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quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Amazon volta a pedir suspensão de contrato da Microsoft com o Pentágono

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Empresas disputaram em 2019 projeto de computação em nuvem do Departamento de Defesa, avaliado em US$ 10 bilhões. 
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Por Reuters  
16/12/2020 10h47 Atualizado há 3 horas
Postado em 16 de dezembro de 2020 às 14h00m

  *.- Post.N. -\- 3.907 -.*  

Amazon era favorita para levar o contrato, mas perdeu licitação para a Microsft. — Foto: Mike Segar/Reuters/Arquivo
Amazon era favorita para levar o contrato, mas perdeu licitação para a Microsft. — Foto: Mike Segar/Reuters/Arquivo

A Amazon voltou a pediu a um juiz dos Estados Unidos que suspenda um contrato de computação em nuvem de US$ 10 bilhões de dólares do Pentágono que foi vencido pela Microsoft. A companhia havia feito uma solicitação parecida no início do ano.

A iniciativa aconteceu após o Departamento de Defesa afirmar em setembro que uma reavaliação determinou que a proposta da Microsoft ainda representava o melhor valor para o governo.

Na época do início da licitação, a Amazon era considerada a favorita para levar o projeto, chamado de Infraestrutura de Defesa Corporativa Conjunta (JEDI, na sigla em inglês), que faz parte de uma modernização digital mais ampla do Pentágono.

Um objetivo do JEDI é oferecer aos militares melhor acesso aos dados e à nuvem a partir de zonas de guerra e outros locais remotos.

A Amazon Web Services (AWS) disse em documento de 23 de outubro que a decisão de conceder o contrato para a Microsoft deve "ser invalidada porque é produto de parcialidade sistemática, má-fé e influência indevida exercida pelo presidente Trump", acrescentando que a decisão foi "falha e politicamente corrompida".

A Casa Branca não quis comentar, encaminhando perguntas ao Departamento de Justiça. O Pentágono não comentou imediatamente.

A Microsoft disse em comunicado na terça-feira (15) que autoridades responsáveis pelo contrato decidiram que, dadas as vantagens técnicas superiores e o valor geral, eles ofereceram a melhor solução.

A empresa acrescentou que "é hora de seguirmos em frente e colocar essa tecnologia nas mãos daqueles que precisam dela com urgência: as mulheres e os homens que protegem nossa nação".

A AWS afirmou na terça (15) que, como resultado da revisão do Pentágono em setembro, "o diferencial de preços oscilou substancialmente, com a AWS agora (sendo) a oferta de menor preço por dezenas de milhões de dólares."

A Amazon, que era vista como a principal candidata a ganhar o contrato, entrou com um processo em novembro de 2019 depois que o contrato foi concedido à Microsoft. Trump ridicularizou publicamente o chefe da Amazon, Jeff Bezos, e repetidamente criticou a empresa.

Amazon acusa Trump de fazer pressão contra empresa em contrato bilionário com Pentágono
Amazon acusa Trump de fazer pressão contra empresa em contrato bilionário com Pentágono

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terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Huawei testou sistema de reconhecimento facial que emitia alerta de acordo com etnia, diz jornal

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Reportagem do 'Washington Post' revelou documentos em que companhia diz ser possível enviar 'alarme' para autoridades ao identificar uigures, minoria muçulmana na China.  
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Por G1  
15/12/2020 14h45 Atualizado há 06 horas
Postado em 15 de dezembro de 2020 às 20h45m

  *.- Post.N. -\- 3.906 -.*  

Huawei trabalhou com startup Megvii em sistema de reconhecimento facial que podia alertar autoridades sobre a presença de uigures. — Foto: REUTERS/Aly Song
Huawei trabalhou com startup Megvii em sistema de reconhecimento facial que podia alertar autoridades sobre a presença de uigures. — Foto: REUTERS/Aly Song

A empresa chinesa Huawei testou sistemas de reconhecimento facial que poderiam alertar autoridades sobre a presença de uigures, uma minoria muçulmana do país, de acordo com duas reportagens do jornal "Washington Post".

A primeira matéria, publicada na terça-feira passada (8), revelou documentos da empresa obtidos pelo grupo de pesquisa de vigilância por imagem "IPVM".

O material explicava o funcionamento desse sistema, e estava disponível no próprio site da companhia.

Os papéis mostraram que a Huawei trabalhou com uma startup de reconhecimento facial chamada Megvii em 2018, e que as companhias testaram um sistema de inteligência artificial que poderia escanear rostos em uma multidão e estimar a idade, sexo e etnia de pessoas.

Se esse sistema identificasse o rosto de uma pessoa pertencente à minoria muçulmana uigur, ele poderia emitir um "alarme" para autoridades.

As duas empresas confirmaram ao "Washington Post" que o documento era legítimo, e um porta-voz da Huawei afirmou que se tratava somente de "um simples teste que não teve aplicações no mundo real".

Em outra reportagem, publicada no último sábado (12), o jornal afirmou que a Huawei trabalhou com diversas empresas para desenvolver produtos de vigilância, com base em materiais de marketing disponíveis no site da companhia.

Documentos de pelo menos quatro parcerias falavam sobre a capacidade de identificar pessoas por etnia.

Após o contato do jornal, o material de marketing foi removido do site. Em comunicado ao "Washington Post" a Huawei disse que "não tolera o uso de suas tecnologias para discriminar ou oprimir membros de qualquer comunidade".

Uso de reconhecimento facial é alvo e críticas 

Uso de sistemas de reconhecimento facial na segurança pública é alvo de críticas de especialistas, por preocupações com privacidade e com a precisão desse tipo de tecnologia.

Em junho passado, após o assassinato de George Floyd na cidade de Minneapolis, a IBM anunciou que não iria mais desenvolver e pesquisar tecnologias de reconhecimento facial, alegando riscos de privacidade e possíveis injustiças caso a tecnologia fosse usada por forças policiais.

Pouco depois, a Amazon anunciou uma moratória de um ano para o uso da sua plataforma chamada "Rekognition", mas disse planejar voltara vendê-la após regulamentações do setor nos EUA.

Sanções dos EUA

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos adotou sanções a 8 empresas chinesas, incluindo a Megvii, no ano passado. A decisão estava relacionada com "violações de direitos humanos" contra uigures e outros grupos muçulmanos.

O governo americano também restringiu a atuação da Huawei no país, impedindo a exportação de tecnologia americana para a companhia e restringindo negócios, alegando que o uso de equipamentos de telecomunicações da empresa representa uma ameaça à segurança nacional, algo que a companhia nega.

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

TikTok foi o aplicativo mais baixado de 2020, aponta relatório

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Apps de videochamadas como Zoom e Google Meet também apareceram no top 10. Veja a lista completa da consultoria AppAnnie.  
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Por G1  
14/12/2020 16h00 Atualizado há 3 horas
Postado em 14 de dezembro de 2020 às 19h20m

  *.- Post.N. -\- 3.905 -.*  

Conheça o TikTok, o app que incomoda Donald Trump
Conheça o TikTok, o app que incomoda Donald Trump

O TikTok foi o aplicativo mais baixado ao redor do mundo em 2020, segundo um levantamento publicado na última semana pela empresa de consultoria AppAnnie. O relatório leva em consideração os downloads nos celulares Android e nos iPhones.

A rede social da empresa chinesa ByteDance subiu 3 posições no ranking, superando os aplicativos do Facebook, na comparação com 2019.

Durante o ano, o TikTok se tornou alvo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que alegou que a rede era um risco à segurança do país. Ele exigiu que a companhia vendesse suas operações para uma companhia americana.

Os aplicativos de chamadas de vídeo Zoom e Google Meet foram as principais novidades da lista dos mais baixados, impulsionados pelas medidas de isolamento social ao redor do mundo.

Apesar de ter pedido a liderança, os apps do Facebook, que incluem o da própria rede social, o WhatsApp, o Instagram e o Messenger, ainda figuram no top 10.

Veja a lista abaixo:

  1. TikTok
  2. Facebook
  3. WhatsApp
  4. Zoom
  5. Instagram
  6. Facebook Messenger
  7. Google Meet
  8. Snapchat
  9. Telegram
  10. Likee

O relatório não detalha o número de downloads de cada aplicativo, mas mostra que foram aproximadamente 130 bilhões de downloads nas lojas de apps Google e da Apple.

Os dados foram coletados até 30 de novembro e o ranking pode mudar até o final do ano, segundo a AppAnnie.

No vídeo abaixo, entenda como o TikTok conquistou milhões de usuários:

TikTok: o aplicativo chinês que conquistou milhões de usuários
TikTok: o aplicativo chinês que conquistou milhões de usuários

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