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sábado, 29 de maio de 2021

Microsoft diz que grupo russo realizou nova onda de ataques hacker a agências governamentais

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Ação teria sido realizada pelos responsáveis de invasão à empresa de tecnologia SolarWinds, que afetou até o governo dos EUA.
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Por G1

Postado em 29 de maio de 2021 às 13h50m

  *.- Post.N. -\- 4.042 -.*  

Fachada da Microsoft em Los Angeles. — Foto: REUTERS/Lucy Nicholson
Fachada da Microsoft em Los Angeles. — Foto: REUTERS/Lucy Nicholson

O grupo russo responsável pelo ataque cibernético a milhares de clientes da empresa de tecnologia SolarWinds em 2020 tem novos alvos, segundo a Microsoft.

A ação teria passado a mirar em novas agências governamentais, centros de estudos, consultores e organizações não governamentais.

De acordo com a Microsoft, a nova onda de ataques teve como alvos cerca de 3.000 contas de e-mail de mais de 150 organizações em 24 países.

Ao menos um quarto dessas organizações tem relação com desenvolvimento internacional, trabalho humanitário e de direitos humanos.

Em comunicado publicado na última quinta-feira (27), a Microsoft afirmou ter identificado nesta semana ataques cibernéticos realizados pelo Nobelium, como o grupo russo é conhecido.

Desta vez, a ação se aproveitou de uma invasão à conta de um serviço de e-mail marketing usado pela Agência para o Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos.

A conta reunia e-mails de diversas organizações, que foram usadas pelo Nobelium como alvos de ataques phishing. Este tipo de golpe usa mensagens que parecem autênticas para induzir as vítimas a compartilharem dados sigilosos.

Nos ataques desta semana, o Nobelium enviou e-mails com um link que levava à instalação de um arquivo conhecido como NativeZone. Com ele, os cibercriminosos podem roubar dados e infectar outros dispositivos na rede. 

Esses ataques parecem ser uma continuação de vários esforços do Nobelium para atingir agências governamentais envolvidas na política externa como parte dos esforços de coleta de inteligência, afirmou o vice-presidente da Microsoft, Tom Burt. 
SolarWinds foi vítima do Nobelium

A empresa de tecnologia SolarWinds foi vítima de um ataque parecido do grupo russo, em um caso que veio a público em dezembro de 2020.

A SolarWinds revelou que até 18.000 empresas e mais de 100 empresas americanas para as quais prestava serviço foram afetadas pelo ataque.

Na ocasião, uma atualização de seu software da SolarWinds foi adulterada para incluir um programa capaz de acessar sistemas usados por seus clientes.

À época, o governo dos Estados Unidos admitiu que hackers acessaram vários de seus sistemas, mas não citou o software da SolarWinds.

O comunicado da Microsoft sobre a nova onda de ataques surge um mês após os EUA importem sanções e expulsar diplomatas russos do país.

A ação foi tomada em resposta ao suposto envolvimento russo em casos de interferência eleitoral nos EUA e do ataque contra a SolarWinds.

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quinta-feira, 27 de maio de 2021

Especialistas alertam que 'vírus de resgate falsos' podem acobertar ataques de destruição de sistemas

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Segundo pesquisadores da SentinelOne, um programa malicioso de origem iraniana usado em Israel cobrou resgate de sistemas destruídos para criar cortina de fumaça.
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TOPO
Por Altieres Rohr
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos

Postado em 27 de maio de 2021 às 16h10m

  *.- Post.N. -\- 4.041 -.*  

Hackers 'disfarçam' destruição permanente deixando mensagem com cobrança de resgate, alerta empresa. — Foto: Stanislav Skopal/Freeimages.com
Hackers 'disfarçam' destruição permanente deixando mensagem com cobrança de resgate, alerta empresa. — Foto: Stanislav Skopal/Freeimages.com

A consultoria de segurança digital SentinelOne publicou um relatório que detalha ataques cibernéticos de um grupo de hackers que a companhia chama de "Agrius".

O texto revela que esses hackers disfarçaram ataques destrutivos cobrando resgates falsos das vítimas.

Ataques com vírus de resgate são relativamente comuns e realizados por diversas quadrilhas de criminosos, que normalmente buscam faturar com os valores cobrados.

O relatório aponta que hackers com outros interesses – como sabotagem e espionagem – poderiam realizar a cobrança como subterfúgio para a vítima não desconfiar que se trata de uma atividade diferente.

De acordo com a SentinelOne, o "Agrius" teria origem iraniana e estaria atacando alvos em Israel desde dezembro de 2020.

O grupo também já atuou na Arábia Saudita em 2019, mas os novos ataques foram realizados com ferramentas aprimoradas.

Os especialistas de segurança da empresa encontraram elementos na lógica de programação que fazem alusão a um comando para destruir os sistemas – uma ação chamada de "wipe".

Tecnicamente, não precisa haver diferença entre um vírus "wiper" e um ransomware ("vírus de resgate"). Um vírus de resgate comum utiliza criptografia para embaralhar os dados de um sistema, o que já é uma atividade destrutiva.

Mas o que caracteriza um ransomware é a cobrança de um resgate para reverter o estrago. 

Se os hackers não tiverem um interesse legítimo em cobrar um resgate, o ato passa a ser puramente destrutivo.

Além de sabotar as empresas e entidades atacadas, a destruição também ajuda a apagar evidências das ações dos hackers dentro da rede, ocultando as técnicas de ataque e registros da atividade que poderiam revelar o que os invasores estavam buscando.

É possível recuperar arquivos sequestrados por vírus de resgate?
É possível recuperar arquivos sequestrados por vírus de resgate?

Segundo a SentinelOne, os indícios encontrados corroboram a hipótese de que o objetivo desses hackers não é cobrar o resgate, e sim destruir os sistemas das empresas atacadas.

Brasil também foi alvo de 'nova onda' de vírus destrutivos

Um dos primeiros vírus (senão o primeiro) a utilizar o manto de um vírus de resgate para destruir sistemas foi o "NotPetya", que atacou sistemas na Ucrânia e outros países da Europa em 2017.

A praga digital foi inicialmente confundida com o "Petya", um vírus de resgate que estava em circulação à época. Por causa disso, especialistas decidiram chamar a praga de "NotPetya" ("não é o Petya").

Posteriormente, a fabricante de antivírus Kaspersky descobriu que o vírus apresentava dados aleatórios na mensagem de cobrança de resgate e que o código de criptografia do vírus não era capaz de salvar qualquer referência da chave que embaralhava os dados. Na prática, era um processo irreversível.

Embora o NotPetya tenha sido vinculado à Rússia, muitos ataques destrutivos foram atribuídos ao Irã. Há pelo menos outros dois grupos de hackers supostamente radicados no país que usam esse tipo de código malicioso.

Em 2019, o governo dos Estados Unidos publicou um alerta sobre essa atividade, atribuindo os ataques a indivíduos vinculados ou patrocinados pelo regime iraniano.

No final de 2020, sistemas no Brasil também teriam sido atacados por um desses grupos iranianos, o Fox Kitten, em uma operação chamada Pay2Key. A empresa que alertou para esse caso foi a ClearSky.

Agindo como um ransomware, esses códigos poderiam ser ignorados pelas vítimas, que veriam o ataque cibernético como apenas mais um caso de vírus de resgate – e não como uma atividade de sabotagem e espionagem mais sofisticada.

O próprio Irã, contudo, já foi alvo de vírus altamente destrutivos. Uma das usinas de enriquecimento de urânio do país, em Natanz, foi o palco do vírus Stuxnet, que manipulou sistemas de controle industrial para tentar danificar turbinas em uso no complexo.

Diversas fontes citadas pela imprensa – inclusive em jornais como o "The New York Times" – apontam que Stuxnet foi produzido por agentes de inteligência dos Estados Unidos e Israel.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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quarta-feira, 26 de maio de 2021

Câmara conclui votação de MP que reduz taxa sobre serviços via satélite para baratear banda larga

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Proposta já havia passado pela Câmara, mas foi alterada no Senado e teve de ser votada de novo. Texto segue para sanção e, além de reduzir taxa, diminui contribuições para setor.
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Por Luiz Felipe Barbiéri, G1 — Brasília
26/05/2021 17h12 
Postado em 26 de maio de 2021 às 19h15m

  *.- Post.N. -\- 4.040 -.*  

Câmara dos Deputados concluiu nesta quarta-feira (26) a votação da medida provisória que reduz taxas sobre serviços via satélite a fim de baratear o acesso à internet banda larga.

O texto já havia sido aprovado pela Câmara, mas foi alterado no Senado e, com isso, precisou ser novamente analisado pelos deputados. Com a aprovação desta quarta, seguirá para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Medidas provisórias são editadas pelo presidente da República e têm força de lei por até 120 dias. Precisam, contudo, de aprovação do Congresso Nacional para se tornar leis em definitivo.

A medida provisória altera as seguintes taxas e contribuições:

  • Taxa de Fiscalização da Instalação de estações de Serviços Suportados por Meio de Satélite: passa de R$ 201,12 para R$ 26,83. Novo valor vale para estação terrena de pequeno porte com capacidade de transmissão e diâmetro de antena inferior a 2,4 m, controlada por estação central;
  • Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública (CFRP): cobrada sobre estações de serviços suportados por meio de satélite, passa de R$ 10 para R$ 1,34. Novo valor vale para estação terrena de pequeno porte com capacidade de transmissão e diâmetro de antena inferior a 2,4 m, controlada por estação central;
  • Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine): cobrada sobre estações de serviços suportados por meio de satélite, passa de R$ 24,00 para R$ 4,14. Redução vale estação terrena de pequeno porte com capacidade de transmissão e diâmetro de antena inferior a 2,4 m, controlada por estação central.

As alterações propostas nos valores das taxas têm efeito a partir de 1º de janeiro de 2021, conforme o texto da MP.

Mudanças

Durante a votação no Senado, os parlamentares retiraram trechos, incluídos pela Câmara, que promoviam mudanças na lei que rege o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). Uma dessas alterações estava relacionada à redação de um dispositivo que trata da aplicação dos recursos do fundo em educação.

Atualmente, 18% do dinheiro do Fust é usado nesta área. O texto aprovado na Câmara na semana passada manteve o percentual, mas estabeleceu o cálculo será sobre o montante aplicado na modalidade não reembolsável" e não sobre o saldo total do fundo.

Os senadores retiraram este dispositivo do texto, mas nesta quarta, o relator da medida provisória, deputado Paulo Magalhães (PSD-BA), rejeitou as modificações do Senado e manteve o texto original.

Partidos oposição criticaram este ponto por considerar que se trata, na prática, de redução de recursos para a educação.

Após acordo entre líderes, no entanto, a redação final da medida provisória foi aprovada mantendo-se a regra atual, com 18% dos recursos calculados sobre o montante total do fundo. As demais alterações no Fust, que haviam sido barradas no Senado, foram retomadas pela Câmara.

Fundo de telecomunicações

O relator alterou o texto original para retirar a obrigatoriedade de custeio e investimento, pelo Fust, de projetos, programas e ações sobre telecomunicações em regiões que tenham baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e população potencialmente beneficiada.

Segundo Magalhães, o objetivo é retirar restrições para diversas modalidades de uso do Fust.

Para compensar a desobrigatoriedade de usar recursos do fundo em regiões com baixo IDH, o relator fixou no parecer que o dinheiro do Fust aplicado na modalidade não reembolsável" deverá priorizar programas, projetos, planos, atividades, iniciativas e ações que visem a redução das desigualdades socioeconômicas e regionais, considerando a maior população potencialmente beneficiada.

A MP também aumenta de um para dois os representantes do Ministério das Comunicações no conselho do Fust.

Serviços de 'streaming'

O relator modificou o texto original da matéria para incluir a isenção a empresas que ofertam serviço de "streaming", ou seja, vídeo por demanda. Elas ficariam isentas de recolher a Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional).

A isenção foi criticada pela oposição, que considerou alto o potencial de renúncia fiscal.

Autor da emenda acolhida pelo relator, o vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), rebateu. Disse que não se trata de isenção, uma vez que a Ancine (Agência Nacional do Cinema) editou portaria determinando a incidência da Condecine sobre serviços de streaming, o que nunca foi pago, segundo ele.

Ramos defendeu ainda que as plataformas sejam taxadas pelo serviço de streaming, e não por obra, como manda a Condecine.

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