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domingo, 9 de maio de 2021

Elon Musk participa do 'Saturday Night Live' e diz que tem Síndrome de Asperger

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Síndrome de Asperger é um tipo de autismo leve. Outros famosos, como Bill Gates e Greta Thunberg, também têm a síndrome. No programa, bilionário fez piadas sobre si mesmo e falou sobre polêmicas: 'Reinventei os carros elétricos e estou enviando pessoas a Marte. Vocês acharam que eu seria um cara normal?'
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TOPO
Por France Presse

Postado em 09 de maio de 2021 às 13h25m

  *.- Post.N. -\- 4.026 -.*  

lon Musk, presidente da Tesla e da SpaceX — Foto: Reuters
Elon Musk, presidente da Tesla e da SpaceX — Foto: Reuters

Ao aparecer como convidado no programa americano "Saturday Night Live", Elon Musk, presidente da Tesla e da SpaceX, revelou que tem Síndrome de Asperger, um tipo de autismo leve.

Em seu monólogo de abertura do programa, o bilionário disse que foi a primeira pessoa com essa síndrome a ser convidada para a atração. "Ou pelo menos a primeira a admitir", afirmou.

"Sei que disse ou postei coisas estranhas, mas é assim que meu cérebro funciona. Para qualquer pessoa que ofendi, só quero dizer: reinventei os carros elétricos e estou enviando pessoas a Marte em um foguete", declarou. "Vocês acharam que eu seria um cara normal e relaxado?"

Além de Elon Musk, outros famosos também já revelaram que têm (ou tinham) a Síndrome de Asperger, segundo uma organização voltada a pessoas com essa síndrome. São eles: Bill Gates, Tim Burton, Greta Thunberg, Susan Boyle, Steve Jobs, Isaac Newton, Alan Turing, entre outros.

Nas redes sociais, Musk já recebeu críticas por alguns de seus comentários, como quando insultou um mergulhador que ajudou no resgate de um grupo de crianças presas em uma caverna na Tailândia.

Criptomoedas

No programa "SNL", o empresário fez piadas sobre si mesmo, seus tuítes e o nome incomum de seu filho X Æ A-Xii. Ele também elogiou as criptomoedas (meios de troca para transações virtuais). Musk tem mostrado entusiasmo, principalmente, em relação à dogecoin.

Pressionado a explicar o potencial dessa criptomoeda, o bilionário fez piada e a descreveu como "um veículo imparável, que vai dominar o mundo".

Síndrome de Asperger

A Síndrome de Asperger é um tipo de autismo leve. Segundo especialistas, as pessoas com a síndrome não têm deficiência intelectual, mas sim dificuldades nas relações sociais (como demonstrar sentimentos) e na comunicação social (como interpretar conversas). Essa condição costuma ser identificada quando a pessoa ainda é criança ou adolescente e tem como causa uma desordem genética.

Em alguns casos, as pessoas com a síndrome apresentam capacidade intelectual acima da média. O nome da síndrome foi dado em homenagem ao pesquisador austríaco Hans Asperger.

"Eu tenho Aspergers e isso significa que às vezes sou um pouco diferente do normal. E - dadas as circunstâncias certas - ser diferente é uma superpotência", escreveu Greta Thunberg sobre a Síndrome de Asperger em agosto de 2019.

Andréa Werner é jornalista, escritora, ativista e fundadora do Instituto Lagarta Vira Pupa, que dá apoio a famílias de pessoas com deficiência, além de ser mãe do Theo, de 12 anos, autista nível 2 de suporte. Ela afirma que o termo "Síndrome de Asperger" foi substituído recentemente pelo termo "autismo".

"Uma pessoa com o que era chamado de Síndrome de Asperger (que hoje é chamado de autismo nível 1 ou grau 1 ou autismo leve) é uma pessoa que vai ter algum grau de comprometimento na socialização, vai ter alguma dificuldade na interação, mas vai se comunicar de forma razoavelmente boa. O que interfere nos graus de autismo é o quanto de autonomia que a pessoa tem. Quanto maior é o grau – os graus são um, dois e três –, maior a necessidade de suporte", diz.

"Então, o grau 1 é o que precisa de menos suporte, que é justamente onde se encaixa o autismo leve e onde estaria afinada a Síndrome de Asperger. E a pessoa tem a inteligência na média ou acima da média também. Não tem deficiência intelectual", complementa.

Transtorno do Espectro Autista

A síndrome é um dos tipos de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo a médica Ana Escobar, o TEA é uma condição consequente a uma complexa desordem que ocorreu no desenvolvimento do cérebro.

Além disso, ela acrescenta que estudos indicam que o TEA pode atualmente acometer aproximadamente 1 em cada 100 crianças no mundo. Os meninos são mais frequentemente acometidos.

No blog da Dr Ana Escobar, a médica também escreve que os três principais sinais em crianças com o TEA são mais perceptíveis na interação social (dificuldade para estabelecer contato visual ou físico e em compreender as emoções dos outros; o que dificulta os relacionamentos sociais); na comunicação verbal ou não-verbal (dificultada e/ou prejudicada); e no comportamento (gestos repetitivos, contínuos e estereotipados; gostam de repetir o que estão fazendo e detestam mudanças de rotina).

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sábado, 8 de maio de 2021

Twitter adiciona opção de 'gorjeta', para enviar e receber dinheiro

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Recurso começou a ser liberado para alguns usuários ao redor do mundo que utilizam o aplicativo em inglês.
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Por G1

Postado em 08 de maio de 2021 às 11h45m

  *.- Post.N. -\- 4.025 -.*  

Sede do Twitter em São Francisco, nos EUA.  — Foto: Jeff Chiu/AP
Sede do Twitter em São Francisco, nos EUA. — Foto: Jeff Chiu/AP

O Twitter anunciou na última quinta-feira (6) a função de "gorjeta", para enviar e receber dinheiro de outras pessoas que usam a rede social.

O recurso chegou primeiro para um "grupo limitado de pessoas" ao redor do mundo que usam o aplicativo em inglês no iPhone ou celulares Android.

Os primeiros usuários a verem a opção em seus perfis serão alguns jornalistas, criadores de conteúdo, especialistas e organizações sem fins lucrativos, segundo a empresa.

Em breve, mais pessoas poderão adicionar o recurso aos seus perfis e vamos expandir para outros idiomas, disse a companhia em comunicado.

Outras plataformas oferecem opções similares. O YouTube, por exemplo, oferece um recurso para que as pessoas enviem dinheiro durante transmissões ao vivo e possam ter seus comentários destacados.

Sites como o Only Fans e o Patreon, que viram sua popularidade crescer durante a pandemia, permitem que criadores de conteúdo cobrem por conteúdos exclusivos.

Os usuários que tiverem a opção disponível terão um ícone de gorjeta perto do botão "Seguir", na página do seu perfil.

As pessoas que tocarem nesse ícone verão uma lista de plataforma de pagamento habilitadas pela conta que fazem a intermediação da transação.

Twitter terá opção de 'gorjeta'. — Foto: Divulgação/Twitter

Por enquanto, os serviços parceiros são Bandcamp, Cash App, Patreon, PayPal e Venmo. Essas plataformas podem variar de acordo com o país.

Depois de selecionar a opção de pagamento, o aplicativo do Twitter levará os usuários até a plataforma para escolher o valor e concluir a operação.

A rede social disse que não ficará com nenhuma porcentagem da transferência.

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quinta-feira, 6 de maio de 2021

Falha em chip usado por celulares Android pode permitir que apps violem proteções para gravar chamadas e dados de sensores

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Pesquisador também encontrou outras 400 situações que travam coprocessadores usados por sensores do celular e que podem permitir ataques.
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TOPO
Por Altieres Rohr
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos

Postado em 06 de maio de 2021 às 18h30m

  *.- Post.N. -\- 4.024 -.*  

Chip de processador Snapdragon 888 usado em celulares. Chip está entre os vulneráveis, segundo boletim da fabricante.  — Foto: Divulgação/Qualcomm
Chip de processador Snapdragon 888 usado em celulares. Chip está entre os vulneráveis, segundo boletim da fabricante. — Foto: Divulgação/Qualcomm

A empresa de segurança Check Point divulgou relatórios técnicos alertando para falhas de segurança existentes softwares de integração com processadores da Qualcomm, que são usados nos principais aparelhos de celulares do sistema Android.

Usando essa brecha, um aplicativo instalado no celular poderia violar as restrições de acesso impostas pelo sistema Android e acessar diretamente o hardware que se comunica com a rede de telefonia e com sensores do aparelho – como a câmera.

Na prática, o ataque poderia ser usado para gravar chamadas ou obter dados da câmera. No entanto, a pesquisa foi focada na localização das vulnerabilidades e nenhum ataque real foi demonstrado.

O problema deve afetar produtos de marcas como Samsung, Pixel, LG, Xiaomi, OnePlus, HTC e Sony.

Segundo dados da Counterpoint, é possível que até 30% de todos os celulares usem um chip potencialmente vulnerável.

Usuário não deve buscar atualização específica

A Qualcomm começou a distribuir atualizações em novembro. Contudo, cada fabricante precisa ajustar o sistema e redistribuir o pacote para os produtos finais.

Para os consumidores, pode ser bastante difícil descobrir se um celular está afetado e se o fabricante já tomou as medidas específicas.

Atualmente, não existe um canal unificado para reunir informações sobre a distribuição dessas atualizações no Android.

Por essa razão, o usuário deve buscar saber se o seu aparelho ainda recebe atualizações.

A maioria dos modelos com Android deixa de receber atualizações dois anos após o lançamento, mas alguns podem receber atualizações por até três anos.

A atualização instalada no celular pode ser conferida no aplicativo "Configurações", em "Sobre o dispositivo > Versão do Android".

Quanto mais antigo for o "nível do patch", mais vulnerabilidades sem correção o celular possui.

Exemplo de celular desatualizado, com nível de patch de agosto de 2020. Atualizações são lançadas mensalmente. — Foto: Reprodução
Exemplo de celular desatualizado, com nível de patch de agosto de 2020. Atualizações são lançadas mensalmente. — Foto: Reprodução

Mesmo que o celular não esteja vulnerável a esta falha da Qualcomm, existem outras brechas que também podem ser exploradas por hackers ou ladrões que furtem o aparelho.

Falha viola separação entre componentes

Para reduzir as dimensões da placa lógica, celulares são fabricados com a tecnologia "system-on-a-chip" (SoC), ou "sistema-em-um-chip".

Os fornecedores desses chips integram várias funções – processamento gráfico, processamento especial para sensores e modem para conexão com Bluetooth, Wi-Fi e rede celular – em um único componente, permitindo a criação de dispositivos compactos.

Embora esses componentes todos estejam em um único chip, eles realizam funções separadas e quase sempre dependem de programação própria.

O especialista em segurança Slava Makkaveev da Check Point encontrou problemas em dois componentes da solução da Qualcomm: os Processadores de Sinais Digitais (DSP, na sigla em inglês) e o Mobile Station Modem (MSM), um subsistema responsável para a comunicação de rádio.

Em seu relatório, Makkaveev explica que o MSM utiliza um sistema operacional próprio chamado QuRT, o qual não pode ser acessado diretamente pelo Android.

O Android e o QuRT apenas "conversam" por meio de um canal chamado QMI, permitindo que o Android realize operações de conectividade mesmo sem o acesso direto.

No entanto, uma das funções expostas pelo QMI, ao qual o Android tem acesso, tem uma falha de programação que, se explorada, poderia violar a segurança do QuRT.

Um aplicativo instalado no celular que explorasse essa vulnerabilidade poderia "sair" do Android e entrar no espaço do QuRT, realizando funções invisíveis para o sistema.

Já os processadores de sinais digitais (DSPs) são utilizados para otimizar o smartphone. Fabricantes podem programar os DSPs em seus aparelhos para ajustá-los aos sensores, melhorando o desempenho da câmera, do GPS ou do acelerômetro, por exemplo.

Mas Makkaveev usou uma ferramenta de varredura para descobrir 400 situações em que o software nesses DSPs "congelam" ou "travam". Esses travamentos costumam servir de pista para a existência de alguma falha de segurança.

Para averiguar a possibilidade de ataque, ele estudou um desses travamentos e conseguiu executar códigos privilegiados no DSP, que normalmente não podem ser utilizados diretamente por aplicativos.

Nesse caso, assim como no anterior, o app passaria a ocupar um espaço onde ele não deveria ter permissão para existir. A Check Point lembra que, por serem espaços supostamente invioláveis, eles não são checados por soluções antivírus.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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