja regularizada. O alerta sobre essa possibilidade está no site oficial do WhatsApp. Veja o que a diz a empresa:

"Os aplicativos não compatíveis (como o WhatsApp Plus, GB WhatsApp e outros apps que dizem transferir suas conversas entre aparelhos diferentes) são versões modificadas do WhatsApp. Esses apps não oficiais foram desenvolvidos por outras empresas e violam nossos Termos de Serviço. O WhatsApp não é compatível com esses apps porque não podemos validar as medidas de segurança implementadas por eles."

Por mais que os aplicativos modificados sejam parecidos com a versão oficial, é muito provável que eles apresentem alguma diferença na comunicação com os servidores do WhatsApp, que são responsáveis pela infraestrutura do serviço de mensagens. Dessa forma, o WhatsApp pode identificar a irregularidade e suspender sua conta.

Perda de dados por incompatibilidade

O WhatsApp pode ser configurado para realizar backups periódicos em nuvem para garantir que você não perca suas mensagens após reinstalar o aplicativo. Isso também evita perda de dados em caso de defeitos no aparelho, extravio ou roubo do telefone.

Com as versões modificadas do WhatsApp, é possível que você não consiga restaurar seus dados a partir do backup, porque o formato de dados não é necessariamente o mesmo.

Propagandas indesejadas

Se muita gente quer baixar versões "melhoradas" do WhatsApp e não encontra um site oficial, há quem enxergue uma oportunidade para criar sites destinados a esse fim e disponibilizar "modificações das modificações".

Ou seja, eles pegam o app, colocam mais coisas junto, e tentam divulgar a página de forma agressiva para que ela apareça com destaque em resultados de busca na web.

Em troca desse "trabalho", essas pessoas adicionam funções adicionais ao APK, muitas vezes para a exibição de publicidade.

Os anúncios tendem a diminuir a autonomia da bateria e consumir um volume maior do seu plano de dados móveis.

Para piorar, também é possível que a solução de publicidade usada nesses programas seja mais agressiva e vaze suas informações.

Apps fora da Play Store não precisam seguir as regras do Google que impõem limites à coleta de dados.

O WhatsApp original não tem anúncios, então não é vantajoso se expor a esse risco.

Falhas de segurança

O WhatsApp é frequentemente atualizado para corrigir problemas de segurança, o que ajuda a deixar seu smartphone mais resistente contra ataques de hackers. Sem essas atualizações, alguém poderia invadir o seu telefone apenas enviando uma mensagem ou iniciando uma chamada de vídeo.

Não é possível saber se as versões alternativas do WhatsApp também recebem essas melhorias. Por melhores que sejam as intenções do autor da modificação, ele não tem acesso ao código completo do aplicativo, o que pode introduzir outras falhas ou deixar falhas antigas sem a devida correção.

Por que proibir modificações?

Existem programas que incentivam a criação de modificações e adaptações. Isso é comum em jogos eletrônicos, por exemplo, e a comunidade tende a se organizar para criar páginas de curadoria, que ajudam a garantir a confiabilidade e a qualidade dos "mods".

O próprio Facebook já permitiu que aplicativos não oficiais conectassem ao serviço Messenger da rede social. Para isso, havia um canal de comunicação aberto e documentado que esses programas podiam usar.

Ou seja, para que meios alternativos de acesso existam, é preciso que as empresas levem isso em conta no desenvolvimento do serviço e mantenham em funcionamento um canal de integração com o app oficial.

Quando isso não existe, o certo é seguir as regras do serviço para evitar problemas. Se isso não for aceitável, é melhor preferir a comunicação por outro serviço que ofereça os recursos que você precisa.

Para aplicativos de mensagens, especialmente quando há um foco na segurança dos usuários, permitir modificações pode deixar muita gente vulnerável a ataques e criar incompatibilidades. Recursos como o "apagar para todos" (que apaga mensagens na tela do destinatário) simplesmente não funcionam se as pessoas não usarem um programa unificado.

Sendo assim, se você quer que o WhatsApp funcione da maneira esperada – seja para você ou para outras pessoas –, é importante que todos usem a versão oficial.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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terça-feira, 3 de novembro de 2020

Samsung anuncia Galaxy S20 FE, versão simplificada do seu topo de linha, por a partir de R$ 4.499

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Celular tem acabamento mais simples, mas possui processador potente da linha S20.  
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Por Alessandro Feitosa Jr, G1  
03/11/2020 11h24 Atualizado há 2 horas
Postado em 03 de novembro de 2020 às 13h35m

  *.- Post.N. -\- 3.866 -.*  

Galaxy S20 FE, celular simplificado da principal linha da Samsung. — Foto: Divulgação/Samsung
Galaxy S20 FE, celular simplificado da principal linha da Samsung. — Foto: Divulgação/Samsung

Samsung anunciou nesta terça-feira (3) a chegada do Galaxy S20 FE ao Brasil, com preços a partir de R$ 4.499. O modelo traz características do carro-chefe da marca como o processador potente, mas tem acabamento de plástico em vez de vidro.

O aparelho foi pensado para ser o mais acessível da linha de celulares de ponta da marca, substituindo o Galaxy S10e – que ainda é vendido na loja oficial por R$ 2.649. A novidade também concorre com o iPhone SE, que custa a partir de R$ 3.699.

Veja os preços no Brasil:

  • Galaxy S20 FE com 6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento: R$ 4.499;
  • Galaxy S20 FE com 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento: R$ 4.999.
Comparativo entre os quatro celulares da linha Galaxy S20. — Foto: Editoria de Arte/G1
Comparativo entre os quatro celulares da linha Galaxy S20. — Foto: Editoria de Arte/G1

Diferenças

Uma das diferenças entre a versão "FE" (sigla para Fan Edition) e os modelos regulares do Galaxy S20, que chegaram ao Brasil em março, é o visual. O novo modelo tem bordas mais evidentes ao redor da tela – o display, inclusive, é plano e não conta com curvatura nas laterais presente nas outras versões.

O Galaxy S20 FE (esquerda) tem bordas maiores ao redor da tela do que o Galaxy S20 (direita). — Foto: Reprodução/Samsung
O Galaxy S20 FE (esquerda) tem bordas maiores ao redor da tela do que o Galaxy S20 (direita). — Foto: Reprodução/Samsung

O tela do novo smartphone tem 6,5 polegadas, a resolução é Full HD e ela conta com a tecnologia de atualização de 120Hz, que deixa as animações mais fluídas.

A fabricante também deixou de lado o acabamento de vidro na traseira, optando por um plástico fosco. São seis opções de cores: verde, azul, rosa, vermelho, laranja e branco. 

Câmeras

O conjunto de câmeras do Galaxy S20 FE ligeiramente diferente dos outros modelos da linha, embora também tenha três sensores.

Dois deles são de 12 megapixels, um principal e outro para fotos com ângulo de visão aberto. O terceiro sensor captura imagens com aproximação de 3x. A câmera para selfies tem 32 megapixels.

Nos outros celulares da linha Galaxy S20, a resolução é maior nas câmeras traseiras, e o zoom é mais potente – chega a 4x sem depender da ampliação digital. Além disso, o S20 FE filma em 4K, enquanto os outros chegam na resolução 8K.

Da esquerda para a direita: Galaxy S20 FE, Galaxy S20, Galaxy S20 Plus e Galaxy S20 Ultra. — Foto: Divulgação/Samsung
Da esquerda para a direita: Galaxy S20 FE, Galaxy S20, Galaxy S20 Plus e Galaxy S20 Ultra. — Foto: Divulgação/Samsung

Processador e memória

O processador do Galaxy S20 FE é o mesmo do restante da linha: um Exynos 990, fabricado pela própria Samsung, que concorre com os principais chips do mercado.

Completam as especificações técnicas 6 GB de RAM ou 8GB, e 128 GB ou 256 GB de armazenamento. A bateria é de 4.500 mAh, grande o bastante para aguentar usos variados do smartphone.

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segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Relógios de alguns celulares foram adiantados mesmo sem horário de verão; veja como corrigir

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Alguns aparelhos do sistema operacional Android não tinham a informação do cancelamento do horário de verão. É preciso desmarcar a opção 'Data e hora automáticas'.  
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Por G1  
01/11/2020 08h42 Atualizado há um dia
Postado em 02 de novembro de 2020 às 11h00m

  *.- Post.N. -\- 3.865 -.*  

Alguns aparelhos de celular alteraram a hora como se o horário de verão não tivesse sido cancelado — Foto: Arte/G1
Alguns aparelhos de celular alteraram a hora como se o horário de verão não tivesse sido cancelado Foto: Arte/G1

O relógio de alguns aparelhos de celular do sistema operacional Android foram adiantados automaticamente em uma hora à meia-noite deste domingo (1). Os aparelhos podem não ter a informação para evitar a alteração que seria feita se houvesse horário de verão, que foi cancelado pelo governo de Jair Bolsonaro em 2019.

Essa alteração automática de horários acontece principalmente em aparelhos com versões anteriores ao Android 10, que foi lançado no ano passado.

Falso horário de verão: celulares e computadores amanhecem com hora adiantada
Falso horário de verão: celulares e computadores amanhecem com hora adiantada

Há duas semanas alguns usuários já tinham relatado que seus celulares adiantaram o relógio. Isso aconteceu porque, até 2017, o horário do verão começava no mês de outubro. Em 2018, a última vez em que foi adotado, ele começou no 1º domingo de novembro.

Saiba corrigir

Nos aparelhos Android

  • Toque no ícone "Configurar";
  • toque na opção "Data e hora";
  • desmarque a opção "Data e hora automáticas";
  • configure manualmente a hora correta.

Os aparelhos que não fizerem mudanças no horário já foram atualizados pelos fabricantes, ou então estão seguindo regras enviadas pelas redes das operadoras de telefonia.

A mudança no horário de verão brasileiro impacta o banco de dados da Autoridade para Atribuição de Números de Internet (IANA), responsável por passar as informações para os smartphones.

Horário de verão

No Brasil, o horário de verão foi instituído pela primeira vez no verão de 1931/1932, pelo então presidente Getúlio Vargas. Sua versão de estreia durou quase seis meses, vigorando de 3 de outubro de 1931 a 31 de março de 1932.

No verão seguinte, a medida foi novamente adotada, mas, depois, começou a ser em períodos não consecutivos. Primeiro, entre 1949 e 1953, depois, de 1963 a 1968, voltando em 1985 até abril de 2019, quando foi revogado por decreto.

O período de vigência do horário de verão era variável, mas, em média, durava 120 dias.

No mundo, o horário diferenciado é adotado em 70 países — e atinge cerca de um quarto da população mundial. O horário de verão é adotado em países como Canadá, Austrália, México, Nova Zelândia, Chile, Paraguai e Uruguai.

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