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terça-feira, 23 de março de 2021

Aplicativos fechando no Android? Veja como fazer atualização que corrige o problema

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Usuários relataram desde a noite de segunda-feira (22) caixa de erro no sistema do Google avisando que apps 'apresentam falhas continuamente'.
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Por G1

Postado em 23 de março de 2021 às 11h00m

  *.- Post.N. -\- 3.987 -.*  

Google disse que falha estava relacionada a atualização do 'Web View'. — Foto: Divulgação/Google
Google disse que falha estava relacionada a atualização do 'Web View'. — Foto: Divulgação/Google

Usuários de celulares Android relatam desde a noite da última segunda-feira (22) um erro que fecha repentinamente diversos aplicativos, mostrando a mensagem de "falhas contínuas".

O Google, desenvolver do Android, admitiu o erro e afirmou que ele está relacionado com uma atualização do WebView, recurso que exibe páginas da web dentro dos apps.

Para resolver o problema os usuários precisam atualizar o WebView e o Google Chrome pela Play Store, loja de apps do Android:

  1. Abra a Play Store no seu celular;
  2. Procure por "Android System WebView" ou toque neste link;
  3. Selecione a opção "Atualizar";
  4. Atualize também o app do Google Chrome.

A companhia afirmou ter solucionado o erro em sua página de suporte às 6h30 (horário de Brasília) desta terça (23).

Caso a atualização para o WebView não esteja disponível e a mensagem de erro persista:

  1. Vá até as Configurações;
  2. Procure a opção "Aplicativos";
  3. Encontre o "Android System WebView" e toque nele;
  4. Selecione a opção "Desinstalar atualizações";
  5. Se a opção não estiver disponível, desative o Google Chrome e instale as atualizações na Play Store.
Veja relatos de pessoas que estão com dificuldades:

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sexta-feira, 19 de março de 2021

Procon-SP multa Apple em R$ 10 milhões por vender iPhones sem carregador

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Órgão de defesa do consumidor também aponta publicidade enganosa e cláusulas abusivas.
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Por G1

Postado em 19 de março de 2021 às 21h25m

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Tim Cook, CEO da Apple, apresentando o iPhone 12 na Califórnia em 2020 — Foto: Brooks Kraft/Apple Inc./Handout via Reuters
Tim Cook, CEO da Apple, apresentando o iPhone 12 na Califórnia em 2020 — Foto: Brooks Kraft/Apple Inc./Handout via Reuters

O Procon-SP multou a Apple em R$ 10,5 milhões por prática abusiva ao vender iPhones sem o carregador de energia.

A informação foi dada pelo órgão de defesa do consumidor na noite desta sexta-feira (19). A empresa tem direito a recorrer.

A Apple deixou de incluir o adaptador de tomada em todos os seus celulares em outubro passado, após anunciar os novos iPhone 12, afirmando que a decisão faz parte de "seus objetivos ambientais".

Na época, o Procon questionou a fabricante para obter mais explicações.

Em novembro, o órgão afirmou que "a empresa não demonstrou esse ganho ambiental" em sua primeira resposta, pois não apresentou um plano de recolhimento dos aparelhos antigos e de reciclagem.

Agora, o Procon diz que não obteve resposta para questões como se houve redução no preço do aparelho iPhone 12, em razão da retirada do acessório; quais os valores do aparelho comercializado com e sem o adaptador e a efetiva redução no número de adaptadores produzidos.

Além deste motivo, a multa acontece após o órgão apontar outras irregularidades (veja abaixo).

O G1 procurou a Apple e aguarda um posicionamento da empresa.

Publicidade enganosa

O Procon-SP diz ainda que consumidores reclamaram que "seus aparelhos iPhone 11 Pro – cuja publicidade afirmava ser resistente à águaapresentaram problemas sem que a empresa os reparasse".

E que, quando questionada pelo Procon-SP, a Apple informou que a resistência à água não seria uma condição permanente do aparelho, podendo diminuir com o tempo; e que para evitar danos líquidos os consumidores devem deixar de nadar ou tomar banho com o smartphone e de usá-lo em condições de extrema umidade.

"Todavia, as publicidades do modelo faziam afirmações como: 'testes rigorosos e refinamentos ajudaram a criar um iPhone durável e resistente à água e poeira', 'resistente à água a até 4 metros por até 30 segundos', 'feito para tomar respingos e até um banho' e traziam imagens do celular recebendo jatos de água nas laterais e na parte superior sendo utilizado na chuva e em recipiente de água", diz o órgão.

Problemas após atualização do sistema

O Procon-SP também ouviu consumidores que relataram problemas com algumas funções de seus aparelhos após fazerem a atualização do sistema.

"Apesar de notificada, a Apple não apresentou explicações sobre vários questionamentos feitos, deixando de prestar informações de interesse dos consumidores e inviabilizando a verificação de eventual conduta lesiva aos mesmos", afirmou a entidade.

Cláusulas abusivas

Na análise do termo de garantia dos produtos, o Procon-SP considerou que a Apple impõe algumas "cláusulas abusivas".

"Em uma delas a empresa se isenta de todas as garantias legais e implícitas e contra defeitos ocultos ou não aparentes; em outra informa que 'o software distribuído pela Apple, seja da marca Apple ou não (inclusive, entre outros software de sistema), não está coberto por esta garantia' e que 'a Apple não garante que o funcionamento do produto Apple será ininterrupto ou sem erros'", apontou o Procon.

Com essas cláusulas a empresa desobriga-se da responsabilidade por problemas dos produtos ou serviços e infringe o artigo 51, I do Código de Defesa do Consumidor, segundo o órgão.

Há outra cláusula prevendo que a empresa poderá solicitar autorização de cobrança em cartão de crédito do valor do produto ou da peça de substituição e custos de envio.

Para o Procon-SP, ela é abusiva e também desrespeita o artigo 51, IV, do Código, na medida em que transfere ao consumidor o risco da atividade e o custo com o cumprimento da garantia, "ofendendo o princípio da boa-fé, do equilíbrio e da vulnerabilidade do consumidor e o colocando em desvantagem exagerada".

Empresa não consertou aparelho

Ao listar os motivos da multa, o Procon-SP citou ainda que a Apple não consertou um problema apresentado por um aparelho adquirido no exterior dentro do prazo estabelecido pela lei, que é de 30 dias.

"Ao deixar de resolver o problema do smartphone Apple adquirido no exterior, mas também comercializado no Brasil, a empresa constituída neste país como distribuidora e prestadora de serviços de assistência técnica dos produtos da Apple, desrespeitou o artigo 18 do Código", afirmou o órgão.

Apple anuncia a nova geração do iPhone
Apple anuncia a nova geração do iPhone

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quinta-feira, 18 de março de 2021

Hackers escondem cartões e dados roubados de lojas virtuais dentro de 'fotos falsas'

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Especialista também demonstrou técnica para esconder arquivos em imagens PNG publicadas no Twitter, reforçando alerta sobre a necessidade de verificar a validade de dados 'benignos'.
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TOPO
Por Altieres Rohr
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos

Postado em 18 de março de 2021 às 17h40m

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Hackers adulteram códigos de lojas on-line para salvar ou redirecionar dados de pagamento. — Foto: Pierre Amerlynck/Freeimages.com
Hackers adulteram códigos de lojas on-line para salvar ou redirecionar dados de pagamento. — Foto: Pierre Amerlynck/Freeimages.com

A empresa de segurança Sucuri alertou que hackers estão utilizando imagens JPG falsas para esconder dados roubados de lojas virtuais com o objetivo de burlar tecnologias de segurança que detectam e bloqueiam o vazamento de dados coletados.

A prática está ligada aos ataques conhecidos como "Magecart". Nessa fraude, o invasor adultera a página de pagamento de uma loja ou serviço on-line para que as informações fornecidas pelo cliente (incluindo o cartão de crédito) sejam remetidas ao criminoso.

Por ser uma modalidade de fraude relativamente nova, diversas inovações têm sido aplicadas pelos criminosos com o objetivo de derrotar as medidas de defesa adotadas pelos sistemas de comércio eletrônico.

Para que o ataque permaneça por mais tempo na loja, os invasores precisam esconder a atividade de envio dos dados roubados da melhor forma possível.

Apesar do truque ser novo, os hackers não estão utilizando esteganografia – que seria um método mais sofisticado de ocultação de dados.

A esteganografia visa camuflar informações de um tipo (como os dados de cartão) em um arquivo, ou "suporte", de outra categoria (como um arquivo de imagem).

Nesse caso, de acordo com a Sucuri, os hackers desenvolveram um código que recolhe os dados do pagamento e os armazenam em um arquivo JPG – mas não se trata de uma foto de fato. Eles apenas de aproveitam da suposição de que arquivo JPG, por representarem imagens, seriam benignos.

Contudo, no caso dessas imagens falsas, não há nenhum dado gráfico – apenas as informações roubadas. Com a imagem gravada no servidor, o criminoso só precisa baixar a "foto" para obter os dados que foram roubados.

De acordo com a Sucuri, o ataque está sendo realizado contra lojas de comércio eletrônico que usam o sistema Magento, um dos mais populares para a criação simples e rápida de lojas on-line.

O ataque, porém, não caracteriza uma nova brecha ou vulnerabilidade no Magento. Os hackers só podem usar essa técnica na segunda fase de uma invasão, depois de já conseguirem acesso ao sistema.

Esteganografia no Twitter

Embora os hackers identificados pela Sucuri estejam utilizando arquivos falsos de imagem, os riscos de segurança da esteganografia de fato – com imagens verdadeiras – também existe.

O especialista em segurança David Buchanan demonstrou que é possível utilizar técnicas de esteganografia para enviar diversos tipos de arquivo ao Twitter, desde que sejam camuflados como imagens do tipo PNG (Portable Network Graphics).

Ele enviou "fotos" ao Twitter que podem ser renomeadas para outras extensões, como ".mp3" e ".zip", para "transformá-las" em música e até em código-fonte de programas.

A técnica poderia ser usada por hackers para armazenar programas maliciosos ou até comandos ocultos em perfis do Twitter. Como o Twitter é considerado um site de confiança, esse conteúdo não seria bloqueado.

Hackers já fizeram algo semelhante utilizando descrições de canais no YouTube e tuítes. Porém, esse conteúdo pode ser facilmente identificado, o que leva à suspensão das contas.

A ocultação de dados de comando em imagens legítimas poderia dificultar a atuação das redes sociais contra os hackers. Por regra, quase todas as imagens e vídeos em redes sociais passam um processamento que "limpa" os arquivos para retirar as partes manipuláveis e metadados sensíveis (como o nome ou local da foto).

O que Buchanan descobriu é que alguns arquivos PNG não são reprocessados totalmente pelo Twitter, mantendo parte dos dados originais e permitindo a adição de dados que não deveriam estar no arquivo por não fazerem parte do PNG.

O especialista, que participa de programas de recompensas de falhas ("bug bounty"), decidiu divulgar o truque depois que a equipe do Twitter teria afirmado que essa possibilidade não é considerada uma falha de segurança.

De fato, a possibilidade de salvar outros tipos de dados dentro de imagens não representa um risco para o próprio Twitter. Porém, ainda incentiva a criação de perfis falsos que abusem desse truque.

Embora o Twitter ainda não tenha se pronunciado sobre alerta de Buchanan, é possível que a rede social modifique a forma que processa arquivos PNG para coibir a prática – mesmo que não a considere uma "falha de segurança".

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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