Total de visualizações de página

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Funcionários da Alphabet, dona do Google, formam sindicato nos EUA

=======.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____--------------______---------   -----------____---.=.=.=.= ====


Até agora, 0,10% dos trabalhadores da empresa se filiaram. Grupo vai funcionar em modelo que não exige reconhecimento de agência de relações trabalhistas dos EUA.  
===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====
Por G1  
04/01/2021 15h33 Atualizado há 1 hora
Postado em 04 de janeiro de 2020 às 16h35m

  *.- Post.N. -\- 3.922 -.*  

Funcionários do Google protestam após vir à tona caso de assédio envolvendo o Andy Rubin, idealizador do Android, em dezembro de 2018. — Foto: Reuters/Stephen Lam
Funcionários do Google protestam após vir à tona caso de assédio envolvendo o Andy Rubin, idealizador do Android, em dezembro de 2018. — Foto: Reuters/Stephen Lam

Um grupo de mais de 220 funcionários da Alphabet, empresa que controla o Google, anunciou nesta segunda-feira (4) a formação de um sindicato nos Estados Unidos.

Chamada de "Sindicato dos Trabalhadores da Alphabet", a organização será afiliada ao sindicato de Trabalhadores de Comunicações das Américas, que representa funcionários de empresas de telecomunicações e mídias nos EUA e no Canadá.

Ao contrário de um sindicato tradicional, que segue algumas legislações trabalhistas específicas e exige que o empregador negocie e assine um contrato com seus funcionários, o grupo irá se organizar como um "sindicato minoritário".

Essa iniciativa permitirá que trabalhadores terceirizados, que representam uma grande fatia dos funcionários do Google, também possam se juntar à iniciativa.

Até o momento, 226 trabalhadores da Alphabet assinaram o documento que os tornam parte do sindicato. Segundo o jornal "New York Times", a empresa possui mais de 220 mil funcionários contratados e terceirizados.

"Quando o Google abriu seu capital em 2004, disse que seria uma companhia que 'faz boas coisas para o mundo mesmo que fosse preciso renunciar a alguns ganhos de curto prazo'. Seu lema costumava ser 'não seja mau' . Nós vamos viver seguindo esse lema", escreveram os organizadores do movimento.

Ao se organizar como um "sindicato minoritário", o grupo não precisa ser reconhecido pelo Conselho Nacional de Relações Trabalhistas, uma agência governamental dos EUA, nem realizar eleições formais.

A intenção não é assinar um contrato com o Google, mas criar uma "estrutura sustentável" para defender direitos e interesses dos funcionários, segundo um comunicado. A tendência é que, ao juntar trabalhadores, o grupo possa pressionar a Alphabet em algumas decisões.

A diretora de operações de pessoas do Google, Kara Silverstein, enviou um comunicado para veículos de comunicação em que diz a companhia "sempre trabalhou duro para criar um espaço de trabalho solidário e recompensador para a força de trabalho".

"Nossos funcionários protegeram os direitos trabalhistas que apoiamos. Mas, como sempre fizemos, continuaremos nos envolvendo diretamente com todos os nossos funcionários", afirmou.

A iniciativa é rara no Vale do Silício e entre trabalhadores do setor de tecnologia. Funcionários de duas pequenas empresas da área organizaram sindicatos em 2020: da plataforma de financiamento coletivo Kickstarter e da ferramenta de colaboração de códigos Glitch.

Plano de fundo

Funcionários do Google protestam contra assédio sexual, em dezembro de 2018. — Foto: REUTERS/Jeenah Moon
Funcionários do Google protestam contra assédio sexual, em dezembro de 2018. — Foto: REUTERS/Jeenah Moon

A relação entre os funcionários e as lideranças executivas da Alphabet se tensionaram nos últimos anos, o que incentivou a criação do sindicato, segundo o comunicado do grupo.

Parul Koul e Chewy Shaw, que trabalham no Google e presidem a nova organização, escreveram um artigo de opinião publicado no jornal "New York Times" e citaram exemplos dessa ruptura.

Em 2018, os funcionários do Google escreveram uma carta ao CEO da companhia, Sundar Pichai, pedindo que encerrasse uma parceria com o Pentágono que estaria desenvolvendo um programa de inteligência artificial (IA), chamado Project Maven. A pressão deu certo, a empresa deixou o projeto de lado.

No mesmo ano, outra movimentação dos trabalhadores fez com que o Google abandonasse o Projeto Dragonfly, um plano para lançar uma versão censurada dos serviços de buscas on-line na China.

Também em 2018, milhares de trabalhadores deixaram os escritórios e protestaram contra escândalos de assédio sexual e como a empresa lida com esses casos, no chamado Google Walkout.

O protesto aconteceu após uma reportagem do jornal New York Times mostrar que a empresa protegeu Andy Rubin, um alto executivo diretor do sistema Android, acusado de assédio.Ele deixou a empresa com um bônus de US$ 90 milhões.

No final de 2020, milhares de profissionais do Google e apoiadores acadêmicos assinaram um abaixo-assinado contra a demissão da cientista de inteligência artificial Timnit Gebru.

Ela enviou um e-mail interno acusando o Google de "silenciar vozes marginalizadas", após superiores terem solicitado que ela não publicasse um artigo científico ou retirasse seu nome e de colegas. Gebru foi desligada da companhia pouco depois.

Google no centro de denúncias de racismo após demissão de cientista
Google no centro de denúncias de racismo após demissão de cientista

Em dezembro passado, o Conselho Nacional de Relações Trabalhistas acusou o Google de espionar ilegalmente funcionários que organizaram protestos e ter demitido dois deles em retaliação.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================---------------------------------------------------------------------------------====-++------

domingo, 3 de janeiro de 2021

Como cientista da Nasa de Uganda, Catherine Nakalembe, usa satélites para impulsionar a agricultura

=======.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____--------------______---------   -----------____---.=.=.=.= ====


Catherine Nakalembe ganhou o prêmio Africa Food Prize deste ano por trabalho pioneiro usando imagens de satélite. 
===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====
TOPO
Por BBC  
02/01/2021 19h00 Atualizado há 20 horas
Postado em 03 de janeiro de 2021 às 15h00m

  *.- Post.N. -\- 3.921 -.*  

Catherine Nakalembe ganhou o prêmio Africa Food Prize deste ano por trabalho pioneiro usando imagens de satélite — Foto: BBC
Catherine Nakalembe ganhou o prêmio Africa Food Prize deste ano por trabalho pioneiro usando imagens de satélite — Foto: BBC

Como uma entusiasta jogadora de badminton, a ugandense Catherine Nakalembe queria estudar ciências do esporte na universidade, mas o fracasso em obter as notas exigidas para um subsídio do governo a colocou no caminho que a levou à Nasa. E ainda ganhou um relevante prêmio de pesquisa em alimentos, escreve Patience Atuhaire da BBC.

Quando Nakalembe tentou explicar a um fazendeiro de Karamojong, no nordeste de Uganda, como o trabalho dela usando imagens tiradas de satélites centenas de quilômetros acima da Terra se relaciona com seu pequeno terreno, ele riu.

Embora ela use as imagens em alta resolução em seu trabalho pioneiro para ajudar os agricultores e os governos a tomarem melhores decisões, ela ainda precisa trabalhar para aprimorar os dados.

Em outras palavras, do espaço você não pode dizer a diferença entre grama, milho e sorgo.

"Por meio de um tradutor, disse ao fazendeiro que quando olho os dados, vejo apenas o verde. Eu imprimi uma foto, que mostrei a ele. Ele então foi capaz de entender que... é preciso visitar a fazenda fisicamente para fazer essas distinções", disse a pesquisadora à BBC.

Dr. Nakalembe fala a fazendeiros sobre como usar um aplicativo para enviar informações sobre as plantações — Foto: Catherine Nakalembe via BBC
Dr. Nakalembe fala a fazendeiros sobre como usar um aplicativo para enviar informações sobre as plantações — Foto: Catherine Nakalembe via BBC

Ela é uma mulher de fala mansa e um comportamento radiante. É difícil imaginá-la caminhando por horas no calor do semi-árido do Karamoj, procurando descobrir as distinções granulares que só podem ser detectadas no solo.

Isso ocorre especialmente em importantes regiões agrícolas dominadas por pequenos proprietários que podem plantar safras diferentes em épocas diferentes do ano, levando a um grande número de variedades. Essa complexidade torna quase impossível o monitoramento para a maioria das autoridades. 

O trabalho de Nakalembe ajudou pessoas na semi-árida Karamajong — Foto: Getty Images via BBC
O trabalho de Nakalembe ajudou pessoas na semi-árida Karamajong — Foto: Getty Images via BBC

Nakalembe, professora assistente do departamento de ciências geográficas da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, usa os dados de satélite para estudar a agricultura e os padrões climáticos.

Essas informações são combinadas com dados coletados in loco sobre as safras e suas condições para construir um modelo que aprende a reconhecer padrões para ajudar a fazer as análises.

Foi isso que deu a ela o Africa Food Prize (Prêmio Alimentos da África 2020, em tradução livre), ao lado de André Bationo de Burkina Faso, pelo trabalho dele com fertilizantes.

A cientista, que também chefia a seção africana do programa de alimentação e agricultura da Nasa, explica: "Do ar, dá para ver qual área é construída, se está limpa, se tem vegetação ou água.

"Também podemos dizer o que é terra cultivável e o que é floresta. Como temos um registro de 30 anos de como se parece uma terra cultivável, podemos dizer o que é saudável, o que não é ou qual parte melhorou."

'Uma corda de resgate para famílias rurais'

Nakalembe trabalha com as autoridades locais para ajudar a melhorar as políticas agrícolas — Foto: Catherine Nakalembe via BBC
Nakalembe trabalha com as autoridades locais para ajudar a melhorar as políticas agrícolas — Foto: Catherine Nakalembe via BBC

Usando informações coletadas no local por pesquisadores ou enviadas pelos próprios agricultores, ela pode distinguir entre os tipos de cultura e criar um mapa que mostra se as fazendas estão prosperando em comparação com a mesma cultura em outros lugares da região.

O modelo foi usado em lugares como os Estados Unidos, onde a agricultura mecanizada ocorre em escala industrial. As informações podem ajudar a informar as decisões sobre quando irrigar ou quanto fertilizante deve ser usado.

Mas mesmo um agricultor em Uganda ou em qualquer outro lugar do continente, usando apenas uma enxada e trabalhando por longas horas em seu pequeno terreno, encontrará esta informação valiosa.

"O sensoriamento remoto permite monitorar grandes extensões de terra usando dados disponíveis gratuitamente.

"Você pode dar uma previsão. Se combinar as estimativas de satélite de chuva e temperatura, você pode dizer que vai chover nos próximos 10 dias e os agricultores devem preparar seus campos. Ou, se não houver chuva, eles não precisam desperdiçar suas sementes e podem esperar algumas semanas", diz o Nakalembe

Em grande parte do continente, onde as fazendas são frequentemente pequenas parcelas fragmentadas longe das fontes de informação, esses dados podem ser traduzidos em mensagens de texto no idioma local, programas de rádio ou repassados ​​por trabalhadores agrícolas.

Também é uma evidência de que os governos podem usar os dados para planejar uma resposta a desastres em caso de perda de safra ou inundações repentinas e salvar as comunidades da fome.

As primeiras pesquisas de Nakalembe permitiram que 84 mil pessoas em Karamoja evitassem os piores efeitos de um clima altamente variável e da falta de chuvas.

"Ela trabalhou conosco em 2016 para desenvolver ferramentas que preveem a incidência da seca", diz Stella Sengendo, que trabalha com risco de desastres no gabinete do primeiro-ministro.

"Usamos esses dados para estimar o número de famílias que provavelmente serão afetadas por fortes períodos de seca. Em seguida, desenvolvemos um programa que envia fundos às famílias, por meio do governo local.

"Os moradores fazem obras públicas e ganham dinheiro durante a estação seca. Eles economizam 30% e usam 70% para o consumo diário", explica Sengendo.

Os 5.500 xelins de Uganda (R$ 7,70) por dia são uma corda de resgate para as famílias em uma região que tem apenas uma temporada de colheita por ano. E cerca de 60% desses trabalhadores são mulheres, que, segundo estudos, sofrem os piores efeitos das mudanças climáticas.

Cientista ambiental por acidente

Ganhar o prêmio foi um choque para Nakalembe — Foto: Africa Food Prize via BBC
Ganhar o prêmio foi um choque para Nakalembe — Foto: Africa Food Prize via BBC

Criada na capital, Kampala, por uma mãe que gerencia um restaurante e um pai que é mecânico, Nakalembe nunca se imaginou trabalhando com satélites.

Ela jogava badminton com as irmãs e queria se formar em ciências do esporte, mas sem as notas exigidas para obter um diploma do governo, ela se voltou para a ciência ambiental na Makerere University.

Nunca tendo saído de Kampala, exceto para um evento familiar ocasional, ela se inscreveu para trabalhar na Autoridade de Vida Selvagem de Uganda para ganhar créditos para o curso dela.

"O mapeamento me atraiu. Fui para o Monte Elgon, no leste. Ainda tenho fotos do meu primeiro trabalho de campo porque foi realmente emocionante", diz ela, radiante.

A cientista da Nasa, que agora viaja pela África treinando departamentos do governo sobre como desenvolver programas de segurança alimentar, foi para a Universidade Johns Hopkins para um mestrado em geografia e engenharia ambienta

Ela diz: "Sempre tive a mesma afirmação pessoal: adquirir conhecimento e aplicá-lo em casa."

"O programa de PhD da Universidade de Maryland me permitiu entrar no sensoriamento remoto, mas o mais importante foi vir e trabalhar em Uganda e em todo o continente."

A pesquisadora pioneira também orienta jovens mulheres negras para encorajá-las a entrar nas ciências ambientais.

"Na diáspora, vou a reuniões e sou a única que tem esta aparência. Sinto-me solitária quando é um novo país ou espaço.

"Na África Oriental, encontro muitas pessoas com quem podemos compartilhar experiências e nossas lutas. Gostaria de ver mais mulheres negras neste grupo", disse Nakalembe, parecendo determinada em seu desejo.

A notícia de que ela tinha ganhado o Africa Food Prize 2020 em setembro chegou a ela por meio de um telefonema inesperado. Ela não sabia que havia sido indicada e se perguntou por que seus colegas insistiram para que ela mantivesse o telefone perto.

Quando a chamada finalmente veio, ela foi convidada a esperar pelo ex-presidente nigeriano Olusegun Obasanjo, que mal deu os parabéns antes da chamada ser desligada.

"Foi como ir ao hospital com dor de cabeça e depois ouvir que você vai ter um filho.

"Quando liguei para minha família, minha irmã achou que eu estava sendo enganada. Minha mãe disse a mesma coisa que sempre diz sempre quando conquisto algo: 'Webale kusoma' ('obrigada por estudar muito' em Luganda)", diz ela.

A euforia da vitória claramente ainda não passou, a julgar pelo grande sorriso com que ela fala sobre o prêmio.

"Imagine, agora tenho uma página da Wikipedia."

"Quando me apresento recentemente, tenho que me lembrar de dizer: 'Também sou a laureada do Prêmio Alimentos da África de 2020'. E tenho meu troféu gigante que pesa cerca de 5 kg. Então, sei que não estou sonhando," diz com orgulho.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================---------------------------------------------------------------------------------====-++------

sábado, 2 de janeiro de 2021

Conteúdo em Flash começará a ser bloqueado na web pela própria Adobe

=======.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____--------------______---------   -----------____---.=.=.=.= ====


Animações serão substituídas por link que informa sobre o encerramento da vida útil do software.  
===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====
TOPO
Por Altieres Rohr
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos
01/01/2021 07h00 Atualizado há um dia
Postado em 02 de janeiro de 2021 às 12h00m

  *.- Post.N. -\- 3.920 -.*  

Flash Player é responsável por reproduzir animações e vídeos em Flash, mas programa era executado dentro de navegadores e de documentos do Office, criando oportunidades para hackers — Foto: Divulgação
Flash Player é responsável por reproduzir animações e vídeos em Flash, mas programa era executado dentro de navegadores e de documentos do Office, criando oportunidades para hackers — Foto: Divulgação

Cumprindo o cronograma de encerramento da vida útil do Flash Player, o conteúdo em Flash ainda disponível na web não deve mais ser reproduzido a partir de 12 de janeiro por determinação da própria Adobe, que é dona da tecnologia.

As animações serão substituídas por um gráfico que pode ser clicado para acessar uma página no site oficial informando sobre o fim da vida útil do produto.

A partir dessa data, o Flash também não deve mais receber nenhuma atualização por parte da Adobe. Na prática, isso significa que a compatibilidade e a segurança do software não estão mais garantidas pela sua mantenedora e que qualquer tentativa de usar o aplicativo pode trazer consequências indesejadas.

Mesmo com o fim da tecnologia, usuários devem continuar atentos para evitar golpes envolvendo o Flash. É possível que criminosos continuem aproveitando o nome do software para distribuir programas indesejados com a promessa de permitir acesso a algum conteúdo que a vítima do golpe está procurando.

O Flash foi um conjunto de tecnologias surgido na década de 90 e que, em seu auge, era formado por um software de animação (Flash), um servidor de mídia (Flash Media Server) e um reprodutor (Flash Player) que podia ser embutido nos navegadores web e até em softwares de escritório, como o Microsoft Office.

Esses produtos permitiam a reprodução de jogos, animações e vídeos dentro dos navegadores, contornando limitações técnicas existentes em vários períodos da internet.

Página de verificação do Flash não mais exibe a animação correta, mesmo que o plug-in seja ativado no Internet Explorer — Foto: Reprodução
Página de verificação do Flash não mais exibe a animação correta, mesmo que o plug-in seja ativado no Internet Explorer — Foto: Reprodução

Quando a década de 2000 se encerrou, a evolução dos navegadores e a internet móvel, ancorada em recursos mais simples e leves, deixou cada vez menos espaço para a atuação do Flash, que recebeu um duro golpe com a recusa da Apple em incluir o software no iPhone.

O legado da tecnologia também manteve o Flash vulnerável a ataques, criando uma pressão para o abandono completo do produto.

Os principais navegadores do mercado – Chrome, Firefox, Safari e Edge – começaram a bloquear gradualmente o conteúdo em Flash para reduzir os riscos da tecnologia.

Em 2017, a Adobe tornou público o plano de abandonar a tecnologia até 2020 – que se concretiza com essa medida que entrou em vigor em 1º de janeiro.

O Flash foi uma das tecnologias mais revolucionárias da web no final da década de 90 e início dos anos 2000, dando mais interatividade para as páginas e permitindo a criação de games dentro do navegador.

Mas a tecnologia perdeu relevância quando a Apple adotou uma postura inflexível para não incluir o Flash no iPhone. Stev Jobs criticou o Flash por ser uma tecnologia fechada, incompatível com telas sensíveis a toques e prejudicial à autonomia da bateria dos smartphones.

O Flash continuou sendo usado no computador e até apareceu em alguns aparelhos com Android, mas uma série de vulnerabilidades colocou a tecnologia dos engenheiros responsáveis pela segurança de navegação na web.

Este blog recomendou desativar o Flash pela primeira vez em 2015. Na época, muitos anúncios e até vídeos on-line ainda dependiam do Flash.

Com o avanço de tecnologias como o HTML 5 e outros recursos que facilitaram a exibição de conteúdo em vídeo – especialmente as transmissões ao vivo –, o Flash perdeu espaço.

Em julho de 2017, a Adobe, terceira dona do Flash após FutureWave e Macromedia, publicou o primeiro comunicado com um cronograma para encerrar o ciclo da tecnologia.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================---------------------------------------------------------------------------------====-++------