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As duas maiores fabricantes de aviões do mundo dizem que tecnologia pode ter impacto negativo na indústria da aviação. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por BBC Postado em 22 de dezembro de 2021 às 14h30m Post. N. - 4.231
Ícone do 5G em um iPhone. — Foto: James Yarema/Unsplash
Chefes das duas maiores fabricantes de aviões do mundo pediram ao governo dos Estados Unidos que adie o lançamento de novos serviços de telefonia 5G.
Em uma carta, altos executivos da Boeing e da Airbus alertaram que a tecnologia poderia ter "um enorme impacto negativo na indústria da aviação".
Preocupações foram levantadas anteriormente de que o uso da Banda C para a nova tecnologia móvel sem fio poderia interferir nos componentes eletrônicos da aeronave.
As gigantes das telecomunicações americanas AT&T e Verizon devem implantar os serviços 5G em 5 de janeiro.
"A interferência 5G pode afetar adversamente a capacidade da aeronave de operar com segurança", disseram os chefes da Boeing e da Airbus Americas, Dave Calhoun e Jeffrey Knittel, em uma carta conjunta ao secretário de Transportes dos EUA, Pete Buttigieg.
A carta citava uma pesquisa do grupo comercial Airlines for America,
que concluiu que, se as regras 5G da Administração Federal de Aviação
(FAA, na sigla em inglês) estivessem em vigor em 2019, cerca de 345 mil voos de passageiros e 5,4 mil voos de carga teriam enfrentado atrasos, desvios ou cancelamentos.
A
indústria da aviação e a FAA levantaram preocupações sobre a potencial
interferência do 5G em equipamentos de aeronaves sensíveis, como
altímetros (medidos de altitude).
Esse tipo de aparelho, considerado "o melhor amigo dos piloto", é
essencial para medir a pressão atmosférica. Quanto mais alto está o
avião, mais rarefeita é a atmosfera e, portanto, menor a pressão do ar. Uma leitura errada poderia, por exemplo, derrubar a aeronave.
"AAirbuse a Boeing têm trabalhado com outras partes interessadas da indústria da aviação nos Estados Unidos para entender a potencial interferência 5G com altímetros de rádio", disse aAirbus em um comunicado.
"Uma proposta de segurança da aviação para mitigar riscos potenciais
foi submetida à consideração do Departamento de Transporte dos Estados Unidos."
Neste mês, a FAA emitiu diretrizes de aeronavegabilidade alertando que a
interferência do 5G poderia resultar em desvios de voo, dizendo que
forneceria mais informações antes da data de lançamento de 5 de janeiro.
Em novembro, a AT&T e a Verizon
atrasaram o lançamento comercial do serviço sem fio de banda C em um
mês até 5 de janeiro e adotaram medidas de precaução para limitar
interferência.
Grupos da indústria de aviação disseram que as medidas não foram suficientes, com a Boeing e a Airbus alegando que fizeram uma contraproposta que limitaria as transmissões de celulares em aeroportos e outras áreas críticas.
Na semana passada, o presidente-executivo da United Airlines,
Scott Kirby, disse que as diretrizes 5G da FAA impediriam o uso de
medidores de altitude por rádio em cerca de 40 dos maiores aeroportos
dos EUA.
O grupo da indústria sem fio dos EUA CTIA disse que o 5G é seguro e
acusou a indústria da aviação de espalhar o medo e distorcer os fatos.
"Um atraso causará danos reais. Um atraso na implantação em um ano
subtrairia US$ 50 bilhões (R$ 300 bilhões) em crescimento econômico, em
um momento em que nosso país se recupera e se reconstrói da pandemia",
disse a executiva-chefe da CTIA, Meredith Attwell Baker, em um blog no
mês passado.
Titular da Pasta de Ciência, Tecnologia e Inovações esteve em Campinas (SP) nesta segunda-feira em evento no Instituto de Pesquisas Eldorado. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por g1 Campinas e Região 20/12/2021 17h29 Atualizado há 17 minutos Postado em 20 de dezembro de 2021 às 17h50m Post. N. - 4.230
Ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Marcos Pontes, em visita a Campinas (SP) — Foto: Heitor Moreira/EPTV
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Marcos Pontes lançou nesta segunda-feira (20), emCampinas (SP), uma chamada pública de R$ 50 milhões que busca fomentar a
implementação de centros de inovação no Brasil. "É a primeira vez que a
gente tem uma chamada para centros de inovação", afirmou.
"O centro de inovação pode servir como primeiro passo dentro de muitas
cidades, regiões, até chegar em um parque tecnológico e entrar já a
movimentação do ecossistema local. Então, é uma chamada com R$50 milhões
que até julho do ano que vem ela já vai ter o resultado", disse Pontes.
Os recursos vão viabilizar um "hub" local para concentrar e unificar o
ecossistema de inovação no país por meio da ciência e da tecnologia, sem
transferir a estrutura para grandes centros urbanos.
"A gente precisa gerar emprego, gerar recurso, gerar dinheiro naquela
localidade. Por isso que tem que ser feito de forma estruturada. Nós
estruturamos toda essa estratégia do Ministério antes, e agora a gente
coloca essa chamada".
De acordo com o Ministério, a verba para implementar e modernizar
laboratórios é do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (FNDCT) disponibilizados por meio da Financiadora de Estudo e
Projetos (FINEP), uma empresa pública vinculada ao MCTI.
A cerimônia ocorreu no fim da manhã no Instituto de Pesquisas Eldorado,
localizado na Cidade Universitária, distrito de Barão Geraldo da
metrópole do interior paulista.
As dez maiores concentrações urbanas brasileiras compõem cerca de 42,8%
do PIB, sendo elas: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo
Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Campinas, Salvador, Recife e Fortaleza.
Sirius, laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, reforça a ciência no enfrentamento do novo coronavírus — Foto: Nelson Kon
País aparece em 1º lugar, pelo quarto ano consecutivo, de levantamento do aplicativo Truecaller sobre lugares do mundo mais afetados pelas chamadas 'spam', aquelas que frequentemente vêm de números desconhecidos e oferecem produtos ou serviços não solicitados. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por BBC 17/12/2021 07h24 Atualizado há 2 dias Postado em 19 de dezembro de 2021às 09h00m Post. N. - 4.229
Em relatório global, Brasil liderou em chamadas spam, com 32,9 ligações
do tipo por usuário ao mês — Foto: Getty Images via BBC
Pelo quarto ano consecutivo, os brasileiros foram aqueles que mais
receberam as ligações telefônicas "spam" no mundo — aquelas chamadas que
frequentemente vêm de números desconhecidos e oferecem produtos ou
serviços não solicitados.
É o que mostra a nova edição do relatório global do aplicativo Truecaller, que identifica e bloqueia este tipo de ligação.
Em 2021 (considerando o período de 1º de janeiro a 31 de outubro), o
Brasil registrou uma média de 32,9 chamadas spam por usuário ao mês.
Os outros países do ranking têm números bem menores, inclusive o Peru,
segundo colocado, que teve 18 ligações spam por usuário ao mês.
O relatório ao qual a BBC News teve acesso afirma que o Brasil é "um caso a parte".
"Dizer
que o Brasil tem um problema com o spam é pouco. Quatro anos
consecutivos como o país mais afetado pelo spam deveria servir como
alerta às autoridades locais para que sejam adotadas restrições pesadas e
multas para essas atividades", diz o levantamento do Truecaller,
fundado em 2009 na Suécia.
No relatório anterior, de 2020, o número de chamadas spam recebidas por
usuário ao mês no Brasil foi maior: 49,9. Ou seja, houve uma diminuição
de 34% neste ano em relação ao passado.
O Brasil liderou o ranking em 2018, 2019, 2020 e, agora, em 2021.
No
relatório de 2021, a maior parte das chamadas spam (44%) no Brasil foi
classificada como vinda de serviços financeiros, como bancos, empresas
de cartão de crédito e empréstimos.
Em seguida, vêm chamadas relativas a vendas (39%), categoria que
engloba a oferta de produtos, promoções e assinaturas diversas. Por fim,
16,9% das chamadas foram consideradas "scam", aquelas que são uma
tentativa de golpe.
Essas classificações são feitas com a colaboração dos usuários do
aplicativo, que registram nele números telefônicos e outras informações
sobre ligações recebidas e indesejadas.
Além do Brasil e do Peru, aparecem da terceira posição em diante no
ranking de 2021: Ucrânia; Índia, México; Indonésia; Chile; Vietnã;
África do Sul; Rússia; Colômbia; Espanha; Equador; Turquia; Itália;
Honduras; Costa Rica; Grécia; Emirados Árabes; e Estados Unidos.
A maior parte dos 20 países que aparecem no ranking registrou menos de
15 chamadas mensais por usuário, menos da metade da pontuação brasileira
de 32,9.
No período considerado, foram bloqueadas e identificadas em todo o
mundo 37,8 bilhões de chamadas spam, por cerca de 300 milhões de
usuários.
De
acordo com a empresa, este volume aumenta a cada ano e está relacionado
a três fatores: o aumento no número de smartphones, a adesão ao
aplicativo e o próprio crescimento no número de chamadas spam feitas por
empresas e afins.
"Este continua sendo um problema global, e a razão para que negócios
com spam e scam ainda existam é porque estes são altamente rentáveis e
envolvem muito pouco esforço e consequências", diz o relatório.
Nos últimos anos, avanços tecnológicos facilitaram a disparada de
chamadas por empresas — e em paralelo dificultaram o cotidiano de quem
recebe estas ligações indesejadas.
Algumas dessas tecnologias são os autodialers, que disparam ligações
para múltiplas linhas telefônicas ao mesmo tempo; a VoIP, que permite
telefonar através da internet; e os spoofers, que alteram ou escondem os
números que aparecem no identificador de chamadas.
Embora o Brasil seja um "capítulo a parte", como diz o relatório do
Truecaller, diferentes países estão passando por problemas com este tipo
de atividade.
O levantamento revela que, em 2021, apenas um número telefônico
disparou 202 milhões de chamadas spam na Índia, afetando 27 mil pessoas a
cada hora no país.
Já os países africanos têm um problema em particular com as mensagens
SMS spam, e são eles que lideram o ranking para este tipo de
comunicação: em primeiro lugar vem Camarões, seguido de Somália,
Tanzânia, Congo, Burkina Faso, Costa do Marfim e Benin. O Brasil aparece
na oitava posição deste ranking.
O cálculo de ligações e mensagens spam por pessoa ajuda a equilibrar
fatores como um maior volume de usuários do aplicativo por país — caso
contrário, um país com muitos consumidores em termos absolutos logo
subiria no ranking.
Mesmo assim, a assessoria de imprensa do Truecaller explicou que alguns
fatores podem influenciar nos dados, como a maior presença em um país
do sistema Android, ao qual o aplicativo é mais amigável; e a inclinação
da população a reportar no aplicativo chamadas incômodas.
Veja como bloquear e evitar chamadas de telemarketing
'Telemarketing está fazendo com que brasileiros e brasileiras deixem de atender o telefone'
O relatório cobra das autoridades medidas para tamanho problema no
Brasil, e o que o país tem hoje como principal resposta são os cadastros
nacionais e estaduais em que usuários registram que não querem receber
chamadas de telemarketing.
O Não Me Perturbe é um cadastro nacional lançado pela Agência Nacional
de Telecomunicações (Anatel) em 2019 em parceria com empresas de
telecomunicações (telefone móvel, fixo, TV por assinatura e internet) e
bancos do segmento de consignados (operações de empréstimo e cartão de
crédito consignado).
Uma vez cadastrado, o usuário deve deixar de receber ligações dessas empresas dentro de 30 dias corridos.
Já cadastros estaduais do tipo costumam ser geridos pelos Procons, os
órgãos de proteção e defesa do consumidor. Empresas de setores diversos
que desrespeitarem estas listas podem ser acionadas administrativamente
por esses órgãos e eventualmente multadas.
A assessoria de imprensa da Anatel também informou à reportagem que, a
partir de 2022, será implementado um código único — o 0303 — para
ligações de telemarketing no setor das telecomunicações. Ou seja,
empresas telefonando com esta finalidade deverão exibir este número,
para que as pessoas recebendo as chamadas identifiquem com maior
facilidade que se trata do telemarketing.
A implementação será gradativa: prestadoras de telefonia móvel deverão
fazê-lo em 90 dias, e operadoras de telefonia fixa, em 180 dias.
Diogo Moyses, coordenador do programa de Telecomunicações e Direitos
Digitais do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), diz que
os cadastros e a previsão de um código são medidas "meritórias", mas
insuficientes para lidar com o tamanho da população afetada e brechas
tecnológicas adotadas pelas empresas ao fazer chamadas spam.
Uma das limitações apontadas por ele é a de que apenas uma pequena
parcela das pessoas tem condições e disposição para se registrar nos
cadastros nacionais e estaduais.
"E as listas estaduais valem para todos os setores econômicos, mas eles
são heterogêneos. Não dá para achar que, por exemplo, um serviço
funerário que está vendendo planos vai ter o mesmo nível de organização
do setor de telecomunicações", acrescenta Moyses.
"Mesmo o setor que partiu para autorregulação (com o cadastro nacional)
não consegue controlar seus segmentos de vendas, que muitas vezes são
terceirizados ou quarteirizados. Isso está evidente tanto nas operadoras
de telecomunicações, que admitem isso, e em especial no setor de
crédito consignado, que mesmo depois de ter aderido ao Não Me Perturbe,
só cresce em número de reclamações."
"É preciso inverter a a ordenação lógica do raciocínio e dar ao
consumidor o direito que lhe é devido — e esse não é o direito de se
inscrever numa lista de bloqueio."
O coordenador do Idec explica que não há uma lei nacional específica
referente ao telemarketing abusivo, mas que as normas existentes, como a
Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), permitem interpretar
que a prática é ilegal — desde seu início, com a indissociável obtenção
ilegal de dados vazados.
"É um ecossistema perverso que parte de base ilegais de dados e termina com a importunação, quando não o assédio criminoso".
"A
lei é muito clara ao dizer que você precisa de uma base legal para
utilizar dados pessoais, e o número de telefone é um dado pessoal
inequívoco. O direito do usuário, o titular dos dados, não está em
bloquear o seu número de telefone. Está em não receber chamadas para a
oferta de produtos e serviços, exceto se tiver dado consentimento para
isso."
Telemarketing terá que usar prefixo 0303
Moyses defende que seja criada uma legislação específica sobre o
telemarketing abusivo em consonância com a LGPD ou que órgãos
reguladores, como a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, tomem
decisões que norteiem punições a empresas que telefonem para as pessoas
sem consentimento.
O entrevistado menciona uma reportagem de setembro do jornal regional
RJTV, da TV Globo, mostrando que o Hospital São Francisco na Providência
de Deus, na cidade do Rio de Janeiro, estava com dificuldade para
avisar a pacientes que poderiam ser beneficiados pela doação de órgãos
porque as pessoas estão deixando de atender o telefone.
"O telemarketing está fazendo com que todos os brasileiros e
brasileiras deixem de atender o telefone. Isso não é secundário. Nós
estamos simplesmente aniquilando o serviço de voz em nome da proteção de
setores econômicos e de práticas mercadológicas que são absolutamente
antiéticas e ilegais", conclui Moyses.