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quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Conheça o KaiOS, o sistema básico de celular com 150 milhões de usuários

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Alternativa para Android e iOS, plataforma está presente em celulares de telas menores e teclados físicos que lembram os antecessores dos smartphones.
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Por Victor Hugo Silva, G1

Postado em 04 de agosto de 2021 às 09h05m

  *.- Post.N. -\- 4.094 -.* 

KaiOS — Foto: Divulgação
KaiOS — Foto: Divulgação

Os principais smartphones do mercado usam Android e iOS, sistemas operacionais que lideram o setor com recursos mais modernos e uma ampla lista de aplicativos.

Porém, outro sistema presente em muitos aparelhos é menos conhecido por boa parte dos usuários. O KaiOS é uma plataforma básica voltada para celulares mais baratos, que lembram aqueles que eram muito populares antes dos smartphones.

O sistema é bem mais limitado que os de Google e Apple, mas, segundo sua fabricante, está presente em mais de 150 milhões de celulares.

O KaiOS, que se concentra em países da Ásia, da África e da América do Sul, incluindo o Brasil, quer ser uma opção para usuários de primeira viagem da internet (veja alguns exemplos de aparelhos ao fim da reportagem).

Os celulares que utilizam a plataforma têm telas menores, teclados físicos (em vez da tela touch) e bem menos memória que os iPhones mais modernos, por exemplo.

O iPhone 12, modelo mais recente da Apple, oferece 64 GB de armazenamento, o equivalente a 125 vezes os 512 MB que costumam ser oferecidos em vários modelos com KaiOS.

Apesar de oferecer um espaço menor, o sistema tem ferramentas úteis para os usuários, como navegador, jogos e tocadores de música e vídeo. Além disso, ele oferece acesso a apps como WhatsApp, Facebook, YouTube e Twitter.

Facebook, Twitter, Google Assistente e Maps no KaiOS — Foto: Divulgação/KaiOS
Facebook, Twitter, Google Assistente e Maps no KaiOS — Foto: Divulgação/KaiOS

O que é KaiOS
O KaiOS é um sistema operacional lançado em 2017 pela KaiOS Technologies, uma empresa baseada em Hong Kong. Ele foi desenvolvido a partir de outra plataforma já existente: o Boot to Gecko OS (B2G OS).

O B2G OS é um sistema de código aberto criado e mantido por usuários a partir do Firefox OS, que foi descontinuado pela Mozilla em 2016.

Inicialmente, o KaiOS era ainda mais básico do que é hoje e não contava com os aplicativos mais usados nos smartphones. Mas a proposta de ser uma alternativa para países em desenvolvimento e para quem está começando a usar a internet chamou a atenção de outras empresas.

A companhia responsável pela plataforma afirma que o projeto já levantou US$ 80 milhões junto a investidores.

Investimento do Google

Uma das empresas que investiu no KaiOS foi o Google. Em junho de 2018, a desenvolvedora do Android destinou US$ 22 milhões à empresa.

Na ocasião, o presidente-executivo da KaiOS Technologies, Sebastien Codeville, afirmou que o financiamento ajudaria a empresa a "acelerar o desenvolvimento e a implantação global" do sistema, e a "garantir que os aplicativos e serviços do Google estejam disponíveis para todos".

Em fevereiro de 2019, alguns serviços do Google, como Busca, Maps, Assistente e YouTube, foram liberados para usuários do KaiOS.
Google Assistente em um Nokia 8110, celular com KaiOS — Foto: Divulgação/KaiOS
Google Assistente em um Nokia 8110, celular com KaiOS — Foto: Divulgação/KaiOS

Chegada do WhatsApp

Em julho de 2019, o sistema anunciou uma parceria com o Facebook para levar o WhatsApp aos celulares com seu sistema operacional.

Apesar das limitações dos aparelhos, o WhatsApp para KaiOS permite enviar mensagens, áudios e imagens com criptografia de ponta a ponta, como acontece em celulares mais caros.
WhatsApp no KaiOS — Foto: Divulgação/KaiOS
WhatsApp no KaiOS — Foto: Divulgação/KaiOS

Alguns recrusos demoram para serem liberados aos usuários. As chamadas de áudio no WhatsApp, que são comuns para a maioria dos usuários do aplicativo, só chegaram ao KaiOS em junho.

O investimento nessa versão do mensageiro pode ser explicado por sua popularidade entre usuários do sistema. A KaiOS Technologias não revela números, mas afirma que o WhatsApp é o aplicativo com mais usuários em sua plataforma.

Celulares com KaiOS

O catálogo de celulares com KaiOS tem empresas desconhecidas por boa parte dos brasileiros. Você já ouviu falar na operadora indiana Jio? E na fabricante americana Blu?

Para facilitar, a lista também conta com outras companhias mais famosas no Brasil, como Positivo, Multilaser, Alcatel e HMD Global (atual controladora da marca Nokia).

O Positivo P70S e o Multilaser Zapp, por exemplo, são modelos lançados em 2019. Eles têm armazenamento de 512 MB e apenas uma câmera traseira de 0,3 megapixel.

Apesar de não terem as especificações mais avançadas, os modelos têm preços mais acessíveis e podem ser encontrados em lojas no Brasil por menos de R$ 300.

Os dois dispositivos são bons exemplos do que pretende a desenvolvedora do KaiOS. Segundo a empresa, o objetivo é levar celulares com preços baixos e oferecer conectividade para bilhões de pessoas que estão sem internet ao redor do mundo.
Nokia 8110, Multilaser Zapp, Positivo P70S e Alcatel Go Flip 2 são alguns dos celulares com KaiOS — Foto: Divulgação/KaiOS
Nokia 8110, Multilaser Zapp, Positivo P70S e Alcatel Go Flip 2 são alguns dos celulares com KaiOS — Foto: Divulgação/KaiOS

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segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Google apresenta celular com chip projetado 'em casa'

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Pixel 6 conta com chip Google Tensor e segue passos do iPhone, que também utiliza 'cérebro' feito pela própria Apple. Modelos não costumam ser lançados no Brasil.
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Por G1

Postado em 02 de agosto de 2021 às 18h15m

  *.- Post.N. -\- 4.093 -.* 

Google revela primeiros detalhes do Pixel 6 — Foto: Divulgação
Google revela primeiros detalhes do Pixel 6 — Foto: Divulgação

O Google revelou nesta segunda-feira (2) uma prévia do Pixel 6, nova versão do celular de fabricação própria da empresa. A grande novidade desta geração é a utilização de um chip projetado "em casa", chamado Google Tensor.

O Tensor é um "sistema em um chip", ou SoC (como é chamado em inglês), que reúne componentes como processador, unidade de gráficos, modem 5G, entre outros.

A empresa não deu detalhes específicos sobre esses itens, mas disse que o chip do seu novo telefone terá uma unidade específica para operações relacionadas com inteligência artificial (IA) e outra para segurança, chamada Titan M2.

Com essas adições, o Google promete oferecer um processamento "mais poderoso" nas fotos e vídeos, além de uma experiência mais refinada nas funções de reconhecimento de voz (saiba mais abaixo).

Os novos Pixel ainda não têm data de lançamento nem preço definidos, mas esses devem ser os modelos que encabeçam a linha de celulares do Google.

A expectativa é que fiquem próximo da faixa dos US$ 1.000 (cerca de R$ 5.130, na cotação atual) e cheguem aos EUA até o final do ano. Esses aparelhos não costumam ser lançados no Brasil.
Celulares Pixel 6, do Google, serão lançados nos EUA em diversas cores — Foto: Divulgação
Celulares Pixel 6, do Google, serão lançados nos EUA em diversas cores — Foto: Divulgação

Serão duas versões: o Pixel 6 e 6 Pro. A diferença entre os dois está no tamanho e nas câmeras, de acordo com as informações reveladas até agora – a companhia ainda faz mistério sobre alguns detalhes, como memória.

O modelo padrão tem tela de 6,4 polegadas e duas câmeras na traseira. Já o modelo Pro chega a 6,7 polegadas e virá com câmera tripla – o sensor adicional é uma lente telefoto, que permite aproximar imagens em 4 vezes.

Google Tensor

Utilizar um "cérebro" feito em casa é uma mudança significativa para os celulares do Google. A estratégia vai na mesma direção da concorrente Apple, que usa seus próprios chips nos iPhones.

Até agora, a empresa incluía processadores Snapdragon, fabricados pela Qualcomm, nos celulares Pixel. Os chips dessa companhia estão presentes na maioria dos modelos Android à venda.

O Google não será completamente responsável por itens como CPU (processamento), GPU (gráficos) ou RAM (memória), que impactam na velocidade do telefone. Esses componentes foram licenciados por outras empresas, que não foram reveladas.

Por outro lado, a companhia tomou para si partes do SoC que envolvem segurança e inteligência artificial.

Isso é relevante porque os telefones Pixel são conhecidos por tirar fotos de alta qualidade, embora não tenha sensores de câmera tão poderosos quanto alguns correntes. Para conseguir os resultados acima da média, a companhia investe forte na inteligência artificial para "aprimorar" os cliques.

Google Tensor, chip desenvolvido pela própria empresa — Foto: Divulgação
Google Tensor, chip desenvolvido pela própria empresa — Foto: Divulgação

Em demonstrações feitas para a imprensa estrangeira, o Google exibiu uma foto borrada de uma criança que estava em movimento e, graças ao seu chip, conseguiu "salvar" a imagem deixando o assunto mais nítido. Os exemplos de fotografias ainda não puderam ser divulgados.

Outra frente destacada pela companhia aos sites do exterior foram os recursos relacionados com a fala – a possibilidade de ditar palavras para serem escritas quase que instantaneamente ou a tradução em tempo real de um vídeo do francês para o inglês, por exemplo.

Sundar Pichai, presidente-executivo do Google, disse que o Tensor está em desenvolvimento há quatro anos e comparou seu tamanho com um clipe em um post feito nas redes sociais.

Mais detalhes sobre os novos celulares e o chip devem serão revelados nos próximos meses. A promessa do Google é de um telefone "mais útil do que nunca".

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domingo, 1 de agosto de 2021

Descumprir a Lei Geral de Proteção de Dados pode gerar punições a partir deste domingo

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Empresas que desrespeitarem a LGPD podem ser multadas em até R$ 50 milhões por infração, mas documento que define cálculo para esta sanção ainda não foi publicado. Autoridade de proteção de dados deve começar aplicando advertências.
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Por Alessandro Feitosa Jr, G1

Postado em 01 de agosto de 2021 às 10h00m

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LGPD tem objetivo de proteger dados de cidadãos — Foto: Franck/Unsplash
LGPD tem objetivo de proteger dados de cidadãos — Foto: Franck/Unsplash

Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que estabelece regras sobre os uso dos dados pessoais dos brasileiros, está em vigor desde setembro de 2020. Mas só a partir deste domingo (1º) a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) poderá aplicar sanções a quem descumprir.

O prazo quase um ano foi determinado pelo Congresso para dar tempo de as empresas se adequarem à lei e para que a ANPD, órgão ligado à Presidência da República e formado em outubro de 2020, pudesse regulamentar algumas regras.

Apesar do fim desse período, especialistas ouvidos pelo G1 dizem que o órgão deve ter uma atuação "educativa" neste início. Por isso, as primeiras ações da ANPD contra denúncias sobre o uso irregular de dados devem ser de advertir as empresas – o tipo mais brando de sanção.

Uma resolução do órgão indicou que as penalidades serão aplicadas de forma "escalável", subindo de degrau em degrau, levando em consideração a gravidade do casos.

As multas ainda devem demorar para ocorrer porque não foi publicado o documento que estabelece como elas serão calculadas.

Hoje, dados pessoais são requeridos em diversas atividades do dia a dia. Qualquer empresa ou entidade que realiza cadastros com nome ou um documento de um cidadão, seja ele feito pela internet ou não, precisa seguir a LGPD, até mesmo órgãos ligados ao governo – que não podem ser multados, mas estão sujeitos a outras sanções. Veja ao fim da reportagem como denunciar.


Quais são as punições?

Caso haja descumprimento das regras, a ANPD pode abrir um processo administrativo, que pode culminar em uma penalização:

  • advertência;
  • publicidade da infração, que funciona como uma maneira de alertar a sociedade de que determinada empresa desrespeitou as regras;
  • multa simples, de até 2% do faturamento da empresa e que pode chegar a, no máximo, R$ 50 milhões por infração;
  • multa diária;
  • bloqueio dos dados pessoais referentes a infração;
  • eliminação dos dados pessoais referentes a infração;
  • suspensão do exercício da atividade de tratamento dos dados pessoais referentes a infração pelo período máximo de 6 meses, que pode ser estendido por outros 6 meses;
  • proibição parcial ou total do exercício de atividades relacionadas a tratamento de dados.

As empresas poderão se defender caso sejam processadas.

Se forem multadas, o valor não será pago para as pessoas que tiveram seus dados gerenciados de forma incorreta. Ele será destinado ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD), que financia projetos que tenham como objetivo reparação de danos ao consumidor, meio ambiente, patrimônio e outros.

Além disso, a multa não é a penalidade mais severa. O advogado e professor no Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), Danilo Doneda, apontou ao G1 que uma sanção que obrigue uma empresa a interromper o uso de determinados dados pode ser mais efetiva do que a punição em dinheiro, já que irá interromper potenciais abusos no uso dessas informações.

Primeiro passo deve ser advertência

A ANPD irá seguir algumas diretrizes para aplicar sanções. Essas normas foram submetidas à consulta pública, mas ainda não foram publicadas.

A diretiva indica que as penalidades devem ser dadas em forma de pirâmide, como explica João Victor Archegas, pesquisador de direito e tecnologia do ITS-Rio (Instituto de Tecnologia e Sociedade).

"Vai começar com advertência e, a depender da extensão do dano, a depender também do tamanho do controlador [a empresa ou órgão que gerencia os dados] envolvido naquela violação, você começa a subir", afirmou.

O professor Danilo Doneda ressaltou que ainda faltam alguns passos até que as primeiras multas apareçam.

"A própria lei fala que, antes aplicar multa, a ANPD vai ter que publicar um documento dizendo como que será feito o cálculo das sanções em dinheiro. Enquanto isso não for feito, é bem pouco provável que [a autoridade] aplique multa, porque depois é fácil contestar", disse Doneda.

Em nota ao G1, a ANPD disse que a metodologia para o cálculo ainda será submetida à consulta pública e que não há um prazo para isso ocorrer.

Apesar disso, Doneda indicou ainda que, a partir de agora, o período de adaptação das empresas acabou e que qualquer infração à LGPD poderá gerar processos administrativos a partir da autoridade.

Archegas, do ITS-Rio, apontou que a ANPD não existe somente para aplicar sanções, mas tem o papel de educar a população sobre a importância da proteção de dados no dia a dia, publicar orientações de boas práticas de segurança e garantir que a proteção de dados continue se fortalecendo no país.

A ANPD está pronta?

A estrutura da ANPD foi publicada pelo presidente Jair Bolsonaro em agosto de 2020, e estabeleceu 36 cargos para o órgão.

Ao G1, a assessoria de imprensa da autoridade indicou que os responsáveis por monitorar o cumprimento da lei, receber denúncias e aplicar as sanções fazem parte da Coordenação-Geral de Fiscalização, setor com 3 cargos previstos no decreto, que já estão preenchidos.

O pesquisador João Victor Archegas indicou que a autoridade avançou em sua estrutura interna e está em contato com a sociedade, pesquisadores e tem publicado suas resoluções pra consulta pública.

"A tendência é que partir de 1º de agosto a ANPD tenha fôlego pra fazer valer todos os dispositivos da lei. É óbvio que, como qualquer outro órgão público, isso vai ser muito gradual e vai depender também da demanda", disse.

Para o professor Danilo Doneda, o órgão, com 36 servidores, ainda é muito pequeno se comparado com autoridades equivalentes de outros países, embora faça uma ressalva.

"Essas comparações são sempre difíceis de fazer. Cada país tem suas diferenças, cada lei também. Mesmo dando todos os descontos, é difícil imaginar que ANPD tenha gente suficiente para dar conta de um volume um pouco maior de reclamações. A gente pode falar isso com segurança, que tamanho ainda é uma coisa que preocupa", afirmou.

A ANPD é um órgão ligado à Presidência da República e ainda não tem orçamento próprio – esse, inclusive, é um dos objetivos listados na agenda da autoridade. Por isso, não há autonomia para adicionar novos servidores.

Posso fazer denúncias?

Sim, a ANPD recebe denúncias sobre o uso indevido de dados, mas existem dois sistemas separados para o envio dessas reclamações:

  1. Na página inicial da ANPD, há um link de "Denúncia" que leva ao sistema Fala.BR. Nele, o cidadão indica que quer enviar uma manifestação para a Autoridade Nacional de Proteção de Dados e descreve o problema;
  2. Há ainda uma página dedicada para "Reclamações" que indica a utilização do sistema de Peticionamento Eletrônico, que permite o envio de documentos de forma digital.

As denúncias podem ser feitas caso o cidadão acredite que seus dados estejam sendo utilizados indevidamente.

Mas há uma regra: é preciso tentar um contato direto com o controlador dos dados, ou seja, a empresa que está armazenando ou utilizando suas informações. É preciso comprovar a tentativa de contato ao fazer uso do sistema de Peticionamento Eletrônico, incluindo capturas de tela de e-mails não respondidos, por exemplo.

"Se não conseguir resolver, aí envia uma reclamação diretamente pra ANPD, que pode entrar em ação", disse João Victor Archegas.

Em casos de vazamentos de dados, a ANPD recomenda ainda que seja registrado um boletim de ocorrência. 
Somente a ANPD pode atuar em questões de proteção de dados?

Não. O professor Danilo Doneda explica que existem temas que são somados à proteção de dados, como é o caso do direito do consumidor.

A ANPD não destina valores de multas para as pessoas. Se um cidadão se sentir prejudicado e quiser buscar uma indenização, ele poderá procurar órgãos de defesa do consumidor ou a justiça para a reparação de danos.

Nesses casos, só há direito à indenização caso fique comprovado algum prejuízo sofrido.

É por isso que as multas previstas na LGPD só poderão ser aplicadas agora, mas a Justiça já condenou empresas tendo a lei como referência para as suas decisões.

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