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terça-feira, 17 de agosto de 2021

Amazon e o bitcoin: empresa ainda não aceitará a criptomoeda

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Gigante do varejo nega planos para aceitar esse tipo de pagamento.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 17 de agosto de 2021 às 13h00m

  *.- Post.N. -\- 4.105 -.* 

Depois de a Tesla anunciar e desistir de aceitar bitcoins como forma de pagamento, a Amazon também foi relacionada em uma reportagem como uma das empresas que poderia aceitar a criptomoeda no futuro, algo que a gigante do varejo nega.

Em junho, uma publicação do jornal London's City A.M. dizia que a Amazon poderia aceitar a forma de pagamento até o final do ano. Em resposta, a empresa negou.

"Apesar de nosso interesse no assunto, as especulações que surgiram em torno de nossos planos específicos para criptomoedas não são verdadeiras", disse um porta-voz da Amazon.

"Continuamos focados em explorar como isso pode parecer para os clientes que compram na Amazon."
Bitcoin: Saiba o que é e como funciona a mais popular das criptomoedas
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Como tudo começou

A empresa publicou em 22 de julho uma vaga de emprego para moeda digital e liderança de produto blockchain. Um número crescente de empresas começou a aceitar moedas virtuais como meio de pagamento.

O presidente da Tesla, Elon Musk, disse que a montadora de carros elétricos provavelmente vai reiniciar a aceitação de bitcoin, após conduzir uma auditoria sobre a quantidade de energia renovável usada para minerar a moeda.

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Por que os fios ficam enrolados o tempo todo

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A ciência pode explicar por que é tão difícil de evitar nós?
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TOPO
Por BBC

Postado em 17 de agosto de 2021 às 11h30m

  *.- Post.N. -\- 4.104 -.* 

Quem nunca teve um fio enrolado? — Foto: Getty Images/BBC
Quem nunca teve um fio enrolado? — Foto: Getty Images/BBC

Você já se perguntou, talvez quando estava desesperado tentando desfazer um nó, por que as coisas se emaranham em vez de se comportarem da maneira que gostaríamos?

Por mais cuidado que você tenha, objetos como o fone de ouvido do celular, a mangueira com que você rega as plantas do jardim, os cabos do secador de cabelo... e até mesmo nosso próprio cabelo, exigem uma certa atenção que, às vezes, é difícil de dispor em determinados momentos.

Talvez, para nos consolar, possamos recorrer à ciência e usar a Segunda Lei da Termodinâmica, que afirma que todos os sistemas fechados tendem a maximizar a entropia, uma medida de desordem.

O Universo, em poucas palavras, tende ao caos.

Mas se isso não for suficiente, talvez os emaranhados deixem de ser tão irritantes se, ao desenrolá-los, você tiver em mente que eles são essenciais para a vida... literalmente: estão no DNA.

Desordem natural

Vale lembrar de antemão que nem todos os nós são iguais. Alguns podem ser incrivelmente úteis para salvar vidas.

Embora hoje a maioria das pessoas só aprenda a amarrar o cadarço, no passado aprender a fazer múltiplos nós era uma habilidade indispensável.

Os nós são, na verdade, uma tecnologia que nossos ancestrais descobriram antes da roda. Sem eles, você não consegue tecer um pano ou amarrar uma ponta de lança em um pedaço de pau.

E embora seja verdade que na vida moderna não haja muita necessidade de fazer suas próprias lanças, para certos grupos, como pescadores, marinheiros, cirurgiões ou alfaiates, continua sendo fundamental saber como entrelaçar os fios.

Mas, inclusive eles, provavelmente se deparam com nós inoportunos de vez em quando... por que eles aparecem quando a gente não quer?

Um cientista tentou encontrar a resposta.

Doug Smith é professor de física na Universidade da Califórnia em San Diego, nos EUA. Alguns anos atrás, ele fez um experimento aparentemente simples, com um de seus alunos de graduação.

O estudo rendeu a ele um Ig Nobel, um prêmio de ciência destinado a pesquisas que "primeiro fazem a pessoa rir, e depois pensar".

Ele queria entender por que os nós se formavam espontaneamente e, seguindo o método científico, jogou pedaços de cordas de diferentes tipos em uma caixa que foi sacudida por um motor.

Cerca de 3 mil vezes depois, descobriu que "quanto mais longa e flexível a corda, maior a probabilidade de formar nós".

Então, não importa o quanto você tente, é quase certo que quando você tirar o fone de ouvido do bolso ou as luzes da árvore de Natal da caixa, os fios vão estar enrolados.

E o que piora a situação é a torção, segundo a Real Academia Espanhola (RAE), "ação e efeito de torcer ou torcer algo de forma helicoidal".

Ou seja, pegue um cabo que você tem à mão e segure-o esticado com os dedos em dois pontos. Comece a torcer uma extremidade; você verá que ele vai ondular e até mesmo formar um ramo lateral.

"Quando a torção é introduzida nos cabos, mesmo que seja involuntariamente, a energia é convertida e faz com que eles se dobrem. E é muito difícil evitar que isso aconteça."

"Quanto mais retorce, mais impossível desenrolar", explica Smith.

Uma das razões pelas quais tudo isso acontece soa como uma lição de vida:

"Há poucas possibilidades de que tudo permaneça como deve ser, mas milhares de maneiras possíveis de se fazer uma bagunça."

É a ordem natural das coisas. Ou melhor, a desordem natural das coisas.

Mas se estamos falando da natureza, então a natureza tem um problema.

Na verdade, a vida como a conhecemos tem um problema, porque todas as informações importantes que mantêm nossos corpos funcionando em todas as células do nosso ser estão em nosso DNA... que se parece com aqueles fios de telefone de antigamente que, às vezes, eram um pesadelo.

Emaranhamento molecular

Estamos irremediavelmente emaranhados a nível molecular?

O DNA é uma cadeia muito longa que reside em um espaço muito pequeno. Se você o tirar dali e esticar, ele medirá 2 metros.

Imagine isso embalado em uma célula tão pequena que não pode ser vista sem um microscópio, e você provavelmente pode imaginar seu potencial de emaranhamento.
Cadeia de DNA — Foto: Reprodução/Pixabay
Cadeia de DNA — Foto: Reprodução/Pixabay

No entanto, nossos corpos possuem alguns truques para evitar que isso aconteça — e é isso que Mariel Vazquez pesquisou: como a cadeia do DNA se enrola e se desenrola, se amarra e se desata ao longo de seu ciclo de vida.

Vamos voltar àquele cabo que havíamos torcido. A primeira coisa que se formou foi algo que se parece com a famosa dupla hélice da chamada molécula da vida.

Com mais torção, ele se enrola sobre si mesmo.

"O DNA faz exatamente a mesma coisa", diz a professora da Universidade da Califórnia em Davis, especialista em matemática combinada com microbiologia e biologia molecular.

"Nós o chamamos de superenrolado."

O que não queremos que aconteça com nossos cabos, é essencial para a maneira como as células embalam o DNA.

Mas, para poder se encaixar perfeitamente dentro da célula, o DNA precisa fazer mais. Ele precisa se enrolar ao redor de "proteínas chamadas histonas, formando uma espécie de colar de pérolas".

"O DNA se enrola algumas vezes em torno de cada histona e passa para a outra."

Mas não é suficiente, de modo que o colar de pérolas é torcido várias vezes até que, no fim das contas, "o DNA esteja muito, muito bem embalado e condensado".

O problema é que, assim como você, às vezes, precisa tirar e usar as coisas que organizou e guardou com tanto cuidado, cada vez que seu corpo gera uma nova célula, o que ele faz constantemente, seu DNA precisa ser copiado e isso implica que tenha que ser desacomodado.

Não só isso: as duas hélices precisam ser separadas.

"É aqui que a biologia tem um truque muito inteligente: uma tesoura molecular. O que mantém as duas cadeias do DNA juntas são as ligações de hidrogênio. As tesouras são, na verdade, enzimas, tipos especiais de proteína que cortam a hélice de forma bastante controlada", explica Vazquez.

"Uma vez separada, o maquinário da célula começa a criar as duas novas cadeias de DNA."

Mas é aí que nos deparamos com o problema familiar. As duas cadeias de DNA estão inutilmente entrelaçadas.

É mais fácil entender o que acontece pensando nas bactérias, que têm um simples laço de DNA.

"Quando o DNA termina de ser copiado, restam dois círculos interconectados, mas eles precisam ser separados. A célula usa novamente a tesoura molecular para cortar com muito cuidado e delicadeza um dos círculos, deixa que o outro passe e volta a selar a ruptura."

Isso acontece bilhões e bilhões de vezes, e entender esse processo permitiu criar medicamentos.

"Há antibióticos que, quando entram no corpo, desativam esse maquinário molecular das bactérias, de modo que seu DNA fica completamente emaranhado, e as bactérias morrem."

Além da medicina, cientistas de várias áreas têm tentado aproveitar as propriedades dos nós e emaranhados.

Tecidos nanométricos

Um deles é David Lee, professor de química da Universidade de Manchester, no Reino Unido, que se dedica com sua equipe ao estudo da miniaturização suprema e da tecelagem de tecido molecular.

Ele forma nós "muito, muito pequenos e com oito interseções, então são muito complicados. É a estrutura física mais apertada que já foi amarrada neste planeta".

E rendeu a ele um de seus dois recordes mundiais: o de nó mais apertado do mundo e de tecido mais fino.

Pode ser um desafio divertido, mas por que fazer isso?

"Os nós são onipresentes no mundo molecular, e a natureza os usa porque encontrou maneiras de tirar proveito de suas funções úteis, algo que podemos aprender", para fazer coisas como melhorar os materiais usados ​​na tecnologia.

E esses nós de tamanho nanométrico podem ser transformados em redes ou malhas com propriedades incríveis.

"Enrolar os fios controlando o padrão de interseções" — isto é, tecendo — "pode ​​não apenas tornar o tecido mais forte, como suas lacunas podem deixar passar o que for benéfico e prender o que for indesejado."

Como seus fios são moleculares, essas malhas poderiam impedir a passagem de "moléculas grandes, de bactérias e talvez até de vírus".

Em resumo, sem a opção de atar e desatar nós, não existiríamos. E mesmo que pudéssemos deixar esse detalhe de lado, nossas vidas seriam mais desconfortáveis ​​— imagine um mundo sem travesseiros, roupas ou cobertores.

Felizmente, os nós são inevitáveis ​​e, como o laureado do Ig Nobel demonstrou, eles ocorrem naturalmente onde quer que haja algo longo e fino, seja uma molécula de DNA, os cabos de seus dispositivos eletrônicos ou o cabelo que você sofre para desembaraçar.

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domingo, 15 de agosto de 2021

Open banking: entenda como é feita a autorização para o compartilhamento de dados

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Opção de compartilhar informações está nas mãos dos clientes e cada autorização tem validade de até 12 meses. Sistema tem que seguir a Lei Geral de Proteção de Dados, mas também possui regras próprias.
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Por Rafael Miotto, Alessandro Feitosa Jr. e Victor Hugo Silva, G1

Postado em 15 de agosto de 2021 às 12h00m

  *.- Post.N. -\- 4.103 -.* 

Entenda o que é Open Banking
Entenda o que é Open Banking

O open banking é um sistema do Banco Central (BC) que permite ao cliente compartilhar seus dados financeiros com outros bancos para receber ofertas de produtos e serviços.

A decisão sobre partilhar as informações bancárias está nas mãos do cliente. Isso deve acontecer somente mediante sua autorização, feita por meio digital.

Cada consentimento vale apenas para a troca de dados específicos entre duas instituições e tem um prazo de validade definido.

Nesta sexta (13), o serviço entrou em sua 2ª etapa, que envolve o compartilhamento de dados cadastrais e transacionais de clientes. Na 1ª fase, estava permitido apenas a troca de dados dos bancos.

A plataforma só estará com todos seus recursos ativos em 15 de dezembro. Mais de 1.000 instituições terão participação obrigatória no open banking.

Veja os principais pontos sobre o open banking e o uso de dados:

  • O compartilhamento é opcional: o cliente precisa pedir para a transferência de dados acontecer. E, para cada novo compartilhamento, um novo ok.
  • O consentimento para a transferência de dados no open banking tem que ser feito por meio eletrônico, com linguagem clara e acessível sobre a finalidade, isto é, para qual objetivo que eles serão usados.
  • Os dados devem ir apenas da empresa A, que pode ser seu banco atual, para a B, um banco onde o cliente quer abrir uma conta, por exemplo.
  • Passado o tempo limite de uso das informações, que será no máximo de 12 meses, é preciso um novo aceite para que o dados voltem a ser compartilhados.
  • As instituições precisam seguir as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), mas existem também uma regulamentação específica do open banking.
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Diferenças em relação à LGPD

O open banking possui suas próprias regras que funcionam como um complemento à LGPD, explicam especialistas ouvidos pelo G1.

As principais diferenças em relação à LGPD são: a necessidade da autorização expressa para o compartilhamento dos históricos bancários por meio digital e o prazo máximo de 12 meses de validade para cada uma dessas liberações.

A lei de proteção de dados indica que existem 10 possibilidades para que empresas coletem, usem ou compartilhem dados, como cadastros de clientes, por exemplo. O consentimento, que vai ser exigido pelo open banking, é apenas uma dessas possibilidades.

"No varejo existe a possibilidade de compartilhar os dados mesmo sem a autorização [entre uma loja e o serviço de entrega, por exemplo]. O open banking é um pouco mais rígido que a LGPD neste sentido, afirma Luis Fernando Prado, advogado mestre em direito digital pela Universidade de Barcelona.

Além disso, os dados bancários estão guardados pelo pela Lei do Sigilo Bancário. Com o open banking, abre-se a possibilidade desses dados circularem, mas apenas dentro do ecossistema bancário.

Como é feita a autorização

Ainda existe uma expectativa sobre como cada instituição financeira vai oferecer a interface para que o cliente faça a autorização do consentimento. Em linhas gerais, o processo será com as seguintes etapas:

1º Consentimento: ao navegar no site ou aplicativo de uma instituição financeira o cliente poderá dar o aval para que seus dados sejam compartilhados. Haverá algum tipo de campo específico para fazer o aceite;

2º Autenticação: depois do consentimento, o cliente será transferido para a interface de seu atual banco, por exemplo, de onde os dados serão retirados, para que faça o login de usuário;

3º Confirmação: após o login, o cliente terá que dar mais um aceite para confirmar a transferência das informações.

Após o consentimento, a instituição que receber os dados deve ter uma opção para revogar a autorização, caso o usuário mude de ideia. O cancelamento deve ser feito na mesma interface que o cliente utilizou antes.

Exemplo de fluxo de open banking operado pela Quanto  — Foto: Reprodução
Exemplo de fluxo de open banking operado pela Quanto — Foto: Reprodução 

Na hora de fazer o compartilhamento é preciso que as instituições expliquem com clareza o que será compartilhado. É preciso que fique explícito quais dados vão, para quem vai, quem vai usá-los, diz Enio Klein, professor de pós-Graduação na Business School SP e CEO da Doxa Advisers.

A advogada Marcela Mattiuzzo, coordenadora do Núcleo de Direito Concorrencial e Economia Digital da USP, também explica que a cada nova tarefa é necessário um novo consentimento. "Em regra, os seus dados não vão ser transmitidos para ninguém. Você precisa pedir pra essa transferência acontecer", afirma.

Open Banking no Brasil — Foto: G1
Open Banking no Brasil — Foto: G1 

Segurança dos dados

A responsabilidade sobre a segurança dos dados são das próprias instituições financeiras, enquanto a supervisão desse processo é feita pela Banco Central e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), a mesma que regulamenta a LGPD.

"Há regras bem específicas sobre como os dados vão transitar e quais são as medidas de segurança que precisam ser implementadas por cada instituição financeira para resguardar os titulares", aponta a advogada Marcela Mattiuzzo.

Especialistas indicam que os procedimentos de segurança no open banking devem ser constantemente atualizados, seguindo a evolução tecnológica.

Punições para os possíveis vazamentos de dados estão previstas na LGPD, e também existem sanções que podem aplicadas por parte do Banco Central às instituições.

"A partir dessa verificação via processo administrativo, há a pena, que pode ser desde uma advertência até a suspensão da operação daquele tipo de atividade", afirma Thaís Cíntia Cárnio, professora de direito empresarial e mercado financeiro da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

A troca de informações entre as instituições é feita por meio de APIs (Application Programming Interfaces ou Interface de Programação de Aplicações, em português). Com a tecnologia, os softwares das empresas podem fazer a troca de dados de maneira criptografada.

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