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sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Segurança digital em 2020: sequestros cibernéticos, fraudes em apps, vazamentos de dados e 'mistérios'

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Em ano marcado por mudanças na relação com a tecnologia, criminosos também ajustaram suas táticas em ataques cibernéticos.  
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TOPO
Por Altieres Rohr
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos
25/12/2020 07h00 Atualizado há 4 horas
Postado em 25 de dezembro de 2020 às 11h00

  *.- Post.N. -\- 3.914 -.*  

Fraudes envolvendo apps com assinaturas exorbitantes cresceram em 2020 e estão entre os destaques do ano na área de segurança digital — Foto: Altieres Rohr/G1
Fraudes envolvendo apps com assinaturas exorbitantes cresceram em 2020 e estão entre os destaques do ano na área de segurança digital — Foto: Altieres Rohr/G1

É difícil de imaginar que um ano como 2020 – marcado por inúmeras reviravoltas inesperadas e mudanças na nossa relação com a tecnologia – poderia guardar surpresas até o último minuto.

Mas, na área de segurança digital, foi exatamente isso que aconteceu com a revelação do ataque contra a SolarWinds e seus efeitos: invasões de hackers que atingiram grandes empresas e o governo norte-americano em uma escala sem precedentes.

Mas esse acontecimento não deve nos fazer esquecer de outros fatos que se desdobraram ao longo do ano. O blog Segurança Digital separou as notícias mais marcantes do ano nesta área, e vale a pena conferir se algo não passou batido – ou até recordar o que você já viu.

Vírus de resgate

Os vírus de resgate foram a maior pedra no sapato dos profissionais de segurança em 2020.

Muitos ataques passaram a ser personalizados e ajustados para ter maior efetividade, criando uma ameaça que mistura a criminalidade cotidiana da internet com as chamadas "ameaças avançadas", com intervenção humana e características únicas.

Outra novidade dos vírus de resgate em 2020 foram as ameaças de vazamento de dados, que eram raras no passado.

Em um desses casos, um hospital ficou impedido de socorrer uma paciente na Alemanha, e autoridades até cogitaram tratar o crime como um homicídio. Os investigadores depois entenderam que a paciente teria morrido mesmo com o atendimento e afastaram o crime de homicídio, mas esse foi apenas um dos vários ataques contra instituições de saúde registrados em 2020.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) apareceu entre os alvos desses vírus, sendo obrigado a suspender temporariamente as atividades para recuperar os sistemas.

Golpes em pagamentos e invasão do Twitter

Os crimes digitais não dependeram apenas dos vírus de resgate em 2020. Os "golpes de assinatura" em aplicativos para celular – nos quais os apps cobram valores exorbitantes por funções simples – também apareceram bastante, e ainda não há uma regra clara que tire esses aplicativos das lojas.

Os golpistas também realizaram diversos aprimoramentos a uma fraude conhecida como "Magecart" ou "web skimming", na qual as páginas de pagamento de lojas on-line são adulteradas para enviar os dados do consumidor aos criminosos.

Nas redes sociais, muitos golpes tentaram convencer usuários a transferir criptomoedas para endereços de criminosos. No Twitter, uma invasão em massa atingiu perfis de diversas pessoas famosas.

Mistérios e casos curiosos

O ano também trouxe alguns mistérios, "bugs" bizarros e fraudes curiosas. Uma falha no Android, por exemplo, deixava o celular inutilizável se um papel de parede específico fosse configurado.

Pessoas no mundo todo também receberam "sementes" misteriosas. Como explicado pelo blog Segurança Digital, o envio das sementes era um golpe de "brushing", realizado por lojistas para registrar avaliações positivas falsas em suas lojas e ganhar destaque nos sites onde vendem seus produtos.

Algumas das encomendas que chegaram ao Brasil puderam ser rastreadas ao site "Wish.com".


O que impressionou

Alguns fatos na área segurança também impressionaram em 2020. Um estudante brasileiro recebeu quase R$ 130 mil do Facebook por relatar uma vulnerabilidade no Instagram, enquanto um especialista do Google dedicou seis meses ao estudo de uma vulnerabilidade grave e excepcional no iPhone, mas comunicou o problema à Apple e manteve os detalhes em sigilo para permitir que todos instalassem a atualização que corrige o problema.

Justiça contra fraudes digitais

As autoridades também atuaram contra hackers em 2020, condenando ou prendendo diversos suspeitos. Nos Estados Unidos, o Departamento de Justiça indiciou hackers russos, coreanos e chineses, vinculando todos eles ao governo ou às Forças Armadas dos seus respectivos países.

O ano de 2020 encerrou alguns ciclos, foi o início de outros. No Brasil, entrou em vigor a Lei Geral de Proteção de Dados e também foi lançado o PIX, um novo sistema de pagamentos e transferências digitais.

Já o Google anunciou a chegada de uma nova versão do Projeto Treble, que deve facilitar as atualizações de Android, enquanto a Microsoft prepara um chip de segurança que deve fazer parte dos computadores pessoais em breve.

Quanto às despedidas, a Mozilla encerrou definitivamente o serviço "Firefox Send", que estava sendo abusado por criminosos, e a Adobe cumpriu seu cronograma para dar adeus à tecnologia Flash em 2020.


Vazamentos de dados

Mesmo com a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados, muitos vazados colocaram usuários em risco – no Brasil e no mundo.

O mais grave para os brasileiros foi sem dúvida o vazamento no Ministério da Saúde, que expôs dados pessoais de milhões de cidadãos – mas não foi o único. Relembre os casos:

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Veja como fazer ligações em vídeo para várias pessoas ao mesmo tempo neste Natal

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Reuniões virtuais são opção para reunir familiares e amigos à distância; confira como usar as principais plataformas gratuitas.  
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Por G1  
24/12/2020 13h00 Atualizado há 2 horas
Postado em 24 de dezembro de 2020 às 15h00m

  *.- Post.N. -\- 3.913 -.*  

Tecnologia vai unir parentes afastados pela pandemia de Covid-19
Tecnologia vai unir parentes afastados pela pandemia de Covid-19

Não pode juntar gente e nem sair para abraçar os amigos... Em tempos de luta contra o coronavírus, o jeito neste Natal será fazer ligações de vídeo online. Além de ser seguro conversar à distância, não custa nada: existem muitas opções grátis.

As principais redes sociais oferecem videochat (só não tem no Twitter), mas a maioria limita muito o número de pessoas. Para grupos maiores, existem outras plataformas mais conhecidas por quem já usa para trabalho: do tradicional Skype ao Google Hangouts e o Zoom. 

Veja abaixo o guia de como usar as principais plataformas gratuitas. Caso vá fazer as chamadas do computador, não esqueça de verificar se ele tem câmera e microfone (dá para usar um fone com microfone também). E, se for baixar um aplicativo, atenção para ver se ele é o oficial.

Família de SP se juntou em videoconferência para cantar parabéns pelos 75 anos da avó — Foto: Arquivo pessoal
Família de SP se juntou em videoconferência para cantar parabéns pelos 75 anos da avó — Foto: Arquivo pessoal

WhatsApp

Limitado a 8 pessoas por videochamada

Apesar de ser muito popular no Brasil como aplicativo de conversas em texto e áudio, inclusive com grupos, na hora da conversa em vídeo, o WhatsApp só aceitava até 4 pessoas no começo da pandemia, e somente pelo celular (não funciona na versão web). Mas o Facebook, dono do app, decidiu aumentar esse limite para 8 a partir de 28 de abril.

Por outro lado, a ligação em vídeo no WhatsApp é bem simples de fazer para quem já tem conta. 

Como fazer chamada em vídeo pelo WhatsApp:

  • Para chamar pessoas que estão num mesmo grupo, abra a aba de conversa desse grupo e clique no ícone de telefone que fica no canto superior direito
  • Um menu vai aparecer na parte de baixo da tela, com uma lista dos participantes do grupo. Você poderá selecionar até 7 pessoas, para chamar (com você, serão 8). Feito isso, clique no ícone da câmera
  • Para chamar fora de gruposelecione primeiro uma pessoa e abra a aba de conversaClique no ícone de câmera que fica no canto superior direito (ao lado do ícone de telefone).
  • Inicie a chamada em vídeo e, no canto superior direito, vai aparecer a opção de adicionar mais pessoas (um sinal de +). Você poderá adicionar até 7 (com você, serão 48).
Instagram

Limitado a 6 pessoas por videochamada.

A rede social também tem a opção de conversa em vídeo em grupo, no Direct (ou Inbox). Mas também é limitada, e somente pelo celular. Todas aparecem na tela dividida.

Como fazer chamada em vídeo pelo Instagram:

  • Ao entrar no Instagram, clique no ícone de mensagem direta (seta), no canto superior direito da tela inicial
  • Toque no ícone da câmera no canto superior direito
  • Selecione até 5 pessoas (com você, serão 6).
  • Facebook Messenger

Até 50 pessoas por videochamada.

O Messenger é bem menos limitado que seus “colegas de firma” WhatsApp e Instagram para chamadas em vídeo. Porém, com mais de 6 pessoas na chamada, a tela só mostra quem estiver falando na hora.

Como fazer chamada em vídeo no Facebook Messenger:

  • É mais fácil usar o aplicativo do Messenger  (pode baixar clicando no ícone do Messenger dentro do Facebook ou pela pela loja de aplicativos - Google Play ou App Store, se tiver iPhone);
  • Se não quiser, dá para entrar pela própria página do Facebook no celular, tablet ou computador, e clicar no ícone do Messenger (no canto superior direito)
  • Selecione as pessoas ou o grupo e clique no ícone da câmera
  • Lembre-se de que, com mais de 6 pessoas, a tela só mostra quem estiver falando na hora.
Facebook Rooms

Até 17 pessoas por vídeochamada.

No meio da pandemia e vendo a ascenção meteórica do Zoom, o Facebook anunciou no último dia 24 de abril o recurso Rooms para o Messenger, que será liberado aos poucos.

Essa função vai criar uma sala acessível com um link, que poderá ser criado a partir do próprio Messenger ou do Facebook (assim como no Zoom e no Hangouts).

Não será necessário criar uma conta no Messenger para acessar. A ideia é que, em breve, seja possível criar e participar de salas a partir do WhatsApp e das funções de mensagem direta no Instagram.

Inicialmente, o limite será de 17 pessoas por sala, incluindo o administrador. A pessoa que cria a sala controla as configurações de quem pode entrar, o quão fácil a sala é de ser encontrada e se um link poderá ser usado para acessar a conversa. E sala também poderá ser "trancada".

Google Hangouts

Até 10 pessoas por videochamada na versão Gmail e básica do Gsuite — plataforma corporativa do Google. Na versão Business ou Educação, até 25 pessoas.

Muito usado para conversas de texto, é como se fosse um "WhatsApp" do Google. Ele junta pessoas que tenham qualquer conta na plataforma (Gmail, YouTube, etc).

Como fazer chamada em vídeo no Google Hangouts:

  • Mesmo que nunca tenha usado, você já tem acesso a ele e talvez não saiba. Se você já usa Gmail, por exemplo, o HangOuts fica logo abaixo da lista de pastas, à esquerda (onde aparece o seu perfil)
  • Ou você pode entrar em hangouts.google.com. A página tem um ambiente próprio e mais "amigável”, que não se mistura com seus e-mails
  • Também é possível fazer o download do app para celular/tablet pela loja de aplicativos (Google Play ou App Store, se for iphone)
  • Você pode buscar seus amigos entre seus contatos (pessoas com quem você já trocou e-mail pelo Gmail estão ali automaticamente, assim como contatos que possui em celulares Android, por exemplo). Ou pode convidar pessoas
  • Aí é só clicar noentrar na opção "Vídeochamada" (no computador) ou
  • E você pode criar um grupo, assim como no WhatsApp, para não ter que mandar convite um por um nas próximas vezes.
Google Meet

Até 100 pessoas por videochamada

Na esteira do Facebook, para também concorrer com o Zoom, o Google liberou em meio à pandemia o Meet, que fazia parte de um pacote pago chamado G Suite.

Até setembro próximo, de acordo com o Google, o usuário que tem uma conta da empresa — um e-mail no Gmail ou conta Android, por exemplo — poderá utilizar o Meet no site (meet.google.com) ou baixando o aplicativo na Google Play (loja de aplicativos para Android) ou Apple Store (para iOS, o sistema dos iPhones).

Skype

Até 50 pessoas por videochamada.

Pertencente à Microsoft, é um dos primeiros apps de conversa em vídeo online, lançado em 2003. Além de chamadas em vídeo (ou só áudio) e texto, ele também permite compartilhar a tela do computador (a pessoa pode ver o que está na tela da outra e ajudar a resolver algum problema, por exemplo).

Como os demais citados na reportagem, ele é gratuito, a menos que você queira comprar crédito para fazer chamadas telefônicas para telefones fixos e celulares. Existe a versão Skype for Business, que é paga (US$ 2 por mês, por usuário) e permite até 250 pessoas em uma chamada de vídeo, mas é mais voltada para empresas, como o nome diz.

Como fazer uma chamada em vídeo pelo Skype:

  • Baixe o Skype no celular ou tablet pela loja de aplicativos (Google Play ou App Store, se for iPhone) ou no computador (skype.com)
  • Também é possível usar o Skype no computador sem baixar nada, em web.skype.com
  • Crie uma conta; se você tiver uma conta Microsoft (como @outlook. com ou @msn.com ou sendo usuário do pacote Office), já é automaticamente um usuário Skype; basta abrir o app e fazer login
  • Busque os amigos pelo nome de perfil deles no Skype ou pelo email. Se não encontrar, você pode mandar um convite.
Zoom

Até 100 pessoas por videochamada no modo gratuito, por até 40 minutos.

O programa faz reuniões virtuais no computador ou celular/tablet, e permite compartilhamento de tela (as pessoas podem ver o que está na tela do computador de quem compartilhou, para entender um passo a passo, por exemplo, ou acompanhar um texto). Por isso tem sido usado para aulas online, com ou sem vídeo.

No entanto, o Zoom tem sido alvo de desconfiança e algumas empresas barraram seu uso. O fato de enviar convites por link e exigir que seja baixado o aplicativo (não versão web, para usar no computador sem app), deixa os usuários mais expostos a apps falsos. 

Como fazer chamada de vídeo no Zoom:

  • Baixe o Zoom no celular/tablet pela loja de aplicativos (Google Play ou App Store, se for iPhone) ou no computador (em zoom.us/pt-pt/meetings.html)
  • Se recebeu um convite, não precisa ter conta na plataforma para entrar na reunião: basta incluir o “ID” (número) da reunião, que aparece nesse convite
  • Caso queira criar uma reunião e enviar convites, é preciso ter uma conta no aplicativo (ele pede apenas o email e a criação de uma senha) ou fazer login com a conta do Google ou do Facebook
  • Ative o recurso que fecha a reunião para novos participantes. Basta clicar em "Manage participants', depois em "More' e, então, em "Lock Meeting"
Para usar a função 'Lock Meeting' no Zoom e fechar uma reunião para novos participantes, clique em 'Manage participants', depois em 'More' e então em 'Lock Meeting' — Foto: Reprodução
Para usar a função 'Lock Meeting' no Zoom e fechar uma reunião para novos participantes, clique em 'Manage participants', depois em 'More' e então em 'Lock Meeting' — Foto: Reprodução


Mulher faz ligação de vídeo com duas pessoas durante quarentena de coronavírus; chamadas também acontecem entre médicos e pacientes — Foto: AP Photo/Mark Lennihan
Mulher faz ligação de vídeo com duas pessoas durante quarentena de coronavírus; chamadas também acontecem entre médicos e pacientes — Foto: AP Photo/Mark Lennihan

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terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Facebook diz que vai adicionar mais recursos de segurança em 2021

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Empresa afirma que irá permitir que usuários utilizem chaves de segurança físicas para acessar a rede, além de ampliar o monitoramento de invasões para contas verificadas. 
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TOPO
Por Reuters

Postado em 22 de dezembro de 2020 às 23h00m

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Facebook promete mais segurança aos usuários em 2021 — Foto:  Dado Ruvic/Reuters
Facebook promete mais segurança aos usuários em 2021 — Foto: Dado Ruvic/Reuters

O Facebook afirmou nesta terça-feira (22) que vai começar a permitir que os usuários definam chaves físicas de segurança como forma de verificação de identidade quando acessarem o aplicativo da rede social a partir do próximo ano.

A companhia atualmente oferece opção de exigência de uma chave de segurança que pode ser conectada a um computador de mesa antes de cada acesso à rede social. Os usuários podem comprar essa espécie de token e registrá-lo junto ao Facebook, afirmou a empresa.

Monitoramento de contas verificadas

A empresa afirmou que pretende expandir o programa Facebook Protect – voltado a contas de personalidades, incluindo de candidatos políticos – para mais tipos de contas no próximo ano.

O programa existe atualmente nos Estados Unidos e inclui monitoramento em tempo real contra potenciais invasões. Ele será ampliado para usuários como jornalistas e ativistas como defensores de direitos humanos que estejam sob risco de serem alvo de hackers, disse a empresa.

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