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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Empresa diz que mais de 100 milhões de brasileiros tiveram dados de celulares expostos

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Segundo a PSafe, as primeiras suspeitas são de que as informações seriam de duas operadoras de telefonia, mas a companhia não conseguiu confirmar.  
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Por Jornal Nacional  
10/02/2021 20h49 Atualizado há 2 horas
Postado em 10 de fevereiro de 2021 às 22h55m

  *.- Post.N. -\- 3.954 -.*  

Mais de cem milhões de brasileiros tiveram dados celulares vazados ilegamente
Mais de cem milhões de brasileiros tiveram dados celulares vazados ilegamente

A empresa de segurança cibernética Psafe disse nesta quarta-feira (10) que dados de mais de 100 milhões de celulares de brasileiros foram vazados.

As primeiras suspeitas são de que os dados seriam de duas operadoras de telefonia, mas a PSafe ainda não conseguiu confirmar. Ao todo, foram 102.828.814 números vazados, segundo a empresa.

Estão disponíveis informações como CPF, número de celular, tipo de conta telefônica, minutos gastos em ligação e outros dados pessoais. A informação foi divulgada nesta tarde pelo site NeoFeed.

A PSafe diz ainda que informações estão disponíveis para venda na camada da internet onde ocorrem crimes, por um pouco mais de R$ 12 mil. É um mercado clandestino onde os hackers cobram para fornecer esses dados que podem ser usados por outros criminosos em fraudes.

No mês passado, essa empresa identificou outros dois vazamentos. Um envolvendo 223 milhões de CPFs e um outro com informações mais detalhadas de 140 milhões de pessoas. Neste último, foram vazados dados como telefone, formação acadêmica, salário, endereços e até fotos.

O executivo da PSafe, Marco de Mello, diz que a frequência e o tamanho dos vazamentos recentes preocupam.

"A magnitude é muito grande, o que isso indica em termos da repetitividade com que estão acontecendo estes vazamentos na internet escura e venda desse tipo de dados de brasileiros é realmente um padrão alarmante", diz Mello.

"E isso indica uma aceleração muito grande na sofisticação na organização desse mundo criminoso. Existe uma organização criminosa trabalhando na comercialização de dados roubados e dados obtidos ilicitamente", acrescenta.

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Samsung Galaxy S21 é lançado no Brasil partindo de R$ 5.999; modelos virão sem carregador e fone de ouvido

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Smartphone tem opção padrão, 'plus' e 'ultra'. Veja os preços e detalhes de cada um.  
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Por Alessandro Feitosa Jr e Rafael Miotto, G1  
09/02/2021 11h02 Atualizado há 04 horas
Postado em 09 de fevereiro de 2021 às 15h05m

  *.- Post.N. -\- 3.953 -.*  

Galaxy S21 Ultra, S21+ e S20. — Foto: Divulgação/Samsung
Galaxy S21 Ultra, S21+ e S20. — Foto: Divulgação/Samsung

A Samsung lançou nesta terça-feira (9) os novos Galaxy S21 no Brasil. Evolução de sua principal linha de celulares, o smartphone tem preços partindo de R$ 5.999.

Veja preços e versões do Galaxy S21:

  • S21: R$ 5.999, com 128 GB de armazenamento e 8 GB de RAM
  • S21+: R$ 6.999, com 128 GB de armazenamento e 8 GB de RAM
  • S21+: R$ 7.399, com 256 GB de armazenamento e 8 GB de RAM
  • S21 Ultra: R$ 9.499, com 256 GB de armazenamento e 12 GB de RAM
  • S21 Ultra: R$ 10.499, com 512 GB de armazenamento e 16 GB de RAM

As vendas dos smartphones começam no dia 5 de março.

Em seu lançamento internacional, em meados de janeiro, o aparelho foi apresentado com três modelos: o Galaxy S21, S21+ e S21 Ultra. (veja mais detalhes de cada um abaixo).

Os celulares possuem suporte à tecnologia de redes 5G, ganharam um processador mais potente e novidades no acabamento.

Repetindo a iniciativa da Apple, a Samsung não irá incluir o carregador de parede e o fone de ouvido – somente o cabo USB. A empresa usou a mesma justificativa da concorrente, e disse que a decisão tem fins ambientais.

Quem não tiver os acessórios poderá comprá-los de forma separada. No Brasil, o carregador compatível custa R$ 99 na loja oficial – os fones com fio da empresa com entrada USB-C saem por a partir de R$ 129.

A Samsung firmou um acordo com o Procon-SP e se comprometeu a disponibilizar o carregador para aqueles que solicitarem o acessório, mas a condição é válida somente durante o período de pré-venda, que vai de 10 de fevereiro a 4 de março.

Subida nos preços

Os modelos do Galaxy S21 estão mais caros do que as opções correspondentes do ano passado. A alta da versão padrão foi de R$ 500 em relação ao seu antecessor, Galaxy S20, lançado por R$ 5.499 em 2020.

O modelo S21+ teve subida de R$ 1.000 em relação ao seu equivalente do ano passado. Já a opção Ultra estão R$ 1.500 e R$ 2.000 mais caros do que os correspondentes de 2020.

Infográfico mostra as características da linha Samsung Galaxy S21. — Foto: Editoria de Arte/G1
Infográfico mostra as características da linha Samsung Galaxy S21. — Foto: Editoria de Arte/G1

Mudanças na tela e no acabamento

O Galaxy S21 e o S21+ têm telas planas de 6,2 e 6,7 polegadas, respectivamente – seus antecessores apresentavam tela curva nas bordas.

O Galaxy S20 Ultra mantém a característica de tela curva, além de ter ganhado suporte à caneta S Pen, presente na linha "Note" da marca – o acessório, porém, precisa ser comprado de forma separada e custa R$ 299.

Galaxy S21 Ultra tem suporte à caneta S Pen, mas ela precisa ser comprada de forma separada. — Foto: Divulgação/Samsung
Galaxy S21 Ultra tem suporte à caneta S Pen, mas ela precisa ser comprada de forma separada. — Foto: Divulgação/Samsung

Outra mudança de design está na traseira do Galaxy S21 padrão, que agora é de plástico – antes era vidro. O Galaxy S21+ e S21 Ultra continuam com traseira de vidro.

Novidades em câmeras

Cores do Galaxy S21+ — Foto: Divulgação/Samsung
Cores do Galaxy S21+ — Foto: Divulgação/Samsung

Uma das principais novidades da linha é o módulo de câmeras, passou a ser incorporado na carcaça, diminuindo a sensação de relevo. Em modelos anteriores, os sensores pareciam "saltar" muito da traseira.

O S21 e S21+ possuem o mesmo conjunto de câmeras. São 3 sensores na traseira:

  • um com lente grande angular (para fotos tradicionais), de 12 megapixels;
  • outro com lente ultra angular (que permite imagens com campo de visão maior), também com 12 megapixels;
  • e o último com lente teleobjetiva (para fazer imagens com zoom), com 64 megapixels.

A câmera de selfies tem 10 megapixels.

Já o S21 Ultra tem uma câmera a mais:

  • uma com com lente grande angular (para fotos tradicionais) de 108 megapixels;
  • outro com lente ultra angular (para fazer imagens com campo de visão maior), de 12 megapixels;
  • e mais dois sensores com lentes teleobjetivas (para imagens com zoom), cada um com 10 megapixels. Com as lentes combinadas, é possível aproximar uma imagem em até 100 vezes, juntando zoom ótico e zoom digital.

Para as selfies, a câmera tem 40 megapixels.

Novo processador

Galaxy S21 Ultra ao lado da caneta S Pen, que precisa ser comprada de forma separada. — Foto: Divulgação/Samsung
Galaxy S21 Ultra ao lado da caneta S Pen, que precisa ser comprada de forma separada. — Foto: Divulgação/Samsung

Os três modelos do Galaxy S21 contam com o mesmo processador: Exynos 2100, fabricado pela própria Samsung.

O chip foi anunciado na última terça-feira (12) e utiliza o processo de fabricação de 5 nanômetros – o mais avançado atualmente, também utilizado no chip do concorrente iPhone 12.

A promessa é que o processador entregue 30% mais desempenho em comparação com o Exynos 990, presente no Galaxy S20. Outra evolução está no consumo de energia, 20% menor, segundo a Samsung.

A fabricante incluiu uma tecnologia chamada "Amigo", que analisa e otimiza o consumo dos componentes do chip para aumentar a duração de bateria.

Acessórios

A companhia anunciou também a chegada dos seus novos fones de ouvido sem fio, concorrentes dos AirPods, da Apple.

Chamados de Galaxy Buds Pro, os fones possuem tecnologia de cancelamento de ruído, que isola o som externo, e serão vendidos no Brasil por R$ 1.399, a partir do dia 5 de março.

Fones de ouvido Samsung Galaxy Buds Pro. — Foto: Divulgação/Samsung
Fones de ouvido Samsung Galaxy Buds Pro. — Foto: Divulgação/Samsung

Outro acessório que chega ao Brasil são as smart tags, uma espécie de pingente que pode ser colocado em qualquer pertence.

Conectadas por Bluetooth, as tags se comunicam entre si e com os celulares para mostrar a localização de objetos em um mapa ou emitir alertas sonoros. O produto será vendido por a partir de R$ 199.

Smart Tag da Samsung. — Foto: Divulgação/Samsung
Smart Tag da Samsung. — Foto: Divulgação/Samsung

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Sem a Amazon, Jeff Bezos vai buscar acelerar empresa de viagens espaciais Blue Origin

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Fundador da Amazon deixará cargo de CEO para investir em outros projetos. Empresa de tecnologia espacial criada em 2000, rival da SpaceX, de Elon Musk, é um dos novos focos do bilionário. 
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TOPO
Por Reuters  
08/02/2021 15h01 -  Atualizado há 45 minutos
Postado em 08 de fevereiro de 2021 às 15h50m

  *.- Post.N. -\- 3.952 -.*  

Jeff Bezos em um protótipo de cápsula lunar da Blue Origin. A imagem de arquivo é de 5 de abril de 2017, no Colorado — Foto: Isaiah J. Downing/Reuters/Arquivo
Jeff Bezos em um protótipo de cápsula lunar da Blue Origin. A imagem de arquivo é de 5 de abril de 2017, no Colorado — Foto: Isaiah J. Downing/Reuters/Arquivo

Livre de suas obrigações diárias na Amazon, Jeff Bezos deve aumentar seu foco sobre sua empresa de viagens espaciais, Blue Origin, disseram fontes da indústria. A empresa enfrenta um ano importante e uma competição feroz da SpaceX, de Elon Musk.

Bezos, de 57 anos, entusiasta do espaço ao longo da vida, ele disse na semana passada que está deixando o cargo de CEO da empresa de comércio eletrônico para se concentrar em projetos pessoais.

A Blue Origin ficou muito atrás da SpaceX em transporte orbital e perdeu para a SpaceX e a United Launch Alliance (ULA) bilhões de dólares em contratos de lançamentos espaciais do governo dos Estados Unidos que começam em 2022. A ULA é uma joint venture da Boeing e Lockheed Martin.

Agora, a Blue Origin está lutando para ganhar terreno ante a SpaceX e a Dynetics para desenvolver uma nova sonda lunar para o esforço multibilionário da Nasa em fazer uma viagem tripulada para a Lua em alguns anos.

Jeff Bezos, fundador da Amazon e da Blue Origin, em foto de arquivo de junho de 2019, em Boston — Foto: Katherine Taylor/Reuters/arquivo
Jeff Bezos, fundador da Amazon e da Blue Origin, em foto de arquivo de junho de 2019, em Boston — Foto: Katherine Taylor/Reuters/arquivo

Ganhar o contrato da sonda lunar - e executar seu desenvolvimento - são vistos por Bezos e outros executivos como vitais para a Blue Origin se estabelecer como uma parceira desejada para a Nasa, e também colocar a Blue no caminho para obter lucro, disseram as fontes.

Com fluxos de receita limitados, Bezos tem liquidado cerca de US$ 1 bilhão em suas ações da Amazon anualmente para financiar a Blue, que ele disse em 2018 que era o "trabalho mais importante" que ele estava fazendo.

Espera-se que a Nasa deixe o contrato do módulo lunar para apenas duas empresas até o final de abril, aumentando a pressão enquanto a Blue Origin trabalha com problemas como o desperdício de milhões de dólares em compras e desafios técnicos e de produção, disseram as fontes.

Uma das lutas de desenvolvimento que a Blue tem enfrentado é conseguir que o módulo de pouso seja leve e pequeno o suficiente para caber em um foguete disponível comercialmente, disseram duas pessoas informadas sobre o desenvolvimento.

Quem é Andy Jassy, novo CEO da Amazon
Quem é Andy Jassy, novo CEO da Amazon

Outra fonte, no entanto, disse que a Blue modificou seu projeto desde que recebeu o contrato inicial em abril passado e que o projeto atual se encaixa em um número adicional de foguetes disponíveis e futuros, incluindo o Falcon Heavy, de Musk, e o Vulcan, da ULA.

"Ele (Bezos) vai colocar a Blue Origin em velocidade de hiperdrive", disse uma fonte sênior da indústria com conhecimento das operações da Blue.

O presidente e fundador da Amazon, Jeff Bezos, apresenta o módulo lunar Blue Moon, de sua empresa de exploração espacial Blue Origin, durante evento em Washington, nos EUA. Foto de maio de 2019 — Foto: Clodagh Kilcoyne/Reuters
O presidente e fundador da Amazon, Jeff Bezos, apresenta o módulo lunar Blue Moon, de sua empresa de exploração espacial Blue Origin, durante evento em Washington, nos EUA. Foto de maio de 2019 — Foto: Clodagh Kilcoyne/Reuters

Bezos vs. Musk

Fundada em 2000, a Blue Origin se expandiu para cerca de 3.500 funcionários e tem grandes instalações de fabricação e lançamento no Texas, Flórida e Alabama.

O ambicioso portfólio da empresa inclui a venda de viagens turísticas suborbitais ao espaço, serviços de lançamento de cargas pesadas para satélites e o módulo de pouso - nenhum dos quais ainda é totalmente viável comercialmente.

Em comparação, a SpaceX de Musk, fundada dois anos após a Blue Origin, lançou seus o Falcon 9 mais de 100 vezes, o foguete operacional mais poderoso do mundo - Falcon Heavy - três vezes e transportou astronautas para a Estação Espacial Internacional.

Nave da SpaceX aguarda lançamento do Cabo Canaveral, na Flórida, nos EUA, em maio de 2020 — Foto: NASA via AP
Nave da SpaceX aguarda lançamento do Cabo Canaveral, na Flórida, nos EUA, em maio de 2020 — Foto: NASA via AP

A SpaceX disse na semana passada que tinha 10.000 usuários de seu serviço de banda larga baseado em satélite, Starlink, que Musk diz que fornecerá financiamento importante para desenvolver seu foguete para missões à Lua e, eventualmente, para Marte.

A Blue também espera um fluxo constante de receita para seu foguete New Glenn - programado para estrear no final deste ano - e da constelação de cerca de 3.200 satélites da Amazon apelidada de Projeto Kuiper, dizem as fontes.

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