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sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

FBI faz alerta sobre golpes que usam QR Code para roubar vítimas

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Códigos que podem ser lidos pela câmera do smartphone servem como atalhos para usuários, mas polícia federal americana diz que eles têm sido usados para roubar dados e induzir a pagamentos indevidos.
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Por g1

Postado em 21 de janeiro de 2021 às 15h25m

Post. N. - 4.252

QR Code — Foto: Gerd Altmann/Pixabay
QR Code — Foto: Gerd Altmann/Pixabay

O FBI publicou um alerta nesta semana sobre golpes que usam QR Code para roubar vítimas. Segundo a polícia federal dos Estados Unidos, criminosos criam códigos que parecem ser legítimos e levam os usuários para sites mal-intencionados.

O QR Code é um código quadrado que pode ser lido pela câmera de um smartphone para encaminhar ao site de uma empresa, por exemplo. Entre as várias finalidades, também é possível usá-lo como um atalho para baixar um aplicativo ou fazer um pagamento.

Para diminuir o contato na pandemia, ele foi adotado em vários estabelecimentos, como restaurantes com cardápios virtuais que podem ser acessados por QR Code.

No entanto, criminosos têm atuado para substituir códigos físicos e digitais para aplicar os golpes. É o que afirma o Centro de Reclamações de Crimes na Internet (IC3, na sigla em inglês), que faz parte do FBI.

"Os cibercriminosos estão aproveitando essa tecnologia direcionando a leitura do QR Code para sites maliciosos para roubar dados da vítima, incorporar malware para obter acesso ao dispositivo da vítima e redirecionar o pagamento para uso cibercriminoso", disse o IC3 na última terça-feira (18).

O órgão explica que, quando o objetivo é roubar dados, os criminosos criam sites para induzir a vítima a preencher informações de login e dados financeiros. As páginas também podem servir para baixar arquivos maliciosos, que têm o potencial de obter a localização e dados pessoais do usuário.

"Embora códigos QR não sejam de natureza maliciosa, é importante ter cuidado ao inserir informações financeiras, bem como fazer pagamento por meio de um site acessado via QR Code", orientou o FBI.

Como se proteger

Em seu alerta, o FBI ofereceu dicas para evitar golpes que usam QR Code para roubar vítimas. O órgão orienta usuários a analisarem a URL do site que foi carregado após a leitura do código para garantir que ele realmente é legítimo.

Em lojas físicas, a recomendação é verificar se não houve manipulação do QR Code com um adesivo em cima do original, por exemplo.

A polícia federal americana também sugere cuidado com QR Code que aparecem em mensagens de empresas e amigos. De acordo com o órgão, o ideal é entrar em contato com quem enviou o código antes de acessá-lo no seu celular.

Saiba como se proteger de golpes no WhatsApp

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terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Companhias aéreas dos EUA alertam para possível 'caos' se 5G não for limitado perto de aeroportos; entenda

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Estreia de nova faixa da rede móvel está prevista para quarta-feira (19), mas aéreas pedem terceiro adiamento.
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Por g1

Postado em 18 de janeiro de 2022 às 15h45m

Post. N. - 4.251

Pessoa em frente a um letreiro do 5G — Foto: Josep Lago/AFP
Pessoa em frente a um letreiro do 5G — Foto: Josep Lago/AFP

Presidentes de 10 companhias aéreas dos Estados Unidos emitiram um alerta na última segunda-feira (17) às autoridades para alertar sobre o possível "caos" que representaria a ativação de redes 5G nas proximidades de aeroportos, em uma carta obtida pela agência de notícias AFP.

A estreia de uma nova faixa da nova tecnologia está prevista para a próxima quarta-feira (19), depois de ser adiada duas vezes por causa das preocupações de interferências que a rede pode causar nas aeronaves.

"Escrevemos para pedir urgentemente que a 5G seja implementada a partir de 19 de janeiro em qualquer local, exceto a 2 milhas (cerca de 3,2 km) das pistas de aeroportos, como foi definido pela FAA (autoridade de aviação federal)", destaca a carta, também assinada pelas gigantes de logística FedEx e UPS.

EUA: empresa adia 5G nas proximidades de alguns aeroportosEUA: empresa adia 5G nas proximidades de alguns aeroportos

"Em um dia como o último domingo, mais de 1.100 voos e 100.000 passageiros estariam sujeitos a cancelamentos, desvios e atrasos", temem os presidentes dessas empresas, incluindo American Airlines, Delta e Southwest.

Entenda ponto a ponto o problema:

  1. O que está acontecendo?
  2. O que dizem as operadoras
  3. O que acontece agora
  4. Por que isso está acontecendo somente nos EUA?
1. O que está acontecendo?

As aéreas afirmam que o uso da Banda C (faixa que utiliza o espectro entre 3.7 GHz a 6.425 GHz) no 5G poderia interferir em componentes eletrônicos da aeronave, especialmente os altímetros (medidores de altitude).

Esse equipamento opera por rádio nas aeronaves e usa frequências próximas ao 5G. Eles são responsáveis por calcular a distância exata do avião em relação ao solo, usados especialmente em operações de pouso por instrumentos, quando a visibilidade na pista está reduzida, para evitar acidentes e colisões.

As companhias aéreas defendem uma pausa "até que a FAA possa determinar como essa implantação pode ser realizada com segurança e sem interrupções catastróficas".

Dreamliner 787-10 no Aeroporto Internacional de Newark, em Nova Jersey — Foto: AP Photo/Seth Wenig
Dreamliner 787-10 no Aeroporto Internacional de Newark, em Nova Jersey — Foto: AP Photo/Seth Wenig

Preocupada com possíveis problemas de interferência com dispositivos de medição de altitude de aeronaves, a FAA emitiu novas diretrizes que limitam o uso desses mecanismos de voo em algumas situações e na última sexta (14) pediu à AT&T e à Verizon que adiassem a ativação da banda C perto de um número indeterminado de "aeroportos prioritários" enquanto um estudo mais aprofundado é realizado.

Essa pesquisa irá determinar exatamente quantos avisões podem ser impactados. Por enquanto, a autoridade permitirá que aviões com altímetros precisos e confiáveis operem em regiões com 5G. Mas os aviões com altímetros mais antigos não poderão fazer aterrissagens em condições de baixa visibilidade.

2. O que dizem as operadoras?

O CTIA , um grupo da indústria de redes sem fio dos EUA, disse que o 5G é seguro e acusou a indústria da aviação de espalhar o medo e distorcer os fatos.

A organização disse que a banda C já foi implantada em cerca de 40 países, sem relatos de interferência prejudicial com equipamentos de aviação.

A agência de notícias Associated Press disse ainda que o CEO da AT&T, John Stankey, e o CEO da Verizon, Hans Vestberg, se ofereceram para reduzir alcance de suas redes 5G perto dos aeroportos, como está sendo realizado na França.

3. O que acontece agora?

A AT&T e a Verizon poderão lançar o 5G na banda C este mês sob as licenças já concedidas pela FCC. As companhias aéreas têm até sexta-feira (20) para dar às companhias uma lista de até 50 aeroportos onde acreditam que o alcance do 5G deve ser reduzido até 5 de julho, segundo a Associated Press.

Até julho, as empresas de telecomunicações conversarão com a FAA e as companhias aéreas sobre possíveis medidas a longo prazo em relação ao serviço 5G próximo aos aeroportos.

Entretanto, nos termos do acordo com a FAA, a AT&T e a Verizon terão competência exclusiva para decidir se serão feitas quaisquer mudanças no serviço.

4. Por que isso está acontecendo somente nos EUA?

Nos Estados Unidos, a Banda C do 5G vai até 3,98 GHz, próximo da frequência dos altímetros, que operam entre 4,2 GHz e 4,4 GHz. Quanto maior a frequência, mais rápido o serviço tende a ficar – por isso, as operadoras querem tirar proveito de toda a banda.

A preocupação é que a chamada "banda de guarda", que funciona como uma faixa de segurança entre as frequências, é menor do que em outros países.

No Brasil, por exemplo, as operadoras podem operar até a faixa de 3,7 GHz – uma banda de guarda bem maior, que reduz os riscos de interferência.

"Esse maior distanciamento em frequência, chamado de banda de guarda, acarreta melhores condições para a convivência, e menor risco de interferências no território brasileiro", afirmou Moisés Moreira, conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e presidente do Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência (Gaispi).

Na União Europeia, a banca C vai de 3,4 GHz a 3,8 GHz, enquanto na Coreia do Sul, o alcance é de 3,4 a 3,7 GHz, segundo a Reuters.

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segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Carro voador levanta voo, mas ainda mostra instabilidade; assista

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Modelo da empresa britânica Bellwether participou de teste com protótipo em escala reduzida em Dubai. Veículo fez sobrevoo a 4 metros de altitude e a velocidade de 40 km/h.
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Por g1

Postado em 17 de janeiro de 2022 às 17h00m

Post. N. - 4.250

Carro voador faz 1º voo, mas mostra instabilidade
Carro voador faz 1º voo, mas mostra instabilidade

A empresa britânica Bellwether é mais uma a apostar em "carros voadores" para o transporte no futuro. Como parte do processo de desenvolvimento de seu modelo, o Volar, um teste foi realizado ainda com um protótipo com metade do tamanho que o veículo terá em sua versão final.

O Volar é um tipo de veículo elétrico de pouso e decolagem vertical (eVTOL, na sigla em inglês), que é uma aeronave similar a um helicóptero, mas que faz menos barulho e usa mais hélices para voar. Outras fabricantes como a Embraer, com sua marca EVE, também estão com projetos no segmento.

Protótipo de carro voador Bellwether Volar — Foto: Bellwether
Protótipo de carro voador Bellwether Volar — Foto: Bellwether

Por sua vez, o que chama atenção no Volar é o seu visual, que lembra o de carros voadores de filmes de ficção científica. Outro detalhe é que suas hélices estão bem protegidas por carenagens, não ficando expostas como em outros eVTOLs.

Em seu primeiro voo, realizado no final do ano passado em Dubai, mas divulgado nesta semana, o veículo que ainda não estava tripulado também despertou comentários por mostrar uma instabilidade em seus primeiros movimentos nos ares.

"Nosso Volar voa suavemente e comprova nossos esforços em inovação e tecnologia. Estamos confiantes e buscaremos a perfeição com melhoria contínua, disse Kai-Tse Lin, diretor de operações e cofundador da Bellwether Industries.

Bellwether Volar tem design futurista — Foto: Bellwether
Bellwether Volar tem design futurista — Foto: Bellwether

O modelo sobrevoou um campo a uma altura de 4 metros e com velocidade de 40 km/h. A expectativa da empresa é que as primeiras entregas em 2028.

Para a versão de produção, o Volar terá versões que podem levar 2 ou 4 pessoas, e a expectativa é que faça viagens a uma altitude de cerca de 915 metros a velocidades de 220 km/h.

Bellwether Volar ainda em escala reduzida — Foto: Bellwether
Bellwether Volar ainda em escala reduzida — Foto: Bellwether

Conheça também o 'kart voador':

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