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sábado, 1 de maio de 2021

União Europeia acusa Apple de práticas anticompetitivas em loja de aplicativos

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Comissão do bloco abriu investigação após acusações do serviço de streaming Spotify, que reclamou de comissão em transações no iOS, sistema dos iPhones.
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Por G1
30/04/2021 08h26 
Postado em 01 de maio de 2021 às 10h30m

  *.- Post.N. -\- 4.019 -.*  

Foto de 16 de junho de 2020 mostra a maçã símbolo da Apple na fachada da loja da empresa na Quinta Avenida, em Manhattan, na cidade de Nova York — Foto: Mark Lennihan/AP
Foto de 16 de junho de 2020 mostra a maçã símbolo da Apple na fachada da loja da empresa na Quinta Avenida, em Manhattan, na cidade de Nova York — Foto: Mark Lennihan/AP

União Europeia acusou nesta sexta-feira (30) a Apple de manter práticas anticompetitivas em sua loja de aplicativos, a App Store.

A Comissão responsável pela regulação de mercado disse que a fabricante do iPhone "abusou de sua posição dominante na distribuição de apps de streaming de música".

Essa é a avaliação preliminar das autoridades europeias, que emitiu um "comunicado de acusaçõesapós um requerimento do Spotify, serviço de streaming que concorre com o Apple Music.

Esse é um passo formal do bloco para iniciar investigações antitruste. A Apple será convidada a responder às acusações iniciais.

A União Europeia focou em duas regras que a Apple impõe aos criadores de aplicativos:

  1. o uso obrigatório do sistema da própria empresa para compras dentro desses apps, no qual a fabricante do iPhone fica com uma fatia entre 15% e 30% de todas as transações;
  2. e uma regra que proíbe que os criadores de aplicativos avisem os usuários de outras opções de compra, a partir de um site, por exemplo.

Caso as investigações determinem que a Apple infringiu as regras de competição, a empresa pode ser multada em até 10% de sua receita anual, o que pode chegar a US$ 27 bilhões, considerando a receita anual de US$ 274,5 bilhões que teve no ano passado.

A companhia também pode precisar mudar o seu modelo de negócios da App Store, que é alvo de reclamações de diversos desenvolvedores de aplicativos.

Ao G1, a Apple disse que não comentaria o caso.

Google, que desenvolve do sistema concorrente Android, também cobra comissões pelas transações em sua loja, a Play Store – porém, a plataforma é mais aberta para lojas alternativas.

Briga com criadora de 'Fortnite'

Em 2020, a Epic Games, criadora do jogo "Fortnite"iniciou uma batalha judicial contra a Apple, alegando que a fabricante do iPhone exerce um monopólio ilegal sobre a distribuição de aplicativos para seus sistemas operacionais.

O game foi removido da App Store, do iPhone, quando foram oferecidos descontos na compra de "V-Bucks" (a moeda virtual do "Fortnite") para quem comprasse diretamente da Epic, sem a intermediação do sistema de pagamentos da Apple.

Pouco depois do início dessas acusações, um grupo com criadores de apps como Spotify, Tinder e do jogo "Fortnite" criaram uma aliança para pressionar a Apple contra o "impostocobrado em sua loja de aplicativos.

Com protestos de desenvolvedores, a empresa reduziu pela metade as comissão para pequenas empresas no início de 2021.

Desenvolvedores que ganham menos de US$ 1 milhão por ano pagam taxa de 15% nas transações pela loja de aplicativos do iPhone, iPad e Mac.

Na mira de autoridades

As ações judiciais da Epic Games foram levadas aos Estados Unidos e à União Europeia.

Desde então, as práticas da Apple em sua loja de aplicativos começou a ser investigada por senadores dos EUA e pelo regulador de concorrência do Reino Unido.

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sexta-feira, 30 de abril de 2021

Empresa encontra fraudes e vírus em 92% das transmissões ilegais de futebol na web

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Webroot analisou links divulgados em redes sociais que retransmitiam partidas de futebol europeu sem autorização.
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TOPO
Por Altieres Rohr
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos

Postado em 30 de abril de 2021 às 18h45m

  *.- Post.N. -\- 4.018 -.*  

Hackers teriam enviado e-mails falsos e cooptado funcionários para invadir redes de empresas.  — Foto: Simon Stratford/Freeimages
Hackers teriam enviado e-mails falsos e cooptado funcionários para invadir redes de empresas. — Foto: Simon Stratford/Freeimages

A empresa de segurança Webroot divulgou um relatório informando que encontrou fraudes e códigos maliciosos em quase todas as transmissões ilegais de futebol divulgadas por redes sociais.

Segundo os especialistas, 92% das páginas analisadas levavam os visitantes para alguma fraude ou código malicioso, embora o tipo de golpe fosse diferente em cada caso.

O levantamento foi realizado entre os dias 19 e 25 de abril e foi concentrado em páginas de língua inglesa. O período foi escolhido para monitorar links relacionados ao confronto entre Manchester City e Tottenham, que disputaram a final da Copa da Liga Inglesa no dia 25.

Especialistas em segurança sabem que eventos e fatos atuais costumam ser aproveitados por hackers para atrair mais vítimas. O interesse das pessoas em assistir ao jogo, por exemplo, pode ter impulsionado visitas aos sites fraudulentos.

Por isso, a empresa decidiu acompanhar links compartilhados em canais de redes sociais.

Para chegar aos números obtidos na pesquisa, a Webroot utilizou uma ferramenta para filtrar domínios potencialmente maliciosos e realizou uma análise humana nas páginas para contabilizar as fraudes presentes em cada uma delas.

Golpes com criptomoeda e apps falsos

Muitas das fraudes promovidas pelos sites dependiam de ação direta das vítimas para terem sucesso. De acordo com a Webroot, foram identificadas as seguintes fraudes:

Golpes de bitcoin: os sites prometiam ganhos com criptomoedas e pediam os dados bancários das vítimas. Para deixar o golpe mais convincente, os sites direcionavam o visitante para outros endereços que se passavam por portais de notícias que falavam dos supostos lucros que o esquema poderia render.

Golpes com Bitcoin prometem lucro fácil e são disseminados até em vídeos no YouTube.  — Foto: Reprodução
Golpes com Bitcoin prometem lucro fácil e são disseminados até em vídeos no YouTube. — Foto: Reprodução

Apps falsos e fraudulentos: as páginas indicavam o download de aplicativos que cobravam até 115 libras (cerca de 860 reais) por funções disponíveis em apps gratuitos ou muito mais baratos. Este é o chamado "golpe da assinatura" ou "fleeceware". Alguns dos apps também capturavam dados do telefone sem justificar a necessidade dessas informações, ou tentavam se passar por softwares de segurança que não ofereciam nenhuma proteção real.

Sequestro de buscas no navegador: caso tenha êxito, o sequestro de busca adultera as configurações do navegador para que as pesquisas do usuário sejam redirecionadas a um site definido pelos golpistas, apresentando resultados irrelevantes ou perigosos.

Notificações indesejadas: o usuário é convencido a autorizar o envio de notificações para o navegador. Posteriormente, o celular ou navegador poderá ser "bombardeado" com notificações indesejadas, divulgando links de conteúdo obsceno ou sites maliciosos.

A pesquisa da Webroot foi limitada a sites com transmissões não autorizadas do futebol europeu, problemas semelhantes também já foram identificados no Brasil.

Em 2018, a fabricante de antivírus Kaspersky encontrou um aplicativo que usava o celular do usuário para minerar criptomoeda, consumindo a bateria e o pacote de dados do celular. Meses depois deste alerta, foi a vez da Trend Micro apontar a existência de apps falsos que prometiam acesso grátis a canais de TV.

O site "TorrentFreak", especializado em contribuir questões ligadas à pirataria, lembra que sites com transmissões não autorizadas tendem a não conseguir fontes legítimas de renda. Ou seja, eles são obrigados a ceder o tráfego para anunciantes que fazem vista grossa par o tipo de conteúdo que estão patrocinando.

O resultado disso é que muitos anúncios veiculados divulgam atividades criminosas ou golpes, como foi observado pela Webroot, mesmo quando o dono do site em si não tem o intuito de fraudar seus visitantes diretamente.

Para ficar livre desses perigos, usuários devem buscar as fontes oficiais de transmissões das partidas.

Dúvidas sobre segurança digital? Envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com.

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quinta-feira, 29 de abril de 2021

Instagram permite desligar vídeo e áudio durante transmissões ao vivo

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Participantes das lives na rede social vão poder escolher entre aparecer ou participar somente com a voz. Novidade deixa app com ferramentas que podem concorrer com o Clubhouse.
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Por G1

Postado em 29 de abril de 2021 às 15h10m

  *.- Post.N. -\- 4.017 -.*  

Instagram agora tem opção para desabilitar áudio ou vídeo durante as lives. — Foto: Divulgação/Instagram
Instagram agora tem opção para desabilitar áudio ou vídeo durante as lives. — Foto: Divulgação/Instagram

O Instagram anunciou nesta quinta-feira (29) que as pessoas terão a opção de desligar o vídeo e o áudio durante as transmissões ao vivo pela rede social.

O recurso se junto à ferramenta "salas ao vivo", lançada recentemente, e que permite que os usuários façam lives em conjunto, com até outras três pessoas.

O número de usuários que podem acompanhar a transmissão continua ilimitado.

Juntas, as novidades deixam o Instagram com ferramentas que podem concorrer com o Clubhouse, rede social por voz que reúne pessoas em sala de bate papo por áudio ao vivo.

Porém, ao contrário do que acontece na concorrência, os anfitriões de uma live no Instagram não poderão desabilitar o áudio ou vídeo de outros participantes – o controle é individual.

Popularidade de apps por voz

Os serviços de conversas por voz ganharam tração no início desse ano com a explosão do Clubhouse, o que atraiu os olhares de concorrentes.

O Twitter, por exemplo, disponibilizou no início de março o recurso de áudio "Spaces" para pessoas que usam Android.

O "Spaces" é um recurso em testes no Twitter, lançado em dezembro passado. Nele, usuários criam salas de áudio para bater papo ou reunir uma plateia em tempo real – ideia muito similar ao Clubhouse.

Em março, o Spotify anunciou a compra do Locker Room, um concorrente focado em conversas com fãs de esportes.

O próprio Facebook, dono do Instagram, anunciou em abril uma série de novidades de áudio, incluindo provável rival do Clubhouse.

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