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sábado, 28 de agosto de 2021

Banco Central adia para outubro implementação da terceira fase do 'open banking'

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Cliente poderá autorizar instituição a iniciar pagamento em seu nome usando o PIX. Novidade passaria a valer na segunda, mas foi adiada em razão de atrasos em ajustes técnicos.
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Por Jéssica Sant'Ana, G1 — Brasília

Postado em 28 de agosto de 2021 às 14h15m

  *.- Post.N. -\- 4.116 -.* 

O Banco Central informou nesta sexta-feira (27) que adiou o início da fase três do "open banking". Quando implementado, o sistema permitirá que os clientes bancários compartilhem dados bancários e históricos de transação com outras instituições.

A primeira etapa da fase 3 começaria na próxima segunda-feira (30), mas foi adiada para 29 de outubro deste ano.

Segundo o Banco Central, o adiamento foi necessário para "ajustes nas especificações técnicas, que comprometeu o prazo para realização de testes para a certificação das instituições".

A terceira fase prevê o compartilhamento do serviço de iniciação de transação de pagamento e o encaminhamento de proposta de operação de crédito entre instituições financeiras.

Ou seja, o cliente poderá autorizar uma instituição a iniciar pagamento em seu nome e um correspondente bancário a enviar proposta de crédito para o banco de preferência.

A fase três é dividida em algumas etapas. Com relação às formas de pagamento, as novas possibilidades poderão ser iniciadas via "open banking" pelo seguinte cronograma:

  • 29 de outubro: pagamento com PIX
  • 15/02/22: pagamentos com TED e transferência entre contas na mesma instituição
  • 30/06/22: pagamento de boletos
  • 30/09/22: pagamentos com débito em conta

Já para a modalidade de encaminhamento de proposta de crédito, a data prevista de implementação é 30 de março de 2022.

A partir dessa data, clientes poderão em ambientes eletrônicos solicitar propostas de crédito, como empréstimos e financiamentos, a várias instituições (bancos, financeiras, cooperativas, por exemplo) ao mesmo tempo.

Brasileiros começam a ter acesso ao Open Banking
Brasileiros começam a ter acesso ao Open Banking

Segundo o Banco Central, com a fase três implementada, ficará mais fácil comparar taxas, prazos e outras condições de crédito.

Ainda de acordo com o BC, o compartilhamento das informações só poderá ser feito com a autorização do cliente e se for informada a finalidade e o prazo de uso dos dados. O usuário também tem direito de cancelar a qualquer momento.

O "open banking" começou a ser implementado no Brasil em fevereiro deste ano, com o compartilhamento de informações sobre os produtos oferecidos pelas instituições financeiras. A fase dois começou em 13 de agosto, com o compartilhamento de informações do consumidor.

Já na quarta fase, com previsão de início em 15 de dezembro, será possível o compartilhamento de dados de serviços como operações de câmbio, investimentos, seguros e previdência complementar aberta.

"O Banco Central reforça o seu compromisso para que o 'open banking' alcance os seus objetivos, de forma segura e efetiva para os clientes das instituições participantes, permanecendo vigilante no processo de sua implementação", diz a instituição em nota.

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quinta-feira, 26 de agosto de 2021

'Big techs' prometem investimento bilionário em segurança digital após reunião com Biden

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Google, Microsoft, Apple, Amazon e IBM se comprometeram com ações voltadas para cibersegurança. Presidente dos Estados Unidos disse que o 'governo não poderia enfrentar esse desafio sozinho'.
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Por G1

Postado em 26 de agosto de 2021 às 13h25m

  *.- Post.N. -\- 4.115 -.* 

Presidente dos Estados Unidos Joe Biden fala durante uma reunião sobre cibersegurança em 25 de agosto de 2021, em Washington — Foto: AP Photo/Evan Vucci
Presidente dos Estados Unidos Joe Biden fala durante uma reunião sobre cibersegurança em 25 de agosto de 2021, em Washington — Foto: AP Photo/Evan Vucci

Algumas das principais empresas de tecnologia dos Estados Unidos se comprometeram a investir bilhões de dólares em segurança digital e treinamento de trabalhadores após uma reunião entre seus executivos e o presidente Joe Biden na última quarta-feira (25).

O encontro aconteceu em meio a uma escalada de ataques cibernéticos sofridas por companhias e entidades governamentais nos EUA.

A reunião incluiu quatro presidentes-executivos de gigantes de tecnologia: Sundar Pichai (Google), Tim Cook (Apple), Andy Jassy (Amazon), Satya Nadella (Microsoft) e Arvind Krishna (IBM).

Após a reunião, o Google anunciou que se comprometeu a investir US$ 10 bilhões em segurança cibernética nos próximos cinco anos. Os valores serão destinados para o treinamento de cidadãos, projetos abertos de segurança, entre outros.

A Microsoft disse que investiria US$ 20 bilhões em cibersegurança nos próximos cinco anos e disponibilizaria US$ 150 milhões em serviços técnicos para ajudar os governos locais a atualizar seus sistemas de segurança e o treinamento de pessoal.

A IBM planeja treinar 150 mil pessoas durante três anos, enquanto a Apple disse que desenvolveria um novo programa para ajudar a fortalecer a cibersegurança na cadeia de fornecimento de tecnologia.

Já a Amazon disse que ofereceria ao público o mesmo treinamento de conscientização de segurança que dá aos seus funcionários.

Além das "big techs", a Casa Branca recebeu executivos de grupos empresariais, bancos, seguradoras, organizações ligadas à educação e prestadoras de serviços essenciais, como água, gás e energia elétrica.

Tim Cook, presidente-executivo da Apple — Foto: Reuters/Leah Millis
Tim Cook, presidente-executivo da Apple — Foto: Reuters/Leah Millis

Nos últimos meses, várias empresas sofreram ataques que levaram à paralisação momentânea de suas operações. Algumas delas relataram ter sido vítimas de ransomware, um tipo de vírus que impede o acesso às informações em um sistema e exige o pagamento de uma espécie de resgate.

Entre elas, está a Colonial Pipeline, uma operadora americana de oleodutos, e a JBS, maior empresa de processamento de carnes do mundo.

No fim de 2020, os Estados Unidos sofreram um grande ataque, que afetou os servidores de correio eletrônico da Microsoft e o programa Orion, da empresa SolarWinds. Este último é usado para administrar e monitorar as redes de computadores de grandes empresas e do governo.

Para o governo, este ataque expôs a relevância da segurança de 16 "infraestruturas-chave" de setores como energia, defesa, produção industrial e alimentação.

Alguns analistas pediram sanções firmes contra a Rússia e outros países, de onde estes hackers estariam operando. Outros especialistas defendem uma melhor regulação das criptomoedas, exigidas pelos hackers como resgate para restabelecer os serviços atacados.

Na reunião, Biden apontou para o encontro que teve com o presidente russo Vladimir Putin em junho, quando disse que esperava que a Rússia tomasse medidas para controlar os grupos de ransomware.

VÍDEO: Ransomware - entenda como vírus é usado em extorsões
VÍDEO: Ransomware - entenda como vírus é usado em extorsões

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quarta-feira, 25 de agosto de 2021

OnlyFans desiste de proibir conteúdo 'sexualmente explícito'

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Plataforma conhecida por hospedar publicações eróticas tinha anunciado na semana passada que iria banir parte do conteúdo adulto. Reação dos usuários e acerto com setor financeiro motivou desistência do plano.
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Por G1

Postado em 25 de agosto de 2021 às 12h15m

  *.- Post.N. -\- 4.114 -.* 

Logo do OnlyFans é visto em computador. Plataforma é conhecida por conteúdo erótico — Foto: Andrew Kelly/Reuters
Logo do OnlyFans é visto em computador. Plataforma é conhecida por conteúdo erótico — Foto: Andrew Kelly/Reuters

O OnlyFans, site que permite cobrar pelo acesso aos posts, anunciou nesta quarta-feira (25) que desistiu do plano de banir o conteúdo "sexualmente explícito".

A medida havia sido divulgada na última quinta (19) e passaria a valer em 1º de outubro.

Conhecida por suas publicações para o público adulto, a plataforma disse na ocasião que os usuários ainda poderiam postar nudez se as imagens estiverem de acordo com as políticas de uso do serviço.

A reação da comunidade do aplicativo foi negativa. Em um novo anúncio realizado pelo Twitter, o OnlyFans disse que "suspendeu a mudança de política planejada".

A motivação para retirar o conteúdo explícito teria vindo de pedidos feitos por parceiros financeiros da empresa. Agora, a companhia disse que "obteve as garantias necessárias" para apoiar os criadores de conteúdo.

Em entrevista ao jornal britânico "Financial Times" na última terça (24), o presidente-executivo da plataforma, Tim Stokely, os bancos pela intenção de mudar as políticas.

"Pagamos mais de US$ 300 milhões por mês a mais de um milhão de criadores, e assegurar que esse dinheiro chegue até eles envolve utilizar o setor bancário", afirmou, explicando que alguns dos bancos possuem regras rígidas para pessoas e empresas que trabalham com conteúdo adulto.

Lançado em 2016, o OnlyFans cresceu em popularidade durante a pandemia Covid-19. O site diz ter mais de 130 milhões de usuários e 2 milhões de pessoas que produzem fotos e vídeos para o app.

Empresa lançou aplicativo sem nudez

A presença dos "nudes" vai na contramão das regras impostas pelas lojas de aplicativos oficiais do Google, que desenvolve o Android, e da Apple, fabricante do iPhone.

Para contornar esse problema e ampliar a sua presença digital, a empresa que mantém o OnlyFans anunciou a criação de um aplicativo alternativo, mais "recatado". Chamado de OFTV, ele tem regras mais restritas em relação ao conteúdo permitido: nada de nudez.
OFTV é o aplicativo 'recatado' do OnlyFans — Foto: Divulgação
OFTV é o aplicativo 'recatado' do OnlyFans — Foto: Divulgação

Disponível para celulares Android e iPhones, o OFTV conta com centenas de vídeos gratuitos, incluindo uma série original com a ex-atriz pornô Mia Khalifa, e as atrizes Bella Thorne e Holly Madison.

Há ainda conteúdos de instrutores de pilates, de meditação, chefe de cozinha, entre outros.

O aplicativo foi lançado originalmente em janeiro, segundo a agência de notícias Bloomberg, mas o OnlyFans só começou a promovê-lo agora.

O OFTV faz parte de uma estratégia da empresa de se descolar um pouco da imagem tão ligada ao conteúdo adulto.

A tentativa é se aproximar de concorrentes como Patreon e Substack, que permitem que criadores de conteúdo cobrem por conteúdos exclusivos. Alguns artistas, como a cantora Anitta, criaram contas na plataforma para promoverem seu trabalho e receberem "gorjetas".

Dá para ganhar dinheiro no OnlyFans? Veja no vídeo abaixo:

Dá para ganhar dinheiro no OnlyFans?
Dá para ganhar dinheiro no OnlyFans?

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